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Manchester City sai "na frente" na briga pela Premier League contra o Liverpool, caso ela aconteça

Por Lucas Paes
Foto: Getty Images

Haaland marcou duas vezes no jogo do City

Nos últimos anos, a exceção da bizarra temporada de 2020/2021, a briga pelo título inglês tem se limitado aos fenômenos sobrenaturais de Liverpool do Klopp e Manchester City de Guardiola. Na temporada passada, os Citizens passaram um aperto enorme na última rodada ao saírem perdendo de 2 a 0 em casa para o Aston Villa. Em 2022/2023, se a briga se manter entre os dois fenômenos recentes do futebol, o time de Pep Guardiola já pulou na frente, ao vencer na abertura e ver o Liverpool somente empatar.

Os resultados diferentes foram também em contextos bem diversos. Os Reds enfrentavam o recém promovido Fulham, em Londres e não se esperava que o time de Klopp se complicasse tanto, sendo que o empate em 2 a 2 foi até injusto diante do mal futebol jogado pelo time vermelho. O City tinha um adversário complicadíssimo e não seria nenhum problema caso perdesse, visto que o West Ham dificilmente deixa pontos escaparem em casa, mas jogou bem e venceu. 

Apesar de um campeonato ainda no início, é necessário fazer-se uma observação sobre um importante aspecto relacionado a Premier League: é preciso ligar um alerta no lado do Liverpool. Os Reds fizeram uma partida muito abaixo do que são capazes, estão sofrendo com algumas lesões na meia cancha e na zaga e a exemplo do que foi a temporada 2020/2021, podem ver novamente um sonho virar pesadelo se não houve uma boa administração e uma inteligência na análise de alguma contratação a mais para o elenco. Não é uma rodada que definirá o campeonato, já que o próprio City estreou perdendo em 2021/2022, mas é preciso ter atenção.

Ao lado Cityzen, é preciso que se entenda que também não é o resultado da rodada que definirá a temporada. O time de Manchester tem, surpreendentemente inclusive, um elenco que é curto em alguns setores e algumas lesões podem sim complicar muito o rendimento do time de Guardiola. Ao lado azul claro, também será preciso atenção nos últimos dias da janela de transferência, mas curiosamente há até uma passividade do bilionário clube, sem muita especulação no momento. Outra decisão que pode se mostrar perigosa.


Porém, é preciso encerrar este texto dizendo que o ponto mais importante da dupla que monopolizou o campeonato inglês nos últimos anos é não dar brechas a forças emergentes. No contexto de jogo e de projeto existem dois times que pintam como possíveis destruidores da dicotomia: o Chelsea, que mantém ainda boa parte do time campeão europeu há dois anos e possui um elenco qualificadíssimo e, principalmente, o Tottenham, que se reforçou e montou um elenco interessantíssimo e deve render muito nas mãos de Bruno Conte, contando ainda com Kane, Son e Kulusevski como um dos trios mais criativos do mundo. É bem possível que vejamos uma quebra de hegemonia na temporada, mas só o tempo dirá. 

Após surto de Covid-19 adiar jogo, Uefa elimina Tottenham com WO na Europa Conference League

Com informações do ESPN.com.br
Foto: divulgação

Time de Conte foi eliminado do torneio

O Tottenham está eliminado na Europa Conference League. A Uefa decidiu nesta segunda-feira (20) que o clube 'desistiu' da partida diante do Rennes, a última pelo grupo G, após o elenco de Londres sofrer novamente com um surto de Covid-19.

Os ingleses deveriam jogar contra os franceses em 9 de dezembro, mas o jogo foi adiado horas antes do início - com o adversário já em Londres - após uma série de testes positivos que acabaram por forçar o fechamento do centro de treinamento do Tottenham, e que levaram também ao adiamento do jogo contra o Brighton na Premier League.

As negociações começaram a encontrar uma data para reorganizar o jogo antes do prazo final da Uefa, em 31 de dezembro, com o Tottenham até mesmo se candidatando a reagendar seu jogo contra o Leicester pelo Campeonato Inglês, a fim de liberar uma data no meio da semana.

