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São Paulo 0 x 3 Grêmio - Há 52 anos, a primeira partida de Campeonato Brasileiro

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

São Paulo e Grêmio duelando pelo Brasileirão

A história do Brasileirão é bastante longa, confusa e causa muita discussão sobre seu início. A Confederação Brasileira de Futebol mesmo não ajuda muito na confusão, já que reconhece a Taça Brasil e o Robertão como Brasileirão, mas colocou o campeonato de 2021 como o de 50 anos. Para todos os efeitos, em 7 de agosto de 1971, diante de apenas seis mil pessoas, num Morumbi que ainda não estava 100 por cento completo, São Paulo e Grêmio jogaram a estreia do que na época foi o primeiro "Campeonato Nacional de Clubes", com vitória dos gaúchos, mesmo no Morumbi, por 3 a 0. 

Aquele torneio a bem da verdade tinha absolutamente zero diferenças quanto ao Roberto Gomes Pedrosa, que era disputado desde 1967 e havia se originado da semente do Rio-São Paulo, que inclusive chegou a ter esse nome durante algum tempo. A CBF, que recém havia sido "criada" como uma nova instituição vinda da antiga Confederação Brasileira de Desportos, a CBD.

Histórico, aquele jogo no Morumbi foi de certa forma um "pesadelo" para o São Paulo e para sua torcida presente no estádio. Melhor no jogo desde o início, o Grêmio precisou de 10 minutos para abrir o placar, num lindo chute de Scotta, que encobriu o goleiro Sérgio, numa bola que estourou na trave e entrou. O Imortal usava de uma formação onde lançamentos vindo do meio rumo a dupla de Scotta e Flexa deixavam a defesa são-paulina atordoada.


Curiosamente, o time gaúcho foi melhor durante todos os 90 minutos. Foi só aos 36 minutos do segundo tempo que o time visitante chegou ao segundo, com uma linda jogada de Flexa, que saiu driblando o time do São Paulo e rolou para Scotta marcar mais um. Quatro minutos depois, foi a vez do argentino fazer a jogada em outra falha bizonha da defesa do São Paulo, chutar para Sérgio defender e Flexa fechar o placar no rebote.

Ao fim do jogo, a vitória ficou com o Grêmio, por 3 a 0, que registrou um belo resultado no primeiro duelo entre os tricolores paulista e gaúcho pelo que se chama hoje de Brasileirão. Aquele campeonato terminaria com o título do Atlético Mineiro. Derrotado naquele dia, o São Paulo ainda seria vice-campeão, enquanto o Grêmio terminaria em sexto. 

Santos é goleado pelo São Paulo e segue em situação complicada no Brasileirão

Por Lucas Paes
Foto: Raul Baretta / Santos FC 

Vitória tranquila do São Paulo no Morumbi

O Santos segue sendo um zero a esquerda nos clássicos em 2023. Mais do que isso, segue mostrando que a vitória contra o Goiás foi quase um acidente. Jogando no Morumbi, na tarde deste domingo, dia 16, o Peixe foi presa fácil para o São Paulo, que jogou em ritmo de treino e goleado por 4 a 1. A situação segue complicada para o Alvinegro Praiano, que tem apenas 16 pontos e na verdade só não está no Z4 por ineficiência alheia.

Concentrado apenas no Brasileirão, o Peixe vem de vitória diante do Goiás por 4 a 3, quebrando um jejum de 13 jogos sem vencer por todas as competições. O São Paulo venceu o Palmeiras dentro do Allianz Parque no meio de semana e se classificou a semifinal da Copa do Brasil, depois de ter empatado com o Bragantino na rodada anterior do Brasileirão por 0 a 0 fora de casa.

Os primeiros minutos foram de muita posse do time da casa, porém pouca efetividade. O São Paulo era muito mais presente no campo ofensivo, enquanto o Santos pouco fazia no jogo além de se defender e "rezar" pelo empate. Aos 19 minutos, em uma jogada dentro da área, Calleri cavou o contato com Joaquim e sofreu pênalti. Calleri bateu, João Paulo até tocou na bola, mas ela foi para a rede. Pouco depois, Michel Araújo viu João Paulo adiantado e só não fez do meio de campo pois a redonda explodiu no travessão.

O São Paulo seguiu em cima. Aos 34', João Paulo se redimiu do pênalti e fez boa defesa num torpedo de Luciano. Aos 39', o Santos finalmente criou uma oportunidade, num chute forte de Mendoza para Rafael defender. Aos 43', o São Paulo só não fez o segundo pois Dodô salvou o chute de Michel Araújo que iria para as redes. Já nos acréscimos, com uma facilidade assustadora, o Tricolor chegou ao segundo, num cruzamento perfeito de Alisson para Calleri marcar o segundo. O primeiro tempo terminou 2 a 0 e foi pouco. 


A etapa final começou do mesmo jeito, com o São Paulo já finalizando duas vezes em dois minutos. Depois disso, o ritmo tricolor diminuiu e o Peixe até tentou atacar, mas esbarrava muito nas próprias enormes limitações. Aos 16', Luciano perdeu ótima chance de cabeça que explodiu no travessão. Na sequência, Juan foi parado pelo desvio de Dodô. O São Paulo jogava o segundo tempo em ritmo de treino. 

Aos 32', o São Paulo chegou muito perto do terceiro, numa jogada de Michel Araújo com Juan, que cruzou, mas João Paulo defendeu. Na sequência, Deivid Washington quase marcou meio que "do nada" um gol, chutando de fora da área na trave. Na sequência, Erisson quase fez o quarto num torpedo na trave. Quase que naturalmente, o quarto veio: numa linda jogada coletiva, o São Paulo passou pela defesa santista como se fosse nada e Pato, na cara do gol, apenas tocou na saída de João Paulo. No finalzinho, o Santos ainda teve pênalti a seu favor: Marcos Leonardo bateu e fez o gol de honra. 

Agora, os dois times voltam a campo no final de semana. O Peixe terá uma casca duríssima diante do Botafogo, na Vila Belmiro, pelo Brasileirão, no próximo domingo, dia 23, às 16 horas. Já o São Paulo joga no dia anterior, no sábado, às 18h30, contra o Cuiabá, na Arena Pantanal. 

No Morumbi, Santos tem dois expulsos e perde para o São Paulo pelo Paulistão

Por Lucas Paes
Foto: Raul Baretta / Santos FC

O Peixe perdeu no Morumbi

Era para ser um jogo para finalmente dar paz, mas virou mais um gatilho no eterno pesadelo do Santos: o Peixe acabou tendo dois jogadores expulsos e foi derrotado no clássico contra o São Paulo, no Morumbi, por 3 a 1. O jogo ocorreu no Morumbi, no início da noite deste domingo, dia 12 e foi válido por mais uma rodada do Paulistão, campeonato onde o Alvinegro Praiano talvez tenha escapado de um situação calamitosa devido a vitória contra o São Bento mesmo.

O Santos, como já citado, vinha de uma sofrida vitória contra o São Bento, que fez com que o Alvinegro Praiano recuperasse um pouco a paz no Campeonato Paulista e se afastasse da parte baixa da tabela. O São Paulo, por sua vez, havia perdido em sua última partida para o Red Bull Bragantino, jogando em Bragança, por 2 a 1, de virada.

O campo molhado claramente atrapalhava os dois times e por pouco não matou o Tricolor logo aos quatro minutos, quando Marcos Leonardo aproveitou uma bola "roubada" pela água e chutou para defesa de Rafael. Depois disso, o jogo ficou mais travado, mas o Peixe até conseguia controlar as ações adversárias, até que aos 15 minutos, numa bola alçada em uma falta, Calleri mandou de cabeça para as redes, explodindo o Morumbi. Cinco minutos depois, Lucas Pires complicou a situação do Santos de vez, cometendo um pênalti "metendo a mão" numa bola que ia pro gol e sendo expulso. Galoppo bateu com precisão e ampliou.

Depois disso, o São Paulo passou a dominar completamente as ações e o Peixe ainda agradeceu por João Lucas não ter sido expulso numa entrada violenta em Calleri. Mas, o São Paulo, limitado que é também, permitiu ao Santos chegar e Mendoza quase diminuiu aos 42', com Rafael evitando o gol certo de Mendoza. No fim das contras, o primeiro tempo terminou em 2 a 0.

