O perfil verificado do Goytacaz Futebol Clube, agremiação de Campo dos Goytazes, um dos mais tradicionais do futebol do Rio de Janeiro, abriu uma campanha para o pagamento de um boleto da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FFERJ) e, após críticas, chamou os atuais adeptos do clube de "torcedores de plástico".
Tudo começou com uma postagem feita ainda na quinta-feira, dia 29. A publicação dizia o seguinte:
"O Goytacaz Futebol Clube deseja a todos um 2023 repleto de saúde e paz.
O torcedor apaixonado pelo time que pagar este boleto, receberá uma honraria, diversos ingressos gratuitos durante os campeonatos da série B1 e Copa Rio 2023.
Façam parte deste clube mais querido da cidade, a quinta maior torcida de Estado do Rio de Janeiro.
Seja um TORCEDOR NÚMERO UM."
Junto à postagem, foi anexado um boleto do Banco Bradesco, para a FFERJ, no valor de R$ 4 mil. Apesar do boleto não indicar o motivo do valor, provavelmente deva ser para o pagamento da anuidade de filiado à entidade que rege o futebol do estado do Rio de Janeiro. O clube prometeu que quem pagar o boleto, receberá uma honraria e diversos ingressos gratuitos durante os campeonatos da série B1 e Copa Rio 2023.
Algumas das respostas
A maior parte dos comentários da postagem foram criticando a atitude. Em alguns deles, o perfil oficial respondeu. "Qual torcida??? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk. Goytacaz Futebol Clube não tem torcida desde a década de noventa do século passado. Vocês da atualidade são de plástico".
Outro, que questionou para onde iria o dinheiro, recebeu a seguinte resposta. "Na conta de ninguém. Reúne quarenta amigos, pega cem reais de cada, lhe damos o boleto, paga e nos entrega. Quem ajuda mas também não atrapalha, presta um grande serviço".
Para mais um, a resposta foi a seguinte: "Encontramos na série B2, equivalente a quarta divisão de futebol profissional do Rio de Janeiro. Tudo quebrado nas instalações, estádio com leilão agendado desde agosto de 2021, nada fizeram. Creio que vocês que escrevem aqui, não sabem absolutamente nada a respeito das questões internas".
Crítica ao prefeito de Campos dos Goytacazes
Crítica ao prefeito - Ainda no perfil do Facebook, há uma outra postagem com crítica ao prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho. "O quê é FAKE? Nós ou ELES? Fazem política espúria com declarações de paixão por clube de futebol profissional de Campos dos Goytacazes RJ e postam nove vezes sobre viagem ao Equador para assistirem ao Clube de Regatas do Flamengo. Goytacaz Futebol Clube ainda sobrevive graças a nove heróis que gastaram próximo à um milhão de reais com recursos próprios para suspensão de leilão do estádio Ari de Oliveira e Souza e retirar o time da série B2 equivalente a quarta divisão de futebol profissional do Rio de Janeiro", diz a postagem, que inseriu fotos do mandatário municipal com uma camisa metade Goytacaz, metade Americano.
As duas postagens, pedindo o pagamento do boleto e a crítica ao prefeito, foram feitas apenas no perfil oficial do Facebook do Goytacaz Futebol Clube. O Twitter não tem postagens desde 2021 e, apesar de ter atualizações mais recentes, o Instagram da agremiação não tem estas publicações.
Em 2022 - O Goytacaz disputou uma única competição em 2022 o Campeonato Carioca da Série B2, onde foi vice campeão, perdendo o título para o Barra da Tijuca, mas garantindo o acesso para a Série B1 de 2023.
O Cinema na Rede deste sábado (18/7) exibe, às 21h30, o documentário "Don Diego - Carne, osso e coração" no Facebook e Youtube do Museu do Futebol e dos parceiros. Mas o programa começa um pouco antes: às 20h30, também pelas redes sociais, haverá um bate-papo descontraído sobre a relação do São Paulo FC com os jogadores uruguaios. Participam os jornalistas Matias Pinto, da Central 3, Bruno Rodrigues, da Folha de S. Paulo e Paulo Favero, do O Estado de S. Paulo.
O programa Cinema na Rede é realizado em parceria com o CINEfoot e tem apoio nesta exibição da Federação Paulista de Futebol, Acervo da Bola e São Paulo FC. O Museu do Futebol é uma instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo.
“Don Diego – Carne, osso e coração”, dos diretores Adriano Esteves, Guilherme Palenzuela e Luciano Chuquer, traz uma abordagem sensível e diferente sobre o último ano da carreira de um dos maiores ídolos recentes da história do Tricolor. A produção mostra imagens exclusivas de Diego Lugano no São Paulo em 2017, como as emoções nos bastidores antes e depois de seu último jogo pelo clube, contra o Bahia, no Morumbi, na última rodada do Brasileirão.
O documentário também conta com depoimentos exclusivos de companheiros, comissão técnica, diretoria e uma entrevista emocionante com o uruguaio que ajuda a explicar a relação visceral com o clube a ponto de ele continuar sendo parte do São Paulo como Superintendente de Relações Institucionais.
