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TJD-PR pune jogador vítima de racismo com pena maior que a do agressor

Foto: reprodução / Youtube

Fato aconteceu no confronto entre Batel e Nacional, pela Taça FPF

O Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná (TJD-PR) decidiu punir com mais rigor o jogador que reagiu a um ato de racismo do que o atleta que proferiu a injúria. O episódio ocorreu em 4 de outubro, durante Batel x Nacional, pela Taça FPF, em Guarapuava.

Segundo a súmula, o volante Diego, do Batel, chamou o zagueiro Paulo Vitor (PV), do Nacional, de “macaco” durante uma discussão em campo. Ao ouvir o insulto racista, PV reagiu com um soco no adversário, que caiu no gramado e precisou de atendimento médico.

Após quatro horas de julgamento, o TJD-PR suspendeu Diego por 7 jogos, além de aplicar multa de R$ 2 mil. A defesa do jogador alegou que o termo utilizado teria sido “malaco”, e não “macaco”, mas a versão foi rejeitada pela corte.

Já Paulo Vitor recebeu a pena mais severa: 10 jogos de suspensão, denunciado pelo soco e também por uma cusparada — esta, negada pelo atleta, mas considerada pelo tribunal na fixação da pena. Na partida, PV foi expulso, enquanto Diego permaneceu em campo. O Batel venceu por 1 a 0 e eliminou o Nacional da competição.

Repercussão e protocolo antirracismo - O árbitro Diego Ruan Pacondes da Silva ativou o protocolo antirracismo da FIFA, cruzando os braços em “X” e registrando o caso na súmula.


Nas redes sociais, o zagueiro lamentou a situação. “Fui vítima de racismo. Não sou a favor da violência, mas parece que só assim eles sentem. Quem é da cor vai entender minha reação. Espero que a justiça seja feita. Fogo nos racistas.”

O Batel anunciou o desligamento imediato de Diego, afirmando em nota que repudia qualquer forma de discriminação e que colaborará com as autoridades. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do atleta condenado pela injúria racial.

Em decisão inédita, STJD adota punição de caráter educativo a clube de futebol

Foto: reprodução

Sede do STJD

Em decisão inédita, o Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), deferiu sentença favorável a punição do Clube Atlético Goianiense por injúria racial praticada por um torcedor contra o atleta Felipe Bastos.

A sentença foi baseada uma punição determinada pelo Dr. Maurício Neves Fonseca, vice-presidente administrativo, ao clube do Cruzeiro e do Grêmio de acordo com Transação Disciplinar homologada em junho deste ano que determinou, entre outras obrigações, exibição de campanha protagonizada por um jogador da equipe no telão do estádio antes do início das partidas e nos intervalos, contendo mensagens de conscientização contra a discriminação e intolerância de qualquer natureza, a fim de que os seus torcedores não prejudiquem a equipe.

O Atlético Goianiense foi punido em 25 mil reais e perda de mando substituída por ações educativas que deverão ser gravadas com os principais jogadores do time e veiculadas nos jogos do clube até o final do Campeonato Brasileiro.


A decisão do STJD revela um movimento importante para a sociedade e que poderá contribuir para uma mudança de comportamento de torcedores nas arenas esportivas. “Estamos tomando uma decisão no tribunal objetivando a inclusão de punição de caráter pedagógico que, com certeza, trará ótimo resultados para coibir atos discriminatórios por parte dos torcedores nos campos de futebol”, afirma Dr Maurício Neves.

O Curioso do Futebol

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