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Corinthians conquistava oitavo título paulista há exatos 90 anos

Com informações da Agência Corinthians
Foto: arquivo

O time corintiano tricampeão paulista em 1930

O último capítulo de um dos períodos de soberania do Corinthians no futebol paulista completa 90 anos nesta segunda-feira. No dia 04 de janeiro de 1931, o Alvinegro venceu o Santos na Vila Belmiro e conquistou o oitavo título estadual da história do clube do Parque São Jorge, o terceiro de forma consecutiva.

O título tem uma peculiaridade, pois apesar de ter sido ganho em 1931, valeu a taça do Campeonato Paulista de 1930. Disputado no formato de pontos corridos em turno e returno, Corinthians e Santos chegaram à última rodada empatados em número de pontos (40). Coincidentemente, as equipes se enfrentaram em uma espécie de “final” daquela edição.

Apesar de jogar fora de casa, o Coringão foi muito superior e goleou o rival por 5 a 2, com gols de Gambinha (2), Filó, De Maria e Napoli. No jogo do título, o Timão foi a campo com Tuffy; Grané, Del Debbio, Leone e Munhoz; Guimarães, Napoli e Rato; Filó, De Maria e Gambinha.


A edição de 1930 também marcou a volta do estadual unificado depois de quatro anos de brigas entre APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos) e LAF (Liga dos Amadores de Futebol), que fez com que São Paulo tivesse dois Campeonatos Paulistas nas temporadas anteriores.

Tão logo houve a pacificação, São Bento, Internacional e Germânia pediram a filiação à APEA, sendo aceitos. Já o Paulistano desistiu do modelo de Futebol que se impunha, fechou seu departamento de futebol para competições e extinguiu a Liga que havia criado. Por fim, em 1933 o profissionalismo no futebol é oficializado em São Paulo.

Fausto, o 'Maravilha Negra', no Barcelona

Foto: arquivo Barcelona

Fausto com a camisa do Barcelona: um dos primeiros brasileiros no clube catalão

Neste 28 de janeiro de 2020, está completando 115 anos do nascimento de um dos maiores jogadores da fase de transição entre o amadorismo e profissionalismo do futebol brasileiro. Estamos falando de Fausto, que ficou conhecido como o 'Maravilha Negra'. O volante, ao lado do goleiro Jaguaré, foi o primeiro brasileiro a atuar no Barcelona.

Nascido no Rio de Janeiro, Fausto começou no Bangu, onde já se tornou um dos grandes jogadores do Rio de Janeiro, mas também ficou conhecido por sua vida boêmia. Em 1928, foi para o Vasco, onde tornou-se um dos líderes do time campeão carioca de 1929. Estas atuações o fizeram ir à Copa do Mundo de 1930, onde recebeu o apelido de 'Maravilha Negra', dado pelos uruguaios, mesmo com o Brasil não indo tão bem na competição.

Mas a história dele com o Barcelona começou em 1931. O Vasco da Gama foi o primeiro time do Rio de Janeiro a excursionar na Europa. O cruzmaltino encarou o time catalão e perdeu por 3 a 2 em 28 de junho daquele ano. No dia seguinte houve a revanche e os brasileiros levaram a melhor, ganhando por 3 a 2.

O Vasco voltou ao Brasil em alta, pois tinha vencido um time europeu e com a Copa Myrurgia na bagagem. Porém, dois jogadores acabaram ficando na Catalunha: o goleiro Jaguaré e o volante Fausto. E aí começava a história da 'Maravilha Negra' pelo Barcelona.

Fausto fez grandes atuações pelo Barcelona. Chegou a, inclusive, a receber um elogio da revista France Football quando a sua equipe se apresentou em Paris. “Ele faz com espantosa facilidade o que outros fariam com um esforço sobre-humano. Fausto, com seu futebol maravilhoso, veio ensinar à Europa como deve jogar um center-half”, dizia a reportagem.


