Mostrando postagens com marcador Time Estrangeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Time Estrangeiro. Mostrar todas as postagens

Times estrangeiros na Copa São Paulo de Juniores

Kashiwa Reysol, em 2014, foi o único estrangeiro a passar de fase na Copinha

A mais tradicional competição de futebol júnior do Brasil, a Copa São Paulo, que está com a edição de 2017 a pleno vapor, é conhecida por ter times de todas as regiões do país. Além disso, a Copinha, como é carinhosamente chamada, tem o costume de contar também com equipes estrangeiras.

Nesta edição, como exemplo, o haitiano Pérolas Negras (tudo bem, a equipe é feita através de uma ONG brasileira, a Viva Rio, mas é formada apenas por nascidos no Haiti) disputa a competição pelo segundo ano consecutivo. Ao longo da história, a Copinha já teve times mexicanos, argentinos, paraguaio, uruguaio, japoneses, árabe e até o Bayern de Munique, além de duas seleções. Então, vamos conferir os 'gringos' que jogaram por aqui:

PROVIDENCIA - MÉXICO - 1980

A primeira equipe estrangeira a disputar a Copa São Paulo de Juniores veio do México: em 1980, o Providencia desembarcou na capital paulista, mas não fez uma boa campanha. Com derrotas para Marília (5 a 1), Internacional (1 a 0) e Santos (2 a 0), o time foi eliminado na primeira fase.


VÉLEZ SARSFIELD - ARGENTINA - 1981 e 1982

A segunda equipe estrangeira a disputar a Copinha foi o Vélez Sarsfield, da Argentina, em duas edições: 1981 e 1982. No primeiro ano, eles fizeram três jogos, com dois empates (Internacional, 0 a 0, e Botafogo de Ribeirão Preto, 1 a 1) e uma derrota para a Portuguesa (por 2 a 1), caindo na primeira fase. Em 1982, uma campanha pior, perdendo duas partidas (Palmeiras, 2 a 1, e Matsubara, 5 a 3) e ficando na igualdade com o Guarani, em 1 a 1.


BAYERN DE MUNIQUE - ALEMANHA OCIDENTAL - 1985

Depois de duas edições sem estrangeiros, em 1985 o Bayern de Munique, da então Alemanha Ocidental, veio disputar a competição. Apesar do gigantismo, o resultado não foi muito diferente dos times de outros países que jogaram até então: duas derrotas, sendo uma goleada para o Santos, por 5 a 0, e 3 a 0 contra o Pinheiros (clube que originou o Paraná Clube), mas o time conseguiu a primeira vitória de um estrangeiro na Copinha: 3 a 2 contra o América do Rio. Porém, mesmo com o triunfo, os alemães caíram na primeira fase.


UNIVERSIDAD DE GUADALAJARA - MÉXICO - 1988

Em 1987, a Copa São Paulo não foi realizada, mas em 1988 ela voltou e com um novo time estrangeiro: o Universidad de Guadalajara, do México. A campanha, porém, não foi muito boa: apesar da vitória na estreia, contra o São Paulo, por 1 a 0, derrotas para o Bahia (2 a 0) e XV de Jaú (3 a 1) fizeram com que os mexicanos fossem eliminados na primeira fase.


BOCA JUNIORS - ARGENTINA - 1993

Derrota para o Vasco da Gama

Para a edição de 1993, os convidados foram grandes times da América do Sul e um deles foi o temido Boca Juniors. Mas como quase sempre acontece com os estrangeiros na competição, a equipe de Buenos Aires caiu na primeira fase com derrotas para Vasco (2 a 0), Portuguesa (1 a 0) e Juventus (4 a 0).


PEÑAROL - URUGUAI - 1993

Além do Boca, a edição de 1993 da competição contou também com a presença do poderoso Peñarol, do Uruguai. Apesar de mostrarem um futebol melhor que o time argentino, o destino do Carbonero foi o mesmo, sendo eliminado na primeira fase com derrotas para São Caetano (2 a 0) e Corinthians (2 a 1) e um empate com o Botafogo, em 1 a 1.


NAGOYA GRAMPUS EIGHT - JAPÃO - 1994

O Nagoya Grampus Eight foi o primeiro time japonês a disputar a Copa São Paulo. A vida não foi fácil para eles na Copinha, já que estrearam com uma derrota de 3 a 0 para o Guarani e depois sofreram uma goleada de 7 a 2 para o Flamengo. Na despedida, uma vitória por 3 a 2 em cima do Corinthians de Presidente Prudente.


