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FPF divulga motivos de fechar portões para o público nas duas próximas rodadas do Paulista Sub-11 e Sub-12

Com informações da FPF
Foto: Rodrigo Corsi / Ag. Paulistão

Reunião na FPF

Todos os jogos das rodadas 16 e 17 do Campeonato Paulista Sub-11 e Sub-12, nos dias 31 de agosto e 7 de setembro, serão realizados com portões fechados ao público.

A medida, em caráter educativo, é uma decisão da Federação Paulista de Futebol por recomendação do TJD-SP (Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol Paulista), em decorrência do crescente número de casos de mau comportamento dos torcedores. A FPF informou ao órgão a gravidade e a escalada das ocorrências e o órgão recomendou a medida.

Até o momento, o Paulista Sub-11 e Sub-12, iniciados em junho, registrou 46 ocorrências nas arquibancadas. Em toda a competição no ano passado foram 34 ocorrências. Os casos incluem ofensas a crianças -como crimes de injúria racial e homofobia-, brigas, ameaças e outros atos de violência e hostilidade, a maioria por pais e responsáveis pelas crianças.

"Essa é uma medida educativa, que reforça nosso compromisso em colocar a integridade e a formação das crianças acima de qualquer outro interesse. O futebol nessa faixa etária deve ser sinônimo de aprendizado, convivência, diversão e alegria, e é esse padrão de arquibancada que trabalharemos para garantir. Quando atitudes de torcedores ameaçam esse ambiente, precisamos agir. Pais, educadores, dirigentes: precisamos ser e dar exemplo para as crianças", diz Fábio Moraes, diretor executivo de Competições da FPF.

Em dezembro de 2024, a FPF lançou uma campanha especial direcionada aos pais das crianças que disputam os campeonatos estaduais de base.


No vídeo da campanha, a FPF simulou o comportamento agressivo de alguns pais de crianças em jogos das categorias infantis do Campeonato Paulista. Na peça, alguns pais são convidados a ler em um tablet frases como "você não acerta uma, seu burro!", supostamente ditas a crianças por professores em salas de aula.

Porém, ao final do vídeo, descobrem que são frases colhidas em jogos das categorias de base, ditas por pais e familiares de crianças.

"Por que na escola não pode e no futebol pode?", questiona a campanha. A FPF utiliza o vídeo em palestras, cursos e eventos relacionados à formação de atletas.

Brigas, ofensas e até arma - Os motivos dos portões fechados no Paulista Sub-11 e Sub-12

Com informações do ge.com
Foto: Fernanda Luz/Ag. Paulistão

Medalhas do Paulista Sub-11 de 2024

Brigas nas arquibancadas, arremesso de objetos, ofensas discriminatórias e até o porte de armas de fogo viraram problema recorrente nas competições de base em São Paulo. Cresce o número de ocorrências em 2025, e o mau comportamento dos pais, que são maioria em jogos da base, fez a Federação Paulista determinar uma nova medida: portões fechados nos Estaduais sub-11 e sub-12.

Trata-se de uma medida educativa temporária, em decisão da FPF respaldada pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo, com as rodadas 16 e 17 do Paulistão acontecendo dessa forma em ambas as categorias. Reportagem do ge.com conseguiu acesso aos registros das ocorrências que fizeram a Federação, através de solicitação do TJD-SP, tomar a atitude.

Ela se baseia no aumento de casos nos últimos anos. Foram 34 ocorrências de torcedores no ano passado, enquanto em 2025, somente até este mês de agosto, os números ultrapassam a marca, chegando a 46 casos no sub-11 e sub-12.

Os relatos são de arremesso de objetos no campo, confusão entre torcedores, itens proibidos, além de ofensas à arbitragem, à comissão técnica e até aos atletas, que são crianças entre 11 e 12 anos neste cenário. As agressões verbais vão desde xingamentos a insultos racistas e homofóbicos.

Uma criança, por exemplo, saiu de campo chorando após ouvir gritos de gordo, x-tudo e x-bacon vindos de um adulto na torcida adversária. As imagens auxiliaram na identificação do responsável e com isso foi lavrado um boletim de ocorrência, mas as agressões estão longe de ser exceção.

"Após meses de conscientização, ainda registramos episódios inaceitáveis de condutas de adultos nas partidas de base. Essas duas categorias reúnem as atletas e os atletas mais jovens das nossas competições. Queremos arquibancadas de respeito e alegria, e o exemplo começa conosco" diz o vice-presidente da Federação, Mauro Silva, na reportagem ao ge.com.

Em junho, há um relato de torcedores que proferiram ameaças à comissão técnica do time rival, gritando frases como "Quem é o pai desse gordo que eu quero agredir lá fora? Ele agrediu meu filho", em referência a um atleta, cujo nome foi preservado pela reportagem. Não foi possível identificar individualmente os autores dos insultos nesse caso.

