Mostrando postagens com marcador Coringa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Coringa. Mostrar todas as postagens

Luto! Morre Lima, o eterno Coringa da Vila, aos 83 anos

Foto: arquivo

Lima estava com 83 anos

Uma segunda-feira de luto para os torcedores do Santos FC. Morreu neste 3 de fevereiro, aos 83 anos, Lima, o eterno Coringa da Vila. O Santos FC decretou luto oficial de sete dias e bandeira hasteada a meio mastro. Informações sobre o velório e sepultamento serão divulgadas em breve.

Antônio Lima dos Santos, que nasceu em São Sebastião do Paraíso, em 18 de janeiro de 1942, um dos jogadores mais versáteis da história do futebol, jogando em várias posições como volante, lateral direito, esquerdo e zagueiro, e, por isso, tinha o apelido de "Coringa".

Ele iniciou a carreira no Juventus, onde se profissionalizou em 1959. Duas temporadas depois, ainda com 19 anos, desembarcou na Vila Belmiro, onde teve uma das carreiras mais belas da história do futebol, tendo conquistado tudo o que era possível.

O Coringa da Vila permaneceu no Peixe durante dez anos, de 1961 até 1971, onde atuou em 692 jogos, marcou 63 gols, sendo o 4º jogador do Alvinegro que mais vezes esteve em campo defendendo o time de Vila Belmiro, ficando atrás apenas de Pelé, Zito e Pepe.

Lima conquistou 22 títulos oficiais, além de inúmeros torneios. Os oficiais são: Mundial (1962/1963), Libertadores (1962/1963), Brasileiro (1961/1962/1963/1964/1965/1968), Torneio Rio-São Paulo (1963/1964/1966), Paulista (1961/1962/1964/1965/1967/1968/1969), Recopa Sul-Americana (1968) e Recopa Mundial (1968).

Pela Seleção Brasileira, Lima fez 18 jogos e marcou seis gols, defendendo a amarelinha na Copa do Mundo de 1966. O Coringa saiu do Santos em 1961 e ainda defendeu o Jalisco Guadalajara, Fluminense, Tampa Bay Rowdies e encerrou a carreira na Portuguesa Santista já no fim da década de 70.


Ao se aposentar, prestou diversos serviços ao Santos FC, como coordenador e treinador nas categorias de base. Confira a nota do Santos FC sobre o falecimento de Lima:
O Santos FC lamenta profundamente o falecimento de Lima, um dos grandes #ÍdolosEternos da nossa história. Nossos sentimentos aos familiares e amigos desta lenda alvinegra.

O Curinga da Vila, como sempre foi conhecido por ter sido o mais versátil jogador que o mundo já viu, defendeu o #MantoSagrado em 692 partidas, marcando 63 gols e conquistando 22 títulos. Após se aposentar, Lima continuou sendo crucial para o Santos, trabalhando nas categorias da base, função que exercia até os dias de hoje.

Palavras não serão suficientes para explicar a saudade que sentiremos do nosso ídolo. Obrigado por tudo, Seu Lima. Seu legado será honrado e respeitado para sempre. Descanse em paz.

O último gol de Wilson Mano pelo Corinthians

Com informações do Corinthians
Foto: arquivo

Wilson Mano atuando pelo Timão

No dia 9 de agosto de 1994, o ídolo do Timão nos anos 80 e 90, Wilson Mano, que está completando 59 anos neste 23 de maio de 2023, fazia seu último gol com a camisa corinthiana. O ex-jogador, que era volante de origem, mas também atuou pelas duas laterais, na zaga, no meio campo e também no ataque, abriu a contagem na vitória sobre o Santos por 6 a 3, no estádio do Morumbi, em partida válida pela Copa Bandeirantes.

Neste dia, o técnico corinthiano Jair Pereira escalou o Timão para iniciar a partida com Ronaldo; Wilson Mano, Gralak, Henrique e Elias; Zé Elias, Ezequiel, Marcelinho e Souza; Viola e Marques. Durante a partida, entraram: Tupãzinho e Casagrande. Além de Wilson Mano, Tupãzinho, Marcelinho, Viola (2) e Marques, marcaram para o Corinthians.