No entanto, esse pedido foi recusado e, sem outra alternativa possível devido ao intenso calendário de jogos em Inglaterra, o Órgão de Recursos da Uefa foi forçado a julgar.

“Após vários casos positivos de COVID-19 que foram identificados por jogadores e funcionários do Tottenham Hotspur FC, o jogo da fase de grupos da UEFA Europa Conference League entre o Tottenham Hotspur FC e o Stade Rennais FC - agendado para ser disputado em dezembro de 9,2021 em Londres, Reino Unido - não pôde ser disputada”, apontou nesta segunda-feira a Uefa em comunicado.

“A questão foi submetida ao Órgão de Controle, Ética e Disciplina da UEFA, para decisão a ser tomada de acordo com o Anexo J dos Regulamentos da UEFA Europa Conference League (época 2021-22).

“Com base no Artigo 30 (4) dos Regulamentos Disciplinares da UEFA e dadas as circunstâncias urgentes da questão, o presidente ad-hoc do Órgão de Controlo, Ética e Disciplina remeteu o caso para o Órgão de Recurso.

“O Presidente do Órgão de Recursos da UEFA tomou a seguinte decisão: declarar o jogo da fase de grupos da UEFA Europa Conference League entre Tottenham Hotspur FC e Stade Rennais FC, inicialmente agendado para 9 de dezembro de 2021, como confiscado pelo Tottenham Hotspur FC, que, portanto, é considerado como tendo perdido a partida por 0-3”.

O veredicto significa que o Tottenham está eliminado da competição, pois precisava da vitória em seu último confronto para terminar em segundo lugar. O Vitesse, da Holanda, terminou na vice-liderança do grupo atrás do Rennes.


Em declarações na semana passada, antes de a Uefa determinar o seu destino, Antonio Conte disse: “Queremos jogar. Penso que o Tottenham merece jogar e disputar o último jogo deste grupo. Não jogamos, mas não por culpa nossa. O governo decidiu fechar o nosso centro de treinos e parar tudo durante três dias. Por isso não jogamos”.

“Merecemos a oportunidade de jogar o último jogo e tentarmos avançar para a próxima fase. Não encontramos uma boa solução entre a Uefa e a Premier League, porque é que o Tottenham tem de pagar por isso?”. As regras da Uefa determinam que uma equipe deve ser capaz de contar com pelo menos 13 jogadores aptos, incluindo um goleiro, da sua lista "A" para disputar uma partida.

Flávio Ramos comemora vitória histórica do Paços de Ferreira contra o Tottenham

Foto: divulgação Paços de Ferreira

Flávio Ramos em ação no jogo contra o Tottenham

O Paços de Ferreira conquistou uma vitória histórica na noite de quinta-feira, dia 19. Pela Conference League, a equipe de Portugal derrotou por 1 a 0 o Tottenham, no jogo de ida dos playoffs, que valem uma vaga na fase de grupos da competição.

Quem esteve em campo durante os 90 minutos, foi o brasileiro Flávio Ramos. Titular da equipe no duelo histórico, o zagueiro pernambucano destacou a importância do resultado para o clube.

“Sem dúvidas um jogo para ficar marcado na história do clube e também na carreira de cada um de nós que esteve em campo. Com certeza vou levar para sempre esse jogo na memória. O Tottenham é um grande clube, todos sabem disso, e conseguimos um grande resultado. A gente sabe que ainda tem mais um jogo, em Londres, mas essa vitória nos dá confiança para a próxima partida. Vamos sonhar e lutar muito por essa classificação”, contou o defensor que, no Brasil, vestiu a camisa do Náutico e do Paysandu.

Com a vitória, o Paços de Ferreira precisa de um empate no próximo jogo para avançar de fase na Conference League. Em caso de derrota por um gol de diferença, o duelo vai para a prorrogação e, se necessário, para os pênaltis.