Na etapa final, o jogo voltou no mesmo tom do primeiro tempo, com o Tricolor dominando mais as ações e o Santos tentando escapar em alguma oportunidade. Aos 9', a situação do Peixe ficou calamitosa quando João Lucas, que já havia escapado no primeiro tempo, foi expulso com razão após entrar de maneira violenta em Calleri. Aos 11', Calleri só não fez na sequência da expulsão pois chutou ao lado do gol. 

Na metade final do segundo tempo, o jogo ficou até chato, com o time da casa mais administrando o resultado do que tentando atacar. Aos 35', Messias meteu a mão na bola sozinho na área e o pênalti só não foi marcado pois o VAR não quis. Quando parecia que ficaria 2 a 0, Luan acertou um chute de fora da área e João Paulo falhou e levou o gol. Nos acréscimos, o Peixe teve pênalti a seu favor, quando num recuo de bola, Rwan Secco sofreu pênalti de Rafael. Rwan Secco fez o gol de honra do Peixe, fechando o placar.


Agora, os dois times voltam a campo no meio de semana. O Tricolor receberá a Inter de Limeira, no Morumbi, em São Paulo, na próxima quarta-feira, dia 15, às 21h35. Já o Peixe vai até o Bruno José Daniel, onde enfrenta o Santo André, na quinta-feira, dia 16, às 19h30.

No Morumbi, Santos perde para o Palmeiras e se complica no Paulistão

Por Ricardo Pilotto
Foto: divulgação Santos FC

O Santos perdeu para o Palmeiras

No fim da tarde deste sábado, 4, o Palmeiras bateu a equipe do Santos pelo placar de 3 a 1, no gramado do Morumbi, em jogo válido pela 6ª rodada do Campeonato Paulista de 2023. Os gols da partida foram marcados por Murilo, Rony e Giovani deu números finais ao duelo no segundo tempo. O tento dos visitantes foi anotado por Bauermann.

O Verdão, atual líder do Grupo D, vinha de uma importante vitória sobre o Mirassol pelo placar de 2 a 0, atuando longe da capital paulista. Por sua vez, o Peixe, que iniciou a rodada segurando a lanterna da equilibrada Chave A, apenas empatou com a Ferroviária em 1 a 1, atuando no gramado do Canindé, na condição de mandante.

O primeiro tempo foi movimentado. A equipe palmeirense começou impondo um ritmo intenso no começo da partida e assustou pela primeira vez com real perigo aos 7', quando Zé Rafael acertou a barreira em uma cobrança de falta, Raphael Veiga pegou a sobra e exigiu uma boa defesa de João Paulo em dois tempos. Aos poucos, o time santista conseguiu sair para o jogo, criou boas ocasiões de gol, mas também não conseguiu balanças as redes adversárias em nenhuma delas.

Justamente no momento em que o time alviverde voltou a marcar presença no ataque, Murilo aproveitou bola sobrada dentro da pequena área após tentativa de Zanocelo afastar o perigo e abriu a contagem para o Palmeiras. No decorrer do tempo, o Alviverde foi voltando a impor um ritmo mais forte e teve uma outra grande chance de ampliar a vantagem, mas Dudu acabou desperdiçando na marca dos 38'. No último lance da primeira etapa, Rony aproveitou sobra dentro da grande área e após dois milagres operados pelo goleiro Vladimir e estufou as redes do Peixe aos 47'.

Na etapa complementar, o clube da capital paulista começou melhor nos minutos iniciais, mas o time da Baixada Santista foi se encontrando, equilibrou o jogo em certo momento. Entretanto, quando o Verdão voltou a aparecer no ataque, foi letal e matou o confronto com um belíssimo gol de Giovani, que recebeu grande assistência de Rony e bateu firme para vencer Vladimir.


Se encaminhando para a reta final do clássico, os palmeirenses controlaram a posse de bola e apenas fizeram o relógio correr. Enquanto isso, os santistas pouco tiveram a posse de bola, mas conseguiram diminuir o prejuízo aos 49', com gol de cabeça de Bauermann.

Na próxima rodada, o Palmeiras vai enfrentar a Inter de Limeira na quinta-feira, 9, às 19h30, em jogo que marcará a sua volta ao Allianz Parque. Em contrapartida, o Santos irá jogar diante do São Bento na quarta-feira, às 21h35, novamente no relvado do Canindé.

Há 24 anos, Corinthians conquistava o título do Brasileirão de 1998

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Marcelinho comemora o título brasileiro do Corinthians

O dia 23 de dezembro de 1998 é um dos mais marcantes da história do Sport Club Corinthians Paulista. Naquela data, diante de um Morumbi cheio, o Timão derrotou o Cruzeiro por 2 a 0 e conquistou o segundo título brasileiro de sua história. Na época, o troféu foi basicamente um presente de natal a torcida corintiana, que comemorou muito mais um sucesso do time do Parque São Jorge na década de 1990. 

Na época, o Brasileirão funcionou de uma forma diferente no mata-mata, depois de uma primeira fase de turno único com todos contra todos. A partir das quartas de final, rolavam playoffs de três jogos entre as equipes, com a equipe de melhor campanha tento a vantagem de jogar os dois decisivos em casa. É claro que se um time vencesse dois jogos ele conquistava a classificação. Naquela decisão, os dois primeiros jogos haviam terminado em empates por 2 a 2 e 1 a 1.

Naquela tarde, no Morumbi, o Timão veio para cima desde o começo do jogo, mas deixou espaços atrás. Porém, o roteiro da etapa inicial de jogo foi das duas equipes conseguindo criar chances, mas as finalizações foram num geral muito ruins. A Raposa chegou principalmente em bolas paradas, mas pecou muito na definição. O Timão conseguiu chegar bastante pelo chão, mas também pecou em excesso nas finalizações. O placar zerado ao fim da primeira etapa não surpreendeu e ele favorecia o time do Parque São Jorge. 


A primeira chance mais perigosa da etapa final foi alvinegra, numa linda jogada coletiva que terminou em chute de Marcelinho para defesa tranquila do goleirão Dida. Ele pegou mais uma pouco depois em outra tentativa de Marcelinho Carioca. Dijair também obrigou Nei a trabalhar numa cobrança de falta perigosíssima. Foi só aos 25 minutos que o Timão pulou na frente, em lindo passe de Dinei para Edilson driblar Dida e marcar. Dez minutos depois, Dinei fez outra boa jogada, cruzou e Marcelinho fez de Peixinho o gol que fechou o placar e o título corintiano.

Aqueles anos do fim da década de 1990 e início dos anos 2000 seriam espetaculares para o Corinthians. Mesmo variando peças, mas em 1999 essencialmente com o mesmo time base, o Timão conquistou outro brasileiro no ano seguinte e em 2002 a Copa do Brasil, além do Mundial de Clubes da FIFA em 2000. 

Há 20 anos, Santos conquistava o Brasileirão e acabava com o jejum de título

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Paulo Almeida com a taça do Brasileirão

O dia 15 de dezembro de 2002 é um dos mais importantes da história do Santos Futebol Clube, o mais importante dos últimos 30 anos do clube provavelmente. Nesta data, diante de um Morumbi lotado e dividido na metade, como era de praxe naqueles tempos, num domingo de futebol tradicional deste Brasil de todos nós, o Alvinegro Praiano protagonizou um jogo espetacular, venceu o Corinthians por 3 a 2 e conquistou o título do Campeonato Brasileiro daquele ano. O primeiro ou o sétimo, fica a seu critério.

O Santos chegou a decisão após vencer com alguma facilidade a semifinal, batendo o Grêmio por 3 a 0 na Vila Belmiro e perdendo pelo placar mínimo no Olímpico. Já o Corinthians acabou perdendo para o Flu no Maracanã e só garantiu a vaga graças a melhor campanha, após vencer de virada por 3 a 2 num Morumbi lotado. 

O jogo começou insano como uma final deve ser. Com 17 segundos, Diego já sentiu a coxa e pediu substituição, enquanto o Corinthians atacava. Com um minuto, Guilherme só não fez 1 a 0 pois Fábio Costa fez uma defesa histórica. Aos dez, foi a vez de Doni num cabeçada fortíssima de Alex que seria gol. A partir daí, depois de pouca produção ofensiva dos dois lados, aos 35' veio o lance que mudou a final e ficou na história, quando Robinho pedalou oito vezes em cima de Rogério e sofreu pênalti, que ele mesmo bateu e marcou. O primeiro tempo teve pouca ação depois disso e terminou em 1 a 0 para o Peixe. 

