domingo, 29 de dezembro de 2019

O "time ideal" do Santos FC nos anos 2010

Por Lucas Paes


Neymar foi o grande destaque da década no Santos Praiano (Foto: Ricardo Saibun/Santos FC)

Os período entre 2010 e 2019 foi produtivo para o Santos FC. Apesar das decepções da "Geração do Quase", o Peixe conquistou títulos importantes e quebrou o jejum de quase 50 anos na Libertadores. Além disso, o Alvinegro Praiano revelou o principal e melhor jogador brasileiro da atualidade, além de outros diversos nomes mantendo a tradição da base alvinegra. Este é o time ideal dos anos 2010 do Santos, pelo menos na opinião deste que vos escreve.

Alguns nomes ficaram de fora, como Rafael Cabral, goleiro do tri da Libertadores, Lucas Lima, que teve boa passagem pelo clube entre 2015 e 2017, Victor Ferraz, até recentemente capitão do Santos, Gabigol, entre outros. 


Vanderlei 

Vanderlei foi pelo Santos o melhor goleiro do Brasil
(Foto: Invan Storti/Santos FC)

Considerado por diversas vezes o melhor goleiro do Brasil vestindo a camisa do Santos, Vanderlei salvou o clube em diversas vezes e foi um dos grandes responsáveis pelas boas campanhas no Brasileirão de 2016 e 2017, além do título do Paulista de 2016, já que em 2015 passou a maior parte do torneio lesionado. Vanderlei tem vaga merecida, ainda que doa num santista deixar Rafael de fora.

Danilo 

Danilo foi campeão da Libertadores pelo Santos
(Foto: Divulgação/Santos FC)

Outro que entra pela importância na conquista continental. Principal concorrente na posição, Victor Ferraz acabará, infelizmente, marcado por ser o capitão da "Geração do Quase" do Santos. Danilo mostrou tamanha qualidade em pouco tempo com a camisa do Santos, fazendo gols importantes, como o da final da Libertadores, que foi vendido ao Porto, de onde alçaria um sucesso que o levaria até o Real Madrid. Atualmente, o brasileiro joga na Juventus.

Gustavo Henrique 

Gustavo Henrique teve grandes atuações pelo Santos
(Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Zagueiro de muita qualidade e também revelado na base do clube, Gustavo Henrique foi em 2015 e em 2016 um dos melhores, se não o melhor, zagueiro do Brasil. Dono de boa técnica e de uma cabeçada que costuma ser mortal em jogadas aéreas, Gustavo saiu do clube conseguindo manter o respeito da torcida. Também foi parte da "Geração do Quase", mas acabou ileso a problemas com a torcida, provavelmente por ser formado no clube.

Edu Dracena  

Edu Dracena foi o capitão do Tri
(Foto: Léo Pinheiro/Terra)

Edu Dracena é um jogador de tamanho caráter e tamanha envergadura que conseguiu passar por Santos, Corinthians e Palmeiras e possuir o respeito das três torcidas. Foi, porém, pelo Santos que Dracena fez mais história. O zagueiro foi capitão do título da Libertadores de 2011 e ficará marcado para sempre pela imagem com a taça libertadora. Além de tudo, foi um pilar técnico para o Alvinegro Praiano quando esteve no clube.

Léo

Léo é um dos maiores ídolos da história do Santos
(Foto: Ricardi Saibun/Santos FC)

O lateral da seleção santista desses últimos dez anos é o mesmo que seria o dos anos 2000. Léo não é um dos maiores ídolos da história do Santos a toa. O Guerreiro foi titular nas campanhas da Copa do Brasil e da Libertadores e marcou época até se aposentar pelo clube, em marcante jogo amistoso entre Santos e Benfica. Léo, além de qualquer coisa, é o maior detentor de títulos no Santos depois da era Pelé. Há quem defenda que ele até não possa ser o melhor lateral-esquerdo que vestiu a camisa do Peixe na história, mas que, com certeza seria o maior.

Arouca 

Arouca marcou época com a camisa do Santos
(Foto: Getty)

Apesar da saída conturbada, quando decidiu ir ao Palmeiras em 2015, Arouca jogou muito nos cinco anos em que vestiu a camisa do Alvinegro Praiano. Chegando inicialmente de empréstimo, com desconfiança após uma passagem não muito boa pelo São Paulo, o volante logo caiu nas graças da torcida e ganhou o apelido de "Predador da Vila". Foi dele a assistência para o primeiro gol santista na final da Libertadores, além de um gol decisivo na final do Paulistão de 2011, contra o Corinthians.