Wilson Mano teve alguns momentos marcantes com a camisa alvinegra. Durante o segundo jogo da final do Paulista de 1988, Wilson Mano arriscou um chute que, desviado pelo atacante Viola, garantiu o gol do título sobre o Guarani, em Campinas. Já o lance considerado mais importante de sua carreira foi durante a final do Campeonato Brasileiro de 1990, contra o São Paulo. Na primeira partida da decisão, Wilson Mano marcou um gol de joelho, após cobrança de falta de Neto, encaminhando o primeiro título Brasileiro do Timão.


Em 1993, teve passagem por dois times do Japão (Yamaha e Bellmare), retornando ao Timão no início de 1994. Wilson Mano ainda passou pelo Bahia, antes de encerrar sua carreira no XV de Jaú.

Wilson Mano disputou 405 partidas pelo Corinthians, sendo o 18º jogador que mais vestiu a camisa do Coringão até o hoje, e marcou 34 gols. Campeão Paulista (1988) e Brasileiro (1990), foi decisivo na conquista de seus dois títulos pelo Alvinegro.

Lima no Juventus

Com informações do Juventus
Foto: arquivo

Em 1959, quando passou para o profissional do Juventus

O maior coringa do futebol mundial, Antonio Lima dos Santos, ou simplesmente Lima, está completando 79 anos neste 18 de janeiro de 2021. Tendo feito parte do grande Santos FC dos anos 60, ele começou a carreira no futebol profissional defendendo o Juventus.

Lima começou a jogar futebol ainda menino nos campos de várzea do Belém, bairro da zona leste paulistana. Com apenas 16 anos atuava por times como Luso Nacional, Filépo, Marabá, Leão do Norte e Águia Branca. Na vida do então garoto Lima, o futebol já era algo intenso, “quando atuava na várzea, chegava a jogar duas partidas por dia em equipes diferentes”, revela o craque que desde essa época já apresentava sua característica e notável polivalência para o futebol.

Após ser descoberto por um ex-jogador do Juventus chamado Osvaldinho, Lima recebeu a proposta de um teste para as categorias de base do Juventus, e como não poderia ser diferente, passou nas seletivas e em 1958 passou a atuar no Infantil, Juvenil e no Aspirantes do clube.

A grande chance de atuar na equipe profissional aconteceu em 1959, quando Bauer, o então treinador da equipe principal grená, o viu treinar no Campo Distrital da Mooca, local onde ocorria a preparação das equipes de base do Juventus. Lima chamou a atenção do treinador e logo veio o convite para integrar o elenco profissional, no entanto, o jovem de 17 anos tinha como início em sua carreira um desafio dos grandes.

A estreia de Lima na equipe principal foi justamente em um momento delicado para o Juventus, pois o clube disputaria com mais duas equipes o direito de permanecer na primeira divisão do futebol paulista, tal série de jogos era conhecida como “o torneio da morte”.

“Sob aquela pressão nos saímos bem, no primeiro jogo ganhamos de 1×0 do América em Rio Preto, depois empatamos com o Corinthians de Presidente Prudente em 1×1 no campo do adversário e depois vencemos o mesmo Corinthians PP por 1×0 na Javari, fato que descartou a possibilidade de um outro jogo com o América pois com essa vitória tínhamos nos salvado do rebaixamento”, explica Lima.

Lima honrou a camisa 5 grená atuando como volante, após o treinador Bauer deslocar Cássio, que jogava na posição, para a meia-esquerda. Embora futuramente Lima se destacasse como um dos mais versáteis jogadores do futebol por representar a figura do curinga, jogador que atua em todas as posições, no Juventus o craque atuou apenas como volante, “é curioso o fato de ter atuado no Juventus em apenas uma posição já que mesmo quando garoto, na várzea, já desempenhava o papel de curinga, no Santos, por exemplo, onde joguei após sair do Juventus, só não atuei com a camisa 1”, afirma.