A etapa final que foi onde o jogo ficou agitado. Aos 13', Fábio Costa fez defesa espetacular em chute de Rogério desviado por Paulo Almeida em que ele salvou, no escanteio, ele fez outra defesa espetacular em cabeçada de Fábio Luciano. Aos 30', o Timão finalmente venceu o goleiro santista, num cruzamento que Deivid cabeceou sem chances para o arqueiro. A partir daí, o Corinthians passou a pressionar e Fábio Luciano cruzou para Anderson, aos 39', deixar o Timão a um gol do título. A partir daí vieram os nove minutos mais importantes do século santista.


Primeiro, aos 42', sem se deixar abalar, o Peixe buscou o empate, numa bola onde Robinho avançou pela lateral, fintou a defesa do time paulistano e apenas rolou para Elano empatar o jogo. O Corinthians tentou vir para cima, arrumou escanteio, pressionou tentando o gol tardio, mas errou e aos 46', Léo saiu em direção a um mortal contra-ataque, rolando para Robinho, que fez ótima jogada, correu e acabou desarmado, mas o camisa 3 pegou a sobra, avançou para a entrada da área e soltou um torpedo para selar o título, a festa e a conquista do Alvinegro Praiano.

O título tirou o Santos de um jejum que durava 18 anos e mudou para sempre a história do Alvinegro Praiano. A partir da conquista do Brasileirão, o alvinegro se reestruturou, voltou a ganhar força e armou todo o alicerce para que viesse a vitoriosa geração de Neymar e Ganso. Atualmente, cabe ao time de Vila Belmiro tentar reencontrar esse caminho, inspirado quem sabe pelos 20 anos de um dos títulos mais importantes de sua história. 

Sereias vencem o São Paulo de virada e vão à final do Paulistão Feminino

Por Ricardo Pilotto
Foto: Léo Sguaçabia/Ag. Paulistão/Centauro

As Sereias avançaram à decisão do Paulistão Feminino

Brigando por uma vaga na grande decisão do Paulistão Feminino de 2023, São Paulo e Santos estiveram frente a frente no jogo de volta da primeira semifinal na noite deste domingo, 11. Desta vez, o encontro aconteceu no Morumbi terminou com triunfo alvinegro por 3 a 2 e classificação das visitantes para a finalíssima da competição. 

Na partida de ida, as Sereias receberam as meninas do Tricolor no gramado Vila Belmiro, e largaram na frente com uma vitória magra por 1 a 0. Na ocasião, Brena foi a responsável pelo triunfo do Alvinegro Praiano. O gol da atleta santista acabou fazendo a equipe paulistana chegar para esse segundo embate precisando vencer por pelo menos dois gols para ir a final no tempo normal, já que um resultado positivo das paulistanas com uma vantagem mínima, levaria para os pênaltis.

O primeiro tempo foi movimentado equilibrado. As mandantes começaram em cima e com apenas 8', Nana inaugurou o marcador. O time tricolor continuou pressionando e por pouco não ampliou a vantagem em uma outra boa chegada. A equipe santista só foi exigir uma grande defesa da goleira são paulina aos 16', em um bom contra ataque armado e finalizado por Cristiane.

Quando as visitantes enfim conseguiram entrar no jogo definitivamente, Jane tomou a posse da bola de Pardal, invadiu a área e serviu a camisa 11, que empatou o jogo nos 26 jogados. Pouco depois, a mesma craque alvinegra recebeu assistência açucarada de Bia Menezes em jogada de bola parada e mergulhou de cabeça para virar a partida. 

Na sequência, ambos os lados continuaram fazendo um duelo muito agitado e no fim da etapa inicial, o clube do Morumbi quase pôde devolver o empate ao placar através de um pênalti, mas o VAR revisou o lance e anulou aquela que seria a última chance do São Paulo ir ao intervalo com um prejuízo menor.

O segundo tempo continuou bastante lá e cá. Logo no começo do último quarto do enfrentamento de 180 minutos, Fernanda aproveitou sobra na entrada da área e acertou um balaço e ainda contou com o auxílio do travessão para anotar o terceiro tento das santistas e tranquilizar ainda mais a partida para as visitantes, que abriam uma excelente vantagem.

Precisando reagir, as tricolores partiram para o ataque e conseguiram assustar Camila Rodrigues em algumas oportunidades. A melhor aconteceu aos 19', quando Micaelly acertou uma cobrança de falta magistral no travessão. As santistas não tardaram a responder e quase fizeram um gol olímpico com 21', em escanteio muito bem batido por Brena.


Já chegando na reta final, a partida ficou ainda mais emocionante, com ambas as equipes buscando participar bastante do ataque. Em meio a tudo isso, a equipe local ainda teve tempo de diminuir com gol de Pardal na marca dos 44', mas o embate acabou com vitória das visitantes por 3 a 2.

Na grande decisão, o Santos enfrentará o vencedor do embate entre Palmeiras e Ferroviária, que estão compondo a outra semifinal do Paulistão Feminino de 2022. As datas ainda serão divulgadas pela Federação Paulista de Futebol.

Karembeu enfrentando Edilson no Mundial de Clubes de 2000

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Karembeu sofreu contra Edilson Capetinha

Conhecido por ter passado por diversos times conhecidos e grandes do futebol europeu, inclusive o Real Madrid e também por sua carreira de uma década na Seleção Francesa, o ex-volante Christian Karembeu foi um entre vários jogadores bons que a França formou durante os anos 1990. Com uma carreira bastante laureada, com troféus que incluem a Copa do Mundo de 1998 na França e conquistas da Liga dos Campeões, o volante francês, que completa 52 anos neste dia 3, ficou reconhecido no Brasil por uma de suas piores atuações, quando acabou sofrendo muito contra Edilson Capetinha no Mundial de Clubes de 2000, no Brasil, diante do Corinthians.

Antes de contar esta história, é importante contextualizar: a diferença entre os elencos dos times europeus e sul-americanos é um fator relativamente recente na história do futebol. Até meados dos anos 2000, times da elite sul-americana ainda figuravam com frequência entre as melhores equipes do planeta e genuinamente competiam com a elite europeia. Já nos anos 2000, esquadrões como o Boca de Bianchi, o ótimo Vasco de 1998, o matreiro Grêmio de 1995 fizeram jogos em que foram melhores ou pelo menos equilibrados contra os campeões europeus no mundial. É neste contexto que Real Madrid e Corinthians se enfrentaram em 2000.

O time do Real Madrid que entrou em campo naquele jogo no Morumbi era uma equipe de muita qualidade. A escalação dos Merengues, que seriam no meio daquele ano campeões europeus pela oitava vez tinha jogadores como o jovem e já ótimo goleiro Cassilas, os laterais Michel Salgado e Roberto Carlos e grandes atacantes como Raúl. Do outro lado, o Corinthians tinha um belíssimo time, com Dida pegando tudo no gol e um meio campo com Vampeta no auge, Rincón jogando grande futebol e Ricardinho e Marcelinho Carioca voando. O jogo prometia no Morumbi.

Karembeu naquele dia atuou improvisado na zaga e já viu o que teria pela frente na primeira saída de Edilson, quando ele deixou Roberto Carlos na saudade e acabou sendo parado em ótima intervenção do francês. A verdade é que durante a maior parte do primeiro tempo Karembeu e o Real Madrid correram atrás de um Corinthians insaciável e veloz, que pouco deixava o Real Madrid respirar. Curiosamente, porém, Anelka abriu o placar para os espanhóis desviando falta de Roberto Carlos. Do outro lado, Karembeu suava para parar as investidas de Edilson.

A jornada infeliz do francês começou no primeiro gol corintiano, quando Karembeu falhou em cortar a bola e ela sobrou para Luizão rolar e Edilson empatar. No geral, porém, o defensor madridista conseguia acompanhar o brasuca e evitar o pior na maioria dos lances. Na segunda etapa, porém, a situação ficou muito pior para ele, que parecia não conseguir achar o tempo dos atacantes corintianos.

Foi ai que aconteceu o lance histórico. Edilson recebeu em boa posição e foi para cima de Karembeu, que foi seco e tomou uma belíssima canetinha, antes do ponta corintiano bater na saída de Casillas para botar o Timão na frente e virar o jogo. O lance ficou marcado ainda pela narração de Luciano do Valle: "Muito prazer, eu sou Edilson, o capeta".


O Real Madrid ainda empataria o jogo com Anelka, num tremendo confronto onde o resultado foi justo pela bola jogada pelos dois times naquela noite no Morumbi, mas para Karembeu a jornada ficou marcada como o dia em que levou um dos mais infelizes dribles de sua vida e uma das partidas quem ais sofreu em sua vida como jogador.

