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Canal Brasil faz homenagem a Pelé no dia em que se completa um ano de sua morte

Foto: reprodução

"A Marcha", protagonizado pelo jogador, será exibido na TV pela primeira vez

O Canal Brasil abre espaço em sua grade na sexta, dia 29, a partir das 15h50, para exibir uma homenagem a Pelé. No dia em que se completa um ano da morte do Rei, vão ao ar filmes que contam com o jogador no elenco e documentários com detalhes de suas maiores conquistas. Entre os longas selecionados para a maratona, está "A Marcha", que chega à TV pela primeira vez e encerra a programação especial às 20h35. No filme, dirigido por Oswaldo Sampaio, Pelé vive Chico Bondade, um ex-escravizado que, após a alforria, lidera um movimento contra a escravidão. A produção de 1972 conta também com Paulo Goulart e Nicette Bruno no elenco.

O documentário "Isto É Pelé" abre a mostra às 15h50 e conta a história do jogador desde o início de sua carreira no esporte, aos 17 anos. No filme, dirigido por Eduardo Escorel e Luiz Carlos Barreto, o craque conta sobre sua trajetória e relembra partidas e gols que marcaram sua carreira e o futebol brasileiro. Em seguida, às 17h, vai ao ar "Solidão - Uma Linda História de Amor", de Victor di Mello, que é o último trabalho de Pelé nos cinemas e traz o jogador no papel de amigo do personagem de Tarcísio Meira. Às 18h35, será exibido "Pelé Eterno", de Anibal Massaini Neto, que narra a vida do rei do futebol por meio de imagens de arquivo e depoimentos de colegas, ex-jogadores e celebridades da época.

Considerado o melhor jogador de futebol de todos os tempos e um dos esportistas mais populares do mundo, Edson Arantes do Nascimento colecionou recordes, títulos e, sobretudo, gols. Pelé balançou as redes 1283 vezes e é o maior artilheiro da história do futebol. O jogador é o único a ganhar três Copas do Mundo e o mais jovem a vencer o torneio, com apenas 17 anos. Apelidado de Rei do futebol, ele nasceu em Minas Gerais, na cidade Três Corações, e morreu no dia 29 de dezembro de 2022, aos 82 anos, em São Paulo.

Homenagem ao Pelé (25')
Horário: Sexta, 29/12, a partir de 15h50

Isto É Pelé (1974) (75')
Horário: Sexta, 29/12, às 15h50
Direção: Eduardo Escorel e Luiz Carlos Barreto
Classificação: 10 anos
Sinopse: Documentário que narra a vida de Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, contando sua carreira de 17 anos de futebol. Ao lado do gênio Pelé, são focalizadas as grandes conquistas do futebol brasileiro, com ênfase nas Copas do Mundo de 1958 e 1970.

Solidão - Uma Linda História de Amor (1989) (94')
Horário: Sexta, 29/12, às 17h
Direção: Victor di Mello
Classificação: 14 anos
Sinopse: Pedro, um pobre imigrante português vem ao Brasil para tentar mudar de vida, mas acaba se envolvendo com a contravenção. Ele se apaixona pela mulher de um dos seus melhores amigos e se casa com ela, que logo após também o trai. Pedro então cai numa grande solidão, até reencontrar uma mulher arrependida na praia.


Pelé Eterno (2004) (120')
Horário: Sexta, 29/12, às 18h35
Direção: Anibal Massaini Neto
Classificação: Livre
Sinopse: A vida do “rei do futebol” Pelé é mostrada através de depoimentos de ex-jogadores, amigos e celebridades importantes da época. Seguindo uma ordem cronológica, são exibidos vários de seus gols, principais jogadas e fatos que marcaram sua carreira.

A Marcha (1972) (120')
INÉDITO
Horário: Sexta, 29/12, às 20h35
Direção: Oswaldo Sampaio
Classificação: 14 anos
Sinopse: Uma grande marcha de protesto de escravos fugidos é um episódio da história de Chico Bondade e de Boaventura, que já haviam se tornado legendários por missões difíceis e ousadas.

