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As passagens de Válber pelo Botafogo

Por Fabio Rocha
Foto: Juha Tamminen

Válber quando defendeu o Botafogo

Válber Roel de Oliveira foi um bom jogador na década de 90, sendo muito versátil, atuando em praticamente todas as posições do campo. Com passagens por diversos clubes brasileiros, ficou conhecido por ter atuado nos quatros grandes do Rio de Janeiro, mas foi no Botafogo que conseguiu ter muito destaque. 

O jogador nasceu no Rio de Janeiro, no dia 31 de maio de 1967, e começou a sua carreira na base do Tomazinho. Foi pelo clube carioca que estreou no profissional em 1987, fazendo bons jogos como zagueiro. 

Em seu primeiro ano de profissional, aos 20 anos, foi muito bem e no ano seguinte foi contratado pelo São Cristóvão. Ficou duas temporadas no clube, fazendo bons jogos e chamando a atenção de alguns clubes do estado, principalmente após o Campeonato Carioca de 1989. 

Depois de boas atuações, o jogador acabou sendo negociado com o Fluminense em 1990. Porém, atuando na zaga teve pouco espaço e quando atuou não foi muito seguro, então passou boa parte da temporada no banco de reservas, sem ser aproveitado. 

Válber ficou no clube até o primeiro semestre de 1991, pois logo depois o seu contratado com o tricolor carioca acabou e ele acabou indo para o rival Botafogo, para a disputa do Campeonato Carioca. 

Porém, não conseguiu retomar seu bom futebol atuando como zagueiro do clube, ficou boa parte do segundo semestre como reserva, entrando em alguns jogos menos expressivos. O seu desempenho como defensor não estava agradando, mas Válber tinha muita qualidade com as bolas nos pés e poderia render em outras funções. 

Em 1992, na disputa do Campeonato Brasileiro, o jogador começou a ser utilizado em outras funções, começou sendo testado como meia-armador, mas também não se encontrou. Logo na sequência foi para volante, mas ainda não tinha um bom desempenho. 

Ainda no início da competição, Válber foi testado como lateral e conseguiu fazer uma boa atuação, ganhando sequência na posição. Com o passar dos jogos foi ganhando destaque e tornou-se um dos principais atletas da posição no futebol brasileiro. 


Tanto que neste período foi convocado para a seleção brasileira para atuar na lateral. As suas boas atuações e a da equipe levaram o Botafogo ao vice-campeonato brasileiro, ficando muito perto da conquista nacional. 

Com o final do Campeonato Brasileiro, o jogador entrou para a Seleção do Bola de Prata, que premia os melhores jogadores da competição. Além disso, o São Paulo viu potencial no jogador e decidiu contratar para o restante da temporada. 

Depois de passar pelo São Paulo, Flamengo, São Paulo e Vasco, o jogador retornou ao Botafogo em 1999 para a disputa do Campeonato Carioca. Porém, após o final da competição, Válber recebeu uma proposta do Fluminense e acabou aceitando, deixando o alvinegro carioca.

O meia Válber e sua passagem pelo Vasco da Gama em 1996

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Válber teve boa trajetória pelo Vascão em 96

O ex-meia atacante Válber da Silva Costa, conhecido apenas como Válber, está comemorando o seu 52º ano de vida nesta quarta-feira, dia 6 de dezembro de 2023. Ao longo de sua carreira como profissional, o atleta teve uma rápida, mas boa passagem pelo Vasco da Gama no ano de 1996.

Antes de chegar à São Januário, o maranhense já colecionava trajetórias em clubes como Santa Cruz, Mogi Mirim - onde iniciou uma belíssima parceria com Rivaldo, que continuaria em outros clubes, e o Corinthians. Do Coringão foi para o Japão, para defender as cores do Yokohama Flügels. Entretanto, sem muito espaço no clube nipônico, foi emprestado à times como Palmeiras e Internacional em 95.