Na partida em que Pelé marcou o que considera seu gol mais bonito, aquele em que na lendária Javari o Rei emenda uma seqüência de chapéus antes de concluir para as redes, Lima jogava pelo Juventus e conta um fato interessante ocorrido durante o jogo, “o Pelé naquele dia não estava jogando bem, fazia uma partida lenta, a torcida então começou a provocá-lo com vários xingamentos e gozações, de repente, Pelé olha para a torcida do Juventus e faz um sinal como quem pede para esperar, foi como despertar uma fera, logo depois saiu o magnífico gol”.

Na época em que Lima começou a brilhar nos gramados paulistas, havia o Campeonato Brasileiro de seleções estaduais, a competição era de grande visibilidade e contava com grandes craques do futebol brasileiro. Em 1960 Lima foi convocado juntamente com Wilson Buzzone, outro importante craque da história do Juventus, para a Seleção Paulista que disputou o Brasileiro de seleções daquele ano. Lima, então com 18 anos recém completados, integrou um elenco que entre outros nomes imortais do futebol tinha como base o fantástico time do Santos. O craque do Juventus logo estabeleceu uma grande amizade com os jogadores do Santos, “nesse time eu ocupava a reserva de Zito, que após participar do primeiro jogo da seleção em São Paulo, simulou uma contusão para que no segundo jogo da equipe que seria em Minas com a seleção mineira eu tivesse a oportunidade de atuar. Foi um ato de extrema generosidade que eu aproveitei fazendo dois gols naquela partida, vencemos os mineiros por 4×2”. Lima completa revelando uma promessa que mais tarde se concretizou, “o Zito durante aquele período em que convivemos juntos na seleção me garantiu que em breve me levaria para o Santos, após um ano já estava na equipe praieira”.

Lima jogou no Juventus até 1960 com o que se conhece como contrato de gaveta, tratava-se de um acordo entre o clube e o jogador que apenas apresentava garantias para uma futura contratação remunerada, contudo, nesta época, Lima era um atleta amador que integrava a equipe principal do Juventus. Porém, como Lima se destacava cada vez mais por seu futebol, começaram as especulações para uma provável convocação para a seleção brasileira olímpica que disputaria os Jogos de Roma de 1960.

O craque conta como tal fato foi determinante para, enfim, se tornar um jogador profissional remunerado, “em 1960 pelo fato de ser jogador amador (apenas amadores podiam jogar as olimpíadas) e ter feito boas atuações no Juventus, estava bem cotado para integrar a seleção que disputaria os Jogos Olímpicos de Roma, com isso também foram criadas expectativas de uma possível transferência para o futebol italiano, diziam que se fosse para Olimpíada certamente ficaria na Europa contratado por algum clube. Como o Juventus tinha interesse em contar comigo, para afastar qualquer hipótese de eu jogar a olimpíada de Roma e ficar por lá mesmo, acabou com o contrato de gaveta e me efetivou como profissional”.


Porém, no início de 61 não havia mais como segurar o jovem craque na Javari e a promessa de Zito se realizou de maneira muito surpreendente para Lima. “Estava jogando uma partida pelo Juventus contra a Ferroviária de Assis, quando inesperadamente o treinador da equipe, Bauer, me substituiu. Ao caminhar para o vestiário, um repórter da rádio local me perguntou como me sentia em ser o mais novo jogador do Santos. Fiquei totalmente surpreso já que não sabia absolutamente nada a respeito, ou seja, um furo do repórter me trouxe a novidade sobre minha carreira”.

Lima afirma que só ficou ciente da contratação de maneira oficial quando a equipe grená voltava de trem para a capital, “durante a viajem o treinador me chamou para jantar e me revelou sobre a transferência”, conta o craque.

Após jogar numa das equipes mais geniais da história do futebol mundial, o Santos da década de 60, Lima foi contratado em 1971 pelo Jalisco Gadalajara, do México. Por lá permaneceu até 74, quando voltou ao Brasil para atuar pelo Fluminense. O craque também teve uma passagem pelo futebol dos Estados Unidos em 1975, antes de encerrar sua carreira como jogador na Portuguesa Santista.

