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Há 30 anos, uma 'bomba' de Branco colocava o Brasil na semifinal da Copa do Mundo

Com informações da CBF e ge.globo
Foto: arquivo

Branco comemora o seu gol: importante para ele e para a Seleção

No dia 9 de julho de 1994, a Seleção Brasileira derrotou a Holanda por 3 a 2 e se classificou para a semifinal da Copa do Mundo dos Estados Unidos. Naquele dia, no que foi provavelmente o melhor jogo do torneio, Branco foi decisivo com uma bomba em um gol de falta.

Dia 9 de julho de 1994. Estádio Cotton Bowl, em Dallas, nos Estados Unidos. Brasil e Holanda entraram em campo para protagonizar um dos melhores e mais marcantes jogos daquela edição de Mundial.

Depois de um primeiro tempo tenso, sem gols, o Brasil encontrou as redes com Romário aos 13 minutos da segunda etapa. Após cruzamento da esquerda de Bebeto, o Baixinho bateu de primeira para as redes do goleiro Ed De Goej e abriu o marcador.

Cinco minutos mais tarde, Bebeto recebeu na frente em lance confuso, avançou sozinho, driblou o goleiro e mandou para o gol vazio para ampliar. Foi neste momento em que o camisa 7 da Seleção eternizou a famosa comemoração de "embalar o bebê", ao comemorar com os companheiros na lateral do gramado.

Mas, quando o jogo parecia caminhar para uma vitória tranquila para o Brasil, no minuto seguinte, Bergkamp recebeu na área, faz grande jogada individual e mandou para o gol de Taffarel para diminuir a diferença.

A Holanda, então, cresceu no confronto e se atirou ao ataque em busca do empate. O Brasil sentiu o golpe. Tanto que aos 31 minutos, após cobrança de escanteio pela esquerda, Winter sobiu sozinho para igualar o marcador.


Então eis que surge um herói "improvável". Quando parecia que o Brasil iria tomar uma virada histórica, Branco foi derrubado por Jonk pela esquerda em um lance polêmico. Logo ele, o lateral que era reserva na equipe de Parreira e só ganhou a vaga porque o titular Leonardo cumpria suspensão pela cotovelada em Tab Ramos, nas oitavas de final contra os Estados Unidos.

O próprio lateral pegou a bola. Conhecido pelos chutes fortes, Branco soltou uma patada do meio da rua para o gol de Ed De Goej. O detalhe é que a bola iria explodir em Romário antes de chegar as redes. Mas, em mais um lance de genialidade do Baixinho, o camisa 11 da Seleção com o famoso "corta-luz" do tetra conseguiu desviar da bola, que morreu solitária no gol.

Com a vitória, a Seleção se classificou para a semifinal, quando enfrentou a Suécia no dia 13 de julho, mas esta é outra história.

Tetracampeão Branco conversa com atletas da base do São Caetano na USCS

Foto: divulgação / AD São Caetano

Branco, diretores e jogadores do Azulão

A noite desta quinta-feira foi de muito aprendizado para jovens atletas do São Caetano e seus familiares. O tetracampeão e diretor das categorias de base da Seleção Brasileira, Branco foi até a Universidade de São Caetano do Sul (USCS) para uma palestra onde falou sobre sua carreira, conquistas e experiências dentro do futebol.

O presidente do clube, Jorge Machado, amigo de Branco há muitos anos estava satisfeito com a presença do dirigente da seleção brasileira na cidade.

"Eu e o Branco chegamos juntos no Fluminense na década de 1980 e desde então temos uma grande amizade e respeito mútuo. Ter uma pessoa tão importante podendo dividir seu conhecimento com nossos atletas é a confirmação que estamos no caminho certo de gestão no São Caetano ", declarou Jorge Machado.

Branco além de explanar sobre sua trajetória no esporte ainda respondeu perguntas de atletas e familiares por quase duas horas. "Achei maravilhoso a oportunidade de conversar com esses garotos e seus pais. O nível dos questionamentos foi muito positivo com perguntas pertinentes e de muita relevância neste processo de formação de novos jogadores. O SãoCaetano está de parabéns e em breve o veremos novamente nas grandes competições nacionais", disse Branco.


O diretor das categorias de base do clube, Ricardo Puerta também participou da apresentação e enalteceu o trabalho do tetracampeão Branco que está atento a novos jogadores em todas as equipes do país. "A presença do Branco aqui em São Caetano nos dá a certeza que nosso trabalho e esforços estão sendo vistos e que nossos jogadores terão condições e oportunidades", finalizou.

Os profissionais das comissões técnicas da base também marcaram presença no encontro.

A boa passagem de Branco pelo Genoa

Por Lucas Paes
Foto: Aquivo

Branco jogando no Genoa

Um dos principais nomes da Seleção Brasileira que conquistou o título da Copa do Mundo de 1994, o ex-lateral Cláudio Ibrahim Vaz Leal, que ficou conhecido pelo apelido de Branco, foi um dos grandes nomes da lateral esquerda formado no futebol brasileiro durante os anos 1980 e 1990. Já experiente quando campeão do mundo, o canhoto, que completa seus 60 anos neste dia 4 de abril, teve ótima passagem pelo Genoa.

A chegada de Branco aos Rossoblu se deu em meio a uma trajetória de bastante sucesso do brasileiro dentro do futebol europeu. Tendo atuado primeiro em terras europeias pelo Brescia, numa época onde a Série A só permitia três estrangeiros e era considerada o melhor campeonato de futebol do planeta, o brasuca teve uma ótima passagem pelo Porto e estava em meio a temporada 1990/1991 quando foi levado de volta a Série A, para jogar pelo Genoa.

