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Botafogo devolve Caio Martins e abre possibilidade de volta do Canto do Rio

Com informações de UOL Esporte e A Tribuna de Niterói
Foto: divulgação

Estádio Caio Martins

Após 33 anos de administração, o Botafogo oficializou a devolução do estádio do Caio Martins ao Governo do Estado do RJ. A transferência ocorreu em decreto do governador Cláudio Castro (PL-RJ), a concessão valia até 2027, mas um acordo entre as partes antecipou a devolução no de 2021.

Além disso, o Estádio Caio Martins viveu momentos de glória com o Botafogo. Foi no estádio de Niterói, que o alvinegro conquistou a Conmebol de 1993 e o Campeonato Brasileiro de 1995 sendo o último título de expressão do clube.

Após a concessão do Estádio Nilton Santos, em 2007, o Botafogo parou de utilizar o estádio e com isso passou a mandar os seus jogos no atual lugar. Atualmente, o estádio abrigou partidas do futebol feminino do Botafogo sem a presença do público.

Retorno do Canto do Rio - A tendência agora, é que o estádio seja utilizado pelo Canto do Rio, time de Niterói que sonha em jogar no Caio Martins. O diretor de futebol do clube, Raphael Soriano, disse que o clube irá decidir se irá se inscrever novamente, na Série C do Campeonato Carioca nos próximos dias.


“Ainda não está 100% a decisão de disputar o profissional, mas a gente está com conversas iniciadas para poder viabilizar. A gente entende que não adianta vir de qualquer maneira. Temos que estar estruturados. A gente está em conversas, temos algumas boas ideias que estão caminhando. Tivemos um ano de planejamento, mas acho que vai dar certo para 2022”, disse Soriano.

Sobre o Caio Martins, o diretor acredita que não terá dificuldades para negociar que o “Cantusca” mande seus jogos no principal gramado da cidade, contudo ele demonstra cautela devido à necessidade de laudos que permitam a realização de eventos. “A ideia é colocar os jogos no Caio Martins. Inclusive a gente está com algumas situações para abrir conversa. O que pode travar não é nem a gente conseguir (a liberação para usar) o Caio Martins, mas as certidões de liberação para os jogos. Não sei se haveria tempo hábil para tirar, mas a ideia é colocar no Caio Martins sim”, frisou Soriano.

A última “volta” do Canto do Rio ao futebol profissional terminou de maneira frustrante. Faltando dois dias para o início do Campeonato Carioca da Série C, o Cantusca oficializou a desistência da competição por falta de recursos. No entanto, o dirigente afirma que isto não será um impeditivo para uma nova inscrição, já que, naquela ocasião, o futebol ainda sentia, de forma mais severa, os impactos da pandemia da Covid-19.

Cópia do Decreto

Vasco 14 x 1 Canto do Rio - Em 1947, a maior goleada do profissionalismo no futebol carioca

Com informações de Roberto Assaf / Lance!
Foto: arquivo

O Vasco de 1947: goleada de 14 a 1 e campeão invicto, ganhando a alcunha de Expresso da Vitória

Completam-se 67 anos neste domingo que o Vasco aplicou a maior goleada da história do profissionalismo no futebol do Rio de Janeiro. Foi em 6 de setembro de 1947, em São Januário, numa partida válida pela sexta rodada do Carioca: 14 a 1 no Canto do Rio.

O curioso é que naquela tarde de sábado a torcida ainda estava desconfiada, pois o time havia terminado o campeonato de 1946 em apenas quinto lugar, fora do quadrangular que decidiu o título, ganho pelo Fluminense. Pior: no dia 24 de agosto empatara por 3 a 3 com o Olaria em seu estádio.

O jogo contra a equipe azul e branca de Niterói, no entanto, haveria de reabilitar o Vasco, então conhecido por "Expresso da Vitória". O time meteu 5 a 0 no primeiro tempo, marcando Ismael (três), Maneca e Nestor. O placar foi sendo ampliado, com os gols saindo em média a cada cinco minutos. Dimas marcou duas vezes. Heitor descontou.

No desespero, o Canto do Rio pôs o atacante Raimundo na meta, e lançou o goleiro Odair na “linha”, sacando justamente Heitor, o seu artilheiro solitário. Inútil. Assinalaram, na seqüência, Ismael, Maneca (dois), Chico, Dimas, Maneca e Ismael, estabelecendo o “score de bola de meia”, como se dizia à época.

