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No SC Rio Grande, Juninho vem treinando esperando o início da Terceirona Gaúcha

Foto: arquivo pessoal

Juninho antes de treino no Sport Club Rio Grande

O Sport Club Rio Grande é um dos times mais tradicionais do futebol gaúcho. Fundado em 19 de julho de 1900 e campeão estadual em 1941, a agremiação quer voltar aos seus dias de glórias. Para isto, o primeiro passo é conquistar o acesso na Terceirona e o Vovô vinha se reforçando antes da quarentena por conta da pandemia de coronavírus. Entre eles, veio o lateral-esquerdo e meia Juninho, que na temporada passada estava no CA Cambé, do Paraná.

"Cheguei um pouco antes da quarentena e vinha treinando normalmente com o grupo, mas logo após uma semana o governo decidiu ter o isolamento de todos. Então não foi muito fácil as primeiras semanas por conta disso", conta Juninho, que tem 22 anos.

O jogador conta como chegou ao Rio Grande. "Logo após  voltar do Paraná, fiquei por um tempo parado em Minas Gerais, atuando no futebol amador para não ficar sem ritmo. Logo depois, voltei a treinar no projeto de meu pai, Gel, que faz preparação de atletas. Foi lá que peguei meu ritmo de volta. Com isto, meu pai e o empresário Paulo Vargas empresário conseguiram organizar minha vinda o S.C Rio Grande".

Mesmo com a quarentena, Juninho continua treinando no clube. "Como estamos em quarentena, a diretoria do Rio Grande decidiu continuar com os treinos apenas para os jogadores que não são da cidade. Nós que estamos no alojamento mantemos nossa forma com trabalhos na academia e alguns trabalhos com bola. No Centro de Treinamento ninguém entra e ninguém sai para nos prevenir. Então, assim dá para treinar com segurança e foco na espera do início do Campeonato Gaúcho".

O atleta fala sobre as experiências que já teve no futebol. "Tive uma experiência muito boa no futebol mineiro, tendo disputado dois campeonatos Sub-20 e um profissional. Então, peguei a malícia muito rápido. Em Minas é um futebol com menos contato e mais espaço para jogar. Já o futebol paranaense  é um pouco mais pegado. Fizemos jogos contra o Londrina, Maringá e outros times importantes. Acho que foi importante pegar essa experiência, essa malícia, pois venho para o futebol gaúcho, que é mais cascudo, preparado para os desafios que estão por vim".


Para finalizar, Juninho faz agradecimentos. "Primeiramente, quero agradecer à Deus por tudo que vem acontecendo comigo. Quero agradecer o meu pai, que sempre me ajudou, me treinando dia e tarde e me ajudou a evoluir muito no futebol. Também quero agradecer ao meu primeiro treinador, Genivaldo, que quando eu era mais novo foi um cara que me ajudou bastante. Gostaria de agradecer também minhas inspirações, que são minha mãe, irmãs e minha filha, Livia. Estou aqui jogando por eles. Agradeço a vocês pelo espaço cedido, fazem um trabalho muito legal e importante para nós jogadores que procuramos alcança o alto nível no futebol. Também mando um abraço para os meus amigos do Trem Bala FC, time do meu bairro, e um abraço para meus parceiros do Caxa FC, time amador que me acolheu super bem", define.

Rio Grande - O campeão gaúcho de 1936

Com informações do site oficial do Sport Club Rio Grande

O jogo decisivo contra o Inter, que deu o título ao Sport Club Rio Grande

No dia 19 de julho, comemora-se o Dia do Futebol Brasileiro. Tudo isto é porque nesta data, em 1900, era inaugurado o Sport Club Rio Grande, o primeiro clube dedicado ao futebol. Entre tantas glórias da equipe em 118 anos de história, a maior delas é a conquista do Campeonato Gaúcho de 1936, batendo o Internacional na decisão.