Lima, que recentemente foi treinador da equipe Sub-15 do Santos, agora trabalha no departamento de marketing da equipe do litoral, coordena o projeto de Escolinha do Santos que tem como objetivo levar franquias mundo a fora. Já levou a Escolinha de futebol ao Cairo (Egito), Canadá e em junho embarca para o Japão. Como se pode perceber, o eterno curinga continua sua saga polivalente a serviço do futebol.

Da camisa 2 à 11 - Lima, o "Coringa da Vila"

Com informações de Guilherme Guarche/Santos FC
Foto: Revista Placar

Lima no Santos FC: só não usou a camisa 1

São Sebastião do Paraíso é um município brasileiro de Minas Gerais, distante 340 km de Belo Horizonte, situado na divisa com São Paulo. Nessa pacata cidade que, num dia de domingo, 18 de janeiro de 1942, nascia Antônio Lima dos Santos, ou simplesmente o curinga Lima, um dos jogadores mais versáteis da história do futebol brasileiro.

Ainda garoto, acompanhando a mãe, dona Izabel Fernandes dos Santos, o menino se mudou para São Paulo. Em sua adolescência o futebol se tornou algo rotineiro, tanto que chegava a disputar até duas partidas por dia por equipes como o Luso Nacional e o Leão do Norte Futebol Clube.

E foi em um desses campinhos da várzea paulistana, no bairro de Belém, Zona Leste da capital, que o seu jeito raçudo e simples de jogar chamou a atenção de Osvaldinho, ex-jogador do Palmeiras e da Portuguesa. Encantado com o futebol do garoto de 14 anos, Osvaldinho o encaminhou aos quadros amadores do CA Juventus, mesmo a contragosto de dona Izabel, que queria ver o filho estudando contabilidade.

Lima assinou o primeiro contrato profissional com o “Moleque Travesso” aos 16 anos. O técnico da equipe grená, José Carlos Bauer, o “Gigante do Maracanã”, percebeu a qualidade do jovem lateral do time de aspirantes e o promoveu para a equipe principal. Em um domingo, 2 de agosto de 1959, na Rua Javari, Lima se tornaria testemunha ocular de um dos mais belos gols de Pelé, em um jogo pelo Campeonato Paulista.

Após cruzamento de Dorval, o Rei dominou a bola e, sem que ela tocasse o gramado, chapelou Julinho, Homero e Clóvis. Por fim, deu um último lençol no goleiro Mão de Onça – que ficou caído, com o rosto em um poça de lama – e completou de cabeça para o fundo das redes. Eram passados 42 minutos do segundo tempo. Pelé marcava o seu terceiro gol na partida, o último da goleada santista por 4 a 0. Como vinha sendo provocado pelos torcedores adversários, Pelé socou o ar para comemorar, em um gesto que se tonaria habitual.

Nessa partida Lima atuou no meio de campo, mas costumava jogar na lateral direita, e foi para essa posição que o técnico Lula o indicou para o Santos, em 1961. O novo contratado estreou em 19 de abril daquele ano, uma quarta-feira à noite, no Pacaembu, em jogo do Torneio Rio-São Paulo.

Desfalcado de Zito e Pelé e focado em uma partida festiva contra a Seleção do Distrito Federal, dois dias depois, em homenagem à inauguração de Brasília, o Alvinegro foi goleado pelo Flamengo por 5 a 1. O time jogou com Lalá, Fioti, Mauro e Getúlio; Formiga e Lima (Tite); Dorval, Mengálvio, Coutinho, Nenê (Sormani) e Pepe.

Aquele Santos ganhava muito mais do que perdia e aos poucos Lima já tinha em seu currículo os títulos Paulista, Brasileiro, da Taça Libertadores e Mundial. Apesar da pouca idade, o curinga atuou em 45 partidas no seu primeiro ano no Peixe e em 74 no ano seguinte, tornando-se fundamental nas grandes conquistas obtidas pelo Santos na chamada década de ouro do Alvinegro.

