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Sérgio Echigo - A inspiração de Rivellino para o drible do elástico

Por Fabio Rocha
Foto: Arquivo

Echigo já no Towa Fudosan: o inventor do elástico imortalizado por Rivelino

O inventor de um dos grandes dribles do futebol mundial completa 77 anos hoje. Sérgio Echigo nasceu no dia 28 de julho de 1945, em São Paulo, e é um nipo-brasileiro. O meia foi o grande inventor do elástico, que foi imortalizado pelo craque Roberto Rivellino, que viu Sérgio fazendo um treino e o copiou.

O jogador iniciou sua carreira na base do Corinthians e subiu para o profissional também no Timão, mas não teve muitas chances. O meia não participou de grandes jogos, não era um jogador muito aproveitado no elenco, fazendo apenas 11 partidas pelo Timão, entre 1964 e 1965, mas participava de todos os treinos com o elenco principal. 

Foi em um desses treinos que o craque Rivellino viu o meia treinando alguns dribles e resolveu copiar do jogador. Rivellino acabou fazendo o elástico em uma partida e o drible acabou surpreendendo a todos, pois a plástica do lance é muito bonita e ninguém esperava por isso.

Todos ficaram impressionados com o lance e parabenizaram Rivellino pelo grande drible feito, mas em uma entrevista ele admitiu e deu os créditos a Sérgio Echigo. O craque disse que viu ele fazendo um treino e resolveu fazer igual, pois nunca tinha visto um drible daquele.

O drible foi imortalizado e é usado até os dias atuais, muitos jogadores pelo mundo todo usam esse artifício para se livrar do marcador. O meia acabou não tendo uma grande carreira, atuou pouquíssimos jogos pelo Corinthians e saiu pouco tempo depois para rodar por alguns clubes no estado de São Paulo, como Bragantino e Paulista, além do mineiro Trespontano AC.

O meia passou por algumas equipes pequenas, não teve grandes passagens, não conseguiu se consolidar na carreira e ficou alguns anos nessa equipe, até receber uma proposta do Japão para ser uma estrela. O jogador, já com o reconhecimento do drible, acabou sendo chamado por alguns times para dar mais relevância ao futebol japonês.


Sérgio deixou o futebol brasileiro para atuar no Japão, em 1972, no Towa Fudosan, que atualmente é o Shonan Bellmare, mas antes de 1993, quando o futebol nipônico não era profissionalizado, as equipes tinham nome das empresas que eram as donas. Como era descendente de japonês, acabou ficando por lá e depois que parou de jogar chegou a trabalhar como técnico e cronista esportivo.

A Levain Cup é do Furacão!

Por Luiz Felipe Gaspar
Foto: Athletico Paranaense

Athletico não teve dificuldades para derrotar o Shonan Bellmare

O Athletico Paranaense se sagrou campeão da Levain Cup, antiga Copa Suruga, após golear a equipe japonesa do Shonan Bellmare por 4 a 0 na noite (no Japão, manhã no Brasil) desta quarta feira, dia 7, no Shonan BMW Stadium, na cidade de Hiratsuka, no Japão.

Ambas equipes disputaram pela primeira vez a competição. O Shonan se credenciou por ter sido campeão da Copa da Liga Japonesa no ano passado, após vencer o Yokohama Marinos. E o Furacão por ter faturado a última Copa Sul-Americana, quando superou os colombianos do Júnior Barranquilla.

Os gols da equipe paranaense foram marcados pelos atacantes Marcelo Cirino, no primeiro tempo, e por Rony, Tony Anderson e Brian Romero na etapa complementar. Pela segunda vez uma equipe brasileira conquista a competição. O Internacional de Porto Alegre havia levantado a taça no ano de 2009, depois de vencer o Oita Trinita por 1 a 0. O técnico da equipe gaúcha era Tite, atual treinador da seleção brasileira.

O jogo - O Athletico começou melhor na partida, com mais presença no ataque, mas o Shonan não demorou para equilibrar o duelo na primeira etapa. O atacante Rony chegou a criar duas oportunidades de gol para o Furacão, mas os japoneses tiveram até um gol anulado aos 36 minutos, quando Tupac, que voltava da posição de impedimento, arriscou um chute de fora da área e surpreendeu o goleiro Santos. Poucos minutos depois, Marcelo Cirino abriu o placar para o Athletico, escorando de cabeça na pequena área e no contrapé do goleiro japonês Matsubara, após um belo cruzamento de Welligton.