Após sagrar-se Campeão Citadino de 1936, por antecipação, o Veterano Rio Grande habilitou-se a seguir em frente, para a disputa dos confrontos da Região Litoral do mesmo ano. Primeiramente abatendo o Vitoriense de Santa Vitória do Palmar. Em 29 de Novembro de 1936, em solo riograndino, no campo do Grêmio Atlético Militar General Osório, o Sport Club Rio Grande enfrentou o forte conjunto do Grêmio Atlético 9º R. I., antiga nomenclatura do Grêmio Atlético Farroupilha de Pelotas, na época tratava-se do atual detentor do título de Campeão estadual de 1935, por resolução da Federação Rio-Grandense de Desporto, em disputa da série interior do Certame Gaúcho de 1936.

O Rio Grande venceu pela contagem de dois a um, com o seguinte Quadro: Munheca, Fruto e Cazuza, Juvêncio, Chinês e Sanguinha, Ernestinho, Carruíra, Souza, Marzol (depois Donato) e Pesce. Na segunda partida, realizada em Pelotas, no dia 6 de Dezembro de 1936, em nova vitória sagrou-se triunfante da Região Litoral.

O Campeonato Gaúcho de Futebol de 1936, foi a 16ª edição da competição no Estado do Rio Grande do Sul. A fórmula era a mesma dos anos anteriores. Os campeões das Regiões jogariam entre si para definir o título. Apesar de ser o campeonato de 1936, a competição prolongou-se ao ano seguinte. Em 14 de Janeiro de 1937, o quadro do Veterano Rio Grande obteve triunfo contra o Novo Hamburgo (da cidade de mesmo nome), pelo placar de cinco a dois, gols de Ernestinho (2x), Marzol e Garingi (2x).

O time da decisão (foto: Relíquias do Futebol)

O Quadro tricolor Veterano: Munheca, Fruto e Cazuza, Juvêncio, Chinês e Sanguinha, Ernestinho, Carruíra (Caringi), Souza, Marzol e Pesce. Classificando-se para a disputa do Certame em uma série de três confrontos (caso necessário desempate) ou em melhor de dois confrontos, contra o Campeão Porto-Alegrense, o Sport Club Internacional.

No primeiro embate da final, contra Internacional, no dia 17 de Janeiro de 1937, Estádio da Timbaúva, em Porto Alegre, o Sport Club Rio Grande venceu por três a dois, com gols de Souza, Ernestinho e Pecce, pelo quadro da capital, Salvador e Sílvio marcaram. O Rio Grande jogou com Munheco, Fruto, Cazuza, Juvêncio, Chinês, Roberto, Ernestinho, Darinho, Souza (depois Carruíra), Marzol e Pecce. O treinador foi Gustavo Kraemer Filho.

No duelo final, no dia 21 de Janeiro de 1937, Estádio da Timbaúva, em Porto Alegre, o Sport Club Rio Grande venceu novamente o Sport Club Internacional, pelo placar de dois a zero, sagrando-se Campeão estadual de 1936. Os gols do Veterano Rio Grande foram assinalados por Souza e Pecce. A Comissão técnica era composta por: Presidente, Dr. Oswaldo Miller Barlem, Secretário-tesoureiro, Oscar Lema Garcia e o Técnico Gustavo Kramer Filho.

O elenco campeão em 1936 (foto: arquivo SC Rio Grande)

O Sport Club Rio Grande jogou na grande decisão com Munheco no gol, Fruto, Cazuza, Juvêncio, Chinês, Sanguinha (depois Roberto), Ernestinho, Carruíra (depois Caringi), Souza, Marzol e Pecce. Treinador: Gustavo Kraemer Filho.

A volta triunfal do quadro Veterano, se deu por vapor, desembarcando a caravana, festivamente, no caís do Porto Velho, na altura da Benjamin Constant. Foi um verdadeiro Carnaval. Os bondes abertos, estavam apinhados de gente de todos os bairros da cidade. As Bandas de música, os foguetes e o entusiasmo popular pela vitória do Pavilhão tricolor transformaram a homenagem em uma Festa monumental, inesquecível, para os que a viveram. Os jogadores desfilaram pelo Centro, pela Rua Marechal Floriano, em carros conversíveis, embaraçando-se com as serpentinas e confetes. Das cinzas do pavilhão incendiado a apenas dois anos, um novo Clube estava ressurgindo.

O Curioso do Futebol

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