Há 20 anos, Santos virava no fim contra o São Paulo e ia à semi do Brasileirão

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Diego fez o segundo santista

O dia 28 de novembro de 2002 foi talvez a consolidação definitiva naquele momento dos meninos do Santos de Leão durante aquela edição do Brasileirão. Quase eliminado, o time santista pegou de cara o São Paulo, dono da melhor campanha, nas quartas de final e venceu na Vila Belmiro por 3 a 1. No segundo jogo, no Morumbi, há 20 anos, conseguiu uma virada no finzinho que credenciou de vez o Alvinegro Praiano a conquista do título. Era a entrada definitiva dos santistas no grupo de candidatos a taça.

O cenário era simples para os dois times. O Santos vinha para jogar até por uma derrota por um gol de diferença para se classificar as semifinais, enquanto o São Paulo precisava vencer por dois gols de diferença para reverter a vantagem alvinegra e se classificar para a fase seguinte. Portanto, era de se esperar que o Tricolor fosse mais para cima do Alvinegro Praiano.

E o cenário começou paradisíaco para o São Paulo cedo. Luís Fabiano marcou o primeiro gol de cabeça logo aos quatro minutos de jogo e partir daí o Tricolor partiu para cima. Com pressa, o time vinha para cima com tudo, tentando de toda forma marcar logo o segundo gol, mas esbarrava nos próprios erros e na própria pressa. O Santos, por sua vez, parecia pouco inspirado quando conseguia atacar. Na maior parte do tempo, o time da casa ficou preso na boa e eficiente marcação imposta pelos comandados de Emerson Leão. No fim das contas, não surpreendeu que o primeiro tempo terminou em 1 a 0 apenas.


Na etapa final, o jogo mudou de face. Os santistas acordaram, voltaram mais ligados e desde o começo se fizeram mais presentes no campo de ataque. O balde de água congelada na cabeça do time do São Paulo veio ainda muito cedo e já se anunciava. Depois de quase marcar com Robinho, aos 11', o Peixe chegou numa tabela do camisa 7 com Léo, que recebeu na cara de Rogério Ceni e tocou para as redes. A partir do gol, o nervosismo bateu de vez no time são-paulino, que errava muito na tentativa de pressionar. A melhor chance tricolor foi uma falta cobrada na trave por Ricardinho. Quando parecia certo que o jogo terminaria empatado, aos 47', Robinho fez boa jogada e rolou para Diego definir o placar.

Com a vitória, o Santos se classificava para as semifinais, onde enfrentaria o Grêmio e começava a ver com mais clareza o sonho do título do Brasileirão e do fim do jejum. O badalado São Paulo, dono de campanha espetacular na primeira fase, ficava pelo caminho. A noite era pequena para o torcedor santista que compareceu no Morumbi. 

No Morumbi, Palmeiras vence São Paulo e abre vantagem na final do Paulistão Sub-15

Foto: Fernando Martinez / Jogos Perdidos

O jogo foi no Morumbi

O time sub-15 do Palmeiras não se intimidou com o Morumbi na decisão do Paulistão da categoria. Mesmo jogando fora de casa, o Verdão bateu o São Paulo por 2 a 1, em jogo disputado na manhã deste sábado, dia 29 de outubro e com isso abriu vantagem rumo ao sonho da conquista do título do Paulistão Sub-15 de 2022. Agora, o alviverde pode até perder por um gol de diferença na volta, em Barueri, que será campeão. 

Nas semifinais, o São Paulo passou pelo Santos, contando com uma vitória de 3 a 0 na segunda partida da semi, após empate sem gols no primeiro jogo. O Palmeiras quase ficou pelo caminho, após perder por 2 a 0 para o Corinthians no segundo jogo das semi, mas a vitória pelo mesmo placar na ida garantiu a vaga alviverde. Curiosamente, ambos os jogos de volta foram na Arena Barueri.

O Palmeiras começou com tudo. Logo aos dois minutos, Dourado aproveitou sobra na área e abriu o placar para o Alviverde Imponente dentro do Morumbi. O Tricolor reagiu rápido e já aos seis minutos buscou a igualdade, com um gol de Pedrinho. O jogo tinha bastante ação desde os primeiros minutos. Aos 10', Luca quase fez o segundo do Soberano batendo de longe.

O jogo seguia com muita movimentação dos dois lados, apesar de ambos os times criarem poucas chances de perigo mesmo. Aos 18', Nicolas deu chute perigoso e Kauã pegou. Aos 25', o Tricolor passou muito perto de marcar com Igor, mas a cabeçada passou ao lado do gol. O final do primeiro tempo teve o jogo um pouco mais travado. No finalzinho, Gustavo parou em Kauã em boa chance para o segundo do time da casa. 

Na etapa final, o Tricolor tentou novamente começar atacando. O jogo, porém, era mais travado no começo da etapa final, com poucas chances, apesar do São Paulo ser melhor. Porém, no primeiro ataque mais perigoso, Igor chegou atrasado no atacante do Palmeiras e cometeu pênalti. Erick Pelé bateu e botou o Verdão na frente de novo.


O São Paulo respondeu aos 18', num chute de Bezerra para boa defesa do goleiro palmeirense. Aos 30', Kauã saiu no pé do atacante do time da casa para evitar o gol. Apesar da pressão tricolor, o jogo terminou mesmo em vitória alviverde. 

Agora, o jogo de volta rola no próximo domingo, dia 6 de novembro, às 9 horas. O Palmeiras mandará o duelo na Arena Barueri. O Palmeiras precisa de um empate para ser campeão. O São Paulo precisa vencer por dois gols para ficar com a taça ou por um e lever a definição do título para as penalidades.

Cirúrgico, Flamengo vence o São Paulo no Morumbi pela semifinal da Copa do Brasil

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/Flamengo

O Flamengo venceu no Morumbi

O Flamengo está com um pé e meio na final da Copa do Brasil de 2022. O rubro-negro foi ao Morumbi lotado, aguentou a pressão absurda do São Paulo e foi cirúrgico quando teve chances, vencendo o Tricolor por 3 a 1, em jogo disputado na noite desta quarta, dia 24, pelas semifinais da competição. Agora, no Maracanã, o rubro-negro poderá até perder por um gol de diferença  que sairá do Maraca classificado para a decisão, contra Fluminense ou Corinthians. 

As duas equipes jogaram recentemente pelo Brasileirão, com o São Paulo enfrentando e sendo derrotado pelo Santos na Vila Belmiro, em grande atuação de Soteldo e o Flamengo empatando o confronto direto com o Palmeiras no Allianz Parque. Na Copa do Brasil, o Mengão eliminou o Athletico Paranaense na fase anterior, enquanto o São Paulo tirou o América Mineiro.

O São Paulo tentou partir para cima, usando do Morumbi lotado para pressionar o Flamengo, mas o primeiro ataque perigoso foi do Flamengo, aos seis, com Arrascaeta driblando Jandrei e cruzamento para Pedro jogar para fora. Aos 9', o São Paulo chegou pela primeira vez e Santos fez uma defesa extraordinária numa cabeçada de Patrick. No segundo ataque que acertou, o Flamengo pulou na frente, numa cabeçada certeira de João Gomes, aos 11 minutos. Aos 20', Rodrigo Nestor perdeu ótima chance após boa jogada de Patrick. O São Paulo controlava mais a posse, mas pouco conseguia oferecer de perigo ao Flamengo. 

Aos 32', o Soberano criou a chance mais perigosa dele no primeiro tempo, quando Patrick recebeu de Calleri e acertou um torpedo no travessão. Aos poucos, os rubro-negros tentaram equilibrar as ações e chegar com perigo no ataque novamente. O primeiro tempo terminou mesmo em 1 a 0 para os flamenguistas.

A primeira chance da etapa final foi do Flamengo, com Pedro fazendo linda jogada e tocando para Gabriel bater por cima. Depois, o Tricolor passou de novo a pressionar. O fato é que o retrato do segundo tempo até sua metade foi do São Paulo tendo a bola, mas pouco conseguindo fazer diante da defesa flamenguista. Na primeira vez em que atacou com eficácia no segundo tempo, o Mengão puxou um contra-ataque rápido, onde Vidal acionou Rodinei, que jogou para Arrascaeta cruzar, Everton Ribeiro até parou em Jandrei, mas Gabigol mandou para as redes. 