SescTV lança curtas do CINEFOOT

Foto: divulgação

Babu Santana no curta "A culpa é do Neymar"

De 2 de novembro a 7 de dezembro, o SescTV exibirá, todas as quintas-feiras, a partir das 22h, filmes de uma seleção de 10 curtas-metragens escolhidos a partir de edições do Cinefoot - Festival de Cinema de Futebol. A curadoria foi realizada por Antônio Leal, idealizador da competição. O Cinefoot é o primeiro festival de cinema latino-americano que reúne produções audiovisuais sobre o universo do futebol. Desde a sua criação, em 2010, já foram exibidos mais de 450 filmes que abordam a paixão nacional sob uma ampla variedade de perspectivas, desde suas dimensões esportivas até suas facetas sociais, culturais, comportamentais e humanas.

2/11, às 22h - A abertura da programação fica por conta do curta-metragem “A8” (25 min.), com direção de Lucio Branco. O filme apresenta um monólogo que enfatiza, quer seja no campo ou em qualquer outro contexto, a consciência como método fundamental. Afonsinho, com uma visão panorâmica semelhante à exigida por sua posição, não se limita a enxergar apenas seus companheiros de equipe no campo. Ele reconhece que, para um jogo acontecer, é necessário até mesmo um adversário. Como herdeiro das camisas de ícones como Zizinho e Didi, ele valoriza o talento individual, mas também aprecia o papel do jogador que "carrega o piano", pois sabe que uma performance solo não é possível sem um coletivo unido. Em A8, não existe a noção de um único dono da bola, ressaltando a importância do trabalho em equipe e do entendimento do jogo como um todo.

9/11, às 22h - Na quinta seguinte, dia 9 de novembro, é a vez do curta ”NA MARCA DA CAL” (23 min.), com direção de Fábio Marcelino. O espectador conhecerá a história de aproximadamente 300 árbitros pertencentes ao quadro da Federação Mineira de Futebol que estão em busca de realizar o sonho de apitar jogos de futebol profissional. Para alcançar esse objetivo, eles dedicam seu tempo e esforço ao circuito de competições do futebol amador em Belo Horizonte e na região metropolitana. Homens e mulheres, esses árbitros se deslocam pelas cidades, atuando em campos de terra batida e espaços comunitários que servem como centros de lazer e convívio, muitas vezes localizados em vilas e favelas. Apesar da pressão e, em diversos casos, a violência, seguem trabalhando, driblando a poeira, marcando impedimentos, validando gols e legitimando resultados.

16/11, às 22h - Em 16 de novembro, o filme “TRÊS NO TRI” (14 min.), dirigido por Eduardo Souza Lima, mostra a Copa do Mundo no México em 1970, quando Pelé marcou o gol que virou o jogo contra a Tchecoslováquia, desempenhando um papel fundamental na campanha que levou a seleção brasileira a conquistar o tricampeonato. Esse momento icônico foi capturado por Orlando Abrunhosa, tornando-se a imagem mais reproduzida em todo o mundo. No entanto, essa não foi a única grande realização do fotógrafo. No mesmo dia, logo na sequência, será exibido “A CULPA É DO NEYMAR” (11 min.), dirigido por João Ademir. No curta, Túlio, um jovem comum do subúrbio, começa a torcer pelo Santos, time do seu ídolo Neymar. Para seu pai, um botafoguense fanático, essa mudança de lealdade é vista como uma traição que não pode ser perdoada.

23/11, às 22h - Na semana seguinte, dia 23 de novembro, será exibido o filme “EU JOGADORA, UM AUTORRETRATO DO FUTEBOL FEMININO NO BRASIL” (18 min.), dirigido por Edson de Lima, Cristiano Fukuyama e Luiz Nascimento. A produção busca responder a alguns questionamentos: o que pensa a primeira mulher a ter sido técnica da seleção brasileira de futebol feminino? O que sentem duas atletas olímpicas que abriram caminho para a atual geração? E quais são os sonhos de duas revelações da modalidade? No mesmo dia, também estreia o título “BOCA DE FOGO” (9 min.), com direção de Luciano Pérez Fernández. Na cidade de Salgueiro (PE), os torcedores de futebol na arquibancada, enfrentam o sol e o desconforto em busca das emoções dos jogos de futebol locais. Eles acompanham, pelo rádio, o peculiar comentarista Boca de Fogo, que lança seus comentários com sua voz poderosa e dicção inconfundível, tornando mais eletrizante cada lance das disputas.

