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Depois de um ano e meio parado no Santos, Bryan Ruiz acerta volta ao Alajuelense

Com informações do Estadão Conteúdo
Foto: divulgação

O jogador publicou o acerto em suas mídias sociais

O meio-campista Bryan Ruiz, ex-jogador do Santos, vai voltar a atuar pela Deportiva Alajuelense após 14 temporadas no exterior. Segundo o jogador, de 34 anos, o objetivo é atingir um bom nível, garantir uma vaga na seleção costarriquenha e disputar o Mundial do Catar no ano que vem.

"Voltei para onde tudo começou, para a equipe que me abriu as postas. Aqui me sinto em casa e sempre foi minha prioridade", disse o jogador, que disputou a Copa do Mundo do Brasil em 2014 e da Rússia em 2018, em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira (23).

Ruiz, que ainda está no Brasil, vai assinar contrato de dois anos com a Alajuelense, equipe em que atuou nas categorias de base e foi negociado com o futebol europeu em 2006. O camisa 10 da seleção costarriquenha se desvinculou do Santos no último dia 13, após dois anos de muitos problemas com a diretoria do time brasileiro e poucas atuações em campo.

O veterano afirmou que sua intenção é cumprir o contrato com a Alajuelense até o fim, disputar o Mundial com a seleção e depois encerrar a carreira. "Estou muito contente de retornar a um time histórico. Prometo cumprir meu contrato de forma profissional e jogar da melhor forma possível para levar o clube a mais uma conquista nacional, objetivo de toda a temporada", disse o meia canhoto, que, por causa de sua apagada passagem pelo Santos, acabou perdendo espaço no selecionado de seu país.


Agustín Lleida, diretor da Alajuelense, revelou que Bryan Ruiz também vai participar de um projeto do clube para a descoberta de novos talentos a serem utilizados nas categorias inferiores. "Bryan quer voltar a competir em alto nível e o melhor lugar para isso é em sua casa. Além disso, sua ética e liderança serão importantes para encabeçar este novo plano do clube."

Fora da Costa Rica, Bryan Ruiz atuou no Gent (Bélgica), Twente, PSV (ambos da Holanda), Fulham (Inglaterra), Sporting (Portugal), além do Santos.

Ex-atacante Essinho recorda a sua passagem pela Alajuelense, da Costa Rica

Foto: arquivo pessoal

Essinho na época em que defendeu a Liga Deportiva Alajuelense

O ex-jogador Edson Valente, o Essinho, relembra com muito carinho e alegria o título costarriquenho, conquistado na temporada 1999/2000, quando defendia a Liga Deportiva Alajuelense. O brasileiro, revelado pelo Santos FC, equipe pela qual desempenha atualmente as funções de observador técnico, deixou marcado positivamente o seu nome na história do futebol da Costa Rica.

“Cheguei a Costa Rica em julho de 1999, aos 30 anos de idade, e fiquei dois anos. Defendi a Liga Deportiva Alajuelense, que é um dos times grandes, situado na cidade de Alajuela, que fica a trinta minutos da capital San Jose. E o maior clássico local reúne a equipe que defendi e o Deportivo Saprissa, que era o atual bicampeão nacional na ocasião e vivia um grande momento”, relembra o atacante.

O campeonato costarriquenho na ocasião contava com doze equipes, que se enfrentaram em turno e returno, com cerca de 40 jogos sendo disputados ao longo da temporada. “Vencemos o campeonato sem a necessidade de disputar uma final, pois contávamos com uma equipe muito boa e, por conta disso, ganhamos os dois turnos, conquistando muitos pontos e conseguindo boas performances”, relatou Essinho.

Quando o brasileiro chegou, a Liga Deportiva Alajuelense não vencia o clássico diante do Deportivo Saprissa há algum tempo, cerca de dez confrontos favoráveis ao rival nos últimos encontros. “Logo conseguimos quebrar essa série, ganhando por 1 a 0, com um gol meu, que foi um momento marcante, pois obtivemos este importante resultado jogando ao lado da nossa torcida. Outro ponto que quero destacar foi quando disputamos a União Centro Americana de Futebol (UNCAF) e num jogo decisivo contra o Comunicaciones, da Guatemala, realizado em Honduras, marquei dois gols e vencemos por 3 a 0, conseguindo avançar no campeonato da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf)”, relatou Essinho.


“Pela mesma competição, em Las Vegas (EUA), fizemos o primeiro jogo contra o Toluca, campeão mexicano, e vencemos (1 a 0); depois enfrentamos o norte-americano Chicago Fire e empatamos (1 a 1), vencendo nas penalidades. Na decisão, contra o também mexicano Necaxa acabamos derrotados (2 a 1) e ficamos com o vice-campeonato, perdendo a chance de disputar o Campeonato Mundial Interclubes daquela temporada, que foi realizado no Brasil e o Corinthians Paulista se sagrou campeão”, complementou Essinho.

Nesta mesma temporada, a Liga Deportiva Alajuelense se posicionou na 27ª posição no ranking da Federação Internacional de Futebol (FIFA). “Fato inédito para o futebol da América Central naquela época, já que nenhuma equipe do continente havia figurado entre as 100 melhores e nós estivemos no Top 30. O critério usado pela Federação Internacional é direcionado às vitórias, conquistas e sequências sem derrotas; e nós vínhamos de uma série bem positiva, com resultados e conquistas importantes”, comentou o atacante.

Na primeira temporada pela Liga Deportiva Alajuelense, o brasileiro marcou 17 gols. “Terminando a temporada 1999/2000, eu renovei meu contrato e me sagrei bicampeão costarriquenho (2000/2001), fazendo também um bom número de gols. Desta forma, eu sou o brasileiro que mais marcou gols pela equipe de Alajuela”, explicou Essinho.

Ao longo de sua carreira, Edson Valente, o Essinho, jogou pelo Santos FC, Olímpia, Paysandu, Atlético Goianiense, XV de Jaú, Santo André e Portuguesa Santista, Jabaquara, entre outras equipes.

O Curioso do Futebol

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