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Na Copa América Feminina, Brasil goleia Equador por 8 a 0

Brasil não tomou conhecimento das equatorianas: 8 a 0 (foto: Lucas Figueiredo/CBF)

A Seleção Brasileira Feminina alcançou a segunda vitória seguida na Copa América 2018. Após bater a Argentina na estreia, o Brasil voltou a campo neste sábado (7) e superou o Equador. No Estádio Sánchez Rumoroso, em Coquimbo, no Chile, as brasileiras dominaram as equatorianas e golearam por 8 a 0. Os gols do triunfo foram marcados por Cristiane (2), Bia Zaneratto (2), Andressinha, Formiga, Rafaelle e Debinha.

A Seleção Brasileira impôs o ritmo da partida desde o início. Logo aos cinco minutos, Bia teve a chance de abrir o placar, mas a finalização saiu fraca. Com um futebol envolvente, o Brasil se mostrou mortal nas jogadas aéreas e balançou as redes em duas oportunidades antes do intervalo. Aos 10 minutos, Thais levantou na cabeça de Cristiane, que fuzilou de cabeça. Aos 21, após grande jogada individual de Marta, a camisa 10 cruzou para Bia ampliar, 2 a 0. A capitã quase deixou o dela na reta final do primeiro tempo, se livrou de quatro marcadoras, mas foi derrubada na entrada da área.

O amplo domínio brasileiro continuou e a Seleção Feminina deslanchou na etapa final. Aos três minutos, Andressinha arriscou de longe e fez o terceiro. Aos cinco, Thaisa e Marta emplacaram uma blitz e quase ampliaram. Aos 20, Formiga proveitou cruzamento de Rilany e empurrou de cabeça, 4 a 0. Cinco minutos depois, Marta cruza rasteiro e, de primeira, Rafaelle amplia, 5 a 0. Aos 36 minutos, Bia repetiu a dose e fez o sexto do Brasil. Aos 41, após triangulação rápida com Bia e Cristiane, Debinha tocou na saída da goleira, 7 a 0. Nos acréscimos, Cristiane não perdoou e fez o oitavo.

Com 100% de aproveitamento, a equipe comandada pelo técnico Vadão é líder isolada do Grupo B. Já o Equador, assim como a Bolívia, segue sem pontuar na competição. De folga na rodada, a Venezuela soma três pontos, mesma pontuação da Argentina.

A Seleção Brasileira, que neste sábado jogou com Bárbara; Rilany, Mônica, Rafaelle, e Tamires; Formiga, Thaisa (Andressinha), Marta e Thaisinha (Debinha); Cristiane e Bia, descansa na próxima rodada e volta a atuar na quarta-feira (11). Novamente no estádio Sánchez Rumoroso, em Coquimbo, no Chile, o duelo contra a Venezuela está marcado para as 19h.

Em 1933, Palestra Italia goleava Corinthians por 8 a 0

Por Victor de Andrade

O time do Palestra em 1933 - Em pé: Junqueira, Valponi, Carneira, Tunga e Cambon
Sentados: Avelino, Gabardo, Nascimento, Romeu, Carazo e Imparato

Neste domingo, dia 5 de novembro, o Palmeiras enfrenta o Corinthians, em Itaquera, em jogo que pode encaminhar o futuro das duas equipes no Campeonato Brasileiro em relação ao título da competição. Porém, exatamente 84 anos atrás, o então Palestra Italia aplicava a maior goleada na história do Derby: 8 a 0.

Em 5 de novembro de 1933, o Palestra Italia recebia o Corinthians no Parque Antarctica. Era o início da era profissional no futebol paulista e este confronto já aflorava os ânimos, pois a rivalidade era grande. O Palestra era o atual campeão estadual, com 100% de aproveitamento, no último certame amador.

A partida era válida pela penúltima rodada do Campeonato Paulista e também pelo Rio-São Paulo (o primeiro da história). O Palestra liderava a competição com tranquilidade, enquanto o Corinthians não vivia um grande momento. Ao final do certame, o clube chegaria apenas à 4ª colocação no Paulistão (que, naquela edição, contava com apenas 8 times). e já havia sido goleado pelo antigo São Paulo FC (que era conhecido como o 'da Floresta') e pelo Santos, ambas as partidas por 6 a 0.

Os torcedores do Corinthians não esperavam que aquele prélio que estava por vir deixaria uma mancha eternizada na história do clube, ainda maior que as outras goleadas. Foram os 8 a 0. O Palestra aplicava a maior goleada já vista no clássico até hoje, e o Corinthians sofria a maior derrota de sua história.

Foto do jogo: Palestra dominou na goleada

O grande destaque da partida foi, sem dúvidas, Romeu Pellicciari, que já havia brilhado no Paulistão do ano anterior. Naquele jogo, Romeu teve a oportunidade de balançar as redes do rival nada menos do que quatro vezes – foi o primeiro jogador a assinalar quatro tentos em um único jogo entre Palmeiras e Corinthians.

Outro palestrino que viu sua estrela brilhar foi Gino Imparato, que teve a oportunidade de marcar três vezes no clássico. O futebol já estava no sangue do palestrino. Gino tinha dois irmãos que também brilharam no futebol e que, inclusive, tiveram passagens pelo próprio Palestra Italia antes dele. Seus irmãos Ernesto e Caetano ficaram conhecidos como “Imparato I” e “Imparato II” respectivamente. Logo, Gino, ficou marcado como “Imparato III”.