No Vascão, teve a oportunidade de jogar junto de Juninho Pernambucano. Seu começo de trajetória foi empolgante, inclusive, marcou gol logo no seu primeiro jogo. Porém, a fase que o clube carioca vivia acabou não colaborando com o seu desempenho e isso acabou culminando com sua saída do Cruzmaltino após 48 jogos e 15 gols marcados


Com o fim de sua passagem pelo time carioca, retornou de empréstimo ao Flügels em 97, pouco antes da equipe passar a se chamar Yokohama Marinos. Na sequência de sua carreira, Válber voltou a Brasil e jogou no Atlético-PR, no Mogi Mirim até se aposentar em 2004, quando atuava no Santa Cruz.

As passagens do zagueiro Válber pelo São Paulo

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Válber teve duas passagens pelo Tricolor

Válber Roel de Oliveira, ex-jogador carioca, está completando o seu 56º ano de vida nesta quarta-feira, dia 31 de maio de 2023. No decorrer de sua carreira, o zagueiro teve duas passagens pelo São Paulo nos Anos 90.

Estas trajetórias do jogador pelo Tricolor Paulista aconteceram de 1992 a 1994 e de 1996 até 1997, depois de ser revelado nas categorias de base do Tomazinho, onde também se profissionalizou, e também passar por São Cristóvão, Fluminense e Botafogo. Chegou ao clube do Morumbi, comandado pelo renomado Telê Santana, que inclusive dizia que o defensor era melhor do que o italiano Baresi, mas não conseguiu corresponder as expectativas apesar dos títulos que conquistou, já que teve vários problemas extra-campo. 

Foi para o Flamengo em 1995 e permaneceu até a temporada seguinte, quando retornou à agremiação da capital paulista. Em sua segunda trajetória pela equipe são paulina, participou da má campanha da equipe tricolor no Brasileirão de 1996 e se despediu do clube após o Campeonato Paulista de 1997.

Segundo o site ogol.com, o zagueiro disputou 159 partidas e balançou as redes adversárias em cinco ocasiões, apesar de não ter essa característica de marcar gols. Nestas passagens pelo time paulista, venceu uma Copa Libertadores da América (1993), duas Copa Intercontinental (1992 e 1993) e duas Recopas Sul-Americana: 1993 e 1994.


Na sequência de sua carreira, Válber ainda vestiu a camisa de clubes como Vasco da Gama, Botafogo, Fluminense, Coritiba, Santos, Fluminense, Inter de Limeira, Barretos e Guanabara. Encerrou a sua trajetória como jogador de futebol profissional no America-RJ em 2008.

A passagem de Válber pelo Corinthians

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Válber atuando no Corinthians contra seu time anterior, o Mogi Mirim

O interior paulista já revelou diversos times que ficaram marcados na história do futebol brasileiro pelo futebol que mostraram. Um deles foi o ótimo Carrossel Caipira do Mogi Mirim, de 1992 e 1993. Aquele time mostrou ao grande cenário vários jogadores que ficaram conhecidos no futebol brasileiro, incluindo o craque Rivaldo, que marcaria a Seleção Brasileira dali a alguns anos. Entre estes esteve o meia Válber, que completa 51 anos neste dia 6 e que passaria pelo Corinthians.

Válber, que assim como Rivaldo começou no Santa Cruz, chegou ao Timão vindo direto do Mogi Mirim. Na época veio como a grande contratação do Timão, já que fora o artilheiro do Paulistão de 1992, o que fez com que vários times grandes quisessem seu passe e o Corinthinas passasse a frente para o contratar. Foi neste contexto que chegou inclusive junto a Rivaldo no Timão. Aliás, o 'pacote' vindo do Sapo também tinha o lateral Ademílson e o atacante Leto.