A exibição de "Don Diego - Carne, osso e coração", faz parte do programa Cinema na Rede e também está inserida na campanha #CulturaEmCasa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, que proporciona alternativas de lazer para a população durante o período de distanciamento social em vigor para o combate ao coronavírus.
Sobre o Museu do Futebol - O Museu do Futebol está instalado em uma área de 6,9 mil metros quadrados sob as arquibancadas do Estádio do Pacaembu. É um espaço interativo, lúdico e multimídia, no qual a história do esporte mais popular do Brasil se confunde com a própria história do país.
O Museu do Futebol é uma iniciativa do Governo e da Prefeitura de São Paulo, com concepção e realização da Fundação Roberto Marinho. Pertence à rede de museus da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e é gerido pelo IDBrasil, Organização Social de Cultura.
#CulturaEmCasa - A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, a que pertence o Museu do Futebol, lançou a campanha #culturaemcasa para que todos os seus equipamentos culturais disponibilizem atividades online no período que durar a pandemia. Museus, bibliotecas, teatros e centros culturais estão temporariamente fechados como parte do enfrentamento à doença.
O Museu do Futebol tem 15 exposições virtuais disponíveis na plataforma Google Art&Culture, o banco de dados online do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) e continuará com novas iniciativas nas redes sociais.
O Atlético Amazonense, na próxima sexta-feira, dia 17, às 18 horas no horário de Manaus (19 horas no de Brasília), seguirá com sua série de lives no YouTube e Facebook. Com mediação do gestor Henrique Barbosa, o tema será O Retorno do Futebol Profissional. O debate, falando da volta após a quarentena por conta da pandemia de coronavírus, contará com a participação de profissionais conhecidos no mundo do futebol.
Estarão presentes na live os treinadores Hélio dos Anjos (atualmente no Paysandu e com experiência em vários clubes do futebol brasileiro) e Jair Ventura (ex-Botafogo, Santos e Corinthians), o presidente do Atlético Goianiense, Adson Batista, e o executivo de futebol Felipe Ximenes (com passagem pelo Flamengo).
Com a Live do Pitbull, o caçula amazonense está se inovando, falando sobre importantes temas que abrangem o futebol em suas redes sociais. Além disso, estas iniciativas fazem com que o clube passa a ser conhecido no cenário nacional.
Futebol de base - A prioridade do Atlético Amazonense vem sendo as categorias de base. Com investimento em estrutura, tecnologia e resultados em campo, o Pitbull da Amazônia fechou recentemente parceria com o Clube da Aseel, que passou a ser a nova casa do clube para as próximas temporadas.
O espaço está em processo de revitalização e conta com um campo de grama natural, quadra de areia e piscina, além de um anexo para realização de treinamentos físicos. E retornará as competições oficiais nessa temporada com nova metodologia, o time trabalhará para evoluir o atleta com assistência em todas as categorias e também formar um torcedor.
A concepção de um DNA faz parte do alicerce da base, de modo que haja identificação ao vestir a camisa atleticana. Para priorizar o desenvolvimento aplicado e específico, serão trabalhadas seis categorias intercaladas (sub-11, sub-13, sub-15, sub-17, sub-20 e sub-23) que será utilizada como base para a equipe profissional que disputará o estadual da série B ainda nesta temporada.
"Nas categorias de base, nós buscamos três objetivos: o sucesso desportivo, a revelação de jovens valores e a formação do cidadão. No Atlético-AM, o processo envolve começo, meio e fim", aponta Henrique Barbosa, presidente de honra e fundador do clube.
Como o esporte, a política e a música se encontraram para mudar o rumo da história do Brasil nos anos 80? Pedro Asbeg, diretor do filme “Democracia em Preto e Branco” fala sobre esse acontecimento histórico neste sábado (13/06) às 20h com os jornalistas Juca Kfouri, José Trajano, Marcelo Rubens Paiva e Serginho Groisman; Mariana Cordovani, integrante do coletivo Movimento Toda Poderosa Corinthiana e Wladimir Rodrigues, ex-jogador do Corinthians.
A conversa será no Facebook e Youtube do Museu do Futebol - instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo. Logo após, às 21h30 começa a transmissão em streaming do documentário, com exibição nas redes do Museu, no Facebook do parceiro CINEfoot e dos apoiadores do programa - Federação Paulista de Futebol e Acervo da Bola -, além do Corinthians.
O filme discorre sobre o período da ditadura militar no Brasil, que completava dezoito anos de opressão e censura. A MPB sobrevivia de metáforas e o Corinthians era dominado pelo mesmo presidente por um período igualmente longo. Foi neste contexto de política, futebol e rock’n’roll que surgiu o movimento Democracia Corinthiana, que pregava maior participação dos atletas nas decisões do clube, ao mesmo tempo em que eles próprios se envolviam publicamente com a política brasileira, clamando pela realização de eleições diretas.