Sem se abalar, o Tricolor seguiu tentando e aos 33', numa jogada trabalhada, Nestor recebeu e bateu como uma tacada de sinuca para as redes. A partir daí, o time da casa passou a pressionar de todas as formas, mas esbarrava no próprio nervosismo para tentar o empate. Nos acréscimos, Everton Cebolinha marcou o seu primeiro no Flamengo e o terceiro do time no jogo, ao acertar um chutaço no canto, fechando o placar e, praticamente, a eliminatória.

Agora, as duas equipes voltam a campo no final de semana, pelo Brasileirão. O São Paulo recebe o Fortaleza no Morumbi, enquanto o Flamengo faz clássico contra o Botafogo no Engenhão. Ambos os jogos serão no próximo domingo, às 16 horas. O jogo de volta da Copa do Brasil ocorre só no dia 14 de setembro, quarta-feira, também às 21h45, agora no Maracanã, casa do Flamengo. 

Com pênalti polêmico, Santos perde para o São Paulo no Morumbi pelo Brasileirão

Por Lucas Paes
Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte.com

O jogo foi no Morumbi

Com um pênalti polêmico no segundo tempo, o São Paulo bateu o Santos no Morumbi pelo placar de 2 a 1, em jogo disputado na noite desta segunda, dia 2 de maio, no Estádio do Morumbi, em jogo válido pelo Brasileirão. O resultado serviu para colocar o Tricolor do Morumbi chega à sexta colocação na competição e passa inclusive o próprio Santos na tabela. 

O Santos vinha de um decepcionante empate com o La Calera fora de casa no meio de semana por 1 a 1. Já o São Paulo venceu  Jorge Wilstermann fora de casa por 3 a 1, ambos os times jogando pela Sul-Americana. No Brasileirão, o Peixe tentava manter a liderança e o Tricolor subir na tabela.

O primeiro lance mais perigoso veio numa falta de Maicon batida para defesa de Jandrei. Aos nove minutos, no primeiro ataque em que conseguiu, o São Paulo marcou, em cruzamento perfeito de Patrick para Calleri marcar. Pouco depois, Baptistão perdeu boa chance de empatar. O São Paulo era melhor no jogo, mas pouco conseguia criar de jogadas perigosas. Aos 39', Igor Gomes tocou e Calleri chutou mal, perdendo boa chance de ampliar. No apagar das luzes do primeiro tempo, Baptistão fez ótima jogada, chutou cruzado, Jandrei espalmou, mas Marcos Leonardo aproveitou o rebote e deu carrinho para deixar tudo igual. 

Na etapa final, o São Paulo voltou em cima e quase marcou o segundo aos 6', com Alisson, mas João Paulo defendeu. Pouco depois, Calleri quase aproveitou cruzamento fechado para marcar, mas João Paulo, sempre ele, encaixou. Aos 10', foi o Peixe que chegou, num rápido contra-ataque que Baptistão quase mandou para as redes, mas Jandrei pegou. Pouco depois, foi a vez de Fernandez quase fazer após belo contra-ataque, mas o chute foi por cima.

O Peixe tinha mais controle da bola em alguns momentos, mas quase levou o segundo aos 29', numa cabeçada de Luciano que João Paulo espalmou para longe. Aos 33', num cruzamento para área, Madson meteu a mão na bola e arrumou um pênalti para o São Paulo, Luciano bateu e marcou o segundo do São Paulo, dando números finais ao jogo, que seguiu com muita polêmica e reclamações dos dois lados.


Agora, o Peixe vai até Quito enfrentar a Universidad Católica, do Equador, na quinta, dia 5, às 21h30, no Olímpico Atahualpa, em Quito. O Tricolor visita o Everton, no Sausalito, em Viña del Mar, no Chile, no mesmo dia, mas às 19h15. Ambos os jogos são da Copa Sul-americana. 

São Paulo bate o Palmeiras e conquista o Paulistão depois de 16 anos

Foto: Alexandre Battibugli / FPF

O Tricolor venceu por 2 a 0 no Morumbi

O jejum do São Paulo acabou. Levando o Paulistão mais a sério que todo o resto dos grandes, o Tricolor chegou a final e venceu. Na tarde deste domingo, dia 23, os são-paulinos venceram o Palmeiras por 2 a 0, no Morumbi e voltaram a conquistar um título depois de nove anos de jejum. Além disso, a conquista do Campeonato Paulista quebra outro jejum, já que a última conquista tricolor na competição havia acontecido em 2005.

Na primeira partida, num jogo muito travado, São Paulo e Palmeiras haviam ficando no empate sem gols, com ambos os times perdendo boas chances, apesar delas serem poucas. Qualquer vitória de qualquer um dos times terminaria em título.

O jogo começou mais travado sem muitas chances para ambos os lados. A primeira finalização no gol foi do Palmeiras, com Rony, sem muitos problemas para Tiago Volpi, porém, pouco depois, o próprio Rony rolou para Danilo Barbosa, que mandou com muito perigo ao lado da meta. O Verdão tinha mais o controle do jogo, mas não necessariamente criava mais chances. A partir daí, o jogo ficou, com o perdão do termo, ruim. O primeiro gol da decisão veio de maneira bizarra. Aos 37 minutos, Luan chutou de longe, a bola desviou em Felipe Melo e foi para as redes. O gol parecia realmente um acidente, já que o resto do primeiro tempo reservou um jogo travado e sem muitas chances.

Na etapa final, o Tricolor chegou muito perto do segundo gol num lance onde o quique da bola enganou Luan e Luciano saiu na cara de Weverton, porém chutou para fora. Depois disso, o jogo seguiu travado e com pouquíssimas chances. Aos 18', Patrick de Paula deu uma bela arrancada, mas chutou mal por cima da meta. A partir daí, o jogo voltou a ficar travado, com o time palmeirense tendo nítida dificuldade em propor o jogo, mesmo com o time da casa "dando a bola" para eles. Aos 30', quem criou foi o São Paulo, com um chute por cima de Sara. Pouco depois, veio o segundo gol, com Luciano, que aproveitou passe de Rodrigo Nestor, após bobeada da defesa alviverde.


A partir do gol, o jogo pareceu ficar mais aberto. Aos 37', Weverton evitou o terceiro, em lance onde Rodrigo Nestor ajeitou e Gabriel Sara chutou a queima roupa para a defesaça do palmeirense. Pouco depois, Volpi evitou com uma boa defesa um gol palmeirense. Mas, foi pouco, sem chances de evitar a conquista tricolor.

Agora, o campeão São Paulo volta a campo na terça-feira, dia 25, pela Libertadores, contra o Sporting Cristal, no Morumbi, às 21h30. O Palmeiras, já classificado, também volta a campo na quinta pela Libertadores, enfrentando o Universitário, no Allianz Parque, às 19 horas.

São Paulo vence a Ferroviária e está na semifinal do Paulistão

Foto: Tiago Pavini/Ferroviária SA

Favorito, o São Paulo venceu por 4 a 2

O sonho do título paulista para o São Paulo segue vivo. O Tricolor do Morumbi bateu a Ferroviária, por 4 a 2, no Morumbi, na noite desta sexta-feira, dia 14 e garantiu a classificação as semifinais do Campeonato Paulista de 2021. Depois de grande campanha, os são-paulinos seguem em frente para enfrentar o Mirassol nas semifinais. 

A Ferroviária vinha de uma vitória sobre o São Caetano por 3 a 0, no Anacleto Campanella, na última rodada da fase da classificação do Paulistão. O Tricolor havia empatado com o Rentistas pela Libertadores no meio de semana com um time misto, fora de casa.

No primeiro tempo, o Tricolor abriu o placar aos 28 minutos dom Gabriel Sara, que recebeu cruzamento na medida de Igor Vinícius e tocou na saída do goleiro. Pouco depois, aos 33', em jogada parecida, Liziero aproveitou novo passe do lateral-direito e finalizou para ampliar. Ainda antes do fim do primeiro tmepo, Renato Cajá descontou para o time de Araraquara, numa belíssima cobrança de falta. 

Na etapa final, Igor Vinicius marcou o terceiro. O lateral do São Paulo recebeu assistência de Benitez e mandou para as redes. Aos 19', Pablo ampliou o marcador após passe de Benitez. A partir daí, o São Paulo administrou, mas ainda viu o matador Bruno Mezega marcar o segundo da Ferroviária, antes da expulsão de Yuri praticamente terminar de definir o resultado. 


Agora, o São Paulo volta a campo já no domingo, dia 16 para encarar o Mirassol pela semifinal do Paulistão, às 20h30, no Morumbi. Já a Locomotiva só volta a campo em junho, pelo Brasileirão da Série D, estreando contra o Uberlândia, em data e horários ainda a definir pela CBF. 