Ele estreou com a camisa do Alvinegro do Parque São Jorge em um jogo diante do Vasco, no Torneio Rio-São Paulo de 1993, mais especificamente no dia 11 de julho daquele ano. Sua estreia pelo Timão foi empolgante ao extremo, já que foi crucial na vitória por 4 a 3 diante do Cruzmaltino, marcnado 3 gols na vitória por 4 a 3 diante dos cariocas no Pacaembu. 

No geral, Válber não foi exatamente apagado no Corinthians. Teve boas atuações e principalmente marcou seus gols, principalmente diante do Vasco que sozinho tomou cinco gols do ex-jogador do Mogi Mirim durante sua passagem pelo Corinthians.

Neste período, chegou até à Seleção Brasileira, atuando no segundo tempo em um amistoso contra a Alemanha, uma derrota por 2 a 1. Permaneceu atuando bastante pelo alvinegro do Parque até o final daquele ano, sendo um dos artilheiros do time no Brasileirão de 1993, onde o Corinthians ficou pelo caminho na segunda fase.


Se despediu do time paulista ao final daquele ano, negociado com o Yokohama Flugels, do futebol japonês, que começava a ter um investimento mais massivo no esporte. No total, atuou em 27 jogos com a camisa do Timão, o último deles diante do Santos na segunda fase do Brasileirão, marcando um total de 12 gols.

Válber e a passagem pelo Fluminense no início dos anos 90

Por Lucas Paes
Foto: Juha Tamminnen

Válber no Fluzão

Completando 55 anos neste dia 31 de maio, o ex-zagueiro Válber é considerado por muitos um dos mais técnicos que o Brasil já teve em seu futebol. Um dos jogadores mais queridos por Telê Santana, que foi quem o levou ao São Paulo e quem o colocou na meia cancha, o carioca rodou por diversos clubes ao longo de sua carreira, entre eles o Fluminense, clube pelo qual teve três passagens ao longo de sua trajetória no esporte bretão.

O Fluminense foi o primeiro dos grandes do Rio de Janeiro pelo qual Válber jogou. Tendo começado a carreira no Tomazinho, passou pelo São Cristóvão e chegou as Laranjeiras em 1990, rapidamente tomou conta da defesa, sendo o zagueiro titular entre 1990 e 1991. Campeão da Taça Rio em 1990, se destacou de maneira importante naquele turno do estadual, sendo titular em praticamente todos os jogos do Fluminense na campanha, incluindo nisso a última partida, que aliás foi uma derrota para o América. Foi titular também durante o Brasileirão daquele ano, em que o Flu foi mal e ficou apenas no 15º lugar.

No ano seguinte um dos destaques da equipe que chegou até as semifinais do Brasileirão de 1991, que foi disputado no primeiro semestre daquele ano. O Tricolor Carioca ficou na terceira colocação na fase inicial e se classificou as semifinais, onde caiu para o excelente time do Bragantino, que vinha de um título estadual recente. Depois disso, se transferiu ao Botafogo, onde ficaria pouco tempo antes de jogar pelo São Paulo.

Devido a sua técnica diferenciada, Telê Santana o escalaria como meia no Tricolor Paulista, em 1992, onde seria destaque daquele time espetacular bicampeão da América e do Mundo. Seu bom futebol o levou até a Seleção Brasileira, onde inclusive jogou a Copa América de 1993 e era titular no ciclo da Copa do Mundo de 1994, mas acabou não indo aos Estados Unidos.

Retornaria ao Tricolor Carioca outras duas vezes como jogador. Em 1999, esteve no time que foi campeão da Série C do Campeonato Brasileiro, após deixar o Vasco, onde havia conquistado a Libertadores da América em 1998. Retornou novamente ao Fluminense em 2002, quando atuou em apenas quatro partidas pelo Brasileirão. 


Após pendurar as chuteiras tentou ser treinador. Sua única experiência como treinador num time profissional foi no Audax Rio, no ano de 2014. Válber ainda passou novamente pelo Fluminense na função, comandando um dos times da categorias de base do clube entre 2017 e 2020, quando acabou deixando a equipe.  

