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Bobô e sua passagem de altos e baixos pelo São Paulo

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Bobô durante sua passagem pelo São Paulo

Raimundo Nonato Tavares da Silva, mais conhecido como Bobô, nasceu em Senhor do Bonfim, na Bahia, no dia 26 de novembro de 1962, e se tornou um grande atacante. O jogador teve passagens por grandes equipes nacionais e conquistou diversos títulos importantes. Em 1989, o ídolo do Bahia chegava no São Paulo com status de grande contratação.

O jogador começou sua carreira em 1981, quando subiu para o profissional do Catuense, uma equipe pequena da Bahia. O atacante mostrou seu grande potencial e marcou muitos gols, o que chamou a atenção de clubes grandes da região nordestina.

Em 1984, Bobô foi contratado pelo Bahia, uma grande equipe na região e também nacionalmente. O atacante teve uma grande passagem pelo Bahia, teve seu auge na equipe e levou seu time a uma grande conquista. Em 1988, o jogador foi fundamental para o Bahia conquistar o Campeonato Brasileiro e depois disso chamou a atenção de grandes times do Sudeste.

O seu passe estava altíssimo depois da grande temporada feita. O São Paulo resolveu comprá-lo por US$ 1 milhão, valor gigantesco para aquela época, o que trazia um peso para Bobô. O atacante chegou para ser um dos principais jogadores da equipe e tinha que resolver no ataque.

Bobô chegou ao clube no meio de 1989 e começou muito bem, não sentiu o peso da camisa tricolor e manteve o alto nível, fazendo seu próprio gol em um clássico contra o Palmeiras. O atacante ajudou o time a conquistar um título improvável, pois ajudou o clube a levantar o título do Campeonato Paulista.

Tudo caminhava muito bem e tinha grandes expectativas da equipe em 1990, mas não foi como o esperado. O Tricolor teve uma péssima campanha e não conseguiu a classificação para as finais nem pela repescagem, fazendo com que o São Paulo jogasse no grupo dos times mais fracos no ano seguinte, quando foi campeão.

Este fato até causa discussões se o time do Morumbi foi rebaixado no Paulistão de 1990, mas o fato é que o Campeonato daquele ano não previa descenso, apenas a divisão de grupos com os melhores e mais fracos no ano seguinte, podendo ambos disputarem o título, como aconteceu com o próprio Tricolor. Mas, verdade seja dita: o Grupo que o São Paulo jogou em 1991, sendo no fim campeão paulista, foi o que originou, em 1994, o Paulistão A2, que é até hoje o segundo escalão do futebol do estado.


Voltando ao jogador, por conta da má fase, o tricolor resolveu emprestar o jogador para o Flamengo, mas não adiantou muito. Bobô continuou em uma fase ruim, mesmo conquistando a Copa do Brasil logo nos primeiros dias de chegada.

Ele tem um rápido retorno ao Tricolor em 1991, mas como o São Viu que não ia conseguir recuperar o dinheiro investido, resolveu negociar o jogador com o Fluminense. O atacante deixou o São Paulo com 68 jogos e 18 gols. Bobô encerraria a carreira onde foi ídolo, no Bahia, em 1996.

A passagem de Bobô pelo Fluminense

Por Ricardo Pilotto
Foto: Revista Placar

Bobô quando defendeu o Fluminense

Nascido na cidade de Senhor do Bonfim neste mesmo dia em 1962, Raimundo Nonato Tavares da Silva, popularmente conhecido como Bobô, está completando 59 anos de vida. Pelo motivo do ex-jogador estar comemorando mais um aniversário nesta sexta-feira, vamos relembrar a passagem dele pelo Fluminense, que aconteceu entre 1991 e 1993.

Após jogar nas categorias de base do Bahia e da Catuense, B8 também atuou profissionalmente por estes mesmos dois clubes, além de passar pelo São Paulo, de 1989 até parte de 1990, já que neste mesmo ano, o atleta chegou a se transferir para o Flamengo por empréstimo. Foi em 1991, que Bobô rumou para o Fluminense. O principal objetivo do clube carioca era trazer alguém que poderia ser um líder e conduzir a equipe as glórias.

Vale lembrar que o meia havia sido um dos grandes responsáveis pela eliminação do Flu nas semifinais do Brasileirão de 1988, só que naquela oportunidade, defendendo as cores do time baiano. Além de ser um grande jogador, foi considerada a melhor contratação do Tricolor das Laranjeiras na época e jogaria junto com Ézio.

Em sua primeira temporada com a camisa do time do Rio de Janeiro, fez 1 jogo em toda a campanha do campeonato estadual de 1991, ano em que o Fluminense venceu a Taça Guanabara. As outras 14 partidas em que Bobô atuou pela equipe foram no Brasileirão. Inclusive, foi nesta edição que B8 reencontrou o Bahia com a camisa vermelha, branca e verde no dia 6 de março. Naquela ocasião, o clube carioca venceu o Tricolor de Aço pelo placar de 2 a 0. No segundo gol, originado em uma cobrança de falta, Raimundão ajeitou para Dago encher o pé e sacramentar a vitória do Fluzão. Marcou 6 gols ao longo do ano inteiro.