Carlos Sanchez 

Carlos Sanchez tem jogado muito bem no Santos
(Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Curioso colocar um jogador atual do Santos e que não venceu ainda nada com a camisa santista. Porém, Carlos Sanchez caminha a passos largos para se tornar o maior artilheiro estrangeiro do Santos e me arrisco a dizer que caso conquiste um título com o clube talvez entre até no seleto hall de ídolos do Alvinegro Praiano. O uruguaio é dono de técnica apurada e de visão de jogo espetacular e foi um dos pilares do encantador time de 2019 de Jorge Sampaoli. 

Paulo Henrique Ganso 

Ganso jogou bem com a camisa do Santos
(Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Outro que entra pela sua importância no período de ouro do clube entre 2010 e 2013. Ganso foi revelado no Santos e foi destaque na conquista da Copa do Brasil de 2010, antes de sofrer com uma lesão grave no joelho. Jogou pouco, mas nas vezes em que jogou, foi importante na conquista da Libertadores. Deixou o Santos em 2012, indo ao rival, onde inclusive jogou mais jogos que no Santos. Entra aqui pela importância que teve, principalmente, no título da Copa do Brasil. 

Neymar 

Neymar comemora gol diante do Peñarol
(Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte)

Bom, este aqui no caso não precisaria nem de explicação, já que é auto-explicativo. Neymar é, talvez, o melhor jogador que o Santos teve depois da era Pelé e é hoje o principal e melhor jogador brasileiro no mundo. O "Menino Ney" foi destaque absoluto em todos os títulos importantes do Santos entre 2010 e 2013 e marcou época no futebol brasileiro como um todo. Desde seus gols, até seu carisma que o permitiu ser aplaudido de pé por torcedores rivais, a discussão de Neymar seria sobre sua entrada numa seleção histórica do Santos. 

Robinho 

Robinho é um dos maiores ídolos do Santos FC
(Foto: Ivan Storti/Santos FC)

Outro que é praticamente auto-explicativo. Robinho, se não é o melhor, é certamente o jogador mais importante para toda a reestruturação do Santos na década de 2000. O Rei das Pedaladas decidiu o título do Brasileirão de 2002 e foi muito importante em 2004. Nos anos 2010, foi o escudo "moral" dos meninos de Dorival Júnior, mas também chamou a responsabilidade diversas vezes em jogos decisivos. Ainda retornou ao Santos em 2014, onde quase foi protagonista de uma classificação histórica contra o Cruzeiro. Foi campeão paulista em 2015, por fim, deixando o clube rumo a China. Seu nome até hoje causa burburinho quando mecionado em conversas santistas.

Ricardo Oliveira 

Ricardo Oliveira marcou 92 gols pelo Santos
(Foto: Ricardo Saibun/Santos FC)

Aqui, dói um pouco deixar de fora nomes como Gabigol, Borges e até Rodrygo, mas Ricardo Oliveira, apesar de toda a relação com a "Geração do Quase", foi um grande artilheiro no Santos entre 2015 e 2017. Campeão Paulista em 2015 e em 2016, foi artilheiro do Paulistão em 2015 e do Brasileirão, no mesmo ano, pelo Alvinegro Praiano. Foram 71 gols em 141 jogos entre 2015 e 2017, números bons para alguém que já chegou com certa idade ao Peixe. Ainda teve excelente passagem pelo clube em 2003.

Dorival Júnior 

Dorival Júnior ganhou três títulos pelo Santos
(Foto: Ivan Storti/Gazeta Press)

Como treinador, não restam muitas dúvidas. Apesar de não conseguir ganhar o Brasileirão em 2016 ou a Copa do Brasil em 2015, Dorival foi responsável direto pela formação do time campeão da Libertadores e ganhou a Copa do Brasil e três títulos estaduais, além de montar times que ficaram marcados pelo jogo ofensivo. Se ganhasse o Brasileirão, talvez Sampaoli ocupasse este posto, mas Dorival é por merecimento o melhor treinador que passou pelo Santos na década de 2010.  
←  Anterior Proxima  → Inicio

Um comentário:

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Facebook

Twitter

YouTube

Aceisp

Total de visualizações