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Torneio de Maceió de 1994 - Nenhum gol marcado e Flu campeão por ser visitante

Por Victor de Andrade

Fluminense de 1994 - Campeão de um torneio onde não teve gol

Uma competição com um regulamento esdrúxulo, onde o campeão saiu por um quesito mais estranho ainda. Este foi o Torneio de Maceió, realizado em junho de 1994, onde nenhum gol foi marcado nos três 'jogos' realizados no certame e o Fluminense acabou sendo declarado campeão por ser o visitante da 'festa'.

Logo de cara, você deve estar se perguntando o porque das aspetas na palavra jogos acima, mas há explicação para ela: nos anos 90, era comum as equipes fazerem a inter-temporada no meio do ano, já que o estaduais eram mais longos e os campeonatos nacionais mais curtos. Entre junho e julho, havia uma parada razoável entre as competições, ainda mais em ano de Copa do Mundo (o caso de 1994) e os clubes faziam excursões por outros estados fora de sua sede ou até internacionais.

Mas agora vem um dos cúmulos: o Fluminense só ia ter uma data em Maceió, mais exatamente o dia 15 de junho de 1994 e, ao invés de se marcar um amistoso contra apenas  CSA ou CRB, um combinado das duas equipes ou até uma Seleção Alagoana, fizeram uma "politicagem" e montaram um torneio onde as partidas teriam duração de apenas 45 minutos, equivalente a um tempo do jogo normal, e assim o dois maiores times do futebol alagoano poderiam encarar os cariocas.

Na excursão, e também no torneio, o técnico do Fluminense, Pinheiro, levou os goleiros Ricardo Cruz e Wellerson, além dos jogadores de linha Adalberto, Rau, Márcio Costa, Alex, Jandir, Luiz Antonio, Luiz Henrique, Julio César, Márcio, Humberto, Ézio, Cláudio, Leonardo e Rogerinho. Eram os principais nomes do clube naquele momento, inclusive Luiz Henrique, que estava cotado para ir à Copa do Mundo e ficou de fora da lista final de Carlos Alberto Parreira.

Os primeiros 45 minutos do Fluminense no torneio, que foi realizado no Estádio Rei Pelé, foram contra o CRB. Apesar do jogo movimentado, a rede não foi balançada e o placar foi de 0 a 0. Em seguida, o Tricolor fez mais 45 minutos, desta vez contra o CSA, e a bola continuou teimando em não entrar: 0 a 0. Depois, mais 45 minutos, agora com o Clássico Alagoano, e mais um 0 a 0. Em resumo: 135 minutos de futebol e a rede não foi balançada!

Com três empates e nenhuma vantagem em gols marcados, a organização do torneio se reuniu e decidiu declarar o Fluminense campeão, simplesmente por ser a equipe visitante da competição. É isto mesmo! Você não leu errado! E assim, com uma decisão bem típica do futebol brasileiro dos anos 90, o Tricolor comemorou um título de um certame que não teve um mísero golzinho.

Clássico das colônias termina sem gols na Caneleira

Jogo com algumas emoções, mas sem gol


Santos amanheceu neste domingo respirando futebol. Jabaquara e Portuguesa Santista se enfrentaram na Caneleira e empataram em 0 a 0. As duas torcidas fizeram uma bela festa nas arquibancadas, com mais de 1.400 pagantes, um dos melhores públicos do Campeonato Paulista da Segunda Divisão, a Bezinha.


A torcida do Jabaquara, mandante da partida e equipe da colônia espanhola, se posicionou na lateral e no gol de fundo do Estádio Espanha. Já a torcida da Briosa, da colônia portuguesa, ficou atrás do gol de entrada. Uma verdadeira festa da península ibérica. Todos os torcedores incentivaram suas equipes, apesar do sol forte, que fez com que duas pessoas passassem mal.

Torcida da Briosa marcou presença no campo do 'rival'

Vale ressaltar a presença dos amigos Marcelo Pinhão, Pepe Varella, Fabricio Lopes, Arlindo Ferreira, José Mario Alves, Rodrigo Leite, Mario Gonçalves, Renato Rocha, o Gene Simmons da alegria, e todos os meus parceiros da torcida da Briosa.

A partida começou com os goleiros Pablo, da Portuguesa, e Thyago, do Jabaquara, se atrapalhando. Por muito pouco ambas as equipes não marcaram. Com o passar dos minutos, a Briosa impôs seu ritmo, mantendo a posse de bola, mas finalizando pouco. O Jabuca explorava os contra-ataques.

No primeiro tempo, a Portuguesa teve duas chances: a primeira com Kaíque, em lance que o goleiro Thyago salvou o rubro amarelo. Na segunda, em uma bola mal recuada, o arqueiro do Jabuca chutou mal a bola, que sobrou para Rodrigão perder um gol feito.

Torcida do Jabaquara presente

Na segunda etapa, o Jabaquara iniciou melhor, assustando em lances do meia Eric. Mas a Portuguesa, depois dos 10 minutos, voltou a dominar a partida. Em um lance de bola parada, Joéber mandou a bola na trave e quase abriu o placar para a Briosa.

Depois de alguns minutos sem muita emoção, a Portuguesa acordou. os 40, Ricardinho acertou a trave e, no rebote, Ítalo perdeu o gol na pequena área. Aos 43, Moacir fez boa jogada pela esquerda, se aproximou da área e obrigou Thyago a fazer uma bela defesa. Em seguida, o Jabuca teve chance, mas Rico salvou.

"Os times não jogaram para empatar, buscaram o gol várias vezes. Logicamente, tivemos que nos precaver para não abrir tudo, mas valeu pelo desempenho. Eles lutaram bastante", analisou o técnico Serginho.

Partida foi realizada debaixo de sol forte

Ao final dos 90 minutos, um 0 a 0 que se não foi fraco, também não foi de encher os olhos dos torcedores, estes sim as grandes estrelas da partida de hoje.

No próximo domingo, a Briosa recebe o Diadema, em Ulrico Mursa, às 10h. A partida é válida pelo returno da primeira fase. Já o Jabaquara enfrenta no sábado, 15 horas, o Taboão da Serra na Grande São Paulo.

O Curioso do Futebol

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