No fim do mesmo mês, outro torcedor entrou no setor visitante de uma partida portando uma arma de fogo. Apresentou Carteira Funcional e Certificado de Registro de Arma de Fogo, mas argumentou-se, naturalmente, que por se tratar de um campeonato de crianças não era adequado o porte de arma. O torcedor alegou que não poderia ficar sem ela.


No fim de julho, por sua vez, torcedores de um time visitante gritaram "LGBT não pode bater pênalti" para um dos atletas da equipe adversária. O relato ainda é de que o supervisor do clube desceu do camarote para pedir aos torcedores que parassem com os gritos e chegou a discutir com alguns pais porque discordaram da atitude do dirigente.

Em outras ocasiões, houve ainda arremesso de líquidos contra gandulas, partida paralisada por arremesso de tênis no campo, briga entre torcedores que acabou com uma mulher alcoolizada caindo na arquibancada e até a explosão de uma bomba na arquibancada onde estavam alguns pais e atletas de um time mandante. Todos em 2025.

A medida dos portões fechados, portanto, é colocada como uma nova tentativa de conscientização. Ainda no fim do ano passado, a Federação chegou a lançar uma campanha de alerta sobre comportamento de pais de atletas mirins. Era um vídeo com simulação de comportamento agressivo de familiares em jogos infantis do Paulistão, como parte da campanha "Menos Ódio, Mais Futebol", que existe para combater a intolerância e a violência.

Atendendo o TJD-SP, próximas duas rodadas do Paulista Sub-11 e Sub-12 serão com portões fechados

Arte: FPF


Através de portaria divulgada na última quarta-feira, dia 28, a Federação Paulista de Futebol anunciou que as duas próximas rodadas, 16 e 17, do Campeonato Paulista Sub-11 e Sub12, serão realizadas sem público, com portões fechados. A entidade alegou "preservação da disciplina" no documento, após solicitação, via ofício, do TJD-SP.

A decisão atende uma solicitação feita pelo Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP). "Considerando os termos do Ofício nº 3/2025, datado de 26 de agosto de 2025, expedido pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado de São Paulo, por meio do qual o Presidente do TJD/SP propõe a realização das rodadas 16 e 17 do Campeonato Paulista SUB-11 e SUB-12 com portões fechados", diz o documento.

A portaria, assinada pelo diretor Executivo de Competições, Fábio Moraes, fala que é dever da FPF preservar a disciplina nos campos de futebol. "Considerando que é dever desta Entidade preservar a disciplina nos campos de futebol. Informa: Atender integralmente a decisão proferida pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Estado de São Paulo, para que todos os jogos referentes às rodadas 16 e 17 do Campeonato Paulista SUB-11 e SUB-12 de 2025 ocorram de portões fechados ao público".


Ofício - O ofício nº 3/2025, expedido pelo presidente do TJD-SP no dia 26 de agosto, foi o ponto de partida para a determinação. O ofício não está disponibilizado nem pela Federação Paulista, nem pelo Tribunal de Justiça Desporitva em seus siites.

Com a medida, nenhum torcedor (nem familiares) poderá acompanhar in loco os jogos das duas categorias nessas rodadas, que acontecerão sem a presença de público. A FPF reforçou que a portaria tem efeito imediato e está em vigor a partir da data de sua publicação.

TJD-SP determina portões fechados em jogos do São José após confusão no jogo contra o Santo André

Com informações da CBN
Foto: divulgação

Estádio Martins Pereira estará com portões fechados

O Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) determinou que a realização dos jogos do São José Esporte Clube sejam com portões fechados, de forma preventiva e temporária. A decisão foi tomada em função dos atos de violência cometidos por terceiros contra o ônibus da delegação do Santo André, ocorrido no último dia 3 de agosto.

Com a medida, todos os jogos do São José, seja na categoria profissional, categorias de base ou no futebol feminino, terão entrada proibida ao público enquanto a determinação estiver em vigor. Como consequência, a venda de ingressos para a partida contra a Portuguesa Santista, marcada para o dia 16 de agosto (sábado), foi suspensa temporariamente.

Em nota, o São José EC informou que apresentou sua defesa na tarde desta sexta-feira (9) e está adotando todas as providências necessárias para que a situação seja solucionada o mais rápido possível.

O clube ainda reafirmou que não compactua com qualquer forma de violência, seja dentro ou fora dos estádios e que os atos violentos prejudicam não apenas a instituição, mas também os torcedores de bem e a integridade do esporte.

Por fim, o São José EC SAF se colocou à disposição das autoridades competentes para evitar que episódios semelhantes voltem a acontecer, e pediu a compreensão de sócios, torcedores, patrocinadores e parceiros, ressaltando que “a violência não combina com o nosso futebol.”

“Comportamentos violentos prejudicam diretamente o clube, os torcedores de bem e a integridade do esporte. Acreditamos que a responsabilidade por manter um ambiente seguro é compartilhada – clube, torcedores e poder público.

Contamos com a compreensão dos nossos sócios-torcedores, torcedores, patrocinadores e parceiros, e reforçamos que a violência não combina com o nosso futebol”
Entenda a confusão - A delegação do EC Santo André foi alvo de um ataque no fim da tarde do último domingo (3), após a partida contra o São José EC, válida pela oitava rodada da Copa Paulista, no Estádio Martins Pereira, em São José dos Campos.