Válber no Palmeiras em 1995 - O último ato da parceria com Rivaldo

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Válber pelo Palmeiras em 1995

O ex-meia atacante Válber completa hoje 50 anos de vida. O jogador, que nasceu em São Luís, no Maranhão, e começou sua carreira no Santa Cruz, teve passagens por grandes clubes do futebol brasileiro. Em 1995, ele passou pelo Palmeiras, onde reeditou pela última vez a parceria com Rivaldo.

Depois do começo da carreira no Santa Cruz, junto com Rivaldo, dupla foi para o Mogi Mirim, se juntou a Leto, em 1992, e foi base da equipe que ficou conhecida como o "Carrossel Caipira", graças às grandes atuações, com Válber conduzindo o time dirigido por Vadão. Em 1993, o trio vai para o Corinthians, sendo que apenas o meia-atacante foi comprado em definitivo. Vão bem no Brasileirão, mas Válber é vendido para o Yokohama Flugels para a temporada de 1994.

Com um ano no futebol japonês, Válber voltou por empréstimo ao Brasil para atuar no Palmeiras e chegou com grande expectativa para repetir as boas atuações do Mogi Mirim e Corinthians junto com Rivaldo. Na época, o meia atacante chamava mais atenção do que Rivaldo, e veio para continuar levando o verdão da Parmalat a conquistar títulos.

Em 1995 sob o comando técnico de Valdir Espinosa e Carlos Alberto Silva, o Válber começou a cair de rendimento, e seu grande parceiro Rivaldo subiu de patamar. Diferente do início de carreira, as coisas estavam mudando e Válber não era mais o principal jogador do clube, e seu companheiro de equipe.

O ano de 1995 não foi bom do Palmeiras. A equipe, que vinha de um bi Paulista e Brasileiro, reformulou a equipe e passou uma temporada sem título, algo raro na fase Parmalat. Foi uma temporada de transição. No fim, Vanderlei Luxemburgo assumiu a equipe nos últimos jogos e mudou muita coisa para 1996.

Já no ano seguinte, o Palmeiras começou uma reformulação em sua equipe e Válber  acabou saindo do clube e foi para o Internacional por empréstimo pelo time japonês, e seu amigo Rivaldo continuou no clube alviverde por onde teve uma carreira lindíssima e conquistou vários títulos. Naquele ano de 1995 foi a última vez que os dois jogaram juntos.


Depois, foi atuar no Vasco da Gama, e ficou só um ano. Depois do declínio de sua carreira, o jogador não conseguiu mais mostrar seu grande futebol do começo de sua carreira. Válber encerrou sua carreira precocemente aos 33 anos, atuando pelo Mogi Mirim em 2004. Já Rivaldo só viu sua carreira crescer.

Válber - O craque que esteve perto do sucesso, mas não vingou

Por Lucas Paes

Válber após encerrar a carreira: dupla infernal com Rivaldo no início da carreira

Duas carreiras, dois jogadores promissores e que tiveram o início muito parecido. Enquanto um virou o melhor do mundo, o outro, que por muitas vezes foi qualificado como o melhor da dupla, até chegou perto do topo, mas não conseguiu manter uma boa sequência em grandes times. Estamos falando de Rivaldo e do tema deste texto: Válber.

Nascido em São Luiz, no Maranhão, em 6 de dezembro de 1971, Válber da Silva Costa começou no futebol no Santa Cruz, de Recife. Em 1991, surgiu para o futebol no time da Cobra Coral, já fazendo uma promissora dupla com o outro meia Rivaldo. Como o time pernambucano não estava passando por seus melhores dias, os dois acabaram indo, no mesmo ano, para o interior de São Paulo, mais precisamente para o Mogi Mirim.

