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Gabriella Brizotti - Uma jornalista brasileira cobrindo o futebol argentino

Foto: arquivo pessoal

Gabriella Brizotti em uma das cabines de imprensa de La Bombonera

A jornalista brasileira Gabriella Brizotti, neste ano de 2023, resolveu realizar um sonho e foi morar na Argentina. Vivendo em Buenos Aires e com experiência no cronismo esportivo quando ainda estava no Brasil, passou a cobrir o futebol argentino e ela conta como está sendo este trabalho.

Ela explica como teve a ideia de ir morar na Argentina. "Eu gosto muito do país, que sempre me chamou a atenção. Estive aqui em 2016 a primeira vez e foi paixão a primeira vista, pois gostei da cultura e das pessoas, além de gostar do futebol argentino. Desde então, sempre pensei muito em voltar para cá para passar um período maior e consegui realizar isto em 2023. Cheguei em junho, devo ir ao Brasil em novembro, mas o plano é retornar para a Argentina em dezembro", disse.

Gabriella conta como é o sistema de credenciamento para a cobertura de jogos na Argentina. "É bem tranquilo, até mais que no Brasil, onde você tem que ser filiado a alguma associação de cronismo, tendo que pagar um valor. Aqui na Argentina você se credencia com o DNI, uma espécie de RG, no meu caso, que sou estrangeira, eles aceitam o passaporte, e depois é em contato diretamente com a assessoria de imprensa dos clubes. Não encontrei dificuldades nos jogos que trabalhei, seja Libertadores ou Campeonato Argentino. Além disso, as assessorias são sempre solícitas", afirmou.

A profissional também fala sobre as características do futebol argentino que gosta. "Com certeza é a garra. Pode ser um jogo de Libertadores ou uma partida que não vale nada pelo Campeonato Argentino, sempre vai ter aquela briga, disputa e vontade de ganhar e isso falta um pouco no futebol brasileiro. Aqui, pode ser um jogo de meio de tabela da divisão de acesso, que não vale nada, que os jogadores estarão 'dando a vida' pela vitória. Além disso, a paixão aqui pelo futebol é muito grande e parece que ainda aumentou após a conquista da Copa do Mundo", explicou.

Gabriella também falou sobre o jogo que mais gostou de cobrir em solo argentino. "Sem dúvida alguma foi a semifinal da Libertadores entre Boca Juniors e Palmeiras, em La Bombonera. Foi um sonho para mim, pois sempre falei que viver um jogo de Libertadores em La Bombonera era um sonho. Cresci vendo o Boca dominando a América do Sul, na primeira década de 2000, como o Riquelme arrebentando na Libertadores de 2007.


A jornalista explica que foi para a Argentina, a princípio, sem ter a certeza que iria trabalhar com o jornalismo esportivo. "Eu vim para cá porque gosto daqui, sempre vi que seria um país legal para morar. Não pretendo sair de Buenos Aires e não tenho pensamentos de ir morar em outros lugares", finalizou.

Você pode acompanhar o trabalho da jornalista Gabriella Brizotti nos portais 365 Scores e R7, este através de uma parceria com o Live Fútbol BR. Também pode seguí-la nas redes sociais, no Twitter @gabrizotti e no Instagram @gabriellabrizotti.

A mídia e a contusão de Neymar

Por Lucas Paes

Neymar no aeroporto, antes de fazer a cirurgia: cobertura grande da mídia

O Neymar é o principal jogador da Seleção Brasileira de futebol, seleção esta que está às vésperas de uma Copa do Mundo onde esse mesmo Neymar é, junto ao treinador Tite, o maior responsável por ser uma das maiores favoritas ao título mundial. Seleção esta que é um dos maiores motivos de orgulho do Brasil.

O futebol é o esporte mais popular do mundo, do planeta inteiro! Querer fazer qualquer falso moralismo sobre atenção, nesse caso, ou crucificar o Neymar por problemas do qual ele não é culpado é burrice, imensa, diga-se de passagem.