Eficaz na defesa e no ataque, Lima começou atuando mais na lateral direita, mas quando o técnico Lula precisou improvisá-los em outras posições e viu que se seu rendimento continuava bom, transformou-o no maior curinga do futebol brasileiro. Nas finais dos Mundiais de 1962 e 1963, por exemplo, atuou no meio campo e realizou ótimas partidas. Também jogou no meio campo da Seleção Brasileira na Copa da Inglaterra, em 1966, e foi um dos poucos a não ser substituído.


O jornalista Adriano Neiva da Mota e Silva, o De Vaney, pena de ouro da literatura esportiva brasileira, comparou Lima com o personagem “Rodopião”, do primeiro conto de Humberto de Campos, no qual o escritor maranhense conta a existência de um cidadão que sabia fazer tudo, e tudo fazia bem. De Vaney afirmou que “Lima, quando o vemos, nos faz lembrar o conto, porque ele é, no mundo da bola, o “Rodopião”, incansável, prestativo, querendo ser útil a todos.”

O Curinga da Vila permaneceu no Peixe até 1971. Fez 692 jogos pelo Santos – atrás apenas de Pelé, Zito e Pepe – e marcou 63 gols. Com a camisa da Seleção Brasileira disputou 18 partidas e marcou seis gols.

Na última vez em que vestiu a camisa do Alvinegro Praiano, em um sábado, 30 de outubro de 1971, Lima formou no meio de campo com Clodoaldo e o Santos empatou em 1 a 1 com o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro, no Pacaembu. Depois, foi jogar no futebol mexicano e lá permaneceu até 1974. Na volta ao Brasil, defendeu o Fluminense e em 1975 jogou também nos Estados Unidos, antes de encerrar a carreira na Portuguesa Santista.

Wilson Mano - O coringa do Coringão!

Com informações do site oficial do Corinthians

Foram 405 jogos com a camisa do Timão, onde só não atuou como goleiro

Um dos jogadores mais ovacionados pela torcida do Corinthians, por sua raça e por atuar em todas as posições do campo é Wilson Mano, que nasceu em 23 de maio de 1964. O atleta, que começou no XV de Jaú, ficou marcado por sua passagem pelo Timão.

São 405 jogos, uma marca muito expressiva. Wilson Mano é o 15º jogador a mais vestir a camisa do Corinthians, mas certamente é o que mais vestiu números diferentes. Coringa, apelido dado pela versatilidade em atuar em diversas posições, ostenta a marca de ter representado o Timão em todas as posições de linha. Com exceção do gol, o ex-jogador atuou nas duas funções laterais, na zaga, meio-campo e ataque.

“Isso foi uma necessidade da época, tínhamos um grupo reduzido. A confiança do treinador (Nelsinho Baptista) em mim ajudou, e eu conseguia me adaptar rapidamente. Só não fui goleiro”, contou, rindo.

Início de carreira no XV de Jaú

Contratado junto ao XV de Jaú, Wilson Mano chamou a atenção do Corinthians após uma vitória da equipe do interior sobre o Palmeiras em plena capital. Então sondado e dado como certo pelo arquirrival, o polivalente jogador chegou ao Parque São Jorge para ser campeão paulista em 1988 e brasileiro em 1990. Autor do gol da vitória sobre o São Paulo por 1 a 0, na primeira partida decisiva da conquista, Wilson Mano rasga elogios a Neto, craque daquela equipe.

“O Neto foi um jogador importantíssimo. Muitos sabem que as condições físicas dele não eram as ideais, mas ele tinha uma arrancada fantástica, muita sorte dentro da área e uma bola parada impecável. A bola do meu gol foi venenosa, ensaiávamos muito essa jogada”, relembrou.

Na segunda e decisiva partida, Wilson Mano foi substituído. Mas antes mesmo do fim do jogo, já desfilava com a faixa de campeão e fazia a festa com a torcida no lotado estádio do Morumbi. “O time do São Paulo era tecnicamente superior, mas o Corinthians, na pegada, raça e empolgação, superou todas as dificuldades e conquistou o título”, sentenciou.

