quinta-feira, 25 de junho de 2015

Suíça 3 x 0 Honduras - Suíços fazem belo jogo na Amazônia

Domínio da Suíça durante todo o jogo

* por Victor Gabriel Sena de Sousa

Meu nome é Victor Sena, de Manaus, e a minha história talvez seja um pouco diferente das outras, pois não começa com o anúncio da Copa do Mundo. No final de 2013, eu estava recém-desempregado, mas com uma certeza absoluta: ver os jogos nos estádios. Em 2014, sem saber como fazer isso, tranquei o curso de graduação e fui à procura de empregos para juntar dinheiro. Em meio à essa busca, fui indicado a fazer o processo seletivo da Act3, empresa responsável pela organização e execução dos eventos da Adidas.

O processo seletivo aconteceu em fevereiro e acompanhei os sorteios dos ingressos sem perspectivas de comprá-los, pois continuava à procura de uma renda que me proporcionasse isso e a espera de uma resposta que talvez não viesse. Em junho, primeiro dia do mês e a chance que teria de ver os jogos da Copa do Mundo quase se apagando, chega o e-mail informando que eu e mais quatro pessoas foram selecionadas para participar da equipe Act3. A fagulha de fé se manteve acesa!

Foi um mês de alto nível, graças a invasão cultural. Manaus foi bombardeada de sotaques e estilos muito distintos, como a diversão dos ingleses, o patriotismo dos americanos e a beleza das suíças, chamando minha atenção de quem nunca pôde sair do Brasil.

Presença marcante dos suíços nas arquibancadas

Apesar de deter algum conhecimento para participar dos eventos, ainda tinha 20 anos. Impulsivo e fora de controle, não tinha guardado dinheiro algum para assistir aos jogos. Tinha muita vontade e estava confiante de que veria os jogos, independente da condição que estava.  

Adquiri os ingressos poucas horas antes dos jogos começarem graças ao meu cargo temporário.  Estava na loja oficial da Adidas quando fui convidado a assistir ao jogo de abertura na Cidade. Não tive tempo de ir em casa, não tive tempo de carregar meu celular e nenhum conhecido meu sabia que eu fui ao jogo Itália e Inglaterra.

Mas isso é outra história, pois o jogo mais emocionante sem dúvida foi Honduras e Suíça, realizado no dia 25 de junho. Fui convidado, dessa vez, no dia anterior a assistir o jogo no anel inferior.  Dessa vez, acompanhado do meu irmão Thiago e mais quatro amigos que conheci pelo ‘freela’ com a Adidas.

A viagem até o estádio foi bem mais tranquila, ao contrário do primeiro jogo que fui. O clima na cidade tinha um ar de despedida, mas as pessoas passavam um sentimento muito bom fora do estádio, como se o resultado naquele dia fosse o menos importante.

Suíça no ataque: cena comum durante a partida

Pude ver um jogo bem mais aberto que Itália e Inglaterra. Os suíços e hondurenhos trocavam passes rápidos e a torcida que foi ao estádio, pelo espetáculo, respondia a cada jogada, com olas e muito barulho.

Shaquiri foi o nome do jogo. O número 23 tinha passado em branco na Copa até aquele dia, mas marcou os três gols do jogo. No primeiro, ele foi trazendo a bola pela direita, se livrou da marcação puxando pro meio e mandou um belo chute no ângulo direito do goleiro. No segundo gol, ele recebeu no meio da área e sozinho chutou sem chance para o arqueiro hondurenho. Já o último foi mais trabalhado que os primeiros, já que o número 19 veio trazendo a bola desde o meio campo e fez uma linda jogada pela direita, deixando a pelota para Shaquiri, que mais uma vez sozinho recebeu no meio da área e não perdoou.

O resultado condizia com o espetáculo. A emoção daquele dia era tão grande quanto a fé que eu precisei para chegar naquele dia, porque não foi algo que fiz sozinho. E além de realizar um sonho, ter a oportunidade de levar o meu irmão comigo foi melhor ainda.

A Copa do Mundo foi bem mais que um espetáculo, representou a imensa gratidão que eu tenho com a vida até hoje, um evento único em que tive a oportunidade de trabalhar. E nunca vou me esquecer do que vivi no ano de 2014, o ano em que ganhei no mês do meu aniversário uma Copa do Mundo.


* Victor Gabriel Sena de Sousa (o primeiro), 22 anos, é relações públicas e empreendedor, mora em Manaus-AM e torce para o São Paulo FC. Atualmente trabalha com fotografia e marketing multinível.
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