sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

O que só o Boavista pode conseguir

Por Diely Espindola
Fotos: André Durão

Gol de Fellype Gabriel contra o Bangu pela semifinal

O Campeonato Carioca costuma ser um jogo de cartas marcadas. A cada ano os quatro grandes times da capital se revezam no levantamento do caneco, seja da grande final, seja dos dois turnos que definem quem disputará o título estadual. Mas eventualmente a competição abre espaço para que os chamados times pequenos vislumbrem a possibilidade de tirar das mãos dos quatro gigantes o monopólio da disputa, e de chegarem a conquistar o título que vem acompanhado de muito favoritismo. 

Em 2006, o Campeonato Carioca teve um de seus recordes de participação de times menores na reta final dos dois turnos. A Taça Guanabara teve apenas o Botafogo como time grande nas semifinais, e seu adversário foi o Americano. A outra partida foi disputada entre America e Cabofriense. Botafogo e America fizeram a partida final do primeiro turno, e o Alvinegro levou a taça para casa. No segundo turno, surpreendentemente nenhum dos quatro grandes chegou sequer às semifinais. As duas partidas foram disputadas entre America x Americano e Cabofriense x Madureira.

O Madureira fez campanha histórica neste ano, chegou à final, mas acabou vendo seu adversário, o Botafogo, levantar o caneco. O resultado apesar de parecer justo pelos olhos do favoritismo, e apesar de uma considerável folga para o Alvinegro no placar (2x0 no primeiro jogo e 3x1 no segundo), não reflete a garra com que o Madureira disputou a competição, e mesmo não sendo o favorito, deu trabalho para o Botafogo. 

E neste domingo, 18, o Rio de Janeiro acompanhará a final da Taça Guanabara, e a história do favorito se repete. Flamengo e Boavista se enfrentarão em uma partida que para o Boavista, começa bem antes do apito e vai além das quatro linhas. 
Embora a máxima “o futebol é uma caixinha de surpresas” tenha seu valor, não podemos negar que um título disputado entre dois times de tamanhos, rendas e elencos tão destoantes entre si, coloca nas mãos do menor time um desafio e tanto, e dá o favoritismo de bandeja para o time maior. Mas os desafios existem para que possam ser superados, e para o Boavista esta é uma possibilidade bastante real. 

Boavista comemora a classificação para a final da Taça Guanabara

O Verdão de Bacaxá vem de uma grande campanha na competição. Tendo sido um dos destaques de seu grupo, das 5 partidas disputadas o Boavista venceu três, e chego á semifinal contra o Bangu com a vantagem do empate. Tendo terminado a partida em 2x2, o time de Saquarema se classificou para a disputa final contra o Flamengo, que leva o time a vislumbrar a chance de conquistar um título inédito em sua história. 

O Flamengo entra em campo com o peso da torcida, do senso comum e das estatísticas a seu favor. Carrega o peso de precisar ser campeão, porque é isto que todos esperam dele. A conquista de um título já visto dezenas de vezes, e que talvez para um gigante como o Flamengo, não passe de uma euforia momentânea.

Mas o Boavista, este entra em campo com a garra e a vontade de fazer história, de deixar seu nome nos eternos registros do Campeonato Carioca. E, acima de tudo, tem com ele a doce possibilidade de se superar, de surpreender, de conquistar o improvável e inédito, e essa alegria só um clube nas condições do Boavista pode conseguir. 
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