Em 1992, o meia conseguiu ter ainda mais regularidade e fez grandes jogos com a camisa do Fluminense. Disputou 17 confrontos do Flu no Campeonato Brasileiro, dois na Copa CONMEBOL e sete na Copa do Brasil. Bobô não venceu nenhum título mas contribuiu com sua equipe ao marcar cinco gols durante toda a temporada.


No ano de 1993, Bobô saiu do Fluminense e seguiu para o Corinthians. Após sua passagem pelo Alvinegro da capital paulista, jogou no Internacional antes de retornar para o Bahia, clube onde se tornou grande ídolo. Em 1996, Bobô decidiu encerrar a sua carreira como jogador de futebol profissional aos 34 anos de idade. Mesmo aposentado, continuou trabalhando no meio futebolístico e chegou até a se tornar treinador do Tricolor Baiano entre 2002 e 2003, mas não durou muito tempo no comando técnico.

Destaque na Turquia e Austrália, atacante Bobô vai jogar na Índia

Foto: divulgação Hyderabad FC

Bobô vai defender o Hyderabad FC

Após fazer história no futebol da Turquia e Austrália, o atacante Bobô, que chegou a ter passagem pela Seleção Brasileira, terá um novo desafio pela frente. O experiente jogador, de 34 anos, atuará no futebol da Índia, onde vai defender o Hyderabad FC.

Oficialmente anunciado nesta semana, o brasileiro segue em pré-temporada com a equipe, que estreia no fim deste mês na Indian Super League, a principal divisão do país. O clube, fundado neste ano, disputará as primeiras partidas de sua história.


“É motivo de orgulho e ao mesmo tempo de muita responsabilidade ser um dos primeiros atletas a defender o Hyderabad. É um projeto novo, que tem tudo para dar certo, e espero ajudar da melhor forma possível”, contou o jogador que, no Brasil, defendeu o Corinthians, Cruzeiro e Grêmio.

Com mais de 500 jogos na carreira em quase 16 anos como profissional, Bobô quer continuar fazendo história no exterior. “Estou feliz por estar aqui e muito motivado em dar sequência na minha carreira. Já tive a oportunidade de atuar na Turquia e Austrália, agora espero construir minha história na Índia e deixar meu nome marcado por aqui. Tenho confiança que será uma experiência muito boa e estou pronto para dar o máximo em campo”, concluiu.

Bobô - O grande nome do Bahia campeão Brasileiro de 1988

Com informações do site oficial do EC Bahia
Foto: arquivo EC Bahia

Bobô foi o grande nome do Tricolor na conquista do Campeonato Brasileiro de 1988

Autor de dois gols na final, um dos principais responsáveis pelo título brasileiro de 1988, conquistado pelo Esquadrão de Aço, e um dos maiores ídolos da história do Bahia, o ex-atacante Bobô completa 56 anos neste 28 de novembro de 2018. Em uma entrevista para o site oficial do Tricolor, em abril de 2017, ele fez alguns destaques sobre a vitoriosa campanha.

"Foi muito bacana aquela conquista, por uma série de razões: A montagem do elenco, que começou em 86. Daí, começou 87 e foram chegando e saindo jogadores. E culminou naquele grande time montado em 88, um time quase basicamente de baianos. Modestamente montada, uma equipe barata e que pouca gente achava que poderia chegar aonde chegou. Aliás, nós mesmos não imaginávamos".

"Na realidade, nós ganhamos tudo naquela época. Fomos tricampeões baianos. Ganhamos o Baiano com antecipação em 86, em 87 ganhamos com facilidade e em 88 ganhamos os dois Ba-Vis. E entramos no Brasileiro para fazer uma grande campanha, mas não tínhamos noção do potencial, da capacidade, de nós mesmos".

"Durante o carnaval (de 89), nós tivemos que parar um pouco a festa para se dedicar (risos). Ali a gente já tinha uma certeza de que poderia chegar muito mais adiante. E o grande jogo do Bahia foi contra o Sport, na reta final (quartas de finais). Lá foi 1 a 1, Charles fez o gol. E aqui foi um drama, empate, prorrogação... Eu lembro que aos 14 minutos do segundo tempo, da prorrogação, o centroavante do Sport saiu sozinho e o Ronaldão salvou a pátria. E passou uma confiança muito grande".

Bobô também revelou que a conquista aconteceu com dois meses de salários atrasados para o elenco, que sobrevivia com o pagamento de bichos após os triunfos.

"A transição de quando eu saí do Bahia para o São Paulo, foi enorme. A diferença do trabalho, a infaestrutura. Eu falei: "Meu Deus do céu a gente ganhou mundo com aquele trabalho que era feito". Não tínhamos nem sequer treinador de goleiros, que era o preparador físico, depois o Evaristo assumiu. Ganhamos pela garra, pela torcida, pela direção do clube. E ganhamos o título com dois meses de salário atrasado, vivíamos do bicho que era pago. Tinha até calculadora no banco de reservas. E o bicho era pago no vestiário. Hoje temos um grupo de whatsapp, em que a gente se fala. São memórias boas que hoje estão na história do clube".

O Curioso do Futebol

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