No Santa Cruz, com os dois já atuando juntos

Em 1992, o Sapo encantaria o futebol paulista. Com um futebol moderno e envolvente, liderado pela dupla que tinha vindo de Pernambuco, o Mogi Mirim do técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão,  ganharia o apelido de Carrossel Caipira. Inspirados na Holanda de Rinus Michel, a equipe não guardava posição, confundindo os adversários. O time foi à fase final do Paulistão, sendo campeã do grupo amarelo e ganhou a Copa 90 anos da FPF.

Válber, por sua vez, foi artilheiro daquele campeonato, com 17 gols. Em 1993, já no módulo principal, o Mogi Mirim, principalmente em casa, fez grandes jogos contra as grandes equipes, o que chamou a atenção de vários clubes. Antes do Rio-São Paulo daquele ano, o Corinthians montou o famosos pacotão e contratou ele, Rivaldo, Leto e Admilson. Apenas Válber veio em definitivo, com os outros chegando por empréstimo.

No Mogi Mirim, no famoso Carrossel Caipira

Depois de um vice-campeonato no Rio-São Paulo, Mário Sérgio assumiu o Timão e resolveu usar como base de seu estilo de jogo os atletas que vieram de Mogi Mirim. O sucesso foi imediato: o Corinthians era um time que não perdia no Brasileirão daquele ano e Carlos Alberto Parreira, treinador da Seleção, convocou a dupla que jogava junto desde o Santa Cruz para um amistoso contra a Alemanha (derrota por 2 a 1). Os dois começaram no banco e apenas Válber entrou no decorrer da partida.

Porém, o final da temporada não foi tão feliz para Válber. Enquanto Rivaldo começou a despontar, apesar de o Corinthians ter perdido o Campeonato Brasileiro com apenas uma derrota em toda a campanha, e foi titular da Seleção em sua segunda convocação (amistoso contra o México, com gol dele), Válber nunca mais foi lembrado para a Amarelinha.

O famoso pacotão do Corinthians de 1993

Ao fim da temporada, o Corinthians vendeu Válber para o Yokohama Flügels, do Japão, e renovou o empréstimo de Rivaldo por mais seis meses. No meio de 1994, a surpresa: o Timão não tinha o dinheiro para comprar o meia e o Palmeiras, através da Parmalat, o comprou. Enquanto isso, Válber estava meio esquecido em terras nipônicas.

Porém, o destino sempre cruzava a vida futebolística dos dois jogadores e em 1995, Válber voltou ao Brasil para atuar novamente ao lado de Rivaldo, desta vez no Palmeiras. Porém, ele não foi bem no Verdão e saiu, indo para o Internacional e nunca mais atuou ao lado do parceiro. Depois do Colorado, foi para o Vasco, onde estreou bem e teve bons momentos, mas acabou deixando o clube em uma crise vivida pelo Cruzmaltino. Foram 48 jogos e 15 gols.

No Palmeiras, onde também atuou ao lado de Rivaldo

Retornou ao Japão, onde ficou entre 1997 e 1999. Na sua segunda passagem terras nipônicas, no Yokohama F. Marinos, Válber voltou a viver bons momentos. Voltou para o Brasil e passou por Goiás, Ponte Preta, Ituano, onde jogou de novo com Admilson e Leto (onde algumas manchetas apontavam: só falta o Rivaldo), Atlético Paranaense, de onde saiu antes do título brasileiro de 2001. Voltou ao Santa Cruz naquele ano e encerrou a carreira em 2004 no Mogi Mirim, com 33 anos.

Já Rivaldo, como a história diz, virou lenda. Do Palmeiras para o Lá Coruña. Depois virou Ídolo e melhor do mundo no Barcelona e foi um dos melhores (se não o melhor) jogadores do Brasil no penta da Copa do Mundo em 2002. Passou pelo Milan depois da Copa. Passaria por diversos clubes depois, indo bem no Olympiakos, onde fez boa dupla com Giovanni e virou ídolo dos Gávros. Coincidentemente, encerrou a carreira no Mogi Mirim, em 2015, marcado como uma lenda do futebol brasileiro.