Titular desde sua chegada ao solo italiano, foi peça chave na campanha do Genoa que levou a equipe a um honroso quarto lugar na disputa daquela Série A, que seria vencida pela arquirrival Sampdoria. Ele foi o grande nome da equipe e inclusive teve um gol importantíssimo em uma vitória no clássico diante da Doria, que encerrou um jejum de 11 anos em que o Genoa não vencia clássicos locais, sendo um lindo gol de falta.

No ano seguinte, foi crucial na ótima campanha do Genoa na Copa da UEFA, onde a equipe foi até as semifinais e sucumbiu diante do Ajax. Branco marcou um golaço que ajudou o time genovês a vencer por 2 a 0 o Liverpool, que terminaria eliminado pelos italianos com direito a outro triunfo diante do lendário Anfield Road, numa época onde a velha KOP ainda pulsava. 


Seguiu na equipe no ano seguinte, onde não conseguiu ajudar numa temporada muito conturbada, que viu várias trocas de treinadores e uma campanha muito ruim na Série A, onde os Rossoblu inclusive temeram o descenso. O biênio 1992/1993 acabaria sendo seu último no Luigi Ferraris, já que acabou se despedindo do Genoa ao fim da temporada, encerrando uma passagem de três anos e retornando ao futebol brasileiro.

No total, em três anos jogando com a camisa dos Grifone, Branco foi a campo 86 vezes, marcando onze gols, um número excelente para um lateral. O histórico integrante do tetra pendurou as chuteiras em 1998, no Fluminense. 

A passagem de Branco pelo Porto

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Branco teve uma passagem pelo FC Porto

Nascido em Bagé, município localizado no estado do estado do Rio Grande do Sul, Cláudio Ibraim Vaz Leal, também conhecido pelo seu apelido de Branco e por ter sido tetra campeão mundial pela Seleção Brasileira em 1994, está completando 59 anos de idade nesta terça-feira, dia 4. Ao longo de sua brilhante carreira como jogador, o defensor teve uma passagem pelo FC Porto entre 1988 e 1990.

Essa sua trajetória pelo clube de Portugal aconteceu após o brasileiro começar a jogar bola nas categorias de base do Bagé, e por não ter sido aproveitado, foi para o Guarany de Bagé, mas só foi se profissionalizar em 1981, vestindo a camisa do Internacional. Posteriormente, ainda passou pelo Fluminense e também pelo Brescia.

Chegou ao Futebol Clube do Porto para a temporada 1988/89 e engordou o seu currículo com mais títulos. No time luso, conquistou os troféus do Campeonato Português e da Supercopa de Portugal em 1989/90.

Durante sua passagem pelo Porto, foi à Copa do Mundo de 1990, a segunda de sua carreira. Seu despediu da torcida portista depois de duas temporadas e meia. Segundo o site ogol.com, o lateral esquerdo disputou um total de 80 jogos e balançou as redes adversárias 12 vezes.


Encerrou sua carreira como jogador de futebol profissional em 1998, quando defendia o Fluminense. Antes disso, Branco ainda jogou em clubes como Genoa, Grêmio, Fluminense, Corinthians Flamengo, Internacional, Middlesbrough, MetroStars e também no Mogi Mirim.

A passagem de Branco pelo Flamengo em 1995

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Branco jogou pelo Flamengo em 1995

Completando 58 anos neste dia 4 de abril, o lateral Cláudio Ibrahim Vaz Leal, mais conhecido pelo apelido de Branco, foi um dos grandes nomes do futebol brasileiro nos anos 1980 e 1990. Dono de grandes qualidades ofensivas, sem perder porém qualidade na defesa, o gaúcho de Bagé fez longo sucesso ao longo da carreira e teve marcante importância no título do Brasil na Copa do Mundo de 1994. No ano seguinte, foi um dos contratados pelo Flamengo no ambicioso projeto de seu centenário. 

Chegou ao Mengão vindo do Corinthians, onde havia sido vice-campeão do Brasileirão do ano anterior, sendo uma das grandes contratações rubro-negras na época. Além dele, o Fla tinha naquele ano Sávio, Romário e outros grandes jogadores num ambicioso projeto de fazer um centenário histórico. Foi com essa pompa que o lateral foi apresentado no rubro-negro, em foto ao lado de Vanderlei Luxemburgo, treinador que começou o ano na Gávea.

Foi um dos destaques da boa campanha flamenguista no Campeonato Carioca. O rubro-negro ganhou a Taça Guanabara e chegou a fase final da competição como o grande favorito ao título, mas sucumbiu diante do Fluminense, num jogo que foi decidido pelo histórico gol de barriga de Renato Gaúcho, na época o grande destaque do bom time tricolor, que inclusive seria semifinalista do Brasileirão daquele ano. 

O lateral acabo durando pouco na equipe flamenguista. Era um dos artilheiros da equipe graças a seu bom chute e suas boas cobranças de falta, mas acabou fazendo seu último jogo vestindo a camisa rubro-negra ainda em julho, em uma derrota para o Grêmio na Copa dos Campeões Mundiais, no Mané Garrincha. No total, Branco atuou em 36 partidas, entre jogos oficiais e amistosos, pelo Mengão, marcando 9 gols.


Deixou o Rio de Janeiro para jogar pelo Internacional, onde disputou o Brasileirão de 1995 e depois passaria pelo Middlesbrough. Ele esteve em atividade até o ano de 1998, quando acabou pendurando as chuteiras atuando pelo Fluminense, clube pelo qual foi campeão brasileiro em 1984. Recentemente, venceu uma batalha contra o coronavírus, que o deixou inclusive internado na UTI por algum tempo. 