A partida ficou marcada também pela maneira como Palestra Italia pressionou o rival. As jogadas mais características do embate foram as triangulações de Lara, Gabardo e Avelino, que sempre levavam perigo à defesa corintiana.

A goleada coroou a grande conquista Alviverde, que tornou-se bi-campeão paulista (o primeiro da era profissional e ainda venceria em 1934, tornando-se tri) e também do Torneio Rio-São Paulo. Sem dúvida, uma era vitoriosa do atual Palmeiras.

Manchete do jornal A Gazeta no dia seguinte

Ficha Técnica
PALESTRA ITÁLIA 8 X 0 CORINTHIANS

Data: 5 de novembro de 1933
Local: Estádio Palestra Itália - São Paulo-SP
Árbtiro: Haroldo Dias da Mota (SP)

Gols
Palestra Itália: Romeu Pelliciari, aos 7' do primeiro tempo, 7', 30' e 40' do segundo tempo. Elísio Gabardo, aos 1', Gino Imparato aos 9', 35' e 40' do segundo tempo.

Palestra Italia: Nascimento; Carnera e Junqueira; Tunga, Dula e Tuffy; Avelino, Elísio Gabardo, Romeu Pelliciari, Lara e Gino Imparato - Técnico: Humberto Cabelli

Corinthians: Onça; Rossi e Bazani (Nascimento); Jango, Brancário e Carlos; Carlinhos, Baianinho, Zuza, Chola e Gallet - Técnico: Pedro Mazzulo

Portuguesa 8 x 0 Santos - 60 anos do 'baile' da Lusa no Peixe

Manga observa o chute de Ipojucan indo para as redes no segundo da Lusa

Nesta sexta-feira 13, de novembro de 2015, está completando 60 anos de um dos jogos mais memoráveis da história do Pacaembu e que até hoje é lembrado com carinho pelos torcedores da Portuguesa de Desportos: a goleada de 8 a 0 sobre o Santos em jogo válido pelo Campeonato Paulista de 1955.

Santos e Portuguesa estavam em situações diferentes naquele Paulistão. O Peixe, que fazia a sua 17º partida na competição, liderava o certame com 28 pontos, 50 gols marcados e 20 sofridos. Além de buscar o segundo título paulista de sua história, o Alvinegro Praiano já contava com Zito e Pepe, jogadores que fariam parte do grande escrete santista da década de 60, um dos melhores times de todos os tempos.

Já a Portuguesa até que não fazia uma campanha tão ruim, mas já estava longe do adversário. A Lusa tinha feito, até então, 18 pontos em 18 jogos, com 36 gols marcados e 34 sofridos. A equipe era boa, mas para a partida contra o Santos contava com alguns desfalques. Porém, grandes jogadores, como o goleiro Cabeção e Brandãozinho, estavam presentes.

Lance do quarto gol da partida

Quem esperava o domínio do líder da competição, estava enganado. Até os 30 minutos inciais, o que se via no campo do Pacaembu era um jogo equilibrado. Daí para frente, só deu Portuguesa. Edmur, Ipojucan, Airton e Zé Amaro fizeram 4 a 0 ainda no primeiro tempo.

O segundo tempo iniciou e o Santos não esboçou reação alguma. Pelo contrário:  Lierte marcou duas vezes e deixou a Lusa ganhando por 6 a 0. A torcida da Portuguesa comemorava. Já os jogadores santistas, atônitos, não sabiam o que fazer.

Era incrível a superioridade lusitana em cima do líder do campeonato. Lierte, sempre ele, foi derrubado na área. Pênalti! Brandãozinho, líder daquele elenco lusitano, assumiu a responsabilidade, bateu com categoria e fez 7 a 0.

E não parou, pois houve tempo para mais um. Aos 29 minutos, Edmur recebeu passe de Ipojucan e deu números finais à partida: Portuguesa 8 a 0. A Lusa ainda teve outras chances para ampliar, mas não soube aproveitá-las.

Cabeção defende lance em um dos poucos ataques do Santos

Mesmo com a goleada, a Lusa não reagiu na competição, como se esperava. Ao final do campeonato, a Portuguesa terminou em quinto, com 29 pontos, seis atrás do Palmeiras, o quarto, e onze atrás do campeão.

Já o Santos chegou a ficar abalado com o resultado. Perdeu alguns pontos ao longo da competição. A torcida do Peixe já estava com a sensação de que perderia mais um título (desde sua fundação, fora em 1935, o Santos chegou muito próximo de conquistar o Paulistão em diversas oportunidades, mas, por diversos motivos, sempre deixou escapar a taça no final). Porém, a equipe conseguiu reagir e, depois de 20 anos, conquistou o Campeonato Paulista.

Ficha Técnica

Portuguesa 8 x 0 Santos

Data: 13 de novembro de 1955
Local: Estádio Pacaembu, em São Paulo.
Renda: Cr$ 414.090,00
Árbitro: Mário Vianna

Gols: Edmur [2], Lierte [2], Ipojucan, Aírton, Zé Amaro e Brandãozinho.

Portuguesa: Cabeção; Nena e Hermínio; Djalma Santos, Brandãozinho e Zinho; Lierte, Ipojucan, Aírton, Zé Amaro e Edmur - Técnico: Délio Neves.

Santos: Manga; Hélvio e Ivan; Ramiro, Formiga e Zito; Alfredinho, Negri, Del Vecchio, Vasconcelos e Pepe - Técnico: Lula.

* Com informações da página Associação Portuguesa de Lembranças no Facebook.

O Curioso do Futebol

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