O meia teve duas passagens pelo Japão

No fim das contas, Válber, que prometia serviam estrela, nunca conseguiu brilhar e explodir como prometia no espaço-tempo do futebol. Já seu colega Rivaldo virou um buraco negro que absorveu conquistas, idolatria e histórias suficientes para durar pela eternidade na memória dos torcedores.

Hoje, Válber é responsável por gerenciar a carreira de atletas com a empresa que fundou. Rivaldo por sua vez faz parta do time de lendas do Barcelona, que roda o mundo promovendo a marca do clube catalão. Lá atua ao lado de nomes como Kluivert, Giuly e é claro, seu companheiro em 2002, Ronaldinho Gaúcho.

Só faltou o Rivaldo no Ituano de 1999


O Carrossel Caipira, time do Mogi Mirim comandado por Oswaldo Alvarez, o Vadão, na primeira metade da década de 90, encheu os olhos dos admiradores do futebol paulista. Com um futebol envolvente, o Sapo era um time forte, principalmente jogando em casa. O alicerce desta equipe era o trio avançado formado por Rivaldo, Válber e Leto, que daria muito o que falar anos depois.

Em 1993, o trio e o lateral Ademilson, foram contratados pelo Corinthians, para a disputa do Campeonato Brasileiro. Logo de cara, Rivaldo e, principalmente Válber, se destacaram e chegaram à Seleção Brasileira. Leto era uma espécie de 12º homem do time dirigido por Mário Sérgio, pois entrava em quase todas as partidas.

Quis o destino que o trio fosse separado ao final daquele ano. Válber foi vendido para o futebol japonês. Leto foi devolvido ao Mogi Mirim e passou a rodar o Brasil inteiro. Já Rivaldo ainda teve seu contrato de empréstimo renovado, mas no meio de 1994, foi comprado pela Parmalat e passou a defender o rival Palmeiras. Aliás, no Verdão, em 1995, Rivaldo e Válber voltaram a atuar juntos, mas nessa época, o primeiro já tinha se tornado um grande destaque.

O tempo passou, Leto continuou rodando por times grandes e médios do futebol brasileiro. Válber ainda passou por alguns grandes, como o Vasco, e futebol japonês, mas sem encher tanto os olhos como antes. Já Rivaldo virou um dos maiores craques do futebol mundial, fazendo sucesso no Deportivo La Coruña e virando ídolo no Barcelona.

Leto em outra passagem pelo Ituano
(foto: Gazeta Press)

Em 1999, para disputar o Campeonato Paulista, o Ituano resolveu reviver o Carrossel Caipira. É claro que o time de Itu não tinha condições de trazer Rivaldo, que estava 'destruindo' no Barcelona (aliás, foi escolhido o melhor do mundo justamente em 1999), mas foi atrás, e contratou, os outros dois membros do trio: Leto e Válber.

Porém, o que parecia se tornar um sucesso, que o Ituano seria a pedra no sapato das grandes equipes, na verdade foi um fracasso. Na primeira fase, que não tinha Corinthians, Palmeiras, Santos e São Paulo, o Ituano foi o último colocado do Grupo 1, indo jogar o rebolo do rebaixamento, sem ter a chance de enfrentar uma das fortes equipes.

No rebolo, o Galo encarou União São João, São José e Araçatuba. O quadrangular iria definir os dois times rebaixados. Porém, o Ituano não foi bem, terminando em terceiro, com três vitórias, um empate e duas derrotas, indo para a Série A-2 de 2000.

Os dois jogadores, depois dessa passagem pelo Ituano, voltaram a perambular pelo futebol brasileiro. Leto chegou a ter uma nova passagem pelo Galo. Já o time de Itu conseguiu voltar à elite do futebol paulista em 2002, conquistou o estadual daquele ano (que não teve a participação dos grandes) e ainda voltou a repetir o feito em 2014, desta vez batendo o Santos FC na final.
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