Santos surpreende e volta a vencer clássicos batendo o São Paulo no Brasileirão

Por Lucas Paes
Foto: Ivan Storti/SFC

O Peixe surpreendeu no Morumbi

O futebol segue sendo como sempre um jogo imprevisível. Mesmo jogando com o time misto, completamente focado no duelo contra o Boca pela Libertadores, o Santos voltou a vencer no Brasileirão, voltou a vencer clássicos e de quebra bateu o líder São Paulo em pleno Morumbi, na tarde deste domingo, dia 10 de janeiro, pelo placar mínimo. O gol santista foi marcado por Jobson. 

No meio de semana, o Santos havia conseguido um bom resultado no primeiro jogo da semifinal da Libertadores, empatando com o Boca em La Bombonera por 0 a 0, com um pênalti não marcado a favor dos santistas. O Tricolor, por sua vez, vinha de uma derrota surpreendente para o Bragantino por 4 a 1, em um jogo onde a equipe de Diniz não conseguiu apresentar seu costumeiro bom futebol.


Desde o começo, o São Paulo controlou muito a posse de bola, mas não conseguia efetivamente chegar ao gol santista, um tom que seguiu até quase a metade do primeiro tempo, num chuvoso Morumbi. Curiosamente, apesar do domínio mandante, o primeiro lance perigoso foi santista, com Lucas Braga lançando Arthur Gomes, que chutou cruzado e a bola explodiu na trave. No rebote, Arthur Gomes dividiu com o zagueiro são-paulino e reclamou de pênalti, mas nada aconteceu no lance. Praticamente no lance seguinte, o Tricolor teve falta perigosa, mas Gabriel Sara mandou para fora. Aos 31', numa rápida jogada coletiva do São Paulo, Daniel Alves chutou com perigo para fora. Com nenhuma das equipes conseguindo oferecer muito perigo, o primeiro tempo terminou mesmo sem gols.

A etapa final mal teve tempo de começar e o Peixe pulou na frente. Em um ataque iniciado numa boa pressão ofensiva alvinegra, Jobson recebeu passe de Arthur Gomes, disputou com a defesa tricolor e bateu de biquinho para as redes, abrindo o placar no Morumbi. Sofrendo com o gol sofrido, o time da casa só foi chegar de novo aos 10', quando Brenner recebeu bom passe, mas chutou mascado e sem força. Logo depois, Gabriel Sara ofereceu muito perigo num chute violento que passou raspando a meta de João Paulo. Depois, o Tricolor seguiu tentando atacar, mas esbarrou nos erros e na própria pontaria.


Quem quase marcou, aos 30 minutos, foi o Santos, em um rápido contra ataque em que Kayo Jorge lançou Lucas Braga e Volpi saiu bicando e evitando o pior para o Soberano. Pouco depois, o empate quase veio em cabeçada de Arboleda, que João Paulo, saindo no abafa, defendeu. Aos 39', João Paulo salvou o Santos de novo, numa cabeçada violenta de Paulinho Boia. Desesperado, o São Paulo atacava. Aos 47', Paulinho Boia teve outra chance de cabeça e mandou para fora. Aos 50', Lucas Braga quase marcou o segundo, mas parou em Volpi, nada que mudasse a vitória santista.

Agora, o Peixe vira novamente a chavinha para a Libertadores, onde terá de vencer o Boca na Vila Belmiro para se classificar, na quarta-feira, as 19h15. Já o São Paulo só volta a campo no próximo domingo, dia 16, novamente as 16 horas, jogando na Arena da Baixada contra o Athletico Paranaense.

O gol de Ronaldo que acabou com o sonho do fim do tabu corintiano em 1974

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O Palmeiras calou um Morumbi corintiano em 1974

No dia 22 de dezembro de 1974 o Estádio do Morumbi, que até poucos anos atrás era uma espécie de Maracanã para os clubes paulistas, onde todas as decisões aconteciam, estava tomado pelas cores pretas e brancas do Corinthians esperando pela festa de um título que quebraria um jejum de 20 anos do time do Parque São Jorge sem conquistas de campeonatos importantes (o Paulistão era na época um torneio ao qual as equipes davam mais importância até que a Libertadores). Só que faltou combinar com o seu arquirrival, o Palmeiras, que acabou levando aquela final com um gol de Ronaldo, que calou o Morumbi e acabou com o sonho do fim do tabu para o Timão.

O Verdão vivia naqueles anos um glorioso período de títulos. Nos anos 1960, dividiu o protagonismo do futebol brasileiro com o Santos de Pelé e conquistou vários títulos, desde estaduais até Taças Brasil e o Roberto Gomes Pedrosa. Nos dois anos anteriores, havia ganho também o Campeonato Brasileiro. Enfim, eram anos de ouro para o Verdão. Enquanto do outro lado, o Corinthians vivia um período de ostracismo e sofrimento, em meio a um jejum onde curiosamente sua torcida cresceu. 

Aquele campeonato repetira a formula de outros anos. No ano anterior, as equipes do interior disputavam uma classificatória chamada de Paulistinha, que trouxe sete clubes para a disputa com Santos, Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Guarani e Juventus. Após isso, ocorreram dois turnos de todos contra todos, com a classificação de cada um dando uma vaga à final. Caso um time vencesse os dois turnos seria automaticamente campeão.

O Timão ganhou o primeiro turno e foi até a decisão, onde enfrentou o Palmeiras, vencedor do segundo turno. Naquele dia, os corintianos eram claros favoritos, com um time que tinha, entre outros nomes, Rivelino e Zé Maria. Mas os palmeirenses também tinham em seu time ótimos jogadores, como Ademir da Guia, Dudu e Leivinha. 

O jogo, num Morumbi onde dos 120 mil presentes mais de 100 mil eram corintianos, foi nervoso desde o início, com o time palmeirense claramente mais a vontade devido a uma pressão normal, já que o favoritismo era todo alvinegro. O primeiro tempo terminou sem gols e o time do Parque São Jorge não conseguia desempenhar um bom futebol. No segundo tempo, aos 22 minutos, o gol alviverde venho numa bonita jogada, onde Jair levantou, Leivinha subiu e tocou de cabeça para Ronaldo, que pegou de primeira, numa espécie de voleio, e marcou um golaço, que silenciou a maioria da torcida e deu o título ao Palmeiras. Ao fim do jogo, a torcida alviverde entoou a famosa música "zum zum zum é vinte um".


Ao fim do jogo, a festa foi da imensa minoria no estádio, com a equipe saindo para comemorar com sua torcida no Estádio Palestra Itália. Aos corintianos, mais uma tristeza, que acabou por condenar inclusive o craque do time, o craque Rivellino, que acabou deixando o Timão e indo jogar no Fluminense no ano seguinte, não suportando a pressão da torcida após a derrota. Curiosamente, o fim do jejum do time de Parque São Jorge veio três anos depois sob o comando de Osvaldo Brandão, que comandava o Palmeiras naquele Paulistão de 1974.

O Alviverde Imponente, por sua vez, não sabia, mas vivia ali o final de um período glorioso de sua história. Dois anos depois, após conquistar outro título no Paulistão de 1976, o clube entrou num jejum de títulos que perdurou até 1993 e teve entre seus anos a histórica derrota na final do Paulistão de 1986 para a Inter de Limeira.

Brasil vence a Venezuela pelo placar mínimo e lidera as Eliminatórias

Por Lucas Paes
Foto: Divulgação/CBF

Firmino marcou o gol da vitória brasileira

O Brasil segue 100 por cento nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2022. Na noite desta sexta-feira, dia 13 de novembro, os Canarinhos não fizeram grande partida, mas jogaram o suficiente para vencer a Venezuela, por 1 a 0, no Estádio do Morumbi, em São Paulo. O gol brasileiro foi do atacante Roberto Firmino, jogador do Liverpool. É a primeira vez desde as eliminatórias de 1982 que os pentacampeões vencem os três primeiros jogos. 

O Brasil, que mais uma vez começa as eliminatórias sem muito sofrimento, venceu o Peru na última rodada fora de casa por 4 a 2. A Venezuela, que começou muito mal a competição, vinha de derrota magra jogando em casa diante do Paraguai. 

Apesar de ser um ataque contra defesa, o primeiro tempo foi uma atuação bem mediana do Brasil. Os Canarinhos até criaram uma chance numa cabeçada perigosa de Marquinhos aos 3 minutos e chegaram a marcar aos 6', quando Richarlison pegou um rebote de Fariñez e foi as redes, mas foi marcado impedimento do lateral Lodi no cruzamento. A partir daí, os brasileiros passaram a ter a bola, mas ficarem presos no excelente sistema defensivo venezuelano. O time da casa só foi criar de novo aos 28', num chute de longe de Firmino que Fariñez espalmou.