O longa conta com protagonistas do movimento, entre eles Sócrates, Casagrande, Wladimir Rodrigues, e diversos entrevistados, como os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva, além de personalidades como Marcelo Rubens Paiva, Marcelo Tas, Edgar Scandurra, Frejat, Serginho Groisman, Paulo Miklos, entre outros.
Assista o trailer do documentário
A exibição de “Democracia em Preto e Branco” faz parte do programa Cinema na Rede, também inserida na campanha #CulturaEmCasa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, que proporciona alternativas de lazer para a população durante o período de distanciamento social em vigor para o combate ao coronavírus.
O bate-papo será transmitido nas redes do Museu do Futebol, e o filme na de todos os parceiros. Confira:
Sobre Pedro Asbeg, diretor de “Democracia em Preto e Branco” - Documentarista formado em Londres pela University of Westminster. Desde 1997 dirigiu mais de 10 curtas, todos documentários. É diretor de séries sobre futebol como “O Som das Torcidas”, “Fanáticos” e “Craques para sempre”, além dos longas-metragens “Mentiras Sinceras”, “Democracia em Preto e Branco” “Geraldinos”e “América Armada”.
Sobre o Museu do Futebol - O Museu do Futebol está instalado em uma área de 6,9 mil metros quadrados sob as arquibancadas do Estádio do Pacaembu. É um espaço interativo, lúdico e multimídia, no qual a história do esporte mais popular do Brasil se confunde com a própria história do país.
O Museu do Futebol é uma iniciativa do Governo e da Prefeitura de São Paulo, com concepção e realização da Fundação Roberto Marinho. Pertence à rede de museus da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e é gerido pelo IDBrasil, Organização Social de Cultura.
#culturaemcasa - A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, a que pertence o Museu do Futebol, lançou a campanha #culturaemcasa para que todos os seus equipamentos culturais disponibilizem atividades online no período que durar a pandemia. Museus, bibliotecas, teatros e centros culturais estão temporariamente fechados como parte do enfrentamento à doença.
O Museu do Futebol tem 15 exposições virtuais disponíveis na plataforma Google Art&Culture, o banco de dados online do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) e continuará com novas iniciativas nas redes sociais.
O Museu do Futebol vai exibir neste sábado (23/5), às 21h, três curtas-metragens sobre futebol, como parte do programa Cinema na Rede, realizado em parceria com o CINEfoot. Os filmes escolhidos para essa sessão abordam os times do Juventus (SP), Cruzeiro (MG) e Colo-Colo (Chile), num total de uma hora de exibição pelo Facebook e YouTube. O Museu do Futebol é uma instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo.
A sessão começa com “Juventus rumo a Tóquio” com direção de Andréa Kurachi, Helena Tahira e Rogério Zagallo. O curta de 16 minutos mostra a disputa do time, em novembro de 2007, numa partida decisiva contra o Linense (clube da cidade de Lins, também em São Paulo), na final da Copa Federação Paulista daquele ano. O filme acompanha o jogo que daria ao campeão o direito de disputar a Copa Brasil daquele ano e mostra a emoção dos torcedores numa partida eletrizante e cheia de surpresas.
Na sequência, exibição de “Azul Escuro” do diretor Gustavo Nolasco. Em 23 minutos é contada a história de Seu Lúcio, um cruzeirense que vive isolado na Amazônia. Após ficar cego e quase suicidar, passou a escrever um livro sobre o Cruzeiro Esporte Clube, sua paixão acalentada desde a infância de menino órfão. Por um surpreendente acaso, sua história escondida no interior da floresta chegou à imensa torcida em Belo Horizonte, levando a vida de torcedor solitário a ter um desfecho emocionante.
Por fim, o programa exibe “Todos querem Colo-Colo” do diretor Murilo Megale. A película de 21 minutos narra a história do clube mais popular do Chile, que passou por uma intervenção política durante o regime Pinochet e até hoje luta para não ser associado à figura do ditador. O filme mostra os personagens que testemunharam a presença do governo militar próxima ao Colo-Colo, entendendo também como os jovens torcedores do Cacique e de seu maior rival, a Universidad de Chile, tratam desse assunto delicado para o futebol chileno.
A exibição também está inserida na campanha #CulturaEmCasa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, que proporciona alternativas de lazer para a população durante o período de distanciamento social em vigor para o combate ao coronavírus.
A exibição dos curtas será feita nas seguintes redes:
Sobre o Museu do Futebol - O Museu do Futebol está instalado em uma área de 6,9 mil metros quadrados sob as arquibancadas do Estádio do Pacaembu. É um espaço interativo, lúdico e multimídia, no qual a história do esporte mais popular do Brasil se confunde com a própria história do país.
O Museu do Futebol é uma iniciativa do Governo e da Prefeitura de São Paulo, com concepção e realização da Fundação Roberto Marinho. Pertence à rede de museus da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e é gerido pelo IDBrasil, Organização Social de Cultura.