Mas, antes do segundo e decisivo jogo, Flávio Ramos e o clube português enfrentam o Estoril, pela Liga Portugal. A partida acontece nesta segunda-feira, dia 23.

“Temos esse próximo jogo na nossa casa e vamos focar em conquistar mais uma vitória. Antes do jogo lá em Londres com o Tottenham, temos que focar aqui no campeonato, depois a gente vira a chave para o próximo jogo. O pensamento tem que ser em um jogo de cada vez”, finalizou.

Big Six oficializa saída da Superliga Europeia e causa suspensão da iniciativa

Por Lucas Paes
Arte: Evening Standard

O Big Six da Premier League

Como esperado, o restante do Big Six do futebol inglês, ou seja, Chelsea, Arsenal, Liverpool, Manchester United e Tottenham, seguiu o Manchester City e anunciou sua saída da Superliga Europeia. Praticamente de maneira coletiva, o anúncio ocorreu em notas variadas durante a tarde da última terça-feira, dia 20. Com a ruptura, a nova entidade anunciou suspensão das atividades para que o modelo seja repensado.

A entrada dos gigantes da Inglaterra na iniciativa gerou protestos maciços de torcedores e de ex-jogadores e jogadores. As partidas de Liverpool e Chelsea neste meio de semana geraram protestos das torcidas, incluindo a presença de Peter Cech no dos Blues e fizeram com que começassem os rumores da desistência de todos os clubes grandes ingleses da iniciativa. Não demorou muito para que os times da Terra da Rainha optassem pela desistência.

Num movimento mais claro, o capitão do Liverpool, atual campeão inglês, Jordan Henderson, convocou uma reunião com todos os capitães dos clubes da Premier League e postou nas redes sociais sobre sua discordância da iniciativa, iniciativa seguida pelo elenco Red. A mensagem, curta, dizia que "Nós não concordamos e não queremos que aconteça. Essa é nossa posição coletiva. Nosso comprometimento com este clube e seus torcedores é absoluto e incondicional. Vocês nunca caminharão sozinhos.". Desde ídolos da torcida, como Henderson e Van Djik até novatos como Kabak postaram a imagem.

A iniciativa de Henderson não foi o único protesto de jogadores da própria Premier League sobre a questão da Superliga. Outro jogador bastante ativo em reinvindicações e figura carimbada em cobranças pelos menos privilegiados, Rashford, do Manchester United, postou uma foto do Old Trafford num banner que dizia "Futebol sem torcedores não é nada". Seguindo ao crescimento dos rumores da saída dos ingleses, Sterling, Gary Neville e outras figuras fizeram postagens em suas redes sociais.


Curiosamente, antes mesmo do Chelsea, o primeiro time a se posicionar sobre a saída da Superliga foi o Arsenal, que inclusive "pediu desculpas aos torcedores pelo erro". Na sequência, pouco após Di Marzio confirmar, todos os clubes restantes postaram notas oficiais seguindo a inciativa de saída da Superliga. A relação, porém, no caso de todos eles, com os torcedores, ficará estremecida. No caso particular de Liverpool e Manchester United, este segundo onde ocorreu inclusive a renúncia de um diretor e problemas maiores internos, parece não ter retorno.

A ausência do Big Six fez com que os planos da superliga perdessem muita força e ficou muito claro que os planos teriam de ser suspensos. A entidade confirmou tal especulação em nota oficial, dizendo que os ingleses foram pressionados à sair e que haverá um replanejamento do projeto. Resta saber, agora, se a Superliga pode ressurgir como uma possível nova Liga dos Campeões ao lado da própria UEFA.