Pelo Barcelona, Fausto chegou a ser campeão catalão, mas as noitadas da fase Rio de Janeiro, que continuava na cidade catalã, começaram a cobrar o jogador. Aliás, antes de ir para a Espanha, ele já teve um aviso, quando foi cortado de um jogo da Seleção Brasileira contra o Uruguai por causa de uma "forte gripe". Era os primeiros indícios da tuberculose.

Já em 1932, Fausto não apresentava mais o vistoso futebol que fez o Barcelona contratá-lo. Uma derrota para um clube húngaro foi a gota d'água e ele acabou dispensado do clube catalão. O 'Maravilha Negra' chegou a atuar dois meses pelo Young Fellows, da Suíça, e voltou ao Brasil.

No Rio de Janeiro, retornou ao Vasco onde melhorou de saúde, foi campeão carioca de 1934 e só não foi à Copa do Mundo por causa da briga entre entidades profissionais e amadoras do futebol brasileiro. Ainda defendeu Nacional do Uruguai e Flamengo, onde encerrou a carreira em 1938. No ano seguinte, mais precisamente em 28 de março, faleceu devido ao agravamento da tuberculose.

87 anos da primeira edição do Jornal dos Sports

Por Lucas Paes 


Neste dia 8 de agosto, completam-se 87 anos da primeira edição do Jornal dos Sports, histórico periódico carioca que já foi lar de grandes jornalistas e o maior jornal esportivo do Rio de Janeiro e com certo alcance nacional durante um bom tempo. O veículo teve sua ultima edição vendida em 2010, quando chegou inclusive a ter um site e sobreviver online, mas hoje é apenas parte da história do jornalismo esportivo brasileiro. 

A história começou em 1931, com uma diagramação de páginas rosas, baseadas no francês L’Auto, que depois virou o L’Equipe, junto a France Football o veículo esportivo mais famoso da França. Tudo começa quando Argemiro Bulcão, diretor do Rio Sportivo, propõe uma sociedade com Ozéas Mota, com um capital inicial seis contos de réis. Juntos eles fundaram o Jornal dos Sports. A ideia de fortalecer o esporte vinha já na capa, que tinha figuras de praticantes de lançamento de disco, levantamento de peso, tênis, futebol, golfe, natação, remo, corrida, boxe e hipismo. 

Inicialmente, o jornal tinha quatro páginas, todas em preto e branco e era vendido a 100 réis. Já desde os primórdios, figurava um tom político no jornal, que fazia criticas a divisão de ligas do futebol carioca e também para a não profissionalização do futebol na época. Em 23 de Março de 1936, o jornal foi impresso pela primeira vez em cor de rosa, tonalidade que o tornaria famoso.

Em outubro daquele ano, Mário Filho, jornalista que já colaborava com a publicação, comprou o veículo com a ajuda de Roberto Marinho, José Bastos Padilha e Analdo Guinle. Inovador, Mário introduziria diversas novidades ao veículo, como charges, notícias relacionadas a diretoria dos clubes e também uma cobertura mais ufanista do Brasil na Copa do Mundo de 1938. Depois, Mário Filho faria também campanha para a aprovação da ideia de Ary Barroso de construir um estádio no bairro do Maracanã, ao invés de construir em Jacarepaguá, como queria Carlos Lacerda. Nessa época cronistas como José Lins do Rêgo e Nelson Rodrigues passaram pelo jornal. Mário Filho também seria um dos criadores do Torneio Rio-São Paulo, que daria origem ao Brasileirão.

Capa da estreia de Roberto Dinamite

Depois da morte de Mário Filho e do suicídio de Célia Rodrigues, sua esposa, seu filho, Mário Júlio Rodrigues, assumiu o jornal e passou a fazer diversas mudanças. Inspirado pelo jornalismo americano. Mas sua experiência mais radical foi a criação do adicional O Sol, que depois virou um produto próprio, que dava espaço para estudantes de faculdades conceituadas de jornalismo do país. As reformas eram inspiradas principalmente pela contracultura e temais mais ligados a juventude passaram a ser abordados. O jornal apoiou por exemplo o movimento das torcidas jovens no Rio de Janeiro, que deu origem a torcidas organizadas que estão ativas até hoje. As charges também criaram mascotes como o Urubu, para o Flamengo. 

