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Um "outro" Fritz Walter - A história de um ídolo do Stuttgart

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O "outro" Fritz Walter 

O nome de Fritz Walter traz a mente um dos maiores jogadores da história do futebol alemão em todos os tempos, destaque do time campeão da Copa do Mundo de 1954. Porém, o nome não é exatamente incomum dentro do país e é também o de batismo de outro grande jogador que acabou não tendo grandes sucessos na seleção, apesar de uma medalha olímpica, mas foi ídolo de um dos times conhecidos do país, o Stuttgart. O ex-atleta está completando seus 63 anos neste dia 21 de julho.

Fritz começou sua carreira no modesto Waldhof Mannheim, da cidade de Mannheim, que fica no interior da Alemanha. A equipe porém, na época, variava entre a primeira e a segunda divisão da Alemanha e nela Walter já mostrou sua veia artilheira marcando gols e sendo o vice-artilheiro da equipe no acesso para a Bundesliga em 1982/1983, que terminou inclusive com título da segunda divisão. 

Ficou no seu clube de origem até a temporada 1986/1987, quando marcou 23 gols na Bundesliga e acabou por chamar a atenção do Suttgart, que o adquiriu. Foi inclusive medalha de bronze nas Olímpiadas de 1988 na sua primeira temporada no Stuttgart. Nas temporadas seguintes, se converteria num dos grandes ídolos do clube. Fez parte do time vice-campeão da Copa da UEFA na temporada 1988/1989. Mas, seu grande ano viria na temporada 1991/1992. 

Naquele biênio, o Stuttgart fez grande campanha e conquistou seu quarto título do campeonato alemão. Walter viveu um grande ano, foi artilheiro do campeonato e principal destaque da equipe na conquista da competição. Ainda assim, acabou não convocado a seleção. Permaneceu no clube até 1993/1994, quando foi negociado com o Arminia Bielefeld, onde inclusive fez parte de um time que ascendeu em três temporadas da terceira até a primeira divisão.


O último clube da carreira de Fritz foi o SSV Ulm, por onde jogou pouco em duas temporadas antes de pendurar as chuteiras. É o terceiro maior artilheiro da história do Stuttgart com 123 gols marcados em 241 jogos pelo clube, sendo um grande ídolo do clube. Bom artilheiro, fez mais de 220 gols durante sua trajetória profissional. 

A passagem de Dunga pelo Stuttgart

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Dunga atuando no Stuttgart

Diferente da questionada carreira que teve como treinador, onde fez um grande trabalho na Seleção durante o ciclo da Copa do Mundo de 2010 e um trabalho péssimo em parte do ciclo de 2018, o gaúcho Dunga foi, durante a carreira de jogador um volante de enorme qualidade técnica que deu certo em basicamente todos os times pelos quais atuou. O ex-jogador, que completa 59 anos neste dia 31 teve já experiente grande passagem pelo Stuttgart.

Dunga já tinha seus 30 anos quando chegou ao time alemão na temporada 1993/1994. Na época, já era um jogador de uma carreira de longa trajetória, tendo passado no futebol europeu pelo Campeonato Italiano, na época a elite do futebol mundial, onde atuou por Pisa, Fiorentina e Pescara. Chegava já consagrado ao clube.

Estreou pelo clube diante do Borussia Dortmund na Bundesliga, onde inclusive já marcou de cara um gol. Atuou na primeira temporada como titular durante a maior parte da Bundesliga, perdendo alguns jogos por lesão. Marcou ao longo da temporada outros três gols que ajudaram o Stuttgart a ficar num lugar intermediário na competição. Sem muito sofrimento, porém sem ter grandes sonhos. Seu desempenho valeu a convocação para a Copa do Mundo de 1994, que como sabemos terminou com o título do Brasil.


Depois do mundial jogou sua segunda temporada bastante celebrado pelo clube. Seu segundo ano nos Roten foi um pouco mais sofrido, com o time ficando na parte debaixo durante a maior parte do campeonato, a despeito do bom desempenho de Dunga. Terminou sua última temporada mais uma vez jogando como titular na maior parte do Campeonato Alemão. Ao final da temporada 1994/1995 foi negociado com o futebol japonês.

Dunga encerrou sua passagem pelo Stuttgart com 56 jogos, marcando oito gols. Atuaria profissionalmente até a temporada 1999, quando pendurou as chuteiras atuando no Internacional, num dos anos mais conturbados da história colorada. 

A ótima passagem de Bordon pelo Stuttgart

Por Lucas Paes
Foto: Picture Alliance/Herbert Rudel 

Bordon jogou cinco anos no Stuttgart

Completando 45 anos neste dia 7 de janeiro, Marcelo Bordon foi enquanto jogador um dos grandes valores revelados pelo famoso "Expressinho" do São Paulo. Depois de um bom começo vestindo a camisa do Tricolor Paulista, o zagueiro acabou chamando atenção do futebol da Alemanha, sendo contratado pelo Stuttgart, numa época onde ainda não era tão comum ver brasileiros jogando na Bundesliga.

Bordon chegou ao Stuttgart em 1999 e já rapidamente se tornou titular do time. Caiu rapidamente nas graças da torcida e do treinador. Ajudou o time com dois gols na sua primeira temporada vestindo a camisa vermelha e branca, além de boas atuações defensivas, que porém não evitaram que os Roten terminassem apenas no meio da tabela da Bundesliga, garantindo uma vaga na Copa Intertoto da UEFA. Competição que inclusive o Stuttgart venceu naquela intertemporada.

Na temporada seguinte, novamente o seu time ficou no meio de tabela, posição comum para o Stuttgart naquele período. O brasileiro era titular absoluto da equipe, mas pouco conseguia ajudar a equipe a conseguir ambições maiores no cenário nacional. Porém, permaneceu como titular como uma das grandes referências do time naquele período, mesmo que os títulos fossem inexistentes. 

Naquela que seria sua última temporada pelo Stuttgart, conseguiu um dos grandes feitos da carreira, quando em um jogo diante do Werder Bremen, em 28 de março de 2004, no Campeonato Alemão, marcou uma tripleta, com um gol de cabeça, e dois gols de falta, o último deles um belíssimo chute de uma enorme distância, num torpedo da intermediária. Ao final daquela temporada, manifestou o desejo de deixar o clube, tentando buscar voos maiores e acabou sendo contratado pelo Schalke 04.


Jogando nos Schwaben, Marcelo Bordon atuou por 151 vezes e marcou um total de 12 gols. Os gols de seu hattrick diante do Werder foram os últimos marcados com a camisa vermelha e branca. Uma curiosidade triste para Bordon é que ele viveu pelo Schalke 04 um dos grandes traumas da história do clube, quando os azuis reais perderam a Bundesliga de 2007 de maneira traumática para o próprio Stuttgart.
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