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A fundação do Sport Club Rio Grande e o Dia do Futebol no Brasil

Por Lucas Paes
Foto: Reprodução

Placa no estádio do Rio Grande

Há exatos 121 anos, no dia 19 de julho de 1900, nascia na cidade de Rio Grande, no estádio do Rio Grande do Sul, o primeiro clube dedicado a pratica do futebol no país, o Sport Club Rio Grande. O clube gaúcho já ganhou até reconhecimento oficial como o clube de futebol mais antigo do país e inclusive fazendo com o que o dia de sua fundação virasse o dia do futebol no Brasil.

Existem clubes mais antigos no país que jogam futebol, como por exemplo o caso do Flamengo, de 1895, o Vitória, de 1899 entre outros fundados ainda antes do ano de 1900, mas todos estes tiveram seus departamentos de futebol fundados alguns anos depois de começarem como clubes ou de regatas ou de outros esportes. Outros, como o São Paulo Athletic e o Makenzie não estão mais ativos profissionalmente. O Vovô é o único que teve um departamento de futebol criado há tanto tempo, na verdade desde a sua fundação e ainda segue ativo mais de 120 anos depois.

O reconhecimento ao Rio Grande como o clube mais antigo do Brasil data já de 1975, data em que foi reconhecido assim pela antiga Confederação Brasileira de Desportos. Pouco depois, em 1976, a mesma entidade homenageou o clube com a criação do dia nacional do futebol, instituído justamente na data de fundação do clube, em 19 de julho.

O Tricolor, com cores semelhantes a da bandeira gaúcha, ou seja, vermelho, amarelo e verde, hoje figura na terceira divisão do Campeonato Gaúcho, que é chamada de Segunda Divisão, mas já foi campeão do Gauchão em 1936, em cima do Inter e já ganhou todas as divisões do Campeonato Gaúcho de futebol. Atualmente, o clube tenta se recuperar dos impactos que a pandemia causou e ainda causa nos times menores.


Atualmente, segundo uma entrevista ao portal do O Globo, os planos da presidência do clube são de tentar recuperar um pouco a grandeza do time e não mais apenas jogar para manter o time ativo e não perder o título de clube de futebol mais antigo em atividade no Brasil. Neste ano, o time avançou até as quartas de final da terceira divisão do Gaúchão, caindo para o 12 Horas de Porto Alegre.

Johan Cruyff no Feyenoord

Por Lucas Paes 

Rejeitado no Ajax, por o acharem velho, Cruyff foi parar no Feyernood e conquistou o Holandês

Johan Cruyff é, sem sombra de dúvidas, o maior jogador holandês de todos os tempos. Sua importância no futebol vai muito além das quatro linhas, já que o Pitágoras de Chuteiras foi responsável por repensar o modo de enxergar o jogo taticamente quando treinador, legado maximizado quando esteve em Barcelona, seja na casamata e principalmente na gestão das categorias de base, sendo responsável direto pelo surgimento da geração que tornou o Barça o melhor time do mundo nas mãos de Guardiola. Como jogador, Cruyff é um dos maiores ídolos do Ajax, mas ele também passou pelo Feyenoord, um dos arquirrivais dos tetracampeões europeus. 

Já em final de carreira, no hoje distante ano de 1983, Johan estava num Ajax onde era bicampeão nacional. Com 36 anos, apesar de um dos destaques do Ajax que ganhara o doblete, vencendo a Eredivisie e a Copa da Holanda, os Filhos dos Deuses não ofereceram ao camisa 14 um novo contrato. Num ato que hoje geraria reações absurdas (o que ocorreu na época), Cruyff então aceitou ir ao Feyenoord, arquirrival do Ajax à época.

O jovem Gullit e o experiente Cruyff: que dupla!

A chegada de Cruyff gerou até (pasmem) protestos da torcida do Feyenoord. O fato é que o gênio holandês não necessitava ir ao time de Roterdã, porém as discussões dele com a diretoria do Ajax não foram exatamente amistosas e o Pitágoras de Chuteiras queria, acima de tudo, provar que estava certo. E de fato acabaria provando. 

Ao lado de um ainda jovem Gullit e de Peter Houtman, um dos maiores ídolos da história do “Time do Povo” holandês e vestindo a camisa 10, Cruyff demonstrou toda a sua classe. Com as arrancadas características, os passes geniais e os gols. O time de Roterdã, contando com o Salvador em seu elenco rapidamente arrancou, porém acabou trucidado pelo Ajax no antigo De Meer, perdendo por 8 a 2. No segundo turno, em fevereiro de 1984, um De Kuip abarrotado viu a vingança dos comandados de Cruyff, vencendo por 4 a 1, com dois do seu camisa 10. Ainda que não igualasse a goleada, serviu para saciar a sede.

Cruyff carregado nos braços dos companheiros depois do título

Apesar de não conseguir nenhuma sequência absurda de triunfos, o título do Feyenoord veio principalmente pela regularidade, com a liderança sendo assumida na 10ª rodada e não mais sendo largada. Na Copa, o Orgulho do Sul passou por Heereven, Elinkwijk, Ajax (na prorrogação), NEC, Harleem até o título, conquistado “em casa”, no De Kuip, diante do Fortuna Sittard. 

Cruyff encerrou sua trajetória no futebol ao fim daquela ótima temporada no Feyenoord, tendo conquistado também a Copa nacional. Em 44 jogos, o gênio marcou 14 gols, além de ser protagonista tanto na goleada diante de seu ex-clube pela Eredvisie quanto na eliminação na Copa da Holanda. Dois anos depois, iniciaria sua carreira de treinador no Ajax, antes de passar oito revolucionários anos como comandante do Barcelona, onde mudou o patamar do clube, trabalho que completaria depois quando responsável pelas canteras dos Culés.

O Curioso do Futebol

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