CERRO PORTEÑO - PARAGUAI - 1994 e 1997

O paraguaio Cerro Porteño disputou duas edições da Copa São Paulo. Na primeira, em 1994, foram duas derrotas, para São Paulo (4 a 0), Londrina (3 a 1), e uma vitória sobre o Volta Redonda (2 a 1). Eles voltam ao torneio em 1997, empatando dois jogos (Botafogo da Paraíba, 1 a 1, e Corinthians, 0 a 0) e uma derrota para o América Mineiro, por 4 a 0.


SELEÇÃO JAPONESA - 1995

Em 1995, um convidado muito especial: a Seleção Japonesa. Porém, eles tiveram um problema: a Federação nipônica mandou o selecionado universitário para a disputa, que contava com alguns jogadores acima dos 20 anos e eles não puderam jogar, desfalcando a equipe. O time estreou perdendo para o Guarani, por 3 a 1, venceu o Grêmio, por 4 a 3, mas foi derrotado na despedida pelo Capivariano, por 2 a 1.


YOMIURI VERDY - JAPÃO - 1996

Mais um japonês na lista de estrangeiros que disputaram a Copa São Paulo. O Yomiuri Verdy, que na época era um dos grandes do futebol nipônico, não conseguiu fazer um bom papel na competição: derrotas para Cruzeiro (3 a 2), Palmeiras (4 a 0) e Paulista (4 a 1) fizeram com que a equipe caísse na primeira fase.


SELEÇÃO CHINESA - 1997

Chineses no jogo contra o São Paulo FC

Além do Cerro Porteño, a Seleção Chinesa Sub-20 também disputou a Copa São Paulo de 1997. E a campanha foi muito parecida com a do Japão em 1995: uma vitória (2 a 1 sobre o União São João) e duas derrotas (São Paulo, 1 a 0, e Portuguesa, 5 a 2), se despedindo da competição ao final da primeira fase.


AL HILAL - ARÁBIA SAUDITA - 2010

O Al Hilal jogou na cidade de Paulínia, em 2010
(foto: Fernando Martinez / Jogos Perdidos)

A competição ficou 13 anos sem um estrangeiro disputando até que em 2010, época em que a competição foi Sub-19, o Al Hilal, da Arábia Saudita, entrou no torneio. Porém, a sina dos gringos serem eliminados na primeira fase da Copinha continuou: derrotas para Atlético Paranaense e Remo (ambas por 1 a 0) e empate contra o Paulínia (2 a 2) forçaram a saída dos sauditas ao final da etapa inicial da competição.


KASHIWA REYSOL - JAPÃO - 2014

O japonês Kashiwa Reysol veio ao torneio de 2014 por causa do patrocinador da competição naquele ano (Hitachi) ser o dono da equipe. E eles fizeram bonito: na estreia, contra o São Paulo, empate em 1 a 1 onde jogaram melhor. O toque de bola envolvente chamou a atenção de todos. Depois, vitórias contra Grêmio Barueri (2 a 1) e Auto Esporte (5 a 1) fizeram com que um time estrangeiro passasse de fase pela primeira vez na Copinha. No mata mata, os japoneses encararam o Santos, que seria o campeão, na Vila Belmiro, quando foram derrotados por 4 a 0.


PÉROLAS NEGRAS - HAITI - 2016 e 2017

Equipe criada no Haiti através de um projeto social encampado pela ONG brasileira Viva Rio, o Pérolas Negras estreou na Copinha no ano passado, sendo derrotado em seus três jogos: Juventus (2 a 1), América Mineiro (2 a 1) e São Caetano (2 a 0). A equipe, porém, volta na atual edição, já que mesmo com os resultados adversos, virou uma das atrações do torneio.

'Estrangeiros' na Seleção Brasileira

* Por Lucas Paes

Amarildo: um 'europeu' na Seleção

Hoje é impossível imaginar uma seleção brasileira sem jogadores que jogam em clubes europeus. Nosso atual melhor jogador, Neymar, é atleta do Barcelona. Outros destaques jogam em clubes como Chelsea, PSG, Real Madrid, entre outros do velho continente. Porém, antigamente era raro jogadores brasileiros atuando no exterior que defendiam a Seleção Brasileira.

