sexta-feira, 6 de setembro de 2019

A eterna passagem de Leônidas da Silva no Bonsucesso

Por Lucas Paes

Leônidas foi tão absurdo no Bonsucesso que deu nome ao estádio do clube futuramente

Leônidas da Silva, o Diamante Negro, foi um dos maiores jogadores que o Brasil já teve. Craque da primeira grande Seleção Brasileira, o ele é considerado por alguns o inventor da bicicleta e era um gênio da bola. No aniversário de 106 anos de uma das primeiras grandes lendas do esporte bretão no Brasil, lembramos a passagem que foi tão incrível que fez com que Leônidas nomeasse o estádio e ainda fosse declamado no hino do clube. Em 1930, aos 17 anos, Leônidas chegou ao Bonsucesso.

Apesar de ser formar no colégio e ter concluído os estudos, Leônidas desde cedo decidiu se dedicar ao futebol, onde se destacava muito. Depois de passar por diversos clubes na juventude, foi no Bonsucesso que se "profissionalizou" pela primeira vez, assinando seu primeiro contrato. Diz-se até que jogou basquete pelo clube. Mas no futebol, era uma verdadeira lenda, um verdadeiro craque, dizem que o Pelé antes mesmo do Rei existir. De fato, seus números são assombrosos.

Foi no Bonsucesso que Leônidas deu seus primeiros passos. Lá, costumava "leiloar" gols por presentes e lá, no estádio que era conhecido como Teixeira de Castro fez pela primeira vez a jogada pela qual ficaria conhecido: a bicicleta. Apesar de não ser necessariamente o inventor, foi um dos melhores executores das bicicletas, fazendo diversos gols dessa forma. Fez história no clube, foi por lá que começou a chamar a atenção da Seleção Brasileira. Foi pelo Leão da Leopoldina que começou a se tornar um fenômeno de popularidade. Legado que o levaria a popularizar o Flamengo, o São Paulo e na verdade o próprio futebol no país, no futuro.

Fez incríveis 55 gols em 51 jogos pelo Bonsucesso. Começou a passar pela Seleção Brasileira, até fazer um jogo diante do Uruguai, estreando pelo Brasil, em 1932, onde destruiu a Celeste, campeã do mundo. Chamou tamanha atenção que depois da Copa do Mundo de 1934 iria parar no Peñarol, clube em que foi jogar logo após sair do Bonsucesso. É fato, porém, que foi pelo rubroanil que começou a moldar os passos da escalada rumo ao panteão dos gigantes do mundo bola. Mundo bola, aliás, onde Leônidas é uma divindade.

O Brasil perdeu Leônidas para a eternidade em 2004. O estádio do Bonsucesso, conhecido pela avenida onde se localiza (Teixeira de Castro) acabou recebendo oficialmente o nome do "Diamante Negro", Leônidas da Silva. Além disso, o hino do clube, composto por Larmatine Babo, cita o grande jogador.

Lá surgiu um jogador sensacional
Surgiu Leônidas, o maioral!

Apenas mais uma das diversas homenagens que o primeiro grande ídolo do futebol brasileiro recebeu, talvez, porém, a mais justa e mais "íntima" delas. 
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