quinta-feira, 7 de junho de 2018

Circuito Futebol Social tem etapa inédita na Baixada Santista neste fim de semana

Torneio será realizado em São Vicente, neste final de semana

De 13 a 18 de novembro deste ano, a Cidade do México sediará a edição de 2018 da Copa do Mundo de Futebol Social, a Homeless World Cup. Tricampeã e atual vencedora do torneio, após conquista em Oslo (NOR), em setembro passado, o Brasil terá uma seleção masculina e outra feminina, cada uma com oito atletas. O sonho de representar o País no exterior começará para os jovens da Baixada Santista. Em São Vicente (SP), terá início neste sábado e domingo (9 e 10) a primeira fase de seleção do Circuito Futebol Social 2018, com 144 jovens participantes, de 16 entidades. As seletivas seguirão nos próximos dois meses, passando por Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Fortaleza, para que os escolhidos para a Etapa Nacional sejam definidos.

O torneio na Baixada Santista é inédito, uma vez que nos anos anteriores os times de Santos e região disputavam a etapa paulistana. Se em 2017 foram apenas duas entidades a subirem a Serra do Mar, desta vez o Circuito Futebol Social terá abertura em São Vicente, no Parque Ambiental, em Sambaiatuba. O sábado será reservado para o Congresso Técnico, às 14h, e o Curso de Arbitragem para os professores da rede, às 16h. No domingo, entre 8h e 16h, serão realizadas as partidas, com dez equipes masculinas e oito femininas. 

Entre os times masculinos estão inscritos os seguintes projetos: PSG Goiânia/Luiza Macuco; Parceiros da Bola; Clube Baixada 013; Clube Numec; Clube Progresso; Cruz do Jóquei; Gaviões do 40; Canto do Rio; Sambaituba FC; Clube Só Quem É; e Bob Marley Futebol Clube. Já no feminino, participam: São Vicente Atlético Clube; PSG Goiânia/Luiza Macuco; Parceiros da Bola; Sambaiatuba FC; Clube Numec; Clube Progresso; Cruz do Jóquei; e Bob Marley Futebol Clube.

"Ficamos muito felizes com o aumento de entidades participantes da Baixada Santista. De duas em 2017, PSG Goiânia e Baixada 013, subimos para 16 nesta temporada do Circuito Futebol Social. Esperamos que a qualidade técnica e tática se mantenha, já que em anos anteriores sempre houve participantes na seleção brasileira vindo desses projetos", relembra Pupo Fernandes, treinador da seleção brasileira de Futebol Social.

Formato de seleção dos atletas - Das cinco etapas regionais, marcadas para os meses de junho e julho, serão selecionados cerca de 50 jovens, entre meninos e meninas, para participarem da Etapa Nacional do Circuito Futebol Social, finalizando o processo de escolha até agosto. Diferentemente dos anos anteriores, não serão classificadas as equipes vencedoras para a etapa final, mas sim jovens individualmente selecionados. 

Assim, cada equipe de um projeto social poderá ter no máximo dois selecionados, que se enquadrem nos critérios definidos e eleitos após observação comportamental durante os jogos e análise social realizada pela equipe técnica, em parceria com os movimentos participantes. Entre a realização da etapa nacional e a ida ao mundial, serão realizadas atividades específicas com o grupo selecionado.

Seletivas com datas definidas - Quatro das cinco etapas das seletivas regionais já tem suas datas definidas. Após a abertura em São Vicente (SP), na Baixada Santista, será a vez do Rio de Janeiro e Brasília (a confirmar) no fim de semana seguinte, nos dias 16 e 17. São Paulo (SP) tem sua data sugerida para dia 30 de junho e 1º de julho, em local a ser definido. A etapa do Ceará e a Nacional terão cidade e datas definidas posteriormente.

Ações extra-campo - A ação da ONG Futebol Social não se restringirá à definição dos jogadores que formarão as seleções brasileiras masculina e feminina para a Copa do Mundo. Em paralelo com as competições esportivas, organizadas em arenas próprias, com regras específicas, árbitros capacitados e a infraestrutura necessária, serão promovidas atividades como palestras, capacitações, além de ações culturais e de recreação.

Quadra do futebol social mede 22 por 16 metros

Principais regras do futebol social - No futebol social, a quadra é reduzida, tem apenas 22 metros de comprimento e 16 de largura. O time vencedor ganha três pontos no campeonato, o perdedor, zero. Em caso de empate, disputa alternada de pênaltis, com dois pontos para o vencedor e um para o time que perder. São dois tempos de sete minutos, com intervalo de um minuto. Os goleiros não podem sair da área, marcar gols, ou fazer cera. Os jogadores de linha também não estão permitidos a invadir a área dos goleiros, sob a pena de um pênalti do time adversário. O Fair Play (jogo limpo) é incentivado nos torneios, e um troféu exclusivo é destinado ao time que demonstrar e jogar com o espírito genuíno do futebol.

Para os jogadores que não atuarem nesse espírito do Fair Play, penalidades: cartão azul (dois minutos) ou vermelho (expulsão do jogo) e, em último caso, exclusão do torneio. Pelo menos um jogador deve ficar no campo oposto, ou seja, três atacam e dois defendem. Uma falta será marcada contra o time que ficar totalmente em seu lado. Se um jogador recebe um cartão azul, enquanto o time estiver com jogador(es) a menos, esta regra não é válida. Da mesma maneira, esta regra não vale se um jogador recebe um cartão vermelho.

Sobre a Ong Futebol Social - Com patrocínio da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e Penalty, o Futebol Social promove um movimento pioneiro que conecta jovens e comunidades carentes de todo o País, tendo como objetivo principal integrar, motivar e fortalecer seus participantes. Fazem parte da rede Futebol Social diversos projetos sociais e movimentos comunitários atuantes em periferias, favelas, comunidades ribeirinhas e quilombolas, entre outros grupos e regiões socialmente excluídos. 

Participam jovens de 16 a 21 anos, que vivem em situação precária de moradia (ou sem moradia), sob risco social e sem condições plenas de desenvolvimento. Desde 2004, o projeto já atendeu mais de 20 mil jovens, por meio da rede Futebol Social, que reúne anualmente entre 50 e 100 entidades de diversos estados e regiões do país. Já participou de mais de 20 eventos internacionais em cinco continentes do mundo.

Atividades, eventos e torneios locais são realizados em diversas cidades, em conjunto com outras ações comunitárias e de cidadania. Por meio de diversas ações, a Ong busca proporcionar experiências de vida únicas a jovens que têm no esporte a chance de conhecer outras realidades e viver momentos de lazer e entretenimento, acreditando serem poderosas ferramentas na luta contra a pobreza e a violência do dia a dia. “Futebol Social: ganhar é virar o jogo!” é o lema da Ong. Um dos resultados do projeto é a formação das seleções brasileiras masculina e feminina que jogam o Campeonato Mundial de Futebol Social (Homeless World Cup) e outros eventos internacionais.

Mais informações sobre o Futebol Social:

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