O futebol as vezes é justo e consagra - Pela sexta vez, a Europa é do Liverpool

Por Lucas Paes

Salah, outro predestinado, marcou o primeiro gol da final (Foto: AFP)

O futebol as vezes é implacável, cruel e duro, mas as vezes é justo, extreamente justo e coroa times que merecem entrar na história. Madrid hoje recebia mais uma vez uma final de Liga dos Campeões da Europa, dessa vez no novo estádio do Atlético de Madrid, o Wanda Metropolitano. E ele, tão novo, já viu a história, viu a consagração, viu a coroação e o fim de um calvário: o Liverpool, com muita justiça pela campanha, talvez nem tanta pela partida, é pela sexta vez campeão europeu. O jejum de títulos acabou e o peso nas costas dessa geração também. Klopp, tão preciso em montagem de elenco, agora está consagrado. Hoje a noite não vai acabar em Liverpool.

O Liverpool passou por momentos muito complicados nos anos recentes e vem renascendo. Fez na Premier League uma campanha absurda, que acabou ultrapassada pela mais absurda ainda campanha do Manchester City. Na Champions, o time teve momentos claudicantes e só chegou ao mata-mata devido a uma defesa história de Alisson, mas foi chegando, até o milagre de Anfield, os 4 a 0 sobre o Barcelona, a história foi contando seus traços, desenhando suas linhas para que a consagração viesse.

Seu adversário, o Tottenham, eliminou a sensação do torneio, o Ajax, com uma partidaça de Lucas Moura, outro renascido das cinzas. Nunca houve uma final com tantos motivos, dos dois lados, para querer a taça. Só que não seria justo um time que fez tudo o que esse Liverpool fez sair de mãos vazias da temporada. Ao mesmo tempo, não seria justo com uma torcida tão sofrida mais uma página triste. Só um podia sair com a taça. Só um.

Diante de toda a expectativa, a final foi até meio brochante. Com menos de um minuto, Mané jogou a bola na mão de Sissoko, que bobo deixou os braços escancarados dentro de sua área: pênalti, polèmico, controverso, talvez inclusive mal marcado e convertido por Salah, que acabou tirado da final ano passado naquele lance com Ramos. Poucos tinham tantos motivos para marcar na decisão. A vantagem, com um minuto de jogo praticamente, era do Liverpool, a consagração estava mais próxima, mas não viria sem uma dose cavalar de sofrimento, principalmente na segunda etapa.

Porque o primeiro tempo foi um jogo ruim, na mais sincera palavra. Quase nada aconteceu depois do gol. O Tottenham tinha a bola, mas não conseguia criar muito. Os Reds, quando com a bola, sofriam para sequer conseguir arrrumar uma jogada. Era uma atuação sofrivel de ambos os lados, com ambos irreconhecíveis. Sem grandes momentos de tensão, tirando um chutaço de Robertson pelo lado vermelho, a vantagem era do Liverpool, que passaria por provações no segundo tempo.

A etapa final foi de sofrimento, o Spurs continuava pressionando, mas chegava melhor agora. Lucas Moura, criminosamente deixado no banco, entrou e deu outro folego a partir da metade da segunda etapa. Alisson, expectador durante uma parte da partida, fez diversas intervenções, evitou gols de Son, Lucas, Eriksen, justificou, mais uma vez porque é o titular da Seleção Brasileira, para qualquer brasileiro que não entendeu porque o Liverpool pagou tanto dinheiro por ele. 

A pressão chegou a ser insana em alguns momentos e parecia que o destino reservava algo para Lucas, que jogava bem. Mas, no começo da etapa final, entrou um tal de Origi no Liverpool, no lugar do ainda sem ritmo Roberto Firmino. Discreto, porém predestinado, predestinado tal qual esse time do Liverpool, predestinado como Jurgen Klopp, predestinado como Alisson, como Van Djik, como essa camisa que tantas vezes venceu jogos sozinha, como essa torcida que nunca deixou o time caminhar sozinho, como o Anfield que tantas vezes ganhou jogos como um décimo segundo jogador. A bola subiu e sobrou no pé do belga, que chutou no cantinho, estufou as redes e definiu o título.