Tetracampeão Branco é eternizado com estátua em Bagé, sua cidade natal

Com informações da CBF
Foto: divulgação CBF

Branco e a estátua em sua homenagem sendo inaugurada

Eram 9 horas da manhã quando os primeiros pingos começaram a molhar a terra na Praça de Esportes da cidade de Bagé, no interior do Rio Grande do Sul. O prenúncio de uma tempestade poderia até mudar os planos dos organizadores do evento. O protagonista do dia, contudo, decretou: "a água benta" era mais um presente divino naquele momento tão aguardado. Cláudio Ibrahim Vaz Leal, o Branco, o desportista mais famoso dos 210 anos de história da Rainha da Fronteira iria, mesmo debaixo de muita chuva, receber a homenagem tão significativa no ano que marcou o seu renascimento.

"Campeão Brasileiro, da américa e do mundo como atleta. Como dirigente, campeão mundial de todas as categorias de base e medalha de ouro em Tóquio. Nossa eterna gratidão ao Cláudio Ibrahim Vaz Leal - Branco. O maior desportista deste 210 anos da nossa história! Orgulho de Bagé, do Rio Grande do Sul e do Brasil", a frase na placa descritiva resume a importância do homenageado para a história do futebol brasileiro e da Seleção.

Já sob muita chuva, por volta das 11h30 deste sábado (23), amigos, familiares, personalidades do futebol, políticos locais e cidadãos de Bagé receberam o tetracampeão na praça localizada na região central da cidade. Acompanhado do prefeito de Bagé, Divaldo Lara, do vice-presidente da CBF, Francisco Noveletto, e do irmão Marcelo Leal, Branco revelou aos convidados a imagem que, a partir de agora, o eterniza para sempre na história de Bagé.

A estátua representa Branco em um dos momentos mais especiais de sua vitoriosa carreira: a conquista da Copa do Mundo de 1994. O monumento retrata o camisa 6 erguendo a taça mais desejada do planeta.

"Uma homenagem desta eterniza a história de uma pessoa, de um atleta. Neste ano tão importante para mim. A maior conquista foi a da vida. Depois veio a Olimpíada e agora essa estátua para fechar. Agradecer a Deus que é fiel a gente. Peço que se cuidem e todos tenham muita saúde" disse o emocionado Branco.

"Todos os apaixonados pelo futebol estão felizes por essa homenagem ao Branco, um orgulho para nós, gaúchos, e para todos os brasileiros. Me perguntaram há pouco se eu estava representando a CBF. Disse que não. O Branco é a própria CBF", exaltou Francisco Noveletto, vice-presidente da CBF e representante da entidade na inauguração.

Noveletto refere-se à carreira vitoriosa de Branco com a Seleção Brasileira, seja como atleta e dirigente. Depois de Zagallo, ele é o ex-jogador vivo com mais conquistas relevantes representando a Amarelinha. São quatro conquistas de Copa do Mundo, uma como atleta (1994) e três como coordenador nas categorias de base. Conquistou uma Copa América, em 1989. Soma-se ainda o título mais recente em Tóquio: o bicampeonato olímpico. Além disso, como jogador disputou duas outras Copas do Mundo (86 e 90). Vestiu a Amarelinha em 78 ocasiões e marcou 10 gols, sendo o mais importante contra a Holanda nas quartas de final da Copa do Mundo de 94.

O ex-lateral esquerdo da Seleção Brasileira e atual coordenador das categorias de base da CBF fez questão de recordar o drama pessoal vivido no início de 2021 após a intubação por conta do Covid. O dirigente não cansa de dizer que 2021 representou o seu renascimento:

"Esse ano foi muito especial para mim. Voltei e o velhinho lá em cima foi tão generoso comigo. Três meses depois me deu um título que eu não tinha, que era a medalha olímpica. E agora estou aqui recebendo essa homenagem inesquecível".


A estátua de Branco foi financiada por amigos e familiares do ex-jogador, como o apoio do prefeitura. Agora, o ex-jogador tem duas estátuas em sua homenagem no mundo. No Museu do Porto, em Portugal, Branco já tinha uma na sala que cultua os principais jogadores que passaram pelo clube.

As homenagens para Branco terminaram com almoço de confraternização oferecido pela Associação Rural de Bagé.

A passagem de Branco pelo Brescia

Por Ricardo Pilotto
Foto: arquivo

Branco quando atuou pelo Brescia

Claudio Ibraim Vaz Leal, popularmente conhecido como Branco, completa 57 anos de idade neste domingo (4). O lateral-esquerdo brasileiro, que jogou três Copas do Mundo e que neste sábado teve alta depois de ter chegado a ficar na UTI, por Covid-10, atuou no Brescia da Itália por duas temporadas, entre 1986 e 1988, e teve uma passagem marcante no clube Biancoazzurri.

Após ser revelado no Internacional e passar pelo Fluminense jogando quatro anos pelo Tricolor, Branco chegou ao futebol italiano na temporada 1986-1987. A equipe havia acabado de ser promovida para a primeira divisão do futebol italiano, e o atleta que tinha acabado de ter uma boa passagem no Flu e feito parte da Seleção Brasileira campeã da Copa do Mundo de 1986, foi um dos estrangeiros escolhidos para reforçar o time naquela época. Junto com o lateral esquerda brasileiro, a Leonessa também contratou Evaristo Beccalossi, que estava na Inter de Milão.

Mesmo com essas aquisições de jogadores renomados, o Brescia não conseguiu fazer uma boa campanha na elite do futebol italiano e acabou sendo rebaixado para a segunda divisão naquela mesma temporada. Nesta edição, o atleta brasileiro havia marcado três gols, mas não foram o suficiente para que a equipe italiana permanecesse na principal competição do país.

Apesar do descenso para a Série B italiano, Branco ficou no clube por mais uma temporada. Conseguiu ser um dos maiores destaques da Leonessa e marcou mais três gols naquela temporada, mas não foi o suficiente. O Brescia não conseguiu voltar para a primeira divisão naquela temporada e permaneceu na Serie B da temporada 1987-1988.

