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A passagem de Allan Ball pelo Arsenal

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Ball com a camisa dos Gunners

Apesar de todas as piadas (algumas delas muito justas) feitas em cima do futebol inglês, o país inventor do futebol já foi berço de diversos ótimos jogadores ao longo de todos os anos em que o esporte bretão é praticado na Terra da Rainha. Um dos grandes nomes do futebol britânico nos anos 1960 foi o meio-campista Allan Ball, que completaria 78 anos neste dia 12 e era parte do elenco inglês campeão da Copa do Mundo de 1966. Ele teve uma boa passagem no Arsenal.

Ball chegou aos Gunners vindo diretamente de uma passagem onde havia feito parte de um dos grandes times da história do Everton, clube pelo qual havia sido campeão inglês inclusive. Foi contratado pelos Gunners por um valor recorde na época de 220 mil Libras. Chegava para reforçar um dos grandes times da história do Arsenal.

No aspecto coletivo, porém, Ball deu grande azar em Highbury. Chegou numa temporada onde se começava a desmontar o incrível time que o Arsenal tinha nos anos anteriores. Na sua primeira temporada, o clube não conseguiu brigar pelo título na Football League e acabou também perdendo a FA Cup para o Leeds United. Ball foi bem, mas não o suficiente para levar títulos para Highbury.

Nos anos seguintes, o rápido e baixinho meia ruivo foi um oásis de futebol num Arsenal que viveu um terrível período de entressafra (com inclusive algumas campanhas bem complicadas de briga contra o descenso.). Foi muito bem nas temporadas seguintes pelo clube, apesar de ser atrapalhado por lesões em alguns momentos, que acabaram por o tirar de alguns jogos onde fez muita falta a um time que "dependia" de sua criatividade.


Permaneceu no Arsenal até o final do ano de 1976, quando já mais velho acabou sendo negociado com o Southampton na janela de inverno do futebol inglês. Terminou sua passagem pelo time londrino com 52 gols marcados em 217 jogos com a camisa dos Gunners. Esteve em atividade no futebol até 1984, quando pendurou as chuteiras atuando pelo Bristol Rovers. Ball Jr nos deixou em 2007, aos 61 anos. 

O primeiro título inglês do Chelsea em 1955

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O time do Chelsea de 1955

O Chelsea Football Club é uma das maiores forças do futebol inglês nos dias atuais. Antes com Abrahmovic e hoje o americano Todd Boehly, os Blues possuem um dos maiores investimentos do futebol mundial e recentemente ganharam pela segunda vez a Liga dos Campeões, coisa que times de mais tradição desde muito tempo como o Arsenal nunca ganharam. Porém, muito antes da era endinheirada, o clube era apenas periférico no futebol inglês e apenas em 1955 conquistou seu primeiro título do Campeonato Inglês, na antiga First Division.

Até então, o Chelsea era um modesto clube que sequer tinha algum título em sua galeria. Os Blues tinham uma torcida bem fanática, algo aliás que era bem característico da equipe londrina ao longo da maior parte de sua história. Ao início daquela temporada, o time contava com algumas peças bem interessantes, como o lateral Ken Amstrong, Derek Saunders, Les Stubs e o matador Roy Bentley, que seria artilheiro do time, que era comandado por Ted Drake.

O Chelsea começou a temporada com um empate com o Leicester City em 1 a 1 fora de casa, vencendo na sequência Burnley e Bolton em casa. A sequência de resultados seguintes não foi lá grande coisa e os Blues tiveram um desempenho apenas mediano até o mês de outubro, chegando naquele período estando apenas na 12ª posição, muito longe do topo da tabela e de sequer sonhar com o primeiro título de sua história.

Porém, dali a frente o Chelsea, de certa forma, engrenou. Nos 25 jogos seguintes, o Chelsea perdeu apenas três vezes. As chaves para o título foram justamente as duas vitórias sobre o Wolverhampton, que foi o concorrente pelo título, por 4 a 3 em Molineux, no dia 4 de dezembro e 1 a 0 em Stanford Bridge já em abril, sob mais de 75 mil testemunhas que abarrotavam as arquibancadas do antigo estádio.


O título viria a ser conquistado duas rodadas depois, com uma vitória por 3 a 0 contra o Sheffield Wednesday em casa, com gols de Sillet, duas vezes e Parson. A campanha final foi de 20 vitórias, 12 empates e 10 derrotas, com 81 gols feitos e até altos 57 sofridos. Uma campanha que parece até baixa, mas foi suficiente para que viesse o primeiro título da história dos Blues.

Este foi por muito tempo o único título inglês do Chelsea, situação que só viria a mudar na temporada 2004/2005, com a conquista já sob o comando de Mourinho, curiosamente já numa época onde os londrinos tinham outras grandes conquistas, como a Recopa Europeia e a FA Cup e a Copa da Liga. A lembrança da primeira conquista, porém, fica na história para sempre, já que ela mudou a trajetória do Chelsea naquele momento. 