Klopp, tão bom, tão competente em montagens de times, se cosagra com o erguer da taça por Henderson, o sucessor de um tal de Gerrard. As derrotas do alemão nas finais foram sempre dolorosas e hoje parece que ele, assim como o time aprendeu. Nem sempre se joga bonito para vencer, as vezes é preciso ter experiência, ter sangue frio, que o Liverpool mostrou de sobra nessa final. Frieza como Origi, que explodiu o grito que não vai silenciar tão cedo pelas margens do Merseyside. O Hexa veio, e veio para Liverpool.

A sensação é que é só o começo desse time que já está na história. John Henry, um dos proprietários do Liverpool e da FSG, que administra o clube, já falou que vai tirar o escorpião do bolso para ganhar a Premier League. O peso do jejum de títulos, que fez clara diferença contra os Reds tanta vezes, acabou. Talvez seja apenas o primeiro levantar de taças de um time eterno. A Europa que se preocupe e a Inglaterra que estremeça, pois parece mais claro que nunca: o Liverpool voltou. 

O futebol europeu mais inglês do que nunca

Por Lucas Paes

Salah, Lucas, Aubameyang e Hazard: Jogadores dos times ingleses finalistas

Na temporada de 2008/2009, há exatamente 10 anos atrás, tivemos quatro times ingleses jogando as quartas de final da Liga dos Campeões da Europa. Chelsea, Liverpool, Arsenal e Manchester United chegaram a aquela fase aguda, com os Gunners, os Red Devils e os Blues indo as semifinais. Na final, porém, o campeão foi o “intruso” Barcelona, de Messi e Eto’o. Desde então, o Liverpool quase faliu, o Chelsea ganhou a Liga dos Campeões e viveu queda absurda nos anos recentes e o Arsenal perdeu o protagonismo europeu. Pelo menos até essa temporada. Nunca tinha acontecido de termos quatro ingleses decidindo as principais competições europeias. 

Na Liga dos Campeões, a sensação do futebol mundial em 2019, o Liverpool de Jurgen Klopp, escreveu uma das páginas mais incríveis e bonitas da já colossal história dos Reds para tornar um 3 a 0 um 4 a 0 sobre o Barça em Anfield e chegar a decisão. Do outro lado, com um Lucas vivendo um dia digno de um gigante, o tão sofrido Tottenham acabou com a outra sensação do futebol mundial, o Ajax de Ten Hag, com um eletrizante 3 a 2 para chegar a decisão da Liga dos Campeões. Lucas, a “eterna promessa”, o “Flopp”, marcou os três gols dos Spurs, colocando o jogo no bolso e calando a agitada Amsterdam Arena. 

Na outra competição, o Arsenal, de tantos “fracassos” recentes que ganhou até o apelido de “Fracarsenal” não tomou conhecimento do Valencia. No Emirates, vitória tranquila por 3 a 1 antes de um triunfo por um eletrizante 4 a 2 dentro de Nou Mestalla, deixando para trás os espanhóis. Na outra semi, o Chelsea, do “exército de um homem só” Hazard, sofreu diante de um organizado e bom Entracht Frankfurt, passando apenas nos pênaltis, depois de dois empates, acabando com outra sensação da temporada europeia. 

A Premier League já é há alguns anos a melhor liga de futebol do planeta. Cifras milionárias, jogos eletrizantes e, particularmente nessa temporada, uma disputa pelo título que foi eletrizante, com Manchester City e Liverpool deixando todos para trás e voando, com o título indo para os Citizens, que chegaram a perder taça durante uns bons 30 minutos na última rodada. Porém, faltava a liga inglesa um protagonismo europeu, que não falta mais, em hipótese alguma. 

Há certo consenso nas discussões que Manchester City e Liverpool são hoje os melhores times de futebol do planeta. Os azuis de Manchester, que contam com o lendário Pep Guardiola, um quase Deus dos pontos corridos e responsável pela maior revolução do futebol nos últimos anos, praticam um futebol vistoso e bonito de se ver, envolvendo adversários na posse de bola e na movimentação e fazendo incríveis 98 pontos na Premier League, um a mais que a já absurda campanha dos Reds. Na Liga dos Campeões, sonho de consumo dos torcedores, porém, o time parou no finalista Tottenham, em uma eliminatória em que faltou inspiração em algumas peças do esquema de Guardiola. 