#culturaemcasa - A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, a que pertence o Museu do Futebol, lançou a campanha #culturaemcasa para que todos os seus equipamentos culturais disponibilizem atividades online no período que durar a pandemia. Museus, bibliotecas, teatros e centros culturais estão temporariamente fechados como parte do enfrentamento à doença.
O Museu do Futebol tem 15 exposições virtuais disponíveis na plataforma Google Art&Culture, o banco de dados online do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) e continuará com novas iniciativas nas redes sociais.
Em meados dos anos 1960, num momento histórico de forte repressão política no Brasil, os jogadores Afonsinho, Paulo Cézar Caju e Nei Conceição iniciaram suas carreiras. A história desses craques do Botafogo de Futebol e Regatas retratada no filme Barba, Cabelo & Bigode, será exibida neste sábado (16/5) às 21h nas redes sociais do Museu do Futebol, CINEfoot e Botafogo, como parte do programa Cinema na Rede.
O documentário de 120 minutos do diretor Lucio Branco narra a liberdade desse trio que enfrentou a imposição das cartilhas de comportamento nos clubes, a lei do passe, o regime de concentração, o controle sobre as condutas extracampo, entre outros temas da época.
A exibição também está inserida na campanha #CulturaEmCasa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, que proporciona alternativas de lazer para a população durante o período de distanciamento social em vigor para o combate ao coronavírus.
Sobre o filme Barba, Cabelo & Bigode - Afonsinho, Paulo Cézar Caju e Nei Conceição iniciaram as suas carreiras num momento de forte repressão política no país. Originalmente companheiros de uma consagrada geração de craques do Botafogo, nunca abriram mão da liberdade. Sob o projeto desenhado pela ditadura civil-militar para o futebol, a rotina dos clubes passou a ser regida pelos mesmos códigos que já vinham condenando a sociedade civil ao arbítrio. Desde o período militar, os três praticam conscientemente a desobediência civil.
Sobre o Museu do Futebol - O Museu do Futebol está instalado em uma área de 6,9 mil metros quadrados sob as arquibancadas do Estádio do Pacaembu. É um espaço interativo, lúdico e multimídia, no qual a história do esporte mais popular do Brasil se confunde com a própria história do país.
O Museu do Futebol é uma iniciativa do Governo e da Prefeitura de São Paulo, com concepção e realização da Fundação Roberto Marinho. Pertence à rede de museus da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e é gerido pelo IDBrasil, Organização Social de Cultura.
#culturaemcasa - A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, a que pertence o Museu do Futebol, lançou a campanha #culturaemcasa para que todos os seus equipamentos culturais disponibilizem atividades online no período que durar a pandemia. Museus, bibliotecas, teatros e centros culturais estão temporariamente fechados como parte do enfrentamento à doença.
O Museu do Futebol tem 15 exposições virtuais disponíveis na plataforma Google Art&Culture, o banco de dados online do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) e continuará com novas iniciativas nas redes sociais.
O programa Cinema na Rede, parceria entre o Museu do Futebol e o CineFoot vai exibir no sábado (9/5), às 21h, o documentário ‘’Vai Guarulhos’’ que relata a luta da Associação Desportiva de Guarulhos na luta das fases finais da Segundona, como é conhecida a última divisão do Campeonato Paulista de Futebol.
Dirigido e roteirizado por Fabrício Gallinucci, o filme passa longe do glamour e o luxo dos grandes clubes do país, já que a Associação Desportiva Guarulhos exemplifica o cenário de dos times de menor expressão que ralam pela ascensão, que pode significar ganhos tanto no âmbito esportivo, como no econômico.
A ‘’bezinha’’ fica no limiar entre o profissional e o amador. Com as dificuldades já conhecidas dos torneios menores, com a da falta de estrutura, de dinheiro como fazer um clube crescer em meio às dificuldades?
Com uma hora e catorze minutos de duração, o filme é narrado pelo ponto de vista dos seus dois principais personagens centrais. O presidente do clube, já cansado de seus nove anos à frente do Guarulhos e seu jovem vice-presidente que não tem experiência de gerenciamento, mas tem seu pai, que foi ídolo do clube.
O filme foi produzido pela Perigo Filmes, produtora de documentários para cinema e TV. A trilha sonora é composta pelos mais variados estilos musicais como por exemplo, Racionais MC, Paralamas do Sucesso e até o hino nacional brasileiro. Além disso, a direção de fotografia é de Rodrigo Mesquita e produção executiva de Guilherme Severo.
O programa Cinema na Rede faz parte da campanha #CulturaEmCasa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, que proporciona alternativas de lazer para a população durante o período de distanciamento social em vigor para o combate ao coronavírus. As sessões também têm apoio da Federação Paulista de Futebol.
Sobre o Museu do Futebol - O Museu do Futebol está instalado em uma área de 6,9 mil metros quadrados sob as arquibancadas do Estádio do Pacaembu. É um espaço interativo, lúdico e multimídia, no qual a história do esporte mais popular do Brasil se confunde com a própria história do país.