E o Vasco, dirigido por Flávio Costa, que deixara o Flamengo a peso de ouro, conquistou o título invicto e com duas rodadas de antecedência, registrando 17 vitórias, três empates, 68 gols a favor e 20 contra. Muitos consideram que este time do Time da Colina é o maior de sua história.


A segunda goleada do profissionalismo (1933-2007) no Rio também é do Vasco e tem uma história ainda mais curiosa: 13 a 1 no Andaraí, em 1937, em jogo que os cruzmaltinos deveriam tomar WO, já que tiveram problema com os táxis e chegaram atrasados para a partida, mas o adversário, por Fair Play, aceitou que o embate fosse realizado.

Curiosidades - A maior goleada da história do futebol carioca aconteceu em 30 de junho de 1909, ainda na era amadora, em jogo válido pelo campeonato daquele ano, no extinto campo da Rua Voluntários da Pátria: Botafogo 24 x 0 Mangueira.

O Vasco fez 14 a 1 com Barbosa, Augusto e Rafanelli; Eli, Danilo e Jorge; Nestor, Maneca, Dimas, Ismael e Chico. O Canto do Rio perdeu com Odair (Raimundo), Borracha e Lamparina; Carango, Bonifácio e Canelinha; Heitor (Odair), Valdemar, Raimundo, Didi e Noronha.

Semifinais do Carioca da Série C têm confrontos definidos


Itaboraí Profute encarando o Campo Grande e o Canto do Rio tendo pela frente o Mageense. Estes são os confrontos das semifinais do Campeonato Carioca da Série C de 2018. A definição das equipes classificadas para a próxima fase da competição aconteceu nos jogos realizados entre sábado e esta segunda-feira, dias 15 e 17.

Nesta segunda-feira, o Itaboraí Profute conseguiu sua vaga na semifinal derrotando o Brasileirinho pelo placar de 2 a 0. Os dois gols foram marcados na primeira etapa. Nela, aos 41 minutos, Emerson Carioca abriu o placar. Dois minutos depois, Lelê sacramentou a classificação. Vale lembrar que a equipe já havia batido o adversário no primeiro jogo das quartas, por 3 a 0.

O adversário do Itaboraí Profute será o Campo Grande, que eliminou o EC Resende. Em uma grande atuação, o Campo Grande se classificou vencendo o adversário por 3 a 0, revertendo uma desvantagem de 2 a 0 conseguida pelo EC Resende no primeiro jogo. Russo (contra), Gean e Jefferson fizeram os gols que garantiram a vaga na semifinal.

O Canto do Rio se classificou para as semifinais eliminando o Ceres. No último sábado, o time de Niterói bateu o adversário por 2 a 1 e garantiu a passagem para a próxima fase da competição. O primeiro jogo entre as duas equipes havia sido empatado em 0 a 0.

Nas semifinais, o Canto do Rio vai ter pela frente o Mageense, que despachou o Paduano. O Mageense até perdeu no tempo normal no último domingo, por 2 a 1, mas a decisão foi para as penalidades, já que o primeiro jogo havia sido 1 a 0 para o Mageense, que levou a melhor nas cobranças, por 4 a 3, e garantiu a classificação.

As semifinais estão programadas para os dias 23 e 30 de setembro e vão definir os dois acessos para a Série B2 de 2019. A FFERJ vai divulgar as datas exatas, horários e locais das partidas.

Em sua volta ao futebol profissional, Canto do Rio empata com o Campo Grande

Partida foi muito disputada e o placar de 2 a 2 acabou sendo justo (foto: reprodução TV FERJ)

Um dia para o futebol do estado do Rio de Janeiro comemorar. Desde 2010 afastado do futebol profissional, o niteroiense Canto do Rio voltou aos gramados na manhã deste domingo, dia 29, no Estádio Alzirão, em Itaboraí, pela abertura do Campeonato Carioca da Série C. Em belo jogo, o Cantusca empatou em 2 a 2 com o também tradicional Campo Grande.

Depois de muita luta e busca por recursos, a equipe de Niterói, que não entrava em campo em uma partida profissional desde o ano de 2010, conseguiu se inscrever para a disputa da Série C Carioca de 2018. Por isto, a expectativa de ver o Canto do Rio era grande. Porém, do outro lado, tinha uma equipe tradicional que vem buscando voltar aos seus dias de glória: o Campo Grande.

Utilizando o Alzirão, em Itaboraí, já que não há nenhum estádio em Niterói apto para receber partidas tradicionais, o Canto do Rio começou o jogo em cima do Campo Grande. Porém, quando o Campusca começou a se acertar em campo, o mandante abriu o marcador com Talibã, de cabeça, aos 37 minutos.

