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Fotografia do Atlético Mineiro ganha prêmio internacional

Foto: Luis Amaral / Atlético

Paixão em Preto & Branco: Imagem capturada de pai e filho comemorando gol na Arena MRV

A fotografia que registra a explosão de emoção entre o pai, Thiago Henrique Santos, e seu filho após um gol de Hulk pelo Atlético na Arena MRV ganhou o 1º lugar do World Sports Photography Awards (Prêmios Mundiais de Fotografia Esportiva), na categoria Futebol.

A imagem capturada pelo profissional Luis Amaral, do Departamento de Comunicação do Galo, foi a eleita por um júri formado por mais de 100 integrantes especializados no tema. A foto já havia vencido também na categoria “comemoração” no Super App do Atlético.

O registro da comemoração entre duas gerações de torcedores do Galo aconteceu durante a vitória de 3 a 0 contra o Bahia, em 5 de novembro, pelo Campeonato Brasileiro, logo após o ídolo Hulk marcar o gol de número 500 da carreira.

Luis Amaral conta os detalhes da história por trás da foto premiada. “Sempre tento procurar pessoas que estão bem conectadas ao jogo, cantando músicas, interagindo. Nesse jogo, Galo x Bahia, eu estava no Inter Sul e vi os dois, e o Matheus cantava todas as músicas, com o incentivo do pai. Fiquei perto dos dois observando”.


“Teve o gol do Igor Gomes de falta. Antes desse lance, o pai falou para o filho que iria levantá-lo se houvesse o gol. E na hora, o pai levantou o filho, e já fui registrando a cena. Fiquei quase 30 minutos naquela região observando os dois e as reações durante o segundo tempo. Uma sintonia muito grande entre pai e filho. Então, saiu o gol do Atlético e teve essa reação muito legal da comemoração dos dois”.

O World Sports Photography Awards é considerada a mais prestigiada competição de fotografia esportiva do mundo. Ao longo de suas quatro edições, a premiação recebeu o envio de mais de 22.000 imagens em 24 categorias esportivas. É possível conferir a lista dos ganhadores de 2025 aqui.

Em 1990, a foto oficial da discórdia

Por Victor de Andrade

Jogadores e alguns membros da Comissão Técnica encobrindo o logotipo do patrocinador

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta sexta-feira, dia 8, a foto oficial da Seleção Brasileira que vai disputar a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, que começa na próxima quinta-feira, dia 14. Porém, há 28 anos, uma foto oficial causou discórdia e escancarou os problemas que a Seleção Brasileira que iria disputar a Copa de 1990, na Itália.

A Traffic, empresa do empresário J. Hawilla, envolvido no esquema de corrupção no futebol e que morreu recentemente, negociou para a CBF um patrocinador para os uniformes de treino na preparação e durante a Copa de 1990, já que a Fifa não permite exposições de marcas nas camisas de seleções. O valor, segundo dados da época, era algo próximo de US$ 3 milhões.

Aí viria o problema: a CBF estava negociando com os jogadores convocados um valor muito baixo de premiações caso a Seleção Brasileira fosse avançando na competição. Os atletas, liderados por quem já atuava na Europa e já conhecia a questão do direito de arena, viu o tamanho da exposição da Pepsi nos uniformes e exigiu valores maiores, inclusive pediu a presença do presidente da entidade na época, Ricardo Teixeira, na Granja Comary, mas o mandatário se recusou a sair do Rio de Janeiro e ir para Teresópolis.

Com o impasse do valor da premiação, a negação do presidente ir negociar com os atletas e o acordo de patrocínio fechado, os atletas, antes de irem para a foto oficial, resolveram tomar uma atitude: tampar o logotipo do patrocinador no agasalho na hora que fossem posar para a foto. E foi isso que eles fizeram, sendo seguidos por alguns membros da Comissão Técnica (o treinador Sebastião Lazaroni não fez o gesto).

A foto desta Copa, com as camisas que serão usadas nos jogos

Como o logo do patrocinador estava no local do coração, lado esquerdo do peito, o gesto, a princípio, passou desapercebido, achando que os jogadores, patriotas, estavam com a mão no peito, em sinal de respeito. Mas logo em seguida, perceberam o boicote ao patrocinador e este problema foi exposto para fora do grupo.

Em seguida, jogadores, Comissão Técnica e dirigentes negociaram os valores de premiação e se acertaram. Foi feita uma nova foto e os atletas não tamparam o logo do patrocinador. Porém, ficou claro que aquela seleção tinha problemas e que isto poderia afetar o desempenho dentro de campo, o que aconteceu de fato.

A questão da premiação foi tão debatida que, quatro anos depois, antes da Copa do Mundo de 1994, este foi um dos primeiros atos discutidos entre os atletas (nos quais muitos estavam em 1990), comissão técnica e dirigentes (que eram os mesmos de quatro anos antes). E naquela ocasião, o título veio.

Na foto oficial de 2018, os jogadores estão utilizando as camisas de jogo, inclusive já com a numeração de inscrição, o que já evita que patrocinadores apareçam. Assim, ao que parece, as questões de premiação já estão definidas.

O Curioso do Futebol

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