30/11, às 22h - Já o curta “SOCCER BOYS” (14 min.), que vai ao ar dia 30 de novembro, mostra jogadores do Beescats Soccer Boys em meio à disputa pela Taça da Diversidade. Eles falam sobre sua relação com o futebol e refletem sobre a relação do esporte e a discriminação sexual no Brasil. O filme é dirigido por Carlos Guilherme Voguel. No mesmo dia, “TRÊS CORES E OUTRAS MAIS” (14 min.), com direção de Frederico Franco e Rafael de Campos, conta a história de Serginho, um torcedor fervoroso. Desde os anos 70, frequenta estádios e luta contra os preconceitos com coragem em torno da primeira torcida LGBTQIA+ do Brasil.


7/12, às 22h - Em “A COPA DOS REFUGIADOS” (13 min.), o futebol é uma linguagem universal, capaz de romper barreiras e unir povos. Realizada desde 2014, em São Paulo, a Copa de Integração dos Refugiados se propõe a chamar a atenção dos brasileiros para o cotidiano de refugiados e imigrantes, sobreviventes da maior crise humanitária desde a 2ª Guerra Mundial. Já na produção "OS BOIAS-FRIAS DO FUTEBOL” (15 min.), são retratados os sonhos e as incertezas de dois jogadores da Série C do Campeonato Estadual do Rio, a divisão mais operária do futebol carioca. A direção de ambos os curtas é de Luciano Pérez Fernández.

Meu amigo Alexis Sanchez - Uma bonita história, mesmo que sendo um clichê

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Netflix

Cartaz de divulgação do filme

O futebol é um dos temas mais interessantes para se abordar em filmes. Apesar do esporte bretão ser apenas um esporte, ele acabou se tornando ao longo do tempo muito mais que isso, um jogo que virou quase um aspecto cultural de vários países, tendo muita força na América Latina. Alexis Sanchez é um dos nomes mais famosos do futebol no Chile, um país que vive o jogo tanto quanto seus vizinhos e ele foi co-protagonista de um filme da Netflix chamado "Meu Amigo Alexis Sanchez", lançado em 2019.

O filme roda em torno da história de Tito, que é interpretado pelo ator-mirim Luciano González, um garoto de 12 anos que mora numa comunidade carente no Chile. Ele é um talentosíssimo garoto que joga nas pracinhas de seu bairro, mas leva o futebol como uma diversão. Porém, o pai, um ex-jogador projeta no filho todas as frustrações da carreira que não alavancou, tentando leva-lo para clubes grandes do Chile. Porém, quem sonha em jogar futebol é a irmã do garoto, que atua muito bem de goleira nas peladas com o irmão.

Por acaso, TIto conhece Alexis Sanchez, que é um dos maiores ídolos (se não o maior) do futebol chileno atualmente. Com uma amizade muito pura se formando, Sancez divide suas experiências e acabamos conhecendo um pouco mais a história do craque chileno, enquanto Tito usa de conselhos do jogador da Internazionale para tentar passar por cimas dos problemas que surgem com a pressão de seu pai em cima de sua carreira e as pressões da própria vida diária e dificil de um garoto da periferia. 

O roteiro pode ser até um clichê, mas emociona a quem gosta do futebol como uma experiência de vida, para aqueles que tem este esporte como algo intríseco ao próprio DNA, como é o caso na América Latina, que tem o futebol quase como um código da genética como tão bem foi analisado por Eduardo Galeano. É uma história que vale a pena ser vista por ser algo tão próximo de tantos de nós, que sonhamos em ser jogadores de futebol, independente se o talento para essa ilusão existia ou não. 


O filme está disponível na plataforma de streaming por assinatura Netflix e tem 102 minutos. Com o título original de "Mi Amigo, Alexis Sanchez" ele foi lançado em 2019 e está originalmente veiculado em espanhol, mas tem versão dublada e legendada na plataforma de streaming.

O Curioso do Futebol

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