No total destes 2 anos de passagem pelo Brescia Calcio, Branco fez seis gols em 57 jogos que participou com a camisa do clube dos Rondinelles. Acabou não vencendo títulos pelo time mas conseguiu um grande número de jogos em que mostrou muita qualidade. Um dos grandes motivos para fazer com que a passagem do lateral esquerdo campeão do mundo com a Seleção Brasileira fosse considerada marcante, foi por ter permanecido no time mesmo com o rebaixamento para a Serie B.


Após estes dois anos jogando no futebol italiano, Branco ainda jogaria em Portugal e voltaria para a Itália para defender o Gênoa. Atuaria por clubes brasileiros e voltaria ao futebol europeu por pelo menos mais uma vez antes de se aposentar jogando pelo Fluminense no ano de 1998.

Recuperado da Covid-19, Branco recebe alta de hospital

Com informações do Futebol Interior
Foto: Reprodução

Branco deixou o hospital neste sábado

Internado há mais de duas semanas devido ao coronavírus, o ex-jogador e campeão da Copa do Mundo de 1994 com a Seleção Brasileira, Branco, recebeu alta hospitalar na tarde deste sábado, dia 3. O ex-lateral estava internado num hospital no Rio de Janeiro e chegou a passar boa parte deste período na Unidade de Terapia Intensiva do centro médico. Agora, ele terminará sua recuperação pós-Covid em casa.

Com isso, ele poderá passar a Páscoa ao lado da família. Branco estava internado desde o dia 16 de março. Dois dias depois precisou ser sedado e teve que respirar com ajuda de aparelhos de ventilação mecânica. Mas, nos últimos dias, teve uma rápida melhora e foi extubado. Havia deixado a UTI na última quarta-feira e estava no quarto desde então.


Branco foi um dos 10 membros da delegação da CBF que viajou a Recife para etapa de preparação da seleção sub-18 ainda em março. O time treinou no CT do Retrô FC e fez um amistoso - venceu por 7 a 1 o time da casa. Ele é coordenador das seleções da base do Brasil. 
Ele ainda deve ficar alguns dias fora do "batente". Assim como todo paciente que passa pela internação devido ao coronavirus, o ex-atleta da Seleção Brasileira terá de seguir sua recuperação em casa, aumentando ao pouco a carga de atividades e recuperando o peso perdido. Só então poderá retornar as funções nas seleções de base.

Ao longo de sua carreira como jogador, Branco teve diversos grandes momentos em vários clubes, em Brasil, Europa e Estados Unidos. O maior momento de sua trajetória nos campos foi em 1994, quando foi campeão da Copa do Mundo sendo um dos destaques da Seleção Brasileira naquela competição. 

Recuperado de Covid-19, Branco deixa UTI e deve ter alta antes da Páscoa

Com informações do GE
Foto: divulgação CBF

Branco saiu da UTI e pode ter alta nos próximos dias

O ex-jogador Branco deixou a Unidade de Tratamento Intensivo do hospital na zona sul do Rio de Janeiro em que está internado há duas semanas. A expectativa é de que tenha alta até o fim de semana e que passe a Páscoa em casa, com a família.

Como contou a esposa do coordenador de base da CBF, Branco já está falando, comendo e recuperado depois de precisar ser internado na UTI do hospital. Foram dias de apreensão com familiares e de grande procura da imprensa brasileira e de fora do país.

O tetracampeão do mundo perdeu peso e vai passar mais uns dias de repouso em casa, para se recuperar por completo. Aos amigos, brincava, nos poucos momentos em que usou o telefone. "Não vou perder para esse bicho aí, não", dizia.

Branco foi um dos 10 membros da delegação da CBF que viajou a Recife para etapa de preparação da seleção sub-18. O time treinou no CT do Retrô FC e fez um amistoso - venceu por 7 a 1 o time da casa.


Internado no dia 16 de março, Branco chegou a ficar sedado e respirando com ajuda de aparelhos de ventilação mecânica. Nos últimos dias, o quadro de saúde de Branco se manteve estável - o que era um bom sinal de reação do ex-jogador de 56 anos. Com a melhora, ele foi extubado

"Ele está bem, fora do tubo, comendo e falando", diz mulher de Branco

Com informações de A Gazeta Esportiva
Foto: divulgação

Branco é coordenador da CBF

A mulher do ex-jogador Branco, Cleo Pozzebon, atualizou a situação médica do marido, que está internado desde o dia 16 de março devido à covid-19. A esposa diz que Branco "está bem, fora do tubo, comendo e falando".

"Grata a todos pelo carinho e orações. Ele está bem, está fora do tubo, está comendo e falando. E já já estará com nosso baixinho e grandinhos. Foram dias de luta, mas, assim como em campo, sempre foi campeão fora de campo também. Lutou e saiu com seu troféu... A sua vida", disse Cleo em seu Instagram.

Branco está em um hospital na zona sul do Rio de Janeiro e chegou a ser entubado. Atualmente, o campeão mundial de 1994 coordena as categorias de base da Seleção Brasileira. A CBF informou na terça-feira que o estado de saúde do jogador era "bom".

Uma corrente de oração feita pelo grupo de Whatsapp dos jogadores tetracampeões mundiais em 1994, entre eles o ex-goleiro Gilmar Rinaldi e o ex-lateral-direito Jorginho, foi realizada na última sexta-feira, às 18 horas, como mais uma forma de ajudar o ex-atleta a se recuperar da ação da covid-19.


Como jogador, o lateral-esquerdo Branco foi tetracampeão mundial pela seleção brasileira em 1994 e campeão da Copa América, no Brasil, em 1989. Pelo Fluminense, conquistou o título do Campeonato Brasileiro e foi tricampeão do Campeonato Carioca nos anos 1980.

