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Livro "O Cometa Eterno" revive a glória do GE Renner e sua herança no futebol gaúcho

Obra será lançada oficialmente com sessão de autógrafo no dia 21 de novembro

O livro "O Cometa Eterno" celebra a memória do G.E. Renner, clube que fez história no futebol gaúcho na década de 50, ao se sagrar campeão estadual em 1954. Escrito por Luis Carlos Macchi e Vítor Vasata, a publicação será lançada no dia 21 de novembro, às 18h, no restaurante Galeto do Mercado, localizado no DC Shopping (R. Frederico Mentz, 1561). Haverá unidades à venda no local, ao valor de R$ 65.

O evento contará com a presença de personalidades do futebol e sessão de autógrafos, além de uma exposição com fotografias e objetos que retratam a rica história da extinta equipe do 4º Distrito de Porto Alegre.

"É mais do que um time; é um legado que deve ser compartilhado com as novas gerações. Esta festa de lançamento é uma oportunidade para celebrar nossa história e manter viva a chama do clube", aponta Luis Carlos Macchi, coordenador geral do projeto e mascote do time em 1954.

Gol de Placa - O projeto é uma realização da Fundação A. J. Renner que se tornou possível a partir da união de estudiosos e torcedores apaixonados. Para contar essa rica trajetória, uniram-se ao projeto ex-jogadores, além do acervo presente no espaço cultural Memorial Valdir Joaquim de Morais, maior jogador da história da agremiação.

"Esse projeto é resultado de uma profunda pesquisa iconográfica e entrevistas com nomes importantes da equipe que construiu uma história linda e, até os dias atuais, continua presente em nossos corações", celebra Marise Mariano, Diretora-Presidente da Fundação A.J. Renner.

E conta com apoio do CEME (Centro de Memória do Esporte), ESEFID (Escola de Educação Física, Fisioterapia e Dança da UFRGS), Prefeitura de Porto Alegre, Governo do Estado do Rio Grande do Sul e Instituto Estadual do Livro. A obra foi feita pela Editora Libretos, a produção é da Stephanou Cultural e realização da Fundação A. J. Renner.

Marco do futebol gaúcho - Cria do bairro Navegantes, em Porto Alegre, seus maiores feitos ocorreram na década de 1950. Idealizado pelos funcionários da A. J. Renner, teve bastante apoio da presidência da fábrica, que proporcionou diversas assistências, tais como escolas, departamento médico, social e de esportes, além de banco de financiamento.

O apoio fez com que a equipe fosse crescendo e, após 14 anos faturando títulos no futebol amador, o clube conseguiu se profissionalizar. Foram outros 14 anos na elite profissional do futebol gaúcho, tendo seu apogeu entre 1954 e 1956, quando enfileirou dois anos de invencibilidade e conquistou o Campeonato Gaúcho de 1954, após vencer Grêmio e Internacional no Campeonato Citadino do mesmo ano.

Outro feito marcante foi revelar o goleiro Valdir de Moraes, um dos grandes da posição nas décadas de 50 e 60. O arqueiro começou no juvenil e defendeu as cores vermelha e branca por mais de uma década, até ser vendido ao Palmeiras. No clube paulista foram 480 jogos e sete títulos conquistados.


Após a aposentadoria, Valdir também se destacou por criar a profissão de treinador de goleiros, função que exerceu na Seleção Brasileira, na Copa do Mundo de 1986. O goleiro compilou muitos documentos e fotos ao longo de sua carreira e muito desse acervo histórico foi consultado na pesquisa e elaboração do livro “O Cometa Eterno”.

Serviço

Lançamento do livro "O Cometa Eterno"
Quando: 21 de novembro
Onde: Galeto do Mercado (DC Shopping) - Rua Federico Mentz, 1561, Porto Alegre
Horário: 18h
Valor do livro: R$ 65

Ênio Andrade e sua passagem pelo gaúcho Renner

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

Ênio Andrade era um dos destaques do Renner campeão gaúcho de 1954

O Brasil tem diversos nomes que estão marcados na história do futebol, e Ênio está nessa lista, sem dúvidas. Ênio Vargas de Andrade, mais conhecido apenas como Ênio Andrade, nasceu em Porto Alegre, no dia 31 de janeiro de 1928, e nos deixou em Porto Alegre, no dia 22 de janeiro de 1997. Ele foi um dos grandes do Renner campeão gaúcho de 1954

Ênio foi jogador e treinador de futebol, tendo bela carreira em ambas profissões, sendo sempre um vencedor. Tudo começou em 1949, quando ele começou a atuar pelo São José, mas ficou por pouco tempo no time mediano do futebol gaúcho.

Com suas boas atuações, o jogador chamou a atenção do Internacional, e se transferiu para a equipe em 1950. No colorado, Ênio foi bicampeão do Campeonato Gaúcho, e logo depois deixou o clube. Logo após seu segundo título, o atleta recebeu uma boa proposta.

Ênio foi atuar no Grêmio Esportivo Renner, equipe do Grupo Renner, que foi extinta no século passado. Foi no clube gaúcho que se transformou em meia, passando atuar mais perto dos atacantes e chegando na área para finalizar.

Foi com as suas boas atuações na equipe que chamou a atenção da Seleção Brasileira, começando a ser convocado para alguns jogos, mas acabou não se firmando com a camisa do Brasil. O meia ficou muito tempo na equipe, construindo uma linda história com a camisa do clube.

O jogador foi fundamental na campanha do título do Campeonato Gaúcho de 1954, sendo o principal atleta da equipe. O time conseguiu um feito muito importante com a vitória, pois era muito difícil bater as duas equipes grandes da região, o Internacional e o Grêmio. Para se ter uma ideia, depois do título do Renner, a dupla GreNal deixou de ganhar um Gauchão apenas em 1998, com a conquista do Juventude, na época financiada pela Parmalat.

Ênio ficou na equipe por seis anos, até quando o clube foi extinto em 1957. Com o fim do clube, o jogador teve que se transferir para outro clube. O meia recebeu proposta do Palmeiras e foi atuar no time paulista, onde também teve uma linda passagem.


Depois do Alviverde, o jogador foi para o Náutico e retornou para o São José, onde se aposentou. Mas Ênio não deixou os gramados, pois resolveu seguir sua carreira como treinador, passando por grandes times e fazendo ótimas campanhas, ganhando títulos de muita relevância, sendo três Brasileirões: 1979 (Internacional, o único invicto da história), 1981 (Grêmio) e 1985 (Coritiba).

Ênio só parou de trabalhar como treinador em 1995, quando deixou o Cruzeiro depois de ser semifinalista do  Campeonato Brasileiro. Dois anos depois acabou falecendo, aos 68 anos, vitimado por complicações pulmonares.

O Curioso do Futebol

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