O camisa 10 da Seleção tem zero culpa dos problemas sociais do Brasil. Portanto, querer falar que ele vai ser operado por um hospital excelente enquanto vários morrem tendo trabalhos mais difíceis é burrice. Se o Neymar vai ser operado num hospital espetacular e ter uma atenção de médicos internacionais é porque ele lutou para isso e conquistou esse status, se ele merece ou não tudo isso por "chutar uma bola" ai já é outro juízo de valor, mas, lembro de novo, o futebol é o esporte mais popular do mundo e lutar contra isso é burrice.

O Neymar é atualmente o mais próximo que temos de um ídolo nacional, relativamente parecido com o que Ronaldo era em 2002 e, em proporções muito menores (porque não existia quem odiasse ele), algo como Senna nos anos 80 e 90. Portanto, se o Neymar tem uma lesão tão séria a ponto de que ele volte a jogar apenas semanas antes da Copa, isso com certeza vai virar pauta para a mídia, independente de contratos que sabemos que foram feitos anteriormente. Apenas aponto aqui que, não sei se via contrato, mas Senna também era um "príncipe" da Globo e amigo pessoal de Galvão Bueno, então isso não é inédito.

Pode existir algo errado nessa cobertura excessiva, mas cansa ler a mesma baboseira toda hora. Não é possível que a galera falando esse monte de besteira tenha um cérebro, qualquer pessoa com o mínimo de QI sabe que algo com o principal jogador do esporte mais popular do Brasil seria exaustivamente mostrado na mídia. Uma lesão séria a pouco tempo de uma Copa que boa parte (e eu não tenho vergonha nenhuma de me incluir nela) da população está sedenta por uma conquista brasileira vai causar sim um "circo midiático", porque repito, é o principal jogador brasileiro atualmente.

"Ah mas a mídia não cobre assim escândalos com políticos a população blábláblá..." Aí a gente tá lidando com problema de memória né? Faz nem dois anos que tivemos manifestações enormes pelo impeachment da presidente(a) Dilma Roussef (chamem como quiser, presidente, presidenta, você que sabe), ao mesmo tempo que o Jornal Nacional cobre a operação do Neymar, no bloco seguinte surgem notícias da Lava Jato. Às vésperas de uma eleição, a população está sim interessada, não da forma ideal, porque temos alguns candidatos sendo tratados como deuses pelos seus respectivos lados, mas já é um começo.

Na descida do avião

Como diz Rica Perrone, a Seleção Brasileira importa sim, pelo pessoal reunido, pela camisa, pelos amigos que levamos para comemorar uma vitória numa Copa e sim, pelo orgulho que ela trás para este país, que não deveria ter vergonha nenhuma do maior símbolo de sucesso verde e amarelo. É muito estranho um país com tantos problemas fazer tanto escarcéu por uma das poucas (já não é mais a única) coisas que dá certo dentro dele. O gosto pela seleção não impede ninguém de se indignar com algo errado. A relação não é excludente.

Então sim, vai ter muita notícia do Neymar, vai ter gente fazendo #ForçaNeymar, vai ter tudo isso porque hoje ele é o mais próximo que temos de um ídolo nacional. Se ele tá lá, se teve condições de um contrato que, duvidoso e incorreto sim, colocou ele mais na mídia, foi porque ele conquistou esse espaço com esforço e sorte, porque ninguém chega lá só com esforço, mas não da para tirar os méritos do cara.

E que o Neymar se recupere e traga essa taça pro Brasil, porque na boa, eu não preciso esquecer o futebol para várias outras coisas e eu quero muito ter um motivo gigante pra me reunir com meus amigos e sair pela rua comemorando. Uma pena para você, amargo que é, torcendo contra a recuperação dele, torcendo contra a seleção, que nunca irá entender isso. O êxtase de um gol e de um título é uma das sensações mais fantásticas que existem e eu só posso lamentar por quem não gosta, vocês não sabem o que estão perdendo.

De resto, se recupera logo Neymar! Traz a sexta estrela pra essa camisa, cala os que duvidaram de ti e os que vão torcer contra só pra poderem dar risada. Dia 15 de julho, daqui a pouco mais de quatro meses, se Deus quiser, estaremos comemorando o hexa. E pra você que não vai querer estar nessa festa, azar o seu.

O Curioso do Futebol

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Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

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