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Governo Federal nega irregularidade em licitação de terreno do CT Rei Pelé

Com informações de A Tribuna
Foto: divulgação / Santos FC

CT Rei Pelé, em Santos

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI, ao qual a Superintendência de Patrimônio da União - SPU - está vinculada) e a Controladoria-Geral da União, Regional São Paulo (CGU-R-SP) garantem que não houve irregularidades no processo de licitação da área do CT Rei Pelé, usada pelo Santos desde 1996. Na semana passada, o Ministério Público Federal (MPF) abriu procedimento para apurar indícios de que o processo estaria direcionado para favorecer o clube. O jornal A Tribuna que conseguiu as informações com os órgãos.

O procedimento foi instaurado pelo MPF após denúncia anônima, baseada em declarações do ex-deputado federal Júnior Bozzella, assessor especial da presidência do Alvinegro, em entrevista ao canal do jornalista Rodolfo Gomes no YouTube. Bozzella disse que “estaria envolvido em articulações políticas com o objetivo de criar condições propícias à vitória do Santos na licitação”, afirma o MPF.

Na investigação, o MPF cita que as ações empreendidas por Bozzella “incluiriam acertos com o Ministério do Esporte, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e a Caixa Econômica Federal para postergar o certame até que o clube viabilizasse linhas de crédito no banco para adquirir o terreno”.

Após a instauração do procedimento, o MPF cobrou esclarecimentos do Santos, Prefeitura e Câmara Municipal de Santos, SPU, Caixa Econômica Federal, Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e da Controladoria-Geral da União, Regional São Paulo.

Posicionamento do MGI - “A Secretaria de Patrimônio da União (SPU) publicou em 15/07/2025 a Portaria SPU/MGI nº 5.645/2025, que autoriza a venda, mediante leilão, do imóvel localizado à Avenida Rangel Pestana, nº 343, Jabaquara, em Santos/SP, onde atualmente funciona o Centro de Treinamento Rei Pelé, em Santos (SP). Ainda não há data para o leilão, mas o edital pode ser publicado em breve.

O imóvel foi objeto de PAI (Proposta de Aquisição de Imóvel), instrumento previsto no art. 23-A da Lei nº 9.636/1998, que permite a qualquer pessoa física ou jurídica manifestar interesse na compra de um imóvel da União.

Ao receber uma PAI, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) analisa os requisitos legais da proposta, a possibilidade jurídica e a conveniência da venda, que só é permitida quando não há interesse público, econômico e/ou social na manutenção do bem.

Caso seja possível prosseguir, o interessado será convocado a apresentar laudo de avaliação do imóvel, cumprindo requisitos específicos regulamentados em normativos da SPU. Sendo o laudo homologado e a venda autorizada, o proponente obterá o direito à preferência na licitação, ou seja, ao final do leilão, poderá igualar seu lance ao lance vencedor e adquirir o imóvel.

O leilão é aberto a todos os interessados, garantindo concorrência e transparência no processo. Importante lembrar que a PAI não gera para a Administração Pública Federal obrigação de alienar o imóvel, nem gera ao interessado o direito subjetivo à aquisição. A titularidade da proposta é protegida por sigilo legal, até a abertura da licitação, a fim de evitar interferências e garantir a lisura do processo”.


Posicionamento da CGU-R-SP - A Controladoria Regional da União no Estado de São Paulo – CGU-R-SP - informa que não conduziu nenhuma avaliação ou apuração com objetivo de verificar possíveis irregularidades relacionadas à alienação do imóvel da União situado na Av. Rangel Pestana, nº 343, Santos/SP, nos termos da Portaria SPU/MGI nº 5.645/2025.

Como resultado, a Regional São Paulo não emitiu recomendações ou alertas à SPU ou ao MGI a respeito deste tema, uma vez que a análise não foi realizada.

Por fim, esclareço que não houve contato por parte de nenhum dos possíveis participantes do processo licitatório com a CGU-R-SP.

MPF inicia apuração sobre possível favorecimento do Santos na aquisição do CT Rei Pelé

Com informações do MPF
Foto: divulgação / Santos FC

Área onde fica o CT Rei Pelé

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento para apurar possíveis irregularidades na destinação do terreno da União onde atualmente funciona o centro de treinamento do Santos Futebol Clube, no litoral paulista. O denominado “CT Rei Pelé” está instalado em uma área que o governo federal acaba de disponibilizar para leilão. Declarações públicas de um representante do clube dão indícios de que o processo estaria direcionado para favorecer o Santos na licitação de venda do terreno, cujo edital ainda não foi lançado.

As alegações que motivaram a instauração do procedimento são do ex-deputado federal Nicolino Bozzella Júnior, identificado como assessor especial da presidência do clube. Em julho, ele concedeu uma entrevista ao canal do jornalista Rodolfo Gomes no YouTube, na qual disse que estaria envolvido em articulações políticas com o objetivo de criar condições propícias à vitória do Santos na licitação.

Segundo Bozzella, as ações empreendidas incluiriam acertos com o Ministério do Esporte, a Secretaria de Patrimônio da União (SPU) e a Caixa Econômica Federal para postergar o certame até que o clube viabilizasse linhas de crédito no banco para adquirir o terreno. Durante a entrevista, o ex-deputado também revelou supostas informações do edital da licitação, que sequer foi publicado, e sugeriu que outros interessados no imóvel vão “enfrentar uma série de dificuldades” em decorrência das articulações estabelecidas.

Apuração - O MPF já cobrou esclarecimentos da SPU, da Caixa, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (ao qual a SPU está vinculada) e da Controladoria-Geral da União sobre o caso. O Ministério Público quer saber, em detalhes, como está a tramitação o processo de venda do terreno e confirmar se as movimentações relatadas por Bozzela ocorreram de fato, se houve quebra de sigilo de documentos referentes à licitação e se existe proposta de financiamento em curso para a aquisição do terreno, entre outras informações.


Explicações também foram requeridas ao Santos, que terá de informar ao MPF se as declarações do ex-deputado sobre as articulações procedem e se ele efetivamente atuou em nome do clube nessas tratativas. Por fim, o MPF pede que a prefeitura e a câmara municipais prestem informações sobre a legislação urbanística aplicável à região onde está o terreno, indicando eventuais providências que tenham sido adotadas para a alteração do zoneamento da área e da classificação do imóvel.

Os destinatários dos pedidos têm 20 dias para enviar as respostas. A partir das informações, o MPF definirá os passos seguintes da apuração.

O Curioso do Futebol

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