O Museu do Futebol é uma iniciativa do Governo e da Prefeitura de São Paulo, com concepção e realização da Fundação Roberto Marinho. Pertence à rede de museus da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e é gerido pelo IDBrasil, Organização Social de Cultura.
#culturaemcasa - A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, a que pertence o Museu do Futebol, lançou a campanha #culturaemcasa para que todos os seus equipamentos culturais disponibilizem atividades online no período que durar a pandemia. Museus, bibliotecas, teatros e centros culturais estão temporariamente fechados como parte do enfrentamento à doença.
O Museu do Futebol tem 14 exposições virtuais disponíveis na plataforma Google Art&Culture, o banco de dados online do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) e continuará com novas iniciativas nas redes sociais.
O Museu do Futebol exibe nesse sábado, dia 25, às 21 horas o documentário “Botafogo 100 Anos de Amor e Glórias”, sobre o tradicional clube de Ribeirão Preto, no interior paulista. A sessão online, pelo YouTube e Facebook, faz parte do programa Cinema na Rede, realizado em parceria com o CineFOOT (Festival de Cinema de Futebol), como parte da campanha #CulturaEmCasa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
“Botafogo 100 Anos de Amor e Glórias” é dirigido pelo jornalista Igor Ramos e conta com depoimentos de mais de 30 jogadores que passaram pelo Tricolor, entre eles Carlucci, Geraldão, Cicinho, Raí. Arquivos de Sócrates e Zé Mário também estarão no filme, que relembra as principais conquistas do clube de Ribeirão Preto, desde a sua fundação em 1918.
Nesta trajetória, destaque para o título da Taça Cidade de SP em 1977, o vice campeonato paulista em 2001, além das participações no Campeonato Brasileiro, os acessos da série c em 1996, além do título da Série D e o mais recente retorno à Série B.
As sessões do Cinema na Rede também têm apoio da Federação Paulista de Futebol e, neste sábado, do Botafogo de Ribeirão Preto. Veja onde assistir:
#culturaemcasa - A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, a que pertence o Museu do Futebol, lançou a campanha #culturaemcasa para que todos os seus equipamentos culturais disponibilizem atividades online no período que durar a pandemia. Museus, bibliotecas, teatros e centros culturais estão temporariamente fechados como parte do enfrentamento à doença.
O Museu do Futebol tem 14 exposições virtuais disponíveis na plataforma Google Art&Culture, o banco de dados online do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) e continuará com novas iniciativas nas redes sociais.
O Cinema na Rede, programa do Museu do Futebol que exibe filmes em streaming nas redes sociais, apresenta “Mestre Dicá” neste sábado (18/4), às 21h. Dirigido pelos jornalistas André Pécora e Stephan Campineiro, o documentário conta a história de Oscar Sales Bueno Filho, o Dicá, maior ídolo da Associação Atlética Ponte Preta, de Campinas. Confira o trailer: Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=cFgQWqQ070s
O Cinema na Rede é realizado em parceria com o CineFoot (Festival de Cinema de Futebol) e apoio da Federação Paulista de Futebol e da Ponte Preta na exibição. O programa faz parte da campanha #CulturaEmCasa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, a quem pertence o Museu do Futebol.
“Mestre Dicá” será exibido no YouTube do Museu do Futebol, além do Facebook do Museu e dos parceiros – para assisti-lo é só anotar na agenda e se conectar na hora marcada:
Sobre o filme - O documentário tem uma hora e dez minutos de duração para contar a história de Dicá, desde a infância no bairro operário do Santa Odila, em Campinas, seu início na Ponte Preta, as passagens pelo Santos e pela Portuguesa, até o retorno para a consagração no time do coração.
“Mestre Dicá” começou a ser produzido em outubro de 2010, inicialmente com a proposta de um livro. Com o passar do tempo, os autores decidiram pela produção conjunta do documentário, que reúne imagens históricas do acervo da EPTV Campinas, desde a fundação da emissora, no final da década de 70. O projeto foi concebido a partir de uma minuciosa pesquisa de toda a vida e carreira de Dicá. Para isso, os autores entrevistaram 76 personagens diferentes, de amigos de infância a grandes ídolos do futebol brasileiro, como Pelé, Rivellino, Zico e o capita Carlos Alberto Torres, morto em 2016.
#culturaemcasa - A Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, a que pertence o Museu do Futebol, lançou a campanha #culturaemcasa para que todos os seus equipamentos culturais disponibilizem atividades online no período que durar a pandemia. Museus, bibliotecas, teatros e centros culturais estão temporariamente fechados como parte do enfrentamento à doença.
O Museu do Futebol tem 14 exposições virtuais disponíveis na plataforma Google Art&Culture, o banco de dados online do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB) e continuará com novas iniciativas nas redes sociais.
Sobre o Museu do Futebol - O Museu do Futebol está instalado em uma área de 6,9 mil metros quadrados sob as arquibancadas do Estádio do Pacaembu. É um espaço interativo, lúdico e multimídia, no qual a história do esporte mais popular do Brasil se confunde com a própria história do país.
