terça-feira, 12 de março de 2019

O XV de Piracicaba campeão da Série C de 1995

Foto: Revista Placar

Em pé: Cleber Lima, Carlão, Marcos Lucas, Leives, Mica e Luis Fernando 
Agachados: Clebér Gaúcho, Vágner, Ivanildo, Serginho e Almir

Sem as interrupções de outrora, a Série C chegou ao ápice da loucura em 1995. O critério técnico de classificação pelos estaduais ainda existia, mas ele ficou completamente escondido. Naquele ano, a CBF resolveu habilitar qualquer time para a disputa. Tendo jogadores, técnico, estádio e uniforme, já bastava para entrar. O resultado foi que 107 times (!) participaram da terceira divisão, um recorde nas competições nacionais. O campeão foi um tanto improvável: o XV de Piracicaba vinha de um rebaixamento no Campeonato Paulista e não era favorito, mas mesmo assim entrou de cabeça no torneio, sob a batuta do técnico Oswaldo Alvarez, o Vadão.

Na primeira fase, os clubes foram divididos em 32 grupos de 3 clubes cada. O grupo do XV era composto do Paulista (SP), do Democrata de Sete Lagoas (MG), além do XV de Piracicaba. O Paulista surpreendeu a todos, mesmo depois de empatar com o XV na primeira rodada por 2 x 2 em seu território, vencendo 2 vezes o Democrata. Já o XV, após o empate com o Paulista fora de casa, venceu o Democrata no Barão, perdendo os 2 últimos jogos para ambas as equipes. O Democrata acabou sendo eliminado com apenas 3 pontos, classificando o Paulista, com 10 pontos, e o XV, com 4 pontos. 

A partir da segunda fase, o sistema era eliminatório, avançando o vencedor de cada confronto. O XV enfrentou a Inter de Limeira, vencendo o primeiro jogo no barão por 1 a 0, e segurando o empate em Limeira por 0 a 0. Na terceira fase o XV enfrentou o Barra-RJ, vencendo fora de casa o primeiro jogo por 4 x 0, garantindo depois a classificação com uma vitória pela contagem mínima no Barão. 

Na quarta fase o desafio foi um pouco mais difícil, com o XV enfrentando o Brasil de Pelotas-RS. A primeira partida no Rio Grande do Sul, o alvinegro segurou o empate por 1 x 1, garantido a classificação no Barão, vencendo por 2 x 0. Na quinta fase o alvinegro foi até Santa Catarina enfrentar o Joinville, sofrendo a derrota por 1 x 0. Na segunda partida o XV devolveu o resultado no Barão, levando a decisão para as penalidades, vencidas pelo alvinegro pela contagem de 4 x 2. 

As semifinais contaram com, além do nosso alvinegro, as equipes do Gama-DF, Atlético-GO e Volta Redonda-RJ. O XV enfrentou a equipe do Distrito Federal, realizando a primeira partida no Barão. Aproveitando-se de ter ao seu lado o 12º jogador, a torcida, o alvinegro abriu a vantagem de 2 x 0. Na segunda partida, mesmo com a derrota por 1 x 0 no Bezerrão, o XV conquistou a passagem para a inédita final da Série C.

Do outro confronto, a equipe carioca eliminou a equipe de Goiás, recebendo o Direito de disputar a final contra o XV, com a vantagem de realizar a segunda partida em seus domínios. O XV não se intimidou em nenhum momento na final, tendo as qualidades que todo campeão precisa, o alvinegro venceu o Volta Redonda pelo placar de 2 x 0 no Barão. 

A segunda partida da final serviu apenas para consolidar a excelente campanha do XV, que venceu pela contagem mínima, com um gol do zagueiro Biluca, nascido em Piracicaba. Desta forma, a equipe do técnico Osvaldo Alvarez, conhecido como treinador do carrossel caipira do Mogi, sagrou-se Campeão Brasileiro da Série C, obtendo também o acesso para a disputa da Série B.
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