Branco tem melhora e não está mais intubado depois de uma semana internado

Com informações do GE e Estadão Conteúdo
Foto: divulgação CBF

Branco teve leve melhora e foi extubado

Internado há uma semana com Covid-19, o coordenador da seleção brasileira masculina de base, da CBF, Branco, foi extubado na UTI do hospital Copa Star, na zona sul no Rio, nesta tarde de terça-feira. O ex-jogador apresentou melhora no quadro depois da necessidade de intubação no fim da semana passada.

O único boletim do hospital, divulgado na sexta passada, informava que o ex-jogador estava sedado e respirando com ajuda de aparelhos de ventilação mecânica. Nos últimos dias, o quadro de saúde de Branco se manteve estável - o que era um bom sinal de reação do ex-jogador de 56 anos.

A melhora gradativa começou no último sábado graças a uma reação positiva aos medicamentos. Os médicos começaram, então, o processo de retirá-lo dos ventiladores mecânicos. Mas Branco, que tem 56 anos, segue sob cuidados na UTI do hospital. Na medida do possível e sempre seguindo as regras de visitação a pacientes com novo coronavírus, ele recebeu visitas de familiares nos últimos dias.

Na medida do possível, seguindo as regras de visitação a pacientes com Covid-19, o tetracampeão do mundo em 1994 recebeu visitas de familiares nos últimos dias. Branco deu entrada no hospital no dia 16 de março, terça-feira, com sintomas de covid e foi internado, em seguida.

Uma corrente de oração feita pelo grupo de Whatsapp dos jogadores tetracampeões mundiais em 1994, entre eles o ex-goleiro Gilmar Rinaldi e o ex-lateral-direito Jorginho, foi realizada na última sexta-feira, às 18 horas, como mais uma forma de ajudar o ex-atleta a se recuperar da ação da covid-19.


Como jogador, o lateral-esquerdo Branco foi tetracampeão mundial pela seleção brasileira em 1994 e campeão da Copa América, no Brasil, em 1989. Pelo Fluminense, conquistou o título do Campeonato Brasileiro e foi tricampeão do Campeonato Carioca nos anos 1980.

Branco, lateral do tetra e coordenador da CBF, é internado com Covid-19

Com informações de O Globo e UOL

Branco é coordenador-técnico da CBF

Lateral do tetra com a seleção brasileira em 1994, Branco está internado em um hospital da zona sul do Rio de Janeiro com covid-19. A informação foi publicada pela coluna de Anselmo Gois, no jornal O Globo. Segundo a CBF, apesar da internação, o estado de saúde do ex-jogador é "bom".

Branco, que tem 56 anos, atualmente comanda as categorias de base da seleção brasileira, e integrou a delegação viajou para o Recife para uma etapa de preparação no centro de treinamento do Retrô Futebol Clube no início do mês.

Além dele, o técnico do sub-18, Dudu Patetuci, o auxiliar técnico Igor Cotrim, o fisiologista Sandro Graham, o assessor de imprensa Bruno Pacheco e Matheus Maricato também testaram positivo para covid-19. Os atletas Weverton e Stênio, do Cruzeiro, foram diagnosticados assim que retornaram a Belo Horizonte.


Depois de dar os primeiros passos no mundo da bola no Bagé, o ex-jogador despontou para o futebol nacional vestindo a camisa do Internacional, em 1981. Entre 1983 e 1985, conquistou o tricampeonato Carioca com o Fluminense. Na Europa, teve passagens por Brescia, Porto e Genoa na Europa, até retornar ao Brasil em 1993, para atuar no Grêmio. No início da década de 90, defendeu ainda Corinthians e Flamengo.

Com a camisa da seleção brasileira, Branco participou das Copas de 1986, 1990 e 1994, quando o Brasil conquistou o tetracampeonato nos Estados Unidos. Encerrou a carreira em 1999, no Mogi Mirim.

A água batizada da Argentina que "deu branco" no Branco

Por Diely Espíndola
Foto: arquivo

Branco e Maradona: lateral brasileiro foi dopado ao beber água dos argentinos em 1990

Não é segredo para ninguém que Brasil e Argentina protagonizam uma das maiores rivalidades do mundo, e que se acirra ainda mais quando o assunto é futebol. Mas não foi no futebol que ela começou. 

Em 1825, Portugal e Espanha disputavam o domínio da Província Cisplatina, o território que mais tarde se tornaria o Uruguai. Brasil e Argentina, que nada tinham a ver com a história, decidiram tomar partido de seus respectivos colonizadores, e ali começaria clima de desafeto que dura até hoje. 

Com as relações já estremecidas, entrava na jogada o futebol. Em 1914, antes mesmo da primeira Copa do Mundo, Brasil e Argentina se enfrentariam pela primeira vez em um amistoso. O primeiro embate entre as duas seleções terminaria em 3x0 para a Argentina, na partida disputada em Buenos Aires. Mas, uma semana depois, a seleção Canarinha daria o troco, e que troco! As duas seleções disputariam a Copa Roca, que atualmente conhecemos como Superclássico das Américas. A Seleção Brasileira não só venceu e levantou o caneco, como também decidiu comemorar a conquista da taça bem na frente da torcida argentina. 

Nos anos seguintes, a situação no futebol para as duas equipes só esquentou. Foram diversos jogos marcados por pancadarias, expulsões, tudo isso muito intensificado pelo fato de os dois países serem dos mais apaixonados por futebol no mundo. Sempre páreo a páreo na disputa do maior número de Libertadores, de Copas Sul-americanas, a disputa pelo “rei do futebol”... Enfim, não faltam motivos no histórico dessa rivalidade para que ela só crescesse e se intensificasse com o passar dos anos. E aqui chegamos a 1990.


A Copa de 90, sediada na Itália, já começava com a Argentina sendo a vigente detentora do caneco mais importante do mundo. Os Hermanos contavam ainda com um Maradona vivendo seu auge, aclamado internacionalmente por sua jornada no Napoli. O Brasil por outro lado, não levantava a taça de campeão há exatos 20 anos, desde a irretocável Copa de 70. 