O Museu do Futebol é uma iniciativa do Governo e da Prefeitura de São Paulo, com concepção e realização da Fundação Roberto Marinho. Pertence à rede de museus da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo e é gerido pelo IDBrasil, Organização Social de Cultura.
Filme conta a Tri-Fita Azul da Portuguesa de Desportos
A transmissão online de filmes sobre futebol deu tão certo que virou um programa fixo do Museu do Futebol: o Cinema na Rede acontece sempre aos sábados, às 21h, pelo Facebook e YouTube, proporcionando atividade cultural para os fãs do esporte nesse período de isolamento social necessário para conter a propagação do coronavírus. E o programa começa com “Rubro Verde Espetacular” (2017), documentário sobre o time de craques que a Portuguesa de Desportos montou em 1950, logo após o trauma do Maracanazo. Dirigido por Cristiano Fukuyama e Luiz Nascimento, o filme será exibido neste sábado (11/4) às 21h, pelas redes sociais.
O Cinema na Rede tem o apoio do CineFoot (Festival de Cinema de Futebol) na curadoria e da Federação Paulista de Futebol na exibição. São parceiros da sessão de “Rubro Verde Espetacular” também o Acervo da Bola e a Portuguesa. O programa faz parte da campanha #CulturaEmCasa, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, a quem pertence o Museu do Futebol.
“Rubro Verde Espetacular” será exibido no YouTube do Museu do Futebol, além do Facebook do Museu e dos parceiros – para assisti-lo é só anotar na agenda e se conectar na hora marcada:
Sobre o filme - O time que foi base da seleção brasileira, derrotou o campeão inglês, calou a torcida do Atlético de Madri, superou um esquadrão comandado por Di Stéfano e ficou marcado como o primeiro estrangeiro a atuar na Turquia. ‘Rubro-Verde Espetacular’ traz depoimentos de ex-jogadores que marcaram época vestindo a camisa da Portuguesa na década de 1950, além de ouvir historiadores, jornalistas e torcedores que acompanharam essas façanhas de perto. Um esquadrão formado por Julinho Botelho, Djalma Santos, Pinga e Brandãozinho. Entre os entrevistados do documentário estão três craques remanescentes daquela equipe: Atis, Orestes e Genê. O filme conta também com depoimentos do jornalista e comentarista esportivo Orlando Duarte, que acompanhou aquela equipe tanto nas arquibancadas quanto à beira do gramado.
Antes do filme, haverá um curto bate-papo entre os diretores.
Voltando à série de entrevistas com equipes que trabalham divulgando o futebol, principalmente o que não tem muito espaço na mídia, O Curioso do Futebol conversa agora com a galera do Mais Cinco Minutos, que tem um canal no Youtube que fala sobre especialidades do esporte e também uma página no Facebook.
Formado por Lucas Castro, Stefano Belangero, Ettore, Belangero, André Baraldi, Eduardo Ruys, Danilo Dias e Marcelo Pedro, o Mais Cinco Minutos se destaca justamente pelo material bem diferenciado e menções que poucos lembram. Batemos um papo com o radialista Lucas Castro, de 27 anos, e o estudante de direito Stefano Belangero, de 25, e você pode conferir a entrevista abaixo:
O Curioso do Futebol: Lucas e Stefano, para começar, conta como começou esta paixão por futebol?
Stefano Belangero: Ofutebol sempre fez parte da minha vida, desde criança, jogando nas quadras, campeonatos da escola e da escolinha de futsal. Claro que por ter a historia do meu avô (Roberto Bellangero) como jogador me impulsionou a gostar mais do esporte. Porém, cresci em uma época onde vi Romário, Dunga, Taffarel, Marcos, entre outros monstros do futebol, então não tinha como não se apaixonar, cada jogo era uma história diferente. Em nossa época ver um Grenal era divino, ver o Renato Gaúcho no Fla-Flu, o Edmundo destruir em campo era simplesmente perfeito. Ter como clássico nacional nos anos 90 Palmeiras e Grêmio foi um grande marco pra mim no futebol. Então essa paixão nunca irá morrer.
Lucas Castro: A minha paixão por futebol teve início logo quando aos 3 anos de idade. O primeiro contato de maior relevância foi durante a Copa do Mundo de 1994, com Romário e Bebeto fazendo dupla de ataque e conquistando o Tetra. Meu saudoso pai sempre jogava bola comigo, sempre assistia os jogos comigo pela TV e me levou pela primeira vez no Estádio. O futebol se funde com a minha existência. Minhas idas ao estádio, não passam de uma terapia essencial para poder sobreviver no dia a dia. É basicamente minha alma, independente de qualquer adversidade.
Sobre a Hungria de 1954
OCDF: Como surgiu a ideia de criar o Mais Cinco Minutos e como foram as primeiras empreitadas?
