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Jogadores do Peñarol comemoraram o título
O Peñarol é o campeão da Supercopa Uruguaia. Na noite deste domingo, no Estádio Centenário, em Montevidéu, os aurinegros derrotaram o Nacional por 4 a 2 nos pênaltis, após empate sem gols ao fim dos 120 minutos de um clássico tenso, truncado e cheio de confusão dentro e fora de campo.
A decisão colocou frente a frente os vencedores do Torneio Intermedio de 2025 (Peñarol) e os atuais campeões uruguaios (Nacional), abrindo oficialmente a temporada com um título em jogo — e, claro, em mais um reencontro quente entre os maiores rivais do país.
Clássico travado e poucas chances - O técnico Diego Aguirre surpreendeu na escalação do Peñarol ao montar uma linha de cinco defensores, com Franco Escobar e Gastón Togni atuando como alas. No ataque, Matías Arezo ficou isolado, enquanto Leonardo Fernández tinha liberdade para criar.
Os primeiros minutos foram de muita disputa física, pouca criatividade e erros dos dois lados — o retrato clássico de uma final uruguaia. A primeira grande chance foi do Peñarol, aos 6 minutos, quando Arezo soltou uma bomba de fora da área e obrigou Luis Mejía a fazer boa defesa.
Depois disso, o Nacional passou a pressionar mais no campo ofensivo, acumulou escanteios, mas não conseguiu transformar o volume em chances claras. O Peñarol, com dificuldades na saída de bola, voltou a ameaçar apenas após os 25 minutos, novamente com Arezo, em chute que saiu sem perigo.
O primeiro tempo, morno, ganhou emoção nos minutos finais: Sebastián Britos salvou o Peñarol em finalizações de Luciano Boggio e Maximiliano Gómez, enquanto Mejía evitou o gol aurinegro em cabeçada de Emanuel Gularte.
Expulsões, confusão e jogo interrompido - Na volta do intervalo, o Peñarol perdeu Nahuel Herrera por lesão. Pouco depois, aos 50 minutos, Leandro Umpiérrez foi expulso após uma entrada dura em Sebastián Coates. O incrível é que, apenas 30 segundos depois, Gonzalo Carneiro também levou vermelho pelo lado do Nacional, após atingir Eric Remedi.
O segundo tempo seguiu travado e nervoso. Aos 63 minutos, Maximiliano Silvera entrou em campo e, pouco depois, protagonizou um lance polêmico após troca de empurrões e agressões com Remedi, elevando ainda mais a temperatura do clássico.
Perto do fim, Silvera teve a melhor chance do Nacional: sozinho na pequena área, demorou para finalizar e permitiu a recuperação da defesa do Peñarol. Já aos 40 minutos, o jogo foi interrompido após bombas de efeito moral serem arremessadas da arquibancada, além de confusão nas torcidas com bandeiras e sinalizadores.
Mesmo com nove minutos de acréscimo indicados, o árbitro Esteban Ostojich encerrou o tempo regulamentar antes do previsto e confirmou a prorrogação.
Prorrogação e decisão nos pênaltis - No tempo extra, o Peñarol cresceu. Leonardo Fernández quase marcou em cobrança de falta que passou raspando a trave. No segundo tempo da prorrogação, o camisa 10 voltou a assustar, obrigando Mejía a trabalhar em chute perigoso.
Fisicamente desgastados, os aurinegros terminaram praticamente com nove em campo, já que Jesús Trindade estava exausto. Ainda assim, o empate persistiu, levando a decisão para os pênaltis.
Peñarol perfeito na hora H - Nas penalidades, o Peñarol foi mais eficiente. Verón Lupi e Batista abriram a série convertendo. Pelo Nacional, Dos Santos isolou uma cobrança e, depois, Britos defendeu outra tentativa tricolor. Leonardo Fernández e Remedi — este com uma cavadinha cheia de categoria — marcaram para os carboneros. Coates ainda fez o dele para o Nacional, mas coube a Madruga bater o pênalti decisivo e garantir o título aurinegro.
No fim, festa preta e amarela no Centenário: o Peñarol leva a Supercopa Uruguaia e começa a temporada levantando taça — do jeito que o seu torcedor gosta, com drama, sofrimento e vitória sobre o maior rival.