Aos 32', porém, os brasileiros perderam chance inacreditável, quando Lodi cruzou, Jesus desviou e Richarlison, com o gol aberto, mandou para fora, na pequena área. Quem quase chegou lá foi a Viño Tinto, que atacou com Soteldo, vencendo Danilo na velocidade e cruzando, Marquinhos evitou o pior. Os brasucas foram as redes de novo aos 40', mas, mais uma vez, o lance foi anulado, dessa vez por falta de Richarlison em meio a confusão na área que gerou o gol. Pouco depois, Douglas Luiz ofereceu perigo num chute de longe. Apesar de seguir atacando, a Seleção não conseguiu mexer no placar no primeiro tempo.

A segunda etapa voltou com o Brasil seguindo no ataque. Os Canarinhos não conseguiam finalizar, porém. Aos 9', chegou a ser verificado um possível pênalti, mas o árbitro não marcou a falta em Richarlison. Logo depois, Soteldo chegou a avançar com perigo, mas cruzou nas mãos de Ederson.


Aos 21', depois de tanto atacar, o Brasil finalmente marcou, num pase de Paquetá, que foi para Everton Ribeiro cruzar, Lodi dividiu com o defensor é a redonda foi para Firmino, que mandou para as redes. Depois do gol, os brasileiros seguiram ocupando mais o campo de ataque, sem conseguir finalizar, apesar do pedido pelo "perde-pressiona" feito por Tite. Aos 41', Pedro ajeitou no pivô e Firmino finalizou para fora com perigo. Aos 47', Firmino cometeu falta em Otero, que bateu a infração e a redonda passou por cima. No fim das contas, a vitória, magra, foi mesmo do Brasil.

Na próxima rodada, o Brasil tem um clássico contra o Uruguai no Estádio Centenário, em Montevidéu, as 20 horas. A Venezuela joga às 18 horas, em casa, contra o Chile, no Olimpico de la UCV, em Caracas. Os dois duelos ocorrerão na terça-feira.

Mirassol surpreende no Morumbi, vence São Paulo e está na semi do Paulistão

Por Lucas Paes
Foto: Fernando Roberto/Ag. Futpress

O duelo foi cheio de gols no Morumbi

A zebra passeou pelas quartas de final do Campeonato Paulista, ou melhor, o Leão. Em pleno Morumbi, o Mirassol, que havia perdido boa parte dos jogadores na paralisação do Paulistão, venceu o São Paulo e chegou a semifinal do Campeonato Paulista de 2020. O duelo ocorreu no início da noite desta quarta, dia 29 e selou a continuidade dos pesadelos tricolores no mata-mata e no estadual. Agora são 15 anos sem conquistar o torneio.

O São Paulo, time que apresentava o melhor futebol entre os quatro grandes do estado de São Paulo, vem de vitória por 3 a 1 sobre o Guarani, em jogo que foi disputado no final de semana, na Vila Belmiro. Já o Mirassol, que perdeu a maior parte do time titular anterior a pandemia, vem de derrota para a Ponte Preta por 1 a 0, em jogo disputado no Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo.

Jogando no seu estádio, mesmo sem sua torcida, o Tricolor começou pressionando no ataque da equipe do Mirassol. A equipe de Fernando Diniz constantemente estava no campo de ataque, mas não conseguia finalizar antes de encontrar o pé de algum defensor do Leão da Alta Paulista. Aos 14 minutos, Daniel Alves teve ótima chance em sobra de escanteio, mas de novo a bola explodiu na zaga. A surpresa veio dos visitantes então: aos 18', Moraes quase marcou num chute de fora da área em que Tiago Volpi fez excelente defesa. Pouco tempo depois, em escanteio, Zé Roberto surgiu sozinho no segundo pau e cabeceou para as redes, abrindo o placar para o Mirassol.


Aos 26', os são-paulinos voltaram a ter boa chance em falta perigosa, mas Daniel Alves bateu fraco nas mãos de Kewin. Aos 31 minutos, a situação do Soberano se complicou muito quando em rápido contra ataque, Juninho achou Zé Roberto e ele marcou o segundo do Mirassol. Só que a partida no Morumbi estava a caminho de se tornar um jogo maluco, pois em questão de dois lances, primeiro com Pablo em rebote da própria cabeçada e depois com um chute de Vitor Bueno, os mandantes deixaram tudo igual. Aos 40', Pablo quase fez o terceiro após a defesa visitante afastar mal, mas a bola passou perto.Apesar de chances do time da capital paulista, o primeiro tempo terminou em 2 a 2.

Na etapa final, o time do Morumbi tentou voltar pressionando. Aos 9', Igor Gomes tentou cruzamento e acabou acertando o travessão. Logo depois, o tricolor chegou de novo, com um cruzamento de Igor Vinicius para Pablo cabecear e a bola passar perto do gol. Depois disso o jogo ficou um pouco mais parado, apesar do time da casa continuar tentando. Aos 27', a equipe do Morumbi chegou de novo com um voleio de Igor Gomes que desviou na defesa.


Quando o duelo decisivo parecia caminhar para o empate, aos 34' do segundo tempo, o Mirassol voltou a ficar na frente do marcador: Volpi saiu de soco, mas a redonda sobrou para Daniel Borges que acertou um lindo chute de primeira para marcar o terceiro dos visitantes. A partir daí, desesperados, os tricolores partiram para buscar o empate, mas paravam no próprio nervosismo. Aos 44', Paulinho Boia tentou chute colocado, mas a bola foi nas mãos do arqueiro do Mirassol. Logo depois, Vitor Bueno até fez o gol, mas foi flagrado em impedimento. No final do duelo, a vaga na semi ficou mesmo com o Leão.

Agora, o Mirassol aguarda seu adversário na semifinal do Campeonato Paulista, que ocorrerá no próximo fim de semana. Já o São Paulo só volta a campo no dia 9 de agosto, quando enfrenta o Goiás, fora de casa, na estreia do Brasileirão.

As campanhas do Santos como mandante no Brasileirão de pontos corridos

Por Lucas Paes
Foto: Ivan Storti/Santos FC

O Santos fez uma campanha histórica em casa no Brasileirão de 2015

O perfil do Brasileirão no Twitter divulgou recentemente que o Santos é o clube com melhor desempenho como mandante no Brasileirão na era dos pontos corridos. O Peixe tem aproveitamento de 67,3% como mandante. A estatística conta desde duelos na Vila Belmiro, fortaleza santista para a conquista de vitórias até jogos disputados fora de Santos, como duelos que o Alvinegro Praiano já mandou em Cuiabá e Brasília e, claro, os duelos no Pacaembu. Neste texto vamos fazer um raio-x das campanhas do Santos em casa no Brasileirão, lembrando a melhor para a pior.

O time preto e branco do litoral paulista já fez várias campanhas ótimas em casa, mas a melhor temporada alvinegra em casa foi no ano de 2015. Naquele ano, em que o clube teve o comando de Marcelo Fernandes e Dorival Júnior. Sob o comando de Dorival, os santistas quase chegaram a Libertadores e fizeram excelente campanha na Copa do Brasil, onde foram vice-campeões para o Palmeiras. No Brasileirão, foram 15 vitórias, 3 empates e apenas uma derrota, por 3 a 1 para o Grêmio. Foram 48 pontos com incríveis 47 gols feitos e apenas 15 sofridos. Apesar da campanha excelente, a vaga na Libertadores não veio, já que o desempenho fora de casa foi péssimo.


Outro ano incrível aconteceu em 2016. Comandado por Dorival Júnior também, os santistas venceram 15 jogos, empataram dois e perderam dois, fazendo 47 pontos. O ataque foi um pouco mais econômico que no ano de 2015, fazendo 36 gols e a defesa sofreu apenas 11. O alvinegro terminou aquela competição como vice-campeão. Curiosamente, sob o comando de Luxemburgo, em 2006, os santistas fizeram campanha de porcentagem igual, com aproximadamente 82% dos pontos conquistados. Foram 47 pontos, 15 vitórias, 2 empates e 2 derrotas, com 47 pontos marcados, 35 gols marcados e 12 sofridos.

