quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Cinco vezes Grêmio

Por Lucas Paes
Fotos: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Pela quinta vez na história, o Grêmio conquista a Copa do Brasil

1989,1994, 1997, 2001 e 2016: o Grêmio é penta-campeão da Copa do Brasil, com direito a golaço, briga, homenagens e sinalizadores. Após ter vencido por 3 a 1 na primeira partida em Belo Horizonte, o Tricolor Imortal administrou a vantagem e chegou a sair a frente no finalzinho do jogo, mas um gol espetacular do atleticano Cazares deu igualdade ao placar no apagar das luzes. Com a conquista, o tricolor gaúcho tornou-se o maior vencedor da história da Copa do Brasil.

Antes do início da partida, o evento foi marcado pelas homenagens à Chapecoense, que foram diversas. Nas arquibancadas, cartazes, bandeiras e torcedores com a camisa da Chape, na parte lateral da Arena estava a faixa “Velho Oeste”, sempre usada pela torcida do alviverde catarinense, antes do jogo um emocionante minuto de silêncio, onde jornalistas e jogadores se juntaram no meio de campo junto a um policial tocando a marca fúnebre, além de todos os jornalistas e até a arbitragem trabalhavam com uniformes verdes. Muitos se emocionaram com tudo.

Já dentro do gramado, desde o começo a partida foi travada. O Atlético Mineiro entrou com uma marcação mais forte e chegou a criar algumas chances, mas nenhuma delas muito perigosas. O Grêmio fazia uma marcação precisa e travava a maior parte dos ataques do Galo, conseguindo em alguns momentos sair para o jogo. A partir dos 30 minutos, os gaúchos passaram a ter um controle maior da partida.

Homenagem à Chapecoense antes de a bola rolar

E quando as cortinas da primeira etapa se fechavam, quando todo mundo esperava que o 0 a 0 fosse permanecer no placar, Douglas deu um toque de calcanhar que atravessou toda a Porto Alegre e chegou a Everton, que saiu cara a cara com Victor. O canonizado goleiro do time mineiro justificou o apelido e fez uma defesa espetacular, evitando aquilo que seria o primeiro gol do Grêmio e praticamente a consumação do título.

No segundo tempo, o jogo teve o mesmo tom: alvinegros tentando o ataque rápido, tricolores cadenciando o jogo e evitando qualquer chegada através de sua defesa. As jogadas mais perigosas dos visitantes saiam de laterais cobrados por Marcos Rocha, que faziam uma jornada nas estrelas e chegavam às fronteiras da pequena área de Marcelo Grohe, sendo continuamente afastadas por algum jogador do time porto alegrense. 

Mas o Grêmio não queria só empatar em casa e também tentava atacar. Algumas chegadas mais perigosas que outras, no geral sem grandes ameaças ao goleiro do Galo, Victor. Já pela marca dos 30 minutos, Douglas aprontou mais um de seus passes para Ramiro, mas o volante estava impedido, apesar de balançar as redes.

Douglas foi importante na conquista

Outra vez as cortinas iam se fechando, a corda apertava no pescoço galináceo e o título se aproximava das mãos de Renato Gaúcho quando o Grêmio acertou uma bela jogada com o mesmo Everton daquela bola do primeiro tempo. Ele tocou para o meio da área, de onde a zaga mineira afastou temporariamente, mas Miller Bolaños, que tinha acabado de entrar, pegou a sobra e chutou forte para marcar o primeiro gol, que parecia o gol do título gremista, aos 43 minutos. A comemoração deu início a uma rápida confusão entre os jogadores que foi rapidamente contida pela turma do deixa disso.

Aos 46 minutos, porém, o Galo buscou o empate com um gol épico: Cazares recebeu a bola e enxergou Grohe adiantado, o chute do equatoriano atravessou toda a extensão do campo de defesa gremista e estufou as redes para igualar o marcador. O golaço representou o último respiro do quase morto Atlético Mineiro. O belíssimo tento pouco adiantou: o Grêmio conquistou a Copa do Brasil de 2016.

Mal o jogo tinha acabado e os resquícios da fagulha acesas após o gol do Grêmio explodiram. Houve troca de socos entre jogadores dos dois times, mas de novo a confusão foi contida antes de levar a maiores consequências.

Renato Portaluppi assumiu o comando na parte final da temporada

O Grêmio estava há 15 anos sem nenhum titulo de relevância nacional e há seis sem ganhar absolutamente nada, nem Gauchão. Foi preciso que dois dos seus maiores estandartes estivessem no clube para que acontecesse: a presença de Renato Gaúcho e Valdir Espinoza ativou o “gremismo” no elenco tricolor e melhorou a moral do time. Não podemos esquecer de Roger Machado, o ex-treinador do Tricolo que, curiosamente, irá dirigir o Atlético Mineiro em 2017, que tem ideias ótimas e criou um conceito de bom futebol que inclusive foi utilizado por Renato, que também fortaleceu a defesa e despertou a vontade de vencer no elenco tricolor.

Agora o Imortal, que mesmo após 16 anos sem taças ainda era o maior campeão junto ao Cruzeiro, se isola na liderança dos títulos de Copa do Brasil com cinco, consagrando jogadores como Douglas, Pedro Geromel, Luan, Everton, Marcelo Grohe e outros que ajudaram à levar este título para a Azenha.

Festa depois da partida

O Grêmio entrou na competição direto nas oitavas de final, pois disputava a Libertadores em 2016, desde então a Campanha foi a seguinte:

Oitavas de Final
Atlético Paranaense 0 x 1 Grêmio – 24 de Agosto – Arena da Baixada
Grêmio 0(4) x 1(3) Atlético Paranaense – 21 de Setembro – Arena do Grêmio 

Quartas de Final
Grêmio 2 x 1 Palmeiras – 28 de Setembro – Arena do Grêmio
Palmeiras 1 x 1 Grêmio – 19 de Outubro – Allianz Parque 

Semifinais
Cruzeiro 0 x 2 Grêmio – 26 de Outubro – Mineirão
Grêmio 0 x 0 Cruzeiro – 2 de Novembro – Arena do Grêmio

Final
Atlético Mineiro 1 x 3 Grêmio – 23 de Novembro – Mineirão
Grêmio 1 x 1 Atlético Mineiro – 7 de Novembro – Arena do Grêmio
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