No segundo tempo a equipe brasileira não encontrou dificuldades e definiu a partida. Rony, aos 11 minutos, dominou na área e marcou o segundo depois de acertar um belo chute no ângulo. Tony Anderson aos 18, e Brian Romero aos 39 deram números finais ao jogo, ajudando o Furacão a garantir seu primeiro título intercontinental na sua história, além de embolsar 900 mil dólares.

As outras oportunidades em que times do Brasil disputaram a Copa Suruga foram nos anos de 2013 e 2017, quando São Paulo e Chapecoense perderam para Kashima Antlers e Urawa Reds Diamonds, respectivamente.

Wilson Mano - O coringa do Coringão!

Com informações do site oficial do Corinthians

Foram 405 jogos com a camisa do Timão, onde só não atuou como goleiro

Um dos jogadores mais ovacionados pela torcida do Corinthians, por sua raça e por atuar em todas as posições do campo é Wilson Mano, que nasceu em 23 de maio de 1964. O atleta, que começou no XV de Jaú, ficou marcado por sua passagem pelo Timão.

São 405 jogos, uma marca muito expressiva. Wilson Mano é o 15º jogador a mais vestir a camisa do Corinthians, mas certamente é o que mais vestiu números diferentes. Coringa, apelido dado pela versatilidade em atuar em diversas posições, ostenta a marca de ter representado o Timão em todas as posições de linha. Com exceção do gol, o ex-jogador atuou nas duas funções laterais, na zaga, meio-campo e ataque.

“Isso foi uma necessidade da época, tínhamos um grupo reduzido. A confiança do treinador (Nelsinho Baptista) em mim ajudou, e eu conseguia me adaptar rapidamente. Só não fui goleiro”, contou, rindo.

Início de carreira no XV de Jaú

Contratado junto ao XV de Jaú, Wilson Mano chamou a atenção do Corinthians após uma vitória da equipe do interior sobre o Palmeiras em plena capital. Então sondado e dado como certo pelo arquirrival, o polivalente jogador chegou ao Parque São Jorge para ser campeão paulista em 1988 e brasileiro em 1990. Autor do gol da vitória sobre o São Paulo por 1 a 0, na primeira partida decisiva da conquista, Wilson Mano rasga elogios a Neto, craque daquela equipe.

“O Neto foi um jogador importantíssimo. Muitos sabem que as condições físicas dele não eram as ideais, mas ele tinha uma arrancada fantástica, muita sorte dentro da área e uma bola parada impecável. A bola do meu gol foi venenosa, ensaiávamos muito essa jogada”, relembrou.

Na segunda e decisiva partida, Wilson Mano foi substituído. Mas antes mesmo do fim do jogo, já desfilava com a faixa de campeão e fazia a festa com a torcida no lotado estádio do Morumbi. “O time do São Paulo era tecnicamente superior, mas o Corinthians, na pegada, raça e empolgação, superou todas as dificuldades e conquistou o título”, sentenciou.

Comemorando o gol na primeira partida da decisão de 1990

Em 1992, Wilson Mano foi para o Japão, onde jogou no início da profissionalização do esporte na terra do sol nascente. Por lá, defendeu o Jubilo Iwata e o Shonan Bellmare. Voltou ao Brasil em 1994, onde jogou novamente no Corinthians e depois defendeu Grêmio Sãocarlense, Bahia, novamente XV de Jaú e encerrou a carreira no Fortaleza, em 1996.

Homenageado na calçada da fama do Memorial do Corinthians, Wilson Mano ressaltou, no dia, a importância de fazer parte da história do clube. “É sempre muito gratificante receber um convite como esse. Poder participar, como um ídolo de uma equipe tão poderosa, é uma honra. Fazer parte do maior clube do futebol brasileiro, com títulos no Paulista e no Brasileiro, e uma marca no Memorial que só vem pra me coroar”, finaliza.
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