Segundo informações divulgadas pelo clube andreense, o ônibus que transportava a equipe foi cercado por integrantes da torcida organizada Mancha Azul. O clube alega que esse grupo de torcedores teria depredado o veículo, invadido o interior do ônibus e ameaçado atletas e membros da comissão técnica. Durante a ação, esses torcedores teriam arremessados garrafas de vidro e disparados rojões contra o coletivo.

A delegação relatou que, diante da violência, os jogadores se deitaram no corredor do ônibus para se proteger. O episódio teria durado cerca de 10 minutos, em meio a um clima de forte tensão.

Corinthians proíbe entrada de torcedores nos jogos da base

Torcedores não puderam assistir a partida sem aviso no site da FPF

Na manhã do último sábado, dia 22, o Corinthians tinha dois jogos marcados para o Estádio Alfredo Schürig, no Parque São Jorge, em São Paulo: contra o Penapolense, pelo Campeonato Paulista Sub-15, e contra o Oswaldo Cruz, válido pelo certame estadual Sub-17. Dois torcedores, Bruno Filandra Lopes e Luiz Gustavo Folego foram à Fazendinha e tiveram uma surpresa desagradável.

Ao chegarem no portão do estádio, o mesmo estava fechado. Os seguranças não permitiram a entrada de ambos e mais algumas pessoas que chegaram no local. O problema é que no site da Federação Paulista de Futebol (FPF) não havia qualquer aviso de portões fechados e restrição ao acesso do público, o que é previsto no Estatuto do Torcedor. Bruno Filandra Lopes é, inclusive, membro do programa Sócio-Torcedor do clube. Luiz Gustavo já fez parte do mesmo programa.

Após a insistência de todos que estavam na frente do local, os seguranças entraram em contato com os responsáveis pelo clube, que liberaram apenas os parentes de jogadores. Tanto Bruno quanto Luiz mandaram e-mail para a Ouvidoria da FPF.

E-mail de Bruno Filandra Lopes:

Ouvidoria da Federação Paulista de Futebol

No último sábado dia 22/08/2015,eu meu amigo Luiz Gustavo Folego fomos até o Estádio Alfredo Schurig, afim de assistir as partidas Corinthians x Penapolense (partida válida pelo Campeonato Paulista sub 15) e Corinthians x Osvaldo Cruz (partida válida pelo Campeonato Paulista sub 17).

O que aconteceu foi que nós fomos impedidos de entrar no estádio,pois a ordem vinda dos responsáveis do clube para a segurança era de que não estava permitida a entrada dos torcedores.Após insistência nossa e de outras pessoas presentes,os seguranças entraram em contato com os responsáveis.E veio uma nova ordem:apenas os familiares dos atletas poderiam entrar para assistir a partida.

Gostaria de saber se é permitido vetar torcedores em um evento da Federação Paulista de Futebol ou se é permitido o clube mandante fazer seleção de torcedores,pois estou indignado com tal atitude.

Meu amigo mandou um e-mail para vocês também com a mesma reclamação.

Por favor,gostaria de uma resposta se for possível.

Muito obrigado

Bruno Filandra Lopes

E-mail de Luiz Gustavo Folego:

Prezado ouvidor, 

Informo que estive no último sábado, dia 22 de agosto , nas dependências do Parque São Jorge para acompanhar as partidas Campeonato Paulista Sub-15 e Sub-17. O Corinthians, mandante dos jogos, receberia as equipes do Penapolense e Osvaldo Cruz, respectivamente.

Como o primeiro jogo estava marcado para às 09hs, cheguei com antecedência de aproximadamente 20 minutos. Ao tentar me dirigir ao estádio, fui informado pela segurança do clube que não havia nenhuma orientação de que os jogos seriam liberados para a presença de torcedores.

Questionei, pois não vi alguma menção no site da federação paulista sobre tal restrição e que somente a federação poderia determinar esta situação, pois ela é que organiza a competição. Os seguranças consultaram mais uma vez os responsáveis por esta área no clube, que mantiveram a proibição.

O pior foi que pessoas identificadas como parente dos atletas, conseguiram acesso ao estádio, isso aconteceu na minha presença e de um outro amigo, que também queria ver as partidas.

Depois de tudo isso, desistimos de acompanhar os jogos, infelizmente não é a primeira vez que acontece isso quando vou a jogos no Parque São Jorge. Lembrando que a partidas seriam originalmente em Guarulhos, e que a pedido do clube, foi alterado o local de realização. 

Acredito que o clube não tem esse poder de restringir o acesso, sem que a federação paulista determine. Nos sentimos desrespeitados, diante do ocorrido. 

Atenciosamente,

Luiz Gustavo Folego

Com a palavra, a Ouvidoria da FPF e a diretoria do Sport Club Corinthians Paulista.

O Curioso do Futebol

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