Foto: Divulgação/Truro City FC
O troféu da Premier League
As dicussões sobre calendários e tabela são eternas no futebol e rodam o planeta inteiro. Se no Brasil o tópico causa rusgas principalmente relacionadas aos estaduais, lá fora há discussões quanto a UEFA Nations League e a loucura que a Inglaterra passa com suas copas nacionais. Mas, da Premier League vem um dos sistemas de tabela que poderia entrar seriamente na discussão quanto a parte de logística das competições no Brasil e que já começa a ser exportado para campeonatos pela Europa: a tabela onde se direciona a facilitação da logística e não necessariamente o espelho dos dois turnos.
O calendários inglês e britânico de forma geral sempre seguiu uma forma que, apesar de encrustada nos pontos corridos de dois turnos (ou mais no caso da Irlanda do Norte), tem um calendário que não se reflete entre um turno e outro e, em algumas temporadas, como é o caso da atual, as equipes chegam a se cruzar duas vezes ainda no primeiro turno. Na Inglaterra isso ocorre pois a tabela é direcionada para facilitar a logística das equipes e isso inclusive é discutido com os clubes. A Série A italiana agora também segue esse formato.
Um exemplo bem claro da questão de facilitar a logística são os jogos que o atual campeão Liverpool fará neste começo de 2026 pela liga. Os Reds empataram neste primeiro dia do ano com o Leeds em Anfield por 0 a 0, agora ficam em Londres onde enfrentam em sequência o Fulham e o líder (e favorito ao título) Arsenal. Depois, a equipe volta a Liverpool e pega, pela FA Cup o Barnsley e pela Premier League o Burnley. Depois de uma complicada sequência de viagens para Bornemounth e Marseille (pela Champions League) antes de ficarem um bom tempo em casa de novo, enfrentando Newcastle e City na sequência do jogo contra o Qarabag também pela disputa continental.
Na Série A italiana, apesar da missão de facilitar logísticas acontecer, a ordem aleatória de jogos parece mais destinada a dar mais competitividade e interesse ao campeonato em si, talvez pelo formato ainda estar no início de sua adoção pela Bota. Apesar disso, o Milan por exemplo faz em poucos dias uma sequência ótima de viagens entre Como e Firenze para visitar Como e Fiorentina, por exemplo. As distâncias entre os times que jogam a primeira divisão italiana não costumam ser tão grandes, a exceção dos jogos contra o Cagliari, na Sardenha e contra o Napoli, no sul.
O Brasil poderia pensar nesse formato para, pelo menos de uma forma possível, facilitar viagens das equipes. Por exemplo, o Remo, que enfrentará viagens longas, poderia fazer uma sequência de jogos próximos, viajando para enfrentar em sequência Grêmio e Inter por exemplo. A equipe remista será a quie mais viajará no Brasil em 2026 e essas várias viagens poderiam ser facilitadas numa tabela direcionada e não apenas em turno e returno espelhados.
Diante do desafio de um campeoanto num país continental, a CBF poderia e deveria começar a refletir sobre a adoção de um formato de tabela semelhante ao da Premier League, adotando junto aos clubes sequências de jogos que procurassem facilitar a logística no já castigado calendário do Brasileirão, independente do fato disso significar duas equipes jogando duas vezes no mesmo turno ou coisa do tipo. A qualidade do campeonato poderia agradecer bastante.
Diante do desafio de um campeoanto num país continental, a CBF poderia e deveria começar a refletir sobre a adoção de um formato de tabela semelhante ao da Premier League, adotando junto aos clubes sequências de jogos que procurassem facilitar a logística no já castigado calendário do Brasileirão, independente do fato disso significar duas equipes jogando duas vezes no mesmo turno ou coisa do tipo. A qualidade do campeonato poderia agradecer bastante.




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