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O primeiro jogo de Léo pelo Santos

Por Ricardo Pilotto
Foto: Arquivo

Léo nos primeiros momentos no Santos

Leonardo Lourenço Bastos, reconhecido apenas como Léo e carinhosamente apelidado de Guerreiro pela torcida do Santos, está completando o seu 47º ano de vida nesta quarta-feira, dia 6 de julho de 2022. O ex-lateral esquerdo é, até os dias atuais, o maior vencedor de títulos com a camisa do Santos depois da "Era Pelé", época em que o Alvinegro Praiano conseguiu muitas glórias. Também é o 13º atleta que mais vestiu a camisa do clube.

Nascido em Campos dos Goytacazes, cidade localizada no interior do estado do Rio de Janeiro, Léo chegou à Baixada Santista depois de jogar nas categorias de base e na equipe do Americano, clube de sua cidade natal, além de também ter defendido a equipe do União São João, time do interior paulista. Antes de atuar com a camisa santista, o defensor já havia jogado no gramado da Vila Belmiro, mas na condição de visitante.

"Entre 1999 e 2000 fiz bons jogos pelo União São João, inclusive diante do Santos. Isso despertou o interesse do clube por mim", revelou o jogador. "Quem fez os primeiros contatos comigo foi o Clodoaldo. Receber ligações de um grande ídolo do Santos e da Seleção é claro que me balançou e acabou tendo um grande peso em minha vinda para a Vila Belmiro", completou.

Contratado pelo Alvinegro Praiano em 2000, o lateral esquerdo debutou no dia 27 de agosto, em um clássico com a equipe do Palmeiras, válido pela Copa João Havelange. O confronto acabou com triunfo alviverde por 3 a 2, com Edmundo tendo marcado os dois tentos do time santista. Giba, treinador do Peixe na época, iniciou com os seguintes jogadores para este duelo: Carlos Germano; Michel, Preto (Júlio Cesar), Sangaletti (Valdo) e Léo; Claudiomiro, Renato, Caio e Robert (Ailton); Edmundo e Dodô.

 "Já havia jogado na Vila como adversário, pelo União. Estrear com a camisa do Santos naquele estádio mítico, em um clássico, foi a realização de um sonho. O início de uma linda história de amor", falou o ex-atleta. "Eu nasci no dia 6 de julho, mas 27 de agosto é como se fosse meu segundo aniversário. O dia em que teve início minha história como atleta do Santos, um clube que mudou minha história, pelo qual me apaixonei e onde vivi muitos dos momentos mais marcantes da minha vida".

Uma curiosidade: Apesar de não ser adotada na épooca em Campeonatos Brasileiros e nem os clubes usavam, a Copa João Havelange, competição que substituiu o certame nacional em 2000, tinha numeração fixa. Quando Léo chegou ao Santos, a camisa 3, tradicional do clube para laterais-esquerdos, já estava com Rubens Cardoso. Porém, a 4, de lateral-direito, estava vaga. Com isto, o jogador que viraria, depois, o Guerreiro da Vila, estreou pelo Santos com a camisa 4, mas, já em 2001, vestiu a 3.


Léo pelo Santos

Ao todo, Léo teve duas passagens pelo Santos. Na primeira, disputou um total de 281 jogos, sendo que a última aconteceu no dia 03 de julho de 2005, quando o Alvinegro empatou com a equipe do Juventude na Vila Belmiro, em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro daquele ano. O defensor foi vendido para o Benfica, time de Portugal, onde jogou por quatro temporadas.

Retornou oficialmente ao Peixe no dia 05 de fevereiro de 2009, quando o Alvinegro bateu o São Caetano pelo placar de 2 a 0, partida que aconteceu na casa santista, pelo Paulistão. Nesta ocasião, o time entrou em campo com os seguintes atletas: Fábio Costa, Luizinho (Pará), Adaílton, Fabiano Eller e Léo; Roberto Brum, Rodrigo Souto, Lucio Flavio (Róbson) e Madson; Roni (Bolaños) e Kléber Pereira. O técnico Márcio Fernandes estava no comando do time santista.

Defendo o clube do litoral de São Paulo, o lateral esquerdo conquistou três campeonatos paulistas (2010, 2011 e 2012), dois brasileiros (2002 e 2004), e também uma Copa do Brasil, em 2010. O ídolo da torcida alvinegra marcou 23 gols em 418 partidas disputadas.

Ex-lateral Léo celebra os dez anos da conquista da Libertadores de 2011 pelo Santos

Foto: arquivo Santos FC

Léo, com a taça e Pelé

22 de junho de 2011 é uma das datas mais importantes da história do Santos. Há exatos dez anos, o Alvinegro vencia o Peñarol por 2 a 1 no Pacaembu, no jogo de volta da decisão da Copa Libertadores, e conquistava pela terceira vez a competição sul-americana.

Um dos maiores ídolos do clube, o ex-lateral Léo celebra a passagem da primeira década do título continental do clube de Vila Belmiro. “Aquela Libertadores teve uma importância enorme. O Santos voltava a conquistar a competição depois de quase 50 anos, e pela primeira vez após a Era Pelé. Já se passaram dez anos, mas lembro como se fosse hoje o mar branco que tomou conta do Pacaembu. Foi uma noite muito especial, com a festa da nossa torcida, a presença do Pelé. Um dia que lembro com muito carinho e que jamais sairá da minha memória”, declarou o Guerreiro da Vila.


Batalha de Assunção - Uma competição como a Libertadores sempre é recheada de desafios. Mas Léo destaca um jogo, em especial, como o mais o mais difícil. Foi o confronto com o Cerro Porteño, disputado no dia 14 de abril em Assunção, no Paraguai.

“É claro que a decisão, no Pacaembu lotado, foi um momento maravilhoso. Mas outra partida importantíssima foi diante do Cerro Porteño, pela penúltima rodada da fase de grupos. Chegamos ao Paraguai com desfalques importantes (Neymar e Elano entre eles) e até um pouco desacreditados. O ambiente no estádio era hostil, também. Fora a pressão pelo risco de o time ser eliminado no dia do aniversário do clube. Aquela vitória por 2 a 1 foi decisiva e deu ainda mais confiança para chegarmos à decisão e ao título”, relembrou.


Sequestro da taça - O Guerreiro da Vila também recorda de outra situação inusitada: o “sequestro” da taça da Libertadores, que passou a noite seguinte da final no apartamento do ex-lateral no Bairro do Gonzaga.

“Na madrugada daquela quinta-feira, poucas horas após a vitória sobre o Penãrol, no Pacaembu, eu fui o último a deixar o CT Rei Pelé. Foi quando vi a taça da Libertadores em cima de uma mesa, no vestiário. Como, depois de tanta luta para conquistar o título, o troféu iria passar aquela noite lá, sozinho? Não tive dúvidas: levei a taça para ‘dormir’ comigo em casa. É claro que no dia seguinte, assim que acordei, fui entregá-la de volta na Vila Belmiro”, concluiu o ídolo alvinegro.

O Curioso do Futebol

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