Comemorando o gol na primeira partida da decisão de 1990

Em 1992, Wilson Mano foi para o Japão, onde jogou no início da profissionalização do esporte na terra do sol nascente. Por lá, defendeu o Jubilo Iwata e o Shonan Bellmare. Voltou ao Brasil em 1994, onde jogou novamente no Corinthians e depois defendeu Grêmio Sãocarlense, Bahia, novamente XV de Jaú e encerrou a carreira no Fortaleza, em 1996.

Homenageado na calçada da fama do Memorial do Corinthians, Wilson Mano ressaltou, no dia, a importância de fazer parte da história do clube. “É sempre muito gratificante receber um convite como esse. Poder participar, como um ídolo de uma equipe tão poderosa, é uma honra. Fazer parte do maior clube do futebol brasileiro, com títulos no Paulista e no Brasileiro, e uma marca no Memorial que só vem pra me coroar”, finaliza.

Lima, o coringa!

Tirando ser goleiro, Lima atuava em qualquer uma das 10 posições de linha
(foto: Revista Placar)

No início de sua longa história, mais precisamente na edição de 12 de novembro de 1971, a Revista Placar publicou uma matéria chamada Lima F.C., onde fez uma foto montagem de um time do Santos FC com o goleiro argentino Cejas e mais dez Limas. Sim, Antônio Lima dos Santos, ou simplesmente Lima, atuou em todas as posições de linha no Peixe durante uma década. Não foi a toa que ganhou o apelido de Coringa.

Nascido em São Sebastião do Paraíso, no dia 18 de janeiro de 1942, Lima começou a carreira no Juventus, onde estreou como profissional em 1948, com apenas 16 anos. Por uma grande coincidência, Lima defendeu o Moleque Travesso no famoso jogo contra o Santos, em 2 de agosto de 1959, quando Pelé fez aquele que considera o gol mais bonito de sua carreira.

Lima, o terceiro em pé, quando jogava pelo Juventus

Em 1961, já de olho no talentoso garoto e querendo montar um verdadeiro esquadrão, o Santos contratou o atleta, que completava apenas 19 anos. Percebendo a polivalência do jogador, Lima começou a ser aproveitado em todas as posições da equipe. No mítico Peixe de 1962/63, ele normalmente (e é bom destacar o normalmente, porque sempre o mudavam) atuava de lateral direito, mas não era raro estar em outro lugar do campo. Da camisa 2 à 11, ele topava todas, menos a 1.

Jogando toda a década áurea do Alvinegro Praiano, Lima foi Campeão Mundial (1962/1963), Campeão Sul-Americano (1962/1963), Campeão Brasileiro (1961/1962/1963/1964/1965/1968), Campeão Torneio Rio-São Paulo (1963/1964/1966), Campeão Paulista (1961/1962/1964/1965/1967/1968/1969), Campeão Recopa Sul-Americana (1968) e Campeão Recopa Mundial (1968).

As camisas que Lima vestiu no Peixe (foto: Revista Placar)

Lima jogou pelo Peixe no período de 1961 a 1971 disputando 693 partidas e marcando 65 gols. Com a camisa da Seleção Brasileira enquanto esteve atuando no Santos Lima disputou 18 partidas e marcou 6 gols, participando da Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra.

A última partida do eterno coringa Lima com a camisa do Santos Futebol Clube foi no dia 30 de outubro de 1971 no empate em 1 a 1 diante do Corinthians, no Pacaembu pelo Campeonato Brasileiro com Pelé marcando o tento santista, que na despedida do insubstituível coringa jogou com Joel Mendes; Orlando Amarelo, Ramos Delgado, Oberdan e Rildo; Clodoaldo e Lima; Davi, Mazinho (Douglas), Pelé e Edu. O técnico era Mauro Ramos de Oliveira.

Depois do Santos FC, Lima jogou no México, onde atuou como zagueiro, e encerrou a carreira na Portuguesa Santista. Atualmente, Lima trabalha nas categorias de base do Santos FC, onde faz um belo trabalho na revelação de atletas.
Proxima  → Inicio

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Twitter

YouTube

Aceisp

Total de visualizações