sábado, 7 de julho de 2018

Na luta, na sorte e também na raça, deu Croácia

Por Lucas Paes
Fotos: Getty Images/FIFA.com


Croatas comemoram, afinal, estão de novo nas semifinais da Copa do Mundo

Croácia e Rússia faziam hoje um confronto para determinar quem continuaria com a possibilidade de buscar um título inédito de Copa do Mundo, fazendo na próxima fase um confronto dificílimo contra os ingleses. Socchi recebia um confronto que talvez nem surpreendesse tanto pela Croácia, que vinha com boa expectativa já antes do Mundial, mas pela Rússia, que chegou muito mais longe do que se esperava. Hoje, num duelo que testou corações ao redor do globo, a Croácia chega de novo à uma semifinal.

E hoje a Rússia defensiva que todos conhecemos foi um pouco diferente, porque os Ursos foram sim para cima dos croatas em alguns momentos. Em atuação de garra digna de dias da velha URSS, os russos também foram atacados, em um jogo aberto onde nada surpreenderia. Até que aos 31', Cheryshev, a ex-promessa madridista protagonista nesta Copa acertou um chute com uma mira e mortalidade digna de uma AK-47 e explodiu a arena em Socchi e qualquer russo com acesso a um meio de comunicação em qualquer pedaço do universo. 

Cheryshev foi uma das agradáveis surpresas da Copa

Só que a comemoração não durou muito, posto que a Croácia buscou o empate pouco depois em um belo gol de cabeça de Kramaríc. A partir daí, o aberto jogo teve chances para os dois lados na primeira etapa, mas ninguém mexeu no placar. Na etapa final, igualmente seguiu-se o empate, mesmo que houvesse mais iniciativa do lado iugoslavo, ops, croata. Num confronto que reúne mais história em nomes de suas antigas pátrias do que nos nomes dos países atuais, ex-soviéticos e ex-iugoslavos terminaram com marcadores igual.

Só que na prorrogação, a técnica croata apareceu quando Vida deu sobrevivência a Croácia, já no finalzinho do primeiro tempo, após completar para o gol uma jogada aérea. Lágrimas em rostos russos, felicidade em Zagreb e em qualquer canto onde houvesse um croata no planeta. Com o fim do primeiro tempo, pareceu que a sensação russa havia chegado ao fim. Só que a característica maior da Rússia nessa Copa do Mundo é não desistir nunca, como dizem que os brasileiros fazem, como fez Mario Fernandes, empatando o jogo a cinco minutos do fim e levando a decisão para a loteria facínora e cruel dos pênaltis.

Será que a Croácia ganhará o título inédito?

Nos pênaltis, destinos viraram. Mario Fernandes, herói, perdeu. Smolov perdeu também, Kovacic, do outro lado, parou em Akinfeev. Modric quase parou em Akinfeev, mas deu sorte. Rakitic definiu a sofrida classificação croata. A Rússia, heroica, lutadora e forte, termina sua caminhada nos pênaltis, porém de cabeça erguida.

Agora, a Croácia terá pela frente a Inglaterra na quarta-feira, dia 11, no Estádio Luzhniki, em Moscou. É a segunda vez na história em que os croatas chegam à uma semifinal de uma Copa do Mundo, contra três da Inglaterra.
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