A passagem de John Terry pelo Nottigham Forest

Por Lucas Paes
Foto: John Walton/EMPICS


Terry teve curta passagem pelo Forest em 2000

O zagueiro John Terry, nascido em 7 de dezembro de 1980, é considerado um dos maiores ídolos da longa história do Chelsea. Tamanha a idolateria rende até pedidos para que se crie uma arquibancada com seu nome no Stamford Bridge. Terry foi o capitão de parte da era mais gloriosa dos Blues, tempos que vão dos anos 2000 até os dias atuais, mesmo que nesta temporada o time passe por uma espécie de crise. Mas, nem só de Blues viveu a carreira do eterno capitão azul. Além do encerramento no Aston Villa, Terry também passou pelo Nottigham Forest, no ano de 2000.

Depois de começar a jogar pelo Chelsea aos 18 anos, em 1998, o zagueiro, que tinha sido meio campista na base, tinha poucas oportunidades de jogar entre os titulares dos Blues, pois o time já na época possuia nomes como Desailly e Petrescu em sua defesa. Assim, na parte final da temporada de 1999/2000, o zagueiro chegou por empréstimo ao City Ground, atendendo a pedidos do treinador do time, David Platt.


Terry estreou com a camisa do Nottingham numa partida diante do Charlton Athletic, no City Ground, já em 8 de abril de 2000. O jogo terminou com empate por 1 a 1. O jovem atleta chamava a atenção por sua determinação nos treinos, segundo os companheiros, chegando a treinar com calções e meias curtas no meio da neve, além da liderança que já mostrava com apenas 19 anos de idade. Dentro de campo, encantou os torcedores do Forest com boas atuações nas poucas vezes que vestiu a camisa vermelha.

Na rodada seguinte, diante do Birmigham City, jogou como titular desde o início, vestindo a número 15, e o Forest ganhou de 1 a 0, fora de casa. Depois, novamente foi titular diante do Sheffield United, um empate por  0 a 0 no City Ground. No jogo seguinte, outra vez entrou entre os titulares no empate de 1 a 1 diante do Fulham, em Craven Cottage. Depois, foi novamente titular diante do Port Vale, no City Ground, em vitória vermelha por 2 a 0 e encerrou sua passagem pelo Forest na 46ª e última rodada da segunda divisão inglesa de 1999/2000, diante do Stockport County, fora de casa, numa alucinante vitória por 3 a 2.


A qualidade demonstrada foi tamanha que obviamente Terry chamou a atenção do clube, que queria ficar com ele. Mas, quem chegou mais perto de tirar Terry dos Blues foi o Huddlersfield Town, do treinador Steve Bruce, que ofereceu 750 mil libras ao Chelsea. Os Blues até aceitaram a proposta, mas Terry não quis ir, preferindo permanecer em Stamford Bridge e buscar seu espaço. O resto, como nós todos sabemos, é história. E bota história nisso. 

O primeiro campeonato nacional de clubes da história do futebol

Foto: arquivo histórico

A equipe do Preston North End, que conquistou o primeiro título da competição

Em 8 de setembro de 1988, as equipes do Aston Villa, Accrington, Blackburn, Bolton, Burnley, Derby County, Everton, Notts County, Preston North End, Stoke, West Bromwich e Wolverhampton iam a campo no verão britânico para a primeira rodada da Football League, o Campeonato Inglês. Mas estas equipes estavam fazendo história, pois este era o primeiro campeonato nacional de clubes da história do futebol.

Quem articulou a ideia de se montar a primeira liga de futebol do mundo foi William McGregor, diretor do Aston Villa. Ele reuniu os outros 11 times e, juntos, organizaram o regulamento e a tabela da competição. E assim, no dia 8 de setembro, a bola rolou para a competição.

Cinco equipes entraram em campo naquela tarde de sábado. A primeira rodada teve os seguintes resultados: Bolton 3 x 6 Derby County, Preston North End 5 x 2 Burnley, Everton 2 x 1 Accrington, West Bromwich 2 x 0 Stoke e Aston Villa 1 x 1 Wolverhampton. Já Blackburn e Notts County estrearam apenas na semana seguinte.

O primeiro campeão foi o Preston North End, que não perdeu um jogo sequer, fato que voltaria a acontecer somente na temporada 2003-2004, com o Arsenal. O time do norte da Inglaterra também faturou a Copa da Liga sem levar gols. Foi o primeiro double do futebol inglês, logo na primeira temporada.

Quatro anos depois, em 1892, a liga criou a segunda divisão e aumentou o número de clubes para 28. Em 1920, com a instituição da terceira divisão, a liga chega a 66 times. Trinta anos depois, a Football League chega ao número máximo de membros, com 92 clubes.

Em 1992, 20 times deixaram a organização para fundar a Premier League, atualmente a divisão mais forte do futebol inglês. Com isso, hoje a Football League é responsavel por três divisões do futebol na Terra da Rainha: a Championship, a League One e a League Two, ou seja, as séries B, C e D, cada uma com 24 clubes. Além disso, organiza a disputa da Football League Cup (Copa da Liga Inglesa) e da Football League Trophy, um torneio entre clubes da League One e Two.
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