Foi o time de Luxemburgo que fez outro aproveitamento acima da casa dos 80%, mas em 2004. Quando o Santos foi campeão do Brasileirão naquele ano, o Alvinegro Praiano venceu 18 vezes, empatou duas e perdeu apenas três no ano em que levou o Brasileirão pela última vez, marcando 66 gols e tomando 33. Naquele ano, os santistas passaram a marca de 100 gols no campeonato, sendo os 102 o recorde da competição até os dias de hoje, marcados, é importante frisar, em 46 rodadas.


O time que fez a campanha que veio na "sequência" entre as melhores foi recente. No ano passado, sob o comando de Jorge Sampaoli, os santistas foram novamente vice-campeões brasileiros. Na consistente campanha, veio apenas um revés em casa, para o Grêmio, por sonoros 3 a 0, foram além disso 14 vitórias e 4 empates, totalizando 46 pontos, com 44 gols marcados e 15 sofridos. Contando com uma consistente campanha também longe de seus domínios, o Peixe chegou na segunda colocação do campeonato. 

Outros dois vices campeonatos do alvinegro praiano vieram na sequência das melhores campanhas como mandante. Em 2003, quando os "Meninos da Vila" não foram capaz de acompanhar o Cruzeiro na briga pelo título Brasileiro, o aproveitamento foi de quase 74%, com 15 vitórias, seis empates e apenas duas derrotas. Foram 55 gols marcados e 29 sofridos. Em 2007, quando Luxemburgo levou os santistas à outro vice, foram 11 vitórias, 4 empates e 4 derrotas, totalizando 40 pontos, um aproveitamento de aproximadamente 70%. Foram 36 gols feitos e 16 sofridos.


A maiorias das outras campanhas do Peixe foram medianas na competição, porém, em casa o Alvinegro da Vila Belmiro sempre "se garantiu." Em 2013, comandado por Claudinei Oliveira, os santistas quase chegaram a Libertadores. Em casa, naquele ano, os alvinegros conquistaram quase 65% dos pontos. Foram 10 vitórias, sete empates e duas derrotas, com 28 gols marcados e 13 sofridos. Em 2010 e 2011, Neymar e seus companheiros fizeram campanhas absolutamente iguais, com 10 vitórias, cinco empates e quatro derrotas, num aproveitamento de aproximadamente 61%. 

Curiosamente, no ano em que o Peixe ficou na pior colocação de sua história no Brasileirão, ele teve uma trajetória mediana jogando em casa. Em 2008, foram nove vitórias, seis empates e quatro derrotas, totalizando 33 pontos. A pior goleada sofrida na Vila Belmiro nos pontos corridos foi naquele torneio, com os 4 a 0 sofridos para o Goiás. Curiosamente, exatos dez anos depois, os números foram exatamente os mesmos, totalizando em ambos os casos quase 58% de aproveitamento. No centenário alvinegro, em 2012, a porcentagem foi a mesma, mas foram 8 vitórias, 9 empates e apenas duas derrotas.


Abaixo desses números, chegam as três piores campanhas do time de Vila Belmiro nesses 17 anos de pontos corridos. Em 2014, foram 10 vitórias, três empates e seis derrotas, com uma porcentagem de aproximadamente 52% dos pontos. Naquele ano, o ataque santista teve os piores números jogando em seus domínios, com 25 gols, empatado com o ano de 2017, quando curiosamente o saldo de gols foi o mesmo, já que em ambos os campeonatos foram 12 gols sofridos. Na sequência, foram aproximadamente 51% dos pontos conquistados em 2005, com nove vitórias, sete empates e cinco derrotas, 31 gols feitos e 24 sofridos. Naquela instável trajetória, os santistas também sofreram uma goleada por 4 a 0, para o Inter, mas em São Caetano do Sul, com portões fechados.

A pior campanha do Santos jogando em seus domínios no Brasileirão veio em 2009. Num ano o Peixe também sofreu bastante, mesmo tendo momentos bons e chegando a sonhar com a vaga na Libertadores. Marcando apenas 29 pontos, com um aproveitamento de praticamente apenas metade dos que foram disputados. No total, oito vitórias, seis empates e cinco derrotas, com 35 gols marcados e 25 gols sofridos. Naquela temporada, aconteceram derrotas para Atlético Mineiro, Palmeiras, Cruzeiro e inclusive a primeira na Vila Belmiro para o Flamengo. Com 49 pontos, os santistas ficaram apenas quatro pontos acima do Z4.

De virada, São Paulo vence clássico contra o Santos no Morumbi sem público

Por Lucas Paes
Foto: Ivan Storti/SFC

O duelo foi disputado sem torcida no Morumbi

De virada, o São Paulo venceu o clássico contra o Santos, no Morumbi, em duelo válido pelo Paulistão de 2020 e disputado com portões fechados. O clássico ocorreu no início da noite deste sábado, dia 14. Com o resultado, o Tricolor do Morumbi está classificado para as quartas de final, no Grupo C. O Peixe, ainda lider de seu grupo, precisa de um ponto nas últimas duas partidas para garantir a vaga nas quartas de final.

Na última rodada do Paulistão, o Santos havia batido o Mirassol na Vila Belmiro por 3 a 1, antes de jogar no meio de semana contra o Delfin pela Libertadores e também vencer, pelo placar de 1 a 0. O São Paulo vinha de derrota para o Botafogo, antes de bater a LDU pela Libertadores no Morumbi, também no meio de semana, por 3 a 0.


O jogo começou travado e com poucas chances para ambos os lados. O primeiro ataque mais perigoso foi do São Paulo, quando Tchê Tchê lançou Pato, aos 17 minutos, mas o camisa 7 tricolor não conseguiu o domínio. Aos 24', o São Paulo chegou de novo, com cabeçada de Bruno Alves defendida com facilidade por Everson. Curiosamente, em sua primeira chance, o Santos marcou. Aos 28', Anthony tocou mal, Felipe Jonathan recuperou, tocou para Sanchez, que tabelou com Arthur Gomes e lançou Pará, o lateral cruzou para o próprio Arthur Gomes mandar a bola para a rede, em linda jogada coletiva do Alvinegro Praiano. 

O Tricolor reagiu rápido ao gol. Aos 32', Anthony fez boa jogada e chutou bem para ótima defesa de Everson, no rebote, Pato estava impedido, mas mandou a bola para outra defesa do arqueiro santista. Logo depois, o Peixe respondeu com Arthur Gomes chutando de longe para fora. Aos 43', Pato recebeu dentro da área, mas bateu para fora. A situação complicou pro Santos quando Jobson foi expulso, ja no apagar das luzes da primeira etapa. Ainda deu tempo de Daniel Alves bater um escanteio na cabeça de Bruno Alves, que parou em outra defesa de Everson.


A etapa final começou mais agitada, com o Santos tentando em jogada de Soteldo com Yuri Alberto, que chutou mal. Aos 6', a primeira chegada mais perigosa com o Alvinegro Praiano, quando numa sobra de cruzamento de Sanchez, Arthur Gomes chicoteou para fora. O São Paulo, porém, não tardou a empatar. Aos 7', Daniel Alves cobrou falta, Everson saiu mal e Pablo empatou o jogo. Pouco depois, Daniel Alves tentou um chute de escorpião após o cruzamento e a bola foi para fora. Aos 13', o Peixe chegou com muito perigo, mas Sanchez não conseguiu completar bem o lançamento de Soteldo. 

O duelo seguia agitado na segunda etapa. Vitor Bueno obrigou Everson a fazer boa defesa, aos 20'. Dois minutos depois, o São Paulo chegou com uma sequência de cruzamentos na área, até que Pablo finalmente conseguiu completar para as redes e virar o jogo no Morumbi. Aos 25', o Tricolor chegou de novo, com cabeçada de Pato que Everson defendeu com tranquilidade. Logo depois, o goleiro santista teve de fazer uma defesaça, em cabeçada de Pablo após escanteio de Dani Alves. A pressão do time da casa seguia, e Pato, aos 30 minutos, ofereceu muito perigo em chute cruzado.


Aos 34', outra chegada do time do Morumbi, com Pato sendo lançado na frente de Everson, mas parando em boa saída do arqueiro santista. O Tricolor seguiu no festival de gols perdidos, com Pato perdendo outro de cabeça, aos 39'. Sem conseguir mudar nada no jogo, o Santos viu o rival vencer com justiça o clássico.

Na próxima rodada, o Santos joga no sábado, dia 21, as 17h, contra o Santo André, na Arena Barueri, em jogo que terá mando alvinegro. O São Paulo, por sua vez, joga no mesmo dia e horário, só que no Morumbi, contra o Red Bull Bragantino. 
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