Nos anos 1910 era mais comum jogadores que jogassem nos clubes do Rio e de São Paulo integrassem a seleção brasileira. Já nos anos 30 apareceram jogadores de clubes argentinos e uruguaios, como Boca Juniors, Peñarol e Nacional.

Isto tem uma explicação: o futebol nos dois países vizinhos foi profissionalizado antes que no Brasil, que aconteceu em 1933. Portanto, jogadores como Martim Silveira e Luiz Luz, que jogaram no Boca e no Peñarol, respectivamente e também lendas como Domingos da Guia (Boca e Nacional) e o diamante negro Leônidas (Peñarol). E estes jogadores defenderam a Seleção Brasileira quando defendiam as equipes dos países do Rio da Prata.

Só para você ter uma ideia de como era complicada essa relação, um belo exemplo foi Julinho Botelho. Ponta-direita da Portuguesa, ele foi para a Copa de 1954. Em seguida, o atleta se transferiu para a Fiorentina, da Itália, e tinha futebol para estar no Mundial seguinte. Por estar no exterior, não era convocado. Após retornar ao Brasil, defendendo o Palmeiras, Julinho voltou para a lista de convocações e, por muito pouco, não este no Chile, em 1962.

Domingos da Guia e a leva
sul-americana dos anos 30

Falando na Copa realizada em terras chilenas, um jogador que se destacou na competição acabou se tornando um  jogador de clube europeu que foi titular da amarelinha: Amarildo. Famoso por ter substituído Pelé em 1962, após o rei do futebol ter se lesionado e perdido boa parte da competição, Amarildo fez história pelo Botafogo, clube quem mais cedeu jogadores à seleção em Mundiais, mas foi negociado com o Milan.

Suas atuações na Itália chamavam a atenção e Amarildo, mesmo no exterior, foi chamado para os jogos de preparação para a Copa de 1966. O atleta foi titular no dia 19 de maio de 1966, enfrentando a seleção do Chile em amistoso no Maracanã. O Brasil venceu por por 1 a 0, com gol de Gérson. 

Porém, na bela confusão que foi a preparação para o Mundial na Inglaterra, Amarildo ficou de fora da lista final do técnico Vicente Feola. O jogador ainda passou pelas equipes da Roma e da Fiorentina (ambas italianas) antes de se aposentar no Vasco em 1974.

Um jogador de clube europeu defendendo a Seleção Brasileira em Copa do Mundo só foi acontecer 16 anos depois. O pioneiro foi Dirceu, convocado por Telê Santana para ser um dos 22 que defenderam a camisa canarinho na Espanha. O atleta atuava no país sede do Mundial, mais precisamente no Atlético de Madrid.

Para se ter uma ideia de como essa relação mudou, oito anos depois, na Itália, apenas dois dos 11 titulares da seleção atuavam no Brasil: Taffarel, pelo Internacional, e Mauro Galvão, pelo Botafogo. Mas isto também não durou muito, pois ambos fora para a Europa, o primeiro para o Parma, da Itália, e o segundo para o Sion, da Suíça, logo após o encerramento do torneio.

Dirceu: o primeiro 'estrangeiro' em uma Copa pela Seleção

Aliás, depois da Copa na Itália, com o Brasil caindo nas oitavas-de-final, houve quem defendesse que só jogadores que atuavam aqui é que poderiam ser convocados. O Falcão, que assumiu depois do Mundial, chegou até a usar esse método no início de seu trabalho, mas convocou jogadores 'europeus' na Copa América de 1991.

Outros fatores interessantes: na década de 90, a Seleção teve jogadores atuando no Japão convocados. Inclusive um foi campeão do mundo: Ronaldão, que defendia o Shimizu. Já mais recentemente, os canarinhos tiveram presença de jogadores em atividade no Mundo Árabe, China e América do Norte.

Como podemos ver, o alto número de jogadores de clubes europeus na Seleção é algo relativamente recente. Até os anos 90, pelo menos metade dos jogadores ainda atuavam por aqui: em 1990 e 1994 haviam 11 jogadores de clubes europeus, o que representava metade dos jogadores, em 2002, o ano do penta, 11 jogavam em times europeus e 12 em times brasileiros.

Coincidência ou não, sempre que o Brasil era campeão pelo menos metade de seus convocados jogava no seu país, algo praticamente inimaginável nos dias atuais.

* Lucas Paes é estudante de jornalismo e torcedor do Santos FC.

O Curioso do Futebol

O Curioso do Futebol
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com

Aceisp