Quando se definiu que um dos duelos das oitavas de final da Copa de 90 seria Brasil x Argentina, todos estes fatores fizeram que os ânimos das torcidas e das equipes estivessem exaltados. A seleção Brasileira não vivia um bom momento, e a Era Dunga se tornaria uma das mais criticadas da história tupiniquim. Apesar do mau momento, do desfalque de Romário, do elenco desunido e de diversos fatores extracampo, a partida contra a Argentina foi a melhor atuação Canarinha naquela copa. No entanto, a eliminação foi inevitável. A Argentina acabou vencendo por 1x0, com o famoso gol de Caniggia. 

Mas não foi o gol o fato mais marcante da partida. Tampouco a presença de Maradona, a crise na delegação brasileira, ou a eliminação precoce de uma das mais respeitadas seleções do mundo. Seria Miguel di Lorenzo, massagista da seleção argentina, quem faria história naquela partida e protagonizando um dos mais lendários acontecimentos do futebol sul-americano. 

Naquele dia 24 de junho, fazia muito calor na Itália. Numa das paradas para atendimento da equipe argentina, o lateral brasileiro Branco pediria ao massagista argentino uma garrafa d’água. E a história conta que esta garrafa foi batizada com um tranquilizante que deixou o jogador grogue por toda a partida. 

Como toda história contada boca a boca, o fato nunca pôde ser comprovado com análises, por exemplo, mas foi confirmado por diversos jogadores que estavam em campo naquela partida, inclusive Maradona. 

O próprio massagista, no entanto, até hoje nega a sabotagem. Gallindez, como é conhecido o massagista, diz que outros jogadores de sua equipe beberam da mesma garrafa verde oferecida a Branco, como Carlitos Giusti. Mas vídeos da partida mostram que o jogador argentino realmente pega a garrafa, mas após conversar com o massagista, bebe de outro recipiente.

Vídeo do Brisa Esportiva explicando o fato

Fato é que a história segue viva, copa após copa, e há muitos argentinos que se orgulham do fato. A rivalidade levada até as últimas consequências, o ato para muitos visto como heroico, digno de filme, e que pode ter ajudado a Argentina a eliminar da maior competição do mundo o seu arquirrival, ou no mínimo pregou uma bela peça nele. 

Após avançar ainda mais na competição, eliminando também a anfitriã Itália, a Argentina chegou a final contra a Alemanha Ocidental. Na disputa final, porém, a Argentina não superou a Alemanha, que sacramentou a vitória sobre os Hermanos com um pênalti que até hoje deixa dúvidas e é contestado. E assim a Argentina voltou para casa sem o caneco, talvez prejudicada pela arbitragem, e deixando muitos brasileiros com um sorriso no rosto. 

Um sorriso que só pode ser explicado por anos da rivalidade mais intensa, talvez divertida e porque não talentosa, de toda a América.

Brasil, Escócia e o dia em que Branco "quase matou" um escocês com uma bolada

Por Lucas Paes
Foto: Pedro Martinelli/VEJA


Branco vive desde 1990 com um duro rumor sobre matar um companheiro com uma bolada


Brasil e Escócia são seleções que já tiveram alguns confrontos em Copas do Mundo. Os escoceses, hoje distantes do mundial já há alguns anos, jogaram algumas edições de Copa em outros tempos. Numa delas, o lateral Branco acabou devido a um lance comum do futebol, a famosa bolada, tendo que conviver com um rumor sombrio e infudado, ainda que a situação tenha sido assustadora no momento. O ex-jogador e campeão do mundo em 1994 completa neste dia 4 de abril 56 anos.

A ocasião era um duelo válido pela primeira fase da Copa do Mundo de 1990, disputada na Itália. Em 20 de Junho, brasileiros e escoceses duelaram no Estádio Delle Alpi, em Turim, confronto valendo pela fase de grupos da competição. Os Canarinhos entraram em campo classificados, enquanto o Exército de Tartan precisava essencialmente não perder para sonhar com a vaga. 

Os europeus vieram ao jogo jogando de maneira defensiva, já que um empate até podeira dar a vaga ao mata-mata. O Brasil de Lazaroni era um time que dispensava floreios e era objetivo e forte também na defesa, porém era acusado de um futebol feio e ineficiente. A marca negativa que ficaria não daria as caras no jogo em Turim. 

A "falta mortal" de Branco ocorreu seis minutos depois do chorado gol de Muller, que havia sido marcado aos 33 minutos do primeiro tempo, numa cobrança na intermediária, o lateral Branco se preparou para mais um de seus torpedos, corriqueiros quando ele batia faltas. O camisa 10 da Escócia, Murdoch MCLeod estava a frente da distância regulamentada para a barreira e acabou sofrendo por isso. Branco soltou um verdadeiro missíl e a bola foi direto na cabeça de MCLeod, que caiu desacordado e saiu de campo direto para o hospital, onde se descobriu que o meio-campista havia sofrido uma concussão cerebral.

Em uma época onde não havia ainda a internet e suas notícias rápidas, o rumor que saiu no Brasil é que Branco havia matado o jogador da Escócia, que na época era atleta do Borussia Dortmund, da Alemanha. Nada do tipo, porém, havia sido noticiado, sendo mais uma história que caiu na boca do povo e virou quase uma lenda urbana. Mas o fato é que MCLeod sobreviveu a pancada e ainda voltou a jogar em 1990 mesmo. Já com 32 anos naquele ano, Murdoch jogou até o ano de 1996, quando se aposentou no Partich Thistle, de seu país natal. 