O gol inflamou a torcida do Cantusca que foi ver a volta de seu time. Porém, eles nem tiveram muito tempo para comemorar, já que cinco minutos depois, Nenzinho, de cabeça, deixou tudo igual no placar do Alzirão. Assim, a primeira etapa terminou com o marcador apontando o empate em 1 a 1.

No segundo tempo, o Campo Grande voltou melhor e passou a ditar o ritmo. Não demorou muito e o Alvinegro chegou ao segundo gol aos 6 minutos, com Yan. Tudo parecia que ia dar certo para os visitantes, mas o Campusca ficou com um a menos aos 26': Gean foi expulso.

Com um jogador a mais na partida, o Canto do Rio foi para o tudo ou nada, tentando ao menos o empate, que aconteceu já nos acréscimos, com William Amendoim. Pelo menos o Cantusca não saiu derrotado em sua volta aos gramados: 2 a 2 e fim de jogo no Alzirão.

Na sequência da Série C, o Canto do Rio vai em busca da primeiro triunfo diante do CAAC Brasil, no Estádio Ademar Barbosa, no Rio de Janeiro, no domingo, dia 5. Já o Campo Grande terá três pontos garantidos, já que o Cardoso Moreira, que estrearia na competição neste embate, não conseguiu inscrever jogadores dentro do prazo estabelecido para seu primeiro jogo.

Lamartine Babo e os hinos dos clubes cariocas

Por Lucas Paes

  Lamartine Babo compôs hinos para onze clubes cariocas

Lamartine Babo era um famoso compositor carioca. Famoso por compor marchinhas de carnaval como “O teu cabelo não nega”, Lamartine tem relação intima com o futebol do Rio de Janeiro. Torcedor fanático do América (em 1960, após o título carioca, ele saiu desfilado fantasiado de diabo pelo Rio de Janeiro em comemoração), foi compositor de diversos hinos dos times cariocas que são até hoje os oficiais dos clubes. 

Com uma facilidade imensa na criação de versos e melodias, Babo começou escrevendo uma marchinha para o Flamengo, em 1945, que é até hoje considerada o hino não oficial do clube. Anos depois, Heber Boscoli, do programa “Tream da Alegria”, desafiou Lamartine a escrever hinos para os 11 principais clubes do Campeonato Carioca de futebol. 

Varias são as versões de como Lamartine chegou aos 11 hinos. A mais aceita é que ele foi fechado num apartamento com comida para seis dias numa geladeira, de onde só sairia quando os hinos estivessem prontos, e escreveu todas as restantes dez músicas. Primeiro dos clubes grandes, que na época eram os quatro famosos, Fluminense, Flamengo, que já tinha a sua, Botafogo e Vasco. Além do Bangu e o América. Depois, vieram os hinos dos times de menor expressão, mas não menos importantes (Olaria, Madureira, Bonsucesso, Canto do Rio e São Cristóvão). Cada hino era lançado em LPs referentes aos clubes. 

O hino do América, time de coração de Lamatine, é considerado por muitos o mais bonito do Brasil

Os hinos fizeram tamanho sucesso que acabaram sendo considerados oficiais dos clubes. Mesmo o do Flamengo, que é o hino popular e não exatamente o oficial, é mais conhecido que o oficial, à exemplo do que acontece no Santos com a marchinha “O Leão do Mar”. No caso do Mengão, a situação é ainda mais interessante, pois a torcida santista ainda costuma entoar o hino oficial, já a torcida flamenguista não canta o hino oficial do clube nas arquibancadas (Flamengo, Flamengo, Campeão de Terra e Mar), que é pouco conhecido pelo torcedor rubro-negro. De fato, uma das poucas vezes que a torcida rubro-negra fez menção ao hino oficial foi em um mosaico no Brasileirão de 2016.

Nem só de hinos de clubes viveu Lamartine, já que também compunha marchinhas de carnaval como a já citada “O teu cabelo não nega”. A chegada do Estado Novo de Vargas e a censura as sátiras de suas marchinhas acabou tirando a graça de alguma de suas criações, mas outras permaneceram na memória do povo e são cantadas até hoje. O compositor Braguinha certa vez fraseou que existiu um carnaval antes de Lamartine e outro depois dele. 

Lamartine faleceu em 1960, devido a um infarto, deixando seus versos para os clubes cariocas marcados para a eternidade. Em 1981, a Imperatriz Leopoldinense conquistou o carnaval com um enredo homenageando o compositor, numa homenagem ao mesmo tempo divertida e emocionante.

O Curioso do Futebol

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