LC: A ideia surgiu no começo dessa nova década, mais ou menos em 2011, quando já estávamos relembrando alguns feitos do passado e notávamos que o futebol estava mudando para um cenário que não concordamos muito, presenciamos os novos comportamentos das torcidas, dirigentes e até mesmo jogadores. Com isso sempre discutíamos e no final ficávamos pensando em passar essa ideia adiante. Porém sempre postergávamos por conta de outras prioridades. Após o termino da Copa do Mundo de 2014 e o vexame da seleção, decretemos que precisávamos pelo menos tirar esse “sofá da nossa garganta”. E criamos o canal no intuito de resgatar a essência do verdadeiro futebol, de não deixar morrer coisas que fez a gente nos apaixonar. Claro, sem sermos pretensiosos. A empreitada no caso vem sendo um trabalho de pesquisa intenso, com muita disposição e sem recurso algum. Prezamos pelo resgate das boas memórias e sempre com a veracidade impecável das fontes, assim como ‘O Curioso’ faz.
Vídeo falando do Bangu
OCDF: E como foi definida a linha de abordagem do Canal no Youtube e também as postagens no Facebook?
LC: O resgate, um espaço para aqueles que foram deixados de lado. O futebol, a mídia, a procura hoje é por esse futebol “comprável”. Não condenamos quem gosta, mas aqueles que não gostam, ficaram de lado, foram desprezados. A gente se sentiu assim também... Então tentamos passar essa abordagem, tanto no canal como no Facebook. Dos maiores e mais vitoriosos clubes de futebol aos menos prestigiados e com pouco espaço. No Mais Cinco Minutos, todos os times são gigantes. (Quase todos - risos).
A história do Jogo da Morte
OCDF: O que acha do atual futebol brasileiro?
LC: É meio complicado dizer, quando nos acostumamos a ver Romário, Bebeto, Ronaldo, Marcelinho Carioca, Edmundo, Rivaldo, Djalminha entre milhares de outros jogadores monstruosos, mais precisamente da década de 90. A gente fica mal acostumado e de repente... BOOM! Dependemos única e exclusivamente do Neymar. Um moleque que joga demais, mas é extremamente antipático. Nosso único “craque-craque”, de nível altíssimo. O restante, são bons jogadores, sem qualquer tipo de comparação com o passado. Os clubes estão à mercê do comércio que o futebol virou hoje, revelar qualquer porcaria pra ganhar dinheiro e pagar as dívidas. Quase inexiste um trabalho de base bem feito. E as Federações de Futebol de cada Estado, além da CBF são diabólicas, o verdadeiro Satanás do futebol. Então, pelo que parece, somos nós que precisamos nos adaptar a esse novo meio do futebol e almejar que um dia, quem sabe, possamos ter três, quatro craques pra cada posição.
Arte informando o título da Briosa
OCDF: Assim como em O Curioso do Futebol, o Mais Cinco Minutos sempre aborda temas com os clubes pequenos. Qual a importância disso para o canal e também a divulgação?
LC: Não que tenhamos um público alvo referente a clubes e torcidas, mas esses times são praticamente a alma da página. Dar o devido valor, passar esse sentimento de carinho e fazer com que se sintam importantes (e realmente são), isso passa uma sensação de dever cumprido. Uma realização única. Pois além de importantes na história do futebol, são a verdadeira resistência desse futebol elitizado que deparamos no dia a dia. Ser gremista, palmeirense, corintiano, flamenguista, atleticano hoje, quer dizer que se não tiver uma boa renda ou não ser “sócio torcedor”, você irá apenas uma ou duas vezes no máximo ver o time do seu coração jogar. Enquanto isso, o Juventus da Mooca, o Bangu, o Juventude, o Operário Ferroviário, a Portuguesa Santista, o América-PE, esses inúmeros times dão acesso justo aos torcedores. Eles são a verdadeira essência do futebol, além de muitos outros.
Argentinos Juniors
OCDF: Para vocês, quais foram os melhores momentos do canal Mais Cinco Minutos e quais as postagens no Facebook que tiveram mais sucesso?
SB: Para mim o programa do George Best. Foi onde nós trabalhamos demais, teve uma pesquisa monstruosa e um trabalho de edição perfeito. Portanto, considero esse momento muito especial para o canal.
LC: Difícil dizer. Algumas postagens tiveram uma repercussão grande por conta de compartilhamentos de páginas enormes, como o Cenas Lamentáveis, Futirinhas e Doentes por Futebol. Por realização pessoal, os vídeos da Hungria de 54, do Argentinos Juniors e o Jogo da Morte, talvez tenham sido o melhor momento pra mim. Já no facebook, alguns posts tiveram pesquisa intensa, dedicação enorme, outros renderam absurdamente muito por causa de compartilhamentos, mas eu vou citar o post do acesso do Guarani, por tudo que o time passou, por tudo que os torcedores passaram, por ser um gigante adormecido e por eu estar presente no estádio e ter presenciado tudo aquilo ao vivo e fazer parte da história.
Falando sobre George Best
OCDF: Estão planejando alguma novidade?
LC: Sim, existem planos tanto para o canal quanto para a página, criação de novos quadros e aumentar a interação com o público. E quem sabe um site futuramente.
