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Atacante Marcelo Santos vira sensação em Portugal após golaço do meio-campo pelo Sanjoanense

Foto: divulgação Sanjoanense

Marcelo Santos comemora o gol com os companheiros

A temporada para o Sanjoanense chegou ao fim com um toque brasileiro. Na partida de encerramento da Liga 3 de Portugal, o atacante Marcelo Santos, de 28 anos, protagonizou um dos lances mais marcantes do país. O jogador acertou o famoso “pombo sem asa” do meio-campo, encobrindo o goleiro e marcando um golaço, digno de placa. 

A plasticidade do gol foi tanta, que, internamente, o clube e torcida comenta a possibilidade de o brasileiro concorrer ao Puskas, famoso prêmio entregue pela FIFA ao gol mais bonito do futebol mundial.  

O jogador, que conta com passagens por Corinthians, Cruzeiro, Ipatinga e Remo, contou que percebeu que o goleiro estava adiantado. De rara felicidade, arriscou a finalização e acertou um belo gol no fechamento da temporada.

Confira o gol

“Acho que fiz um belo gol, com certeza um dos melhores do campeonato.  Eu cheguei até a comentar com alguns companheiros, que reparei que o goleiro jogava muito adiantado. Avisei que chutaria do meio-campo e tentar pegá-lo desprevenido. Fui muito feliz na finalização, foi o mais bonito que fiz na minha carreira, com certeza. Agora, sobre o Puskas, é um sonho. Espero que seja indicado, seria uma honra muito grande, ainda mais representar meu país na maior premiação do futebol mundial, mas não quero criar expectativas”, conta o jogador.

O belo gol foi a coroação de uma das melhores temporadas de Marcelo na carreira. Durante a campanha que culminou na permanência - até então improvável da equipe - o brasileiro anotou 11 gols em 27 jogos e ainda participou de outros três com assistências. 

“Trabalhei muito neste ano e, por conta desse esforço, fui recompensado com minha melhor temporada até o momento. Consegui marcar gols, dar assistências, mas acima de tudo, conseguimos alcançar o nosso principal objetivo, que era a permanência. Vejo este gol como a ‘cereja do bolo’, para encerrar de maneira muito positiva para mim”, disse Marcelo.


Nascido em Ananindeua (PA), Marcelo soma passagens por Corinthians (entre 2014 e 2015), Cruzeiro, Ipatinga e Remo. Na Raposa, permaneceu por 4 anos (de 2010 até 2014) e conquistou o título do Campeonato Mineiro Sub-20 em 2013.

Além da passagem vitoriosa pela Raposa, o jogador ainda foi campeão Paraense pelo Remo, em 2018, e no Ipatinga conquistou a segunda divisão do Campeonato Mineiro em 2017. Marcelo ainda acumula passagens por Fafe, Berço, Merelinense, Oriental Dragon, até chegar na Sanjoanense nesta temporada, todos da Europa.

Bellini - O capitão de 1958

Fotos: arquivo CBF

A cena que ficou imortalizada no futebol mundial

Um dos maiores zagueiros da história do futebol brasileiro, Hilderaldo Luís Bellini, ou simplesmente conhecido pelo sobrenome Bellini, completaria 89 anos se estivesse vivo. Ídolo do Vasco e respeitado no São Paulo, o grande jogador foi o capitão da Seleção Brasileira no título mundial de 1958, levantando a taça. Foi imortalizado com uma estátua no Maracanã.

Nascido em Itapira, interior de São Paulo, Bellini começou na Itapirense, de sua cidade natal em 1946, e teve uma passagem pelo Sanjoanense antes de chegar ao Vasco, onde se profissionalizou em 1952, época de renovação do Expresso da Vitória. Seu estilo de jogo aguerrido garantiu a ele um lugar de destaque no plantel cruz-maltino.

Em 9 anos atuando na Colina, foram mais de 400 jogos e diversos títulos: tricampeonato carioca, Torneio de Paris, Teresa Herrera, Rio São-Paulo, dentre outros. Em 1962 foi para o São Paulo, onde ficou até 1967, e ainda jogou no Atlético Paranaense, onde encerrou a carreira em 1969.

Bellini recebendo a taça de campeão do mundo

Pela Seleção Brasileira, Bellini foi o capitão na conquista da Copa do Mundo de 1958, imortalizando o gesto de erguer a taça sobre a cabeça após o recebimento do título. Em 1960, uma estátua de 9 metros de altura foi inaugurada na entrada principal do Maracanã. Embora muito se fale sobre quem seria o homenageado da obra, fato é que ela se tornou conhecida como “Estátua do Bellini”, e é referencial para todos os frequentadores do estádio desde então.

Bellini, que sofria do Mal de Alzheimer nos últimos dezoito anos de sua vida, morreu no dia 20 de março de 2014 na cidade de São Paulo, em decorrência de complicações causadas por parada cardíaca. Seu corpo foi velado no salão nobre do São Paulo Futebol Clube e sepultado em Itapira, sua cidade natal.

O Curioso do Futebol

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