O outro “melhor time do Mundo”, Liverpool, de Klopp, é praticante de um futebol muito interessante, ainda que diferente de Guardiola, focado numa pressão sufocante em seus adversários, mas também sabendo trabalhar bem a bola quando necessário, fez, desfalcado de Salah e Firmino, dois dos principais nomes do que hoje é o trio de ataque mais temido da Europa, um jogo perfeito diante do Barcelona, sufocando os Culés, contando com um inspiradíssimo Alisson para evitar as investidas espanholas e aproveitando suas chances para fazer um 4 a 0 que nem o mais otimista torcedor sonhava. Ainda que a perda da Premier League seja frustrante, os Reds vivem o início de um momento que pode ser um dos mais gloriosos do clube. A sexta taça europeia, além de evidenciar a até esquecida grandeza do clube, elucidaria o excelente trabalho de Klopp 

A decisão da Liga dos Campeões envolverá este candidato a “supertime” dos próximos anos, que já começa a dar sinais de um possível domínio europeu (são duas finais seguidas, afinal) diante do franco atirador menos franco atirador do futebol. Engana-se, pois, quem pensa que o Tottenham de Pocchetino, Son, Delle Ali, Kane e claro, Lucas, chegou aqui a toa. Os Spurs são também praticantes de um jogo vistoso e ofensivo e podem fazer com que a tão bonita temporada dos Reds termine em decepção. Se o Tottenham tiver mais ambição nos próximos anos, é forte candidato a ocupar cadeiras altas no futebol europeu. A chegada a final da Liga dos Campeões pode ser só o início disso. 

Na outra competição, o clássico londrino na final da Europa League coloca em jogo duas histórias distintas. O Chelsea, de futebol claudicante e instável, vivendo um caos enorme interno que culmina inclusive em uma punição que deixará o clube sem contratações nas próximas duas janelas, tem a chance de salvar sua temporada na Europa League. A competição também representa uma despedida do ídolo Hazard, que deixará os Blues na janela, ao que tudo indica para o Real Madrid. Hazard carregou os londrinos nos últimos anos, sendo peça chave inclusive no último titulo da Premier League. Se Sarri ainda vive no comando dos Blues, muito deve-se a partidas espetaculares do belga, que já antecipadamente deixa saudades em corações azuis. 

Já o Arsenal vive o início do trabalho de Unai Emery, que tornou o futebol dos Gunners mais coletivo e ofensivo, mas ainda precisa de peças para poder pensar em talvez brigar com Liverpool e City. O elenco do dono do Emirates Stadium ainda possui muitas carências, ainda que tenha caras como Aubameyang, Mikhtaryan (que não jogará a final, já que não é possível garantir que um armênio esteja seguro no Azerbaijão) e Ozil. O título seria um alicerce bom para a reconstrução que pode acontecer pelos lados dos canhões. 

Como a Premier League vive tal momento? Cifras altas, equilíbrio nas cotas de tv, postura mais ativa no mercado e modernização de conceitos do jogo se somam para que times ingleses estejam cada vez mais distantes do “Kick and Rush”, incluindo nisso até a seleção, que pratica um futebol muito bom de se ver. A consequência começa a ser vista e só o futuro dirá se teremos um domínio inglês ou é apenas um ano bom, como foi 2009, por exemplo. Porém, muita coisa mudou nesses dez anos, obviamente. 

Independente de qualquer coisa, os dois jogos prometem. Primeiro Baku, no Azerbaijão, viverá no dia 29 a experiência de um clássico londrino, cercado de rivalidade, decidindo um título europeu. Já três dias depois, Madrid viverá, no novo Wanda Metropolitano, a “maior final de FA Cup de todos os tempos”, para usar um termo que circula nas redes de memes inglesas. Só o futuro dirá se é só uma fase, um ano bom, ou se o domínio da Premier League veio pra ficar e ofuscar os anos dos espanhóis no topo.
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