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Ricardo Pinto e sua passagem pelo Fluminense

Por Fabio Rocha
Foto: Juha Tamminnen

Ricardo Pinto foi goleiro do Fluminense por seis temporadas

Ricardo Pinto nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, no Espirito Santos, no dia 23 de Janeiro de 1965, se tornou um bom jogador e depois se transformou em técnico. O goleiro teve passagens por grandes times e conquistou títulos, se tornando ídolo de alguns clubes.

A sua carreira começou em 1982, atuando pela categoria de base do Desportiva Ferroviária, mas dois anos depois, chegou para jogar no Fluminense. Na base mostrou um grande potencial, mostrando que tinha boas chances de ter um ótimo futuro no profissional.

Em 1986, o jogador foi campeão da Copa São Paulo, a Copinha, e foi um dos grandes destaques da equipe na competição. A partir do torneio, o goleiro começou a treinar com o profissional, e a partir desse momento sua carreira decolou.

Em pouco tempo já se transformou no goleiro principal da equipe, sendo um pilar do time e mostrando que seria um grande goleiro. Ricardo foi demonstrando a cada jogo que seria o titular do clube por muitos anos e já estava ganhando o carinho do torcedor do tricolor.

Ricardo conquistou seu primeiro título no profissional em 1990, quando foi campeão da Taça Rio. O goleiro teve um ótimo desempenho nos jogos e ajudou muito a equipe na conquista. O Fluminense não vivia um dos melhores momentos de sua história e, por isso, não brigava por campeonatos melhores.

Mesmo não estando em uma boa fase, o goleiro se destacava no Fluminense, fazendo grandes jogos, evitando derrotas piores em diversas partidas durante as temporadas. Por isso, Ricardo se tornou um líder no grupo e um dos grandes ídolos da torcida tricolor.

Em 1991 e 1993, o goleiro ajudou a equipe a conquistar a Taça Guanabara, mais dois títulos para a sua carreira. Depois da conquista em 1993, Ricardo deixou o país para jogar no Cerro Porteño, um dos maiores clubes do futebol paraguaio. O goleiro deixou o Fluminense depois de 235 partidas, sofrendo 215 gols, uma média de 0,9%.


Ainda atuaria por Americano, União São João e Corinthians. Em 1996, quando defendia o Atlético Paranaense, sua equipe venceu o Fluminense, que lutava contra o rebaixamento, nas Laranjeiras e em uma confusão, com invasão de campo, foi agredido na cabeça e acabou ficando de fora do mata-mata pelo Furacão. Jogou também por Inter de Limeira, Iraty, Goiás e Joinville, onde encerrou a carreira em 1999.

A passagem do goleiro Ricardo Pinto pelo Cerro Porteño

Foto: arquivo Crónica Paraguay

O goleiro com a camisa do Cerro Porteño

Um dos grandes goleiros do futebol carioca na virada dos anos 80 para os 90 está completando 55 anos neste 23 de janeiro de 2020. Ricardo Pinto, que defendeu o Fluminense no período citado, ao sair do Tricolor defendeu o paraguaio Cerro Porteño, entre 1992 e 1993, fato que não é lembrado por muita gente.

Nascido em Cachoeiro do Itapemirim, no ano de 1965, Ricardo Pinto começou nas categorias de base da Desportiva Ferroviária, de Cariacica, em 1982. Começou a se destacar e foi levado para o Fluminense dois anos depois, onde se profissionalizou e teve uma boa fase em 1990, onde chegou a ser sondado por Sebastião Lazaroni para ir à Copa do Mundo daquele ano, mas acabou sendo preterido por Taffarel, Acácio e Zé Carlos.

Apesar das boas apresentações pelo Flu, Ricardo Pinto pegou uma época de 'vacas magras' nas Laranjeiras. O clube não conseguia conquistar títulos e jogadores e comissão técnica eram muito pressionados. A diretoria, não sabendo o que fazer, trocava "os pés pelas mãos" e em uma decisão muito contestada, decidiu não continuar com o goleiro, em 1992. Aí veio o Cerro Porteño, que contratou o goleiro por empréstimo.

"Cheguei em 1992, com o campeonato em andamento. O Valdir Espinosa era o treinador junto com o Rivelino Cerpa (preparador de goleiros e filho do técnico). Isto pesou na minha escolha", afirmou o ex-goleiro, em entrevista ao Lance!.


Ricardo Pinto, na mesma entrevista, disse que encontrou um clube com muita estrutura. "Quando eu chego ao Cerro, vejo um clube muito organizado, sério, com bastante torcida e isso me motivou bastante. Apesar de ter achado um pouco estranho sair do Fluminense", disse.

Dentro de campo, a situação foi se acertando e os resultados vieram, com direito a despachar o rival Olimpia na semifinal do Campeonato Paraguaio. "Fui muito bem acolhido, o campeonato foi bem legal, chegamos às semifinais contra o Olímpia e os eliminamos".

A campanha foi coroada com o título nacional, em cima do Libertad. "Ganhamos o ultimo jogo por 4 a 0, foi uma festa maravilhosa, a torcida lotou o estádio e aquele momento foi muito importante não só para mim, mas também para todos os envolvidos", explicou.

Em 1993, ainda defendeu o clube no início da temporada, mas, como o seu passe ainda era do Fluminense, teve que voltar ao futebol brasileiro e passou por Americano de Campos e União São João. Em 1994, foi para o Corinthians, onde foi reserva de Ronaldo.

O segundo em pé, no time do Cerro Porteño

Passou a jogar bastante novamente a partir de 1995, quando foi para o Atlético Paranaense, onde foi campeão da Série B, mas no ano seguinte acabou sendo agredido por torcedores do Fluminense ao fim de uma partida nas Laranjeiras, onde o Furacão acabou vencendo e praticamente decretando o rebaixamento do Tricolor, que foi revertido com uma virada de mesa.

Ricardo Pinto ainda defendeu Inter de Limeira, Iraty, Goiás e Joinville, onde encerrou a carreira em 1999. Depois, virou treinador, passou por diversos clubes e ainda chegou a ser candidato a vereador em Curitiba, no ano de 2012, quando teve 1.303 votos e não se elegeu.

O Curioso do Futebol

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