OCDF: Para encerrar, diga algo que não foi abordado nas perguntas e deixar algum recado.
LC: Se há arrependimento de algo? A resposta seria sim, pelo fato de termos começado dando muita “porrada” e consecutivamente tomamos muitas também. Não que nos arrependemos do que falamos, mas sim do jeito que passamos a mensagem. Poderíamos ter passado a ideia de um jeito diferente, ter nos expressado de um jeito melhor.
E apenas uma menção honrosa é que sempre fazemos questão de homenagear os fãs da página, todos eles. Reservamos uma vez por mês para essas pessoas, que fazem do Mais Cinco Minutos um lugar maravilhoso. E que sem elas, nem se quer existiríamos.
O recado que deixamos é em tom de poesia: O que pode ser visto é mortal e o que não pode ser visto é eterno. Por isso o futebol transcende sobre qualquer coisa, por causa do seu, do meu, do nosso sentimento por ele, coisa que ninguém entende se tentarmos explicar, coisa que jamais conseguiríamos também. Apenas sentimos, deixando-o imortal.
Confira os links para acompanhar o trabalho do Mais Cinco Minutos:
Apesar de as mulheres cada vez mais terem espaço no Futebol, alguns setores da modalidade ainda têm preconceito com a presença feminina no esporte, infelizmente. Porém, há vários grupos que lutam contra isso e um dos mais importantes é o~dibradoras, que faz um excelente trabalho, através da internet, para a inserção das mulheres no esporte bretão.
Formado por Angélica Souza (30 anos), publicitária e palmeirense, Júlia Vergueiro (26), internacionalista e são paulina, Nayara Perone (28), designer e corintiana, Renata Mendonça (26), jornalista e são paulina, e Roberta Cardoso, a Nina (33), jornalista e são paulina, o ~dibradoras faz um trabalho interessante, agindo em várias plataformas da rede mundial de computadores: site, podcast, Facebook e Twitter.
O trabalho chamou a atenção de muita gente e, atualmente, o ~dibradoras expandiu seu trabalho para outras modalidades esportivas. Para conhecer mais a ação do grupo, O Curioso do Futebol bateu um papo com a Nina Cardoso, que você pode conferir abaixo.
As formadoras do ~dibradoras
O Curioso do Futebol: Quem teve a ideia de criar o ~dibradoras e como foi o início? Em qual plataforma vocês começaram?
Nina: Angélica, Júlia e Nayara se conheceram jogando futebol. Renata e Nina conheceram as outras três por meio de um grupo de discussão de futebol que todas elas participam no Facebook.
A ideia de criar o projeto ~dibradoras surgiu porque todas nós, como apaixonadas por esporte, sentíamos falta de uma cobertura esportiva que incluísse a mulher. A cobertura tradicional da mídia esportiva adota uma abordagem pensando apenas no público masculino heterossexual. Toda e qualquer abordagem da mulher na mídia esportiva é sempre pelo lado da "musa", da "gata", das "fotos sensuais das esposas dos jogadores", etc. A gente queria fazer algo diferente, queria falar de futebol também para mulheres que acompanham esse esporte, queria falar de modalidades femininas, que nunca são abordadas na imprensa. Por isso começamos com o projeto. Temos o site, a página no facebook, twitter, instagram, um podcast na rádio Central 3 - onde sempre levamos convidadas mulheres (atletas, ex-atletas, gestoras, dirigentes, etc) - e um canal no Youtube, onde também divulgamos vídeos falando sobre mulheres no esporte.
Começamos pelo site, facebook, twitter e instagram (as redes sociais básicas). O podcast semanal na Central3 surgiu na sequência e depois partimos para os vídeos no Youtube.
Interessante vídeo sobre a questão de intitular as atletas de musas
OCDF: Quem hoje faz parte do ~dibradoras?
N: Além das cinco co-fundadoras (NR: citadas na abertura da entrevista), que administram a marca. Contamos com algumas colaboradoras que nos escrevem textos e ajudam no desenvolvimento de pautas. São elas: Maria Guimarães, redatora publicitária, Gabriela Abrunheiro, jornalista, Maiara Beckrich, internacionalista, e Thaissa Cordeiro, estudante de RP, que é a nossa correspondente de Manaus.
Em dia de gravação no Pacaembu
OCDF: Vocês, atualmente, atuam em várias plataformas (podcast, vídeos, site, facebook...) qual a importância deles para o trabalho?
N: Todos eles, em conjunto, acabam complementando nossas ideias e bandeiras que levantamos. O conteúdo é nosso forte e pelo podcast conseguimos criar muita matéria exclusiva (a cada semana recebemos uma convidada no programa e falamos sobre diversos temas: machismo, mulheres dirigentes, jogadoras de futebol, vôlei, handebol, futsal, basquete judô, ex-atletas e por aí vai).
No Youtube, nosso conteúdo é mais descontraído, onde nos posicionamos sobre alguns temas e tentamos discorrer sobre ele em até