Branco, por sua vez, seguiu sua carreira por mais oito anos sem vitimar ninguém com suas boladas, exceto por adversários que viam a redonda ir as redes. Peça essencial na conquista da Copa do Mundo de 1994, jogou até o ano de 1998 e trabalhou como treinador depois da aposentadoria. De uma vez por todas, é importante que se esclareça que não, o lateral brasuca nunca matou ninguém com uma bolada, exceto pelas chances escocesas na Copa do Mundo de 1990, na verdade "assassinadas" por Muller.

Em 2004, a última vez do Brasil jogando de branco

Por Victor de Andrade

Em pé: Luisão, Dida e Cris. No meio: Cafu, Edmilson e Roberto Carlos.
Sentados: Ronaldo, Ronaldinho, Kaká, Juninho Pernambucano e Zé Roberto (foto: arquivo CBF)

Na Copa América deste ano, que será realizada em terras tupiniquins, que começa no dia 14 de junho, a Seleção Brasileira terá, em um de seus uniformes, a camisa de cor branca, em alusão ao primeiro título Sul-Americano de Seleções conquistado pelo Brasil, que está completando 100 anos, e foi realizado no Rio de Janeiro. A última vez em que o time desta terra jogou de branco foi em 20 de maio de 2004, em um jogo contra a França.

Porém, antes de chegar à esta partida no Stade de France, há uma história que precisa ser contada. Desde o primeiro jogo da Seleção Brasileira, contra o Exeter City, nas Laranjeiras, em 1914, o uniforme número 1 da equipe contava com a camisa branca. Alguns detalhes foram mudando, principalmente na manga, e até o short, que também foi branco, mudou para a azul. Mas a camisa continuava branca.

Os capitães no sorteio: árbitros também de camisa retrô

Com a camisa branca, a Seleção Brasileira conquistou seus primeiros títulos, como os Sul-Americanos de 1919, 1922 e 1949, todos realizados no próprio país. Porém, tudo isto começa a mudar após perder a Copa do Mundo de 1950, também realizada em solo tupiniquim. Na ânsia de achar culpados pela derrota para o Uruguai, logo levantou-se a hipótese de que a camisa branca dava azar. Exatamente isto!

Chegou-se a fazer até um concurso para escolher um novo uniforme para a Seleção Brasileira e no ciclo entre as Copas de 1950 e 1954, a camisa amarela passou a ser usada. E foi assim que a equipe virou a "Canarinha" e conquistou cinco Copas do Mundo (jogando de azul algumas vezes, diga-se), dando argumentos para os teóricos do "azar da camisa branca". A camisa branca foi utilizada no Campeonato Panamericano de 1952, onde o Brasil foi campeão.

A Seleção Brasileira não usou mais a camisa branca até o dia 20 de maio de 2004. Para comemorar o seu centenário de fundação, que seria no dia seguinte, a Fifa promoveu um amistoso entre os dois últimos campeões do mundo: a França, em 1998, e o Brasil, em 2002. Porém, como era um jogo comemorativo, exigiu que as duas equipes entrassem em campo, no primeiro tempo, com um uniforme retrô, que começava a fazer sucesso de vendas nos clubes, e que remetesse o início de cada seleção.

Zidane sendo marcado por Edmilson

A França entrou no gramado do Stade de France, em Saint-Denis, com seu uniforme retrô, azul, cor de "Les Bleus" que nunca mudou. A Seleção Brasileira foi a campo com a camisa branca, com uma faixa azul nas mangas, o que não acontecia desde a primeira metade dos anos 50. Pudemos ver jogadores como Kaká, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho defendendo a Seleção Brasileira de camisa branca. Apesar de todo este "brilho retrô", o primeiro tempo daquela partida não fez jus aos jogos do passado, que tinham muitos gols, e terminou com o placar de 0 a 0.

Na segunda etapa, os times voltaram a campo com os seus então uniformes da época. Assim, o Brasil voltava a usar amarelo. A situação não mudou e aquela partida terminou com o placar de 0 a 0. E agora, 15 anos depois, na Copa América que será realizada no Brasil, 100 anos do primeiro Sul-Americano realizado nestas terras, onde a Seleção Brasileira foi campeã, a camisa branca voltará a ser utilizada.

Branco no Middlesbrough

Por Lucas Paes
Foto: arquivo Boro

Já em final de carreira, passagem de Branco pelo Boto não foi das melhores

O lateral Branco, que completa 55 anos neste 4 de abril, foi um dos principais nomes do futebol brasileiro nos anos 80 e 90. Ídolo do Fluminense, teve passagens por Brescia, Porto e por outros clubes brasileiros como Flamengo e Corinthians, além é claro de ser parte importante do Brasil campeão do mundo na Copa do Mundo de 1994, onde marcou um gol essencial diante da Holanda, nas quartas de final. Já depois dos 30 anos, em 1996, o lateral foi acompanhar o colega Juninho no Middlesbrough. 

Só que o sonho de ter uma dupla de sucesso no Brasil não deu muito certo para o Boro. Branco, já com mais de 30 anos, convivia com problemas de peso e já não conseguia ser o mesmo de outros tempos. Contratado com uma enorme expectativa, o lateral nunca conseguiu justificar o investimento feito pelo Middlesbrough para contar com seu futebol. O único legado positivo foi “encorajar” Juninho Paulista. O meia viraria um dos maiores ídolos da torcida do Boro, e sua passagem pelo clube já foi tema de notícia no site. 

Já Branco ficou apenas oito meses na Inglaterra. Sem conseguir entrar em forma, o lateral brasileiro conseguiu jogar apenas onze partidas com a camisa do Middlesbrough. Após jogar onze vezes e jamais conseguir se firmar, sempre enfrentando problemas de peso, o lateral chegou à ser até colocado para jogar com o time de reservas, antes de ter um fim definitivo de sua passagem, tendo seu contrato rescindido precisamente no dia 23 de outubro de 1996. A partir de 1997, ele passaria a jogar no Metrostars, da MLS, dos Estados Unidos. 