Curiosamente, após a morte de Mário Júlio e a passagem do jornal para sua segunda esposa o coronel Geraldo Magalhães passou a comandar o jornal que viveu grande mudança editorial e passou por um período negro em sua história. Era o auge da repressão da Ditadura Militar, que não deixou de atingir o Jornal dos Sports. Mesmo nos anos 1980, já com a família Velloso, depois do período militar, o periódico ainda não conseguiu voltar aos tempos áureos, tendo nesta época como grande destaque a colaboração de Washington Rodrigues, criador da coluna Geraldinos e Arquibaldos, apelido criado por eles para torcedores que frequentavam tais setores do Maracanã. Além disso, foi criado nessa época o suplemento “Domingo é dia de Surf”, primeiro dedicado a modalidade no país.

No fim dos anos 1990, a chegada da concorrência do jornal “Lance!” começou a cavar a sepultura do jornal. Mesmo com a modernização, a adoção de mais cores e a venda para Omar Resende Peres Filho. Omar vendeu a marca para Lourenço Rommel Peixoto e Armando Garcia Coelho, que chegariam a ser presos em operação da Polícia Federal em 2004. O jornal ainda passou por outros dois proprietários e resistiu até 2010, quando finalmente deixou de existir. 

Apesar do melancólico fim, as novidades introduzidas pelo Jornal dos Sports fariam reflexo em todo o país e ajudariam a criar o que viraria referência no jornalismo esportivo nacional. Mesmo que tenha terminado de maneira triste, o veículo é essencial em qualquer menção a história do jornalismo esportivo brasileiro e o legado que deixou, principalmente nas mãos de Mário Filho e de seu filho Mário, nunca será apagado.

Wanderers - O primeiro campeão uruguaio do Centenario

Equipe campeã uruguaia de 1931

Em 1930, com a realização da primeira Copa do Mundo no Uruguai, a Associação Uruguaia de Futebol (AUF) resolveu não realizar o campeonato local para, assim, se empenhar totalmente na organização do mundial. Para a competição, o país se empenhou na construção do imponente Estádio Centenario, que acabou se transformando em um dos maiores monumentos da história do futebol.

Passada a Copa do Mundo, ganha pelos donos da casa, a AUF começou a reorganizar o futebol local. Com isso, o Campeonato Uruguaio voltou a ser disputado em 1931. Para a disputa, 12 equipes foram destacadas: Bella Vista, Capurro, Central, Defensor, Misiones, Nacional, Olimpia, Peñarol, Racing, Rampla Juniors, Sud America e Montevideo Wanderers. Todos os times de Montevidéu.

Inauguração do Centenario

Com essa característica de todas as agremiações serem da capital, o Estadio Centenario foi utilizado, e muitas vezes, no campeonato local. E, durante a competição, ficou claro que dois times disputariam o título: Nacional, campeão pela última vez em 1924, e Montevideo Wanderers, que havia conquistado a taça pela última vez em 1909.

Ao final, o Wanderers conseguiu conquistar o caneco mais uma vez e de forma invicta. Foram 17 vitórias e cinco empates, fazendo 45 gols e sofrendo apenas 10. A equipe base na competição era formada por Ceriani; Florio e Tejera; Delbono, Ochiuzzi e Lobos; Frioni, Rodríguez, Borjas, Conti e Figueroa.

Na conquista do Clausura 2014. Perderam o título do campeonato para o Danubio

Este foi o último título nacional dos Bohemios, como a equipe é conhecida. Coincidentemente, também foi o último campeonato uruguaio disputado de forma amadora. Em 1932, foi aprovada a profissionalização do futebol charruá.

Na temporada 2013/2014, os Bohemios ficaram muito próximos de conquistar o campeonato uruguaio novamente, após vencerem o Clausura (segundo turno). Mesmo com vantagem, por ter sido o líder da tabela anual, a equipe do Parque Alfredo Victor Vieira perdeu a taça para o Danubio.
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