Ainda que Branco tenha se dito triste por deixar o Boro, falando que gostou do tempo que passou no clube e na cidade, a verdade é que o brasuca não deixou saudades na sofrida torcida do Middlesbrough. Num período onde Juninho encantou corações dos torcedores, Branco foi o contrapeso e a decepção brasileira na equipe. Um capítulo triste de uma carreira vitoriosa, de uma estrela que acabou nunca brilhando ainda naqueles “primórdios” da Premier League.

Branco é o novo coordenador de base da Seleção Brasileira

Com informações do site oficial da CBF

Branco assume o cargo pela segunda vez. A primeira foi entre 2003 e 2007 (foto: CBF)

O tetracampeão mundial Branco é o novo coordenador das categorias de base da Seleção Brasileira. Cláudio Ibraim Vaz Leal retorna à CBF para o cargo que ocupou entre 2003 e 2007, quando conquistou muitos títulos: o Pré-Mundial Sub-20 (2003), o Mundial Sub-20 (2003), a Copa Internacional do Mediterrâneo Sub-18 (2003), a Copa Sendai Sub-18 (2003), o Mundial Sub-17 (2003), a Copa Internacional do Mediterrâneo Sub-15 (2003), o Sul-Americano Sub-15 (2005), o Sul-Americano Sub-17 (2005) e o Sul-Americano Sub-20 (2007). Ele realizará um trabalho plenamente integrado com o Coordenador da Seleção Principal.

A experiência dele como jogador da Amarelinha também é de muitas glórias. O lateral foi fundamental na campanha do tetracampeonato mundial, em 1994, quando marcou o histórico gol de falta que garantiu a vitória do Brasil diante da Holanda, nas quartas de final da competição.

"O Branco chega para cumprir dois conceitos cruciais da base: preparar com eficiência nossos jovens valores para integrar o time principal e conquistar os títulos que notabilizam o Brasil. Que ele traga sua experiência e seu estigma de vencedor" afirma Rogério Caboclo, Diretor Executivo da CBF.

Fora dos gramados, Branco teve uma trajetória exitosa como Diretor Executivo do Fluminense, onde conquistou a Copa do Brasil de 2007 e foi vice-campeão da Libertadores da América de 2008 e da Copa Sul-Americana de 2009. Também foi treinador em três equipes: Figueirense, de Santa Catarina, Guarani, de Campinas e Sobradinho, do Distrito Federal.

"Estou feliz em voltar, muito animado. Chego para fazer um trabalho alinhado com a Coordenação da Seleção Principal, acompanhando de perto as competições e jogadores da base e mantendo uma interlocução próxima com os clubes", destacou Branco, de 54 anos.

Histórico como jogador - Branco disputou 78 jogos pela Seleção Brasileira e conquistou, além da Copa do Mundo de 1994, a Copa América de 1989. Foram 50 vitórias, 16 empates e 12 derrotas, com dez gols marcados. O ex-lateral iniciou a carreira pelo profissional no Guarany de Bagé-RS e passou por grandes clubes do Brasil, como Fluminense-RJ, Grêmio-RS, Corinthians-SP e Flamengo-RJ. No Tricolor das Laranjeiras foi onde mais se destacou, conquistando o Campeonato Brasileiro de 1984, e também onde encerrou a carreira. Além disso, Branco ainda jogou por times da Itália, Portugal, Inglaterra e Estados Unidos.

A 'bomba' de Branco na Copa de 1994

Branco tem uma longa história com a Seleção, mas o gol contra a Holanda, em 1994, foi importante

Um sábado, 9 de julho de 1994. Cidade de Dallas, nos Estados Unidos, Cotton Bowl. Brasil e Holanda jogavam pelas quartas de final da Copa do Mundo e, depois de estar vencendo o jogo por 2 a 0 (gols de Romário e Bebeto), o time brasileiro deixou os holandeses empatarem, com gols de Bergkamp e Winter. Mas a partida não havia terminado.

Aos 36 minutos do segundo tempo, o experiente lateral-esquerdo Branco, que fazia ali sua estreia naquele mundial, cavou uma falta na intermediária, mais para o seu lado. Ele mesmo, conhecido por ter um chute forte, foi para a cobrança. A bola passou pela barreira, Romário teve que sair dela e a redonda 'morreu' no fundo das redes: Brasil 3 a 2 e vaga na semi naquela Copa onde a Seleção conquistou o Tetra.

Pois é, o herói daquele jogo, Cláudio Ibraim Vaz Leal, ou simplesmente Branco, tem uma longa história com a camisa da Seleção Brasileira, onde a vestiu pela primeira vez em 1985 e deixando a equipe em 1995. Foram 10 anos onde disputou três Copas do Mundo (1986, 1990 e 1994). Além de ter conquistado o Tetra em 1994 (onde converteu um dos pênaltis na decisão que deu a Taça ao Brasil), ele também foi campeão da Copa América de 1989, com a Seleção.

Branco comemorando o Tetra

Nascido em 4 de abril de 1964, na cidade de Bagé, no Rio Grande do Sul, Branco também teve uma bela carreira por clubes, onde começou no Internacional de Porto Alegre, em 1980, e passou também por Fluminense, Brescia (Itália), Porto (Portugal), Grêmio, Corinthians, Flamengo, Middlesbrough (Inglaterra), New York MetroStars (Estados Unidos) e Mogi Mirim, encerrando a carreira no Fluminense em 1998.

Branco ficou conhecido pela calma em campo e por suas cobranças de falta, como no famoso gol da Copa de 1994, o mais importante de sua carreira. Falando em Seleção, ele fez 72 jogos e marcou nove tentos com a camisa amarelinha, sendo importantíssimo nessa fase. Por isso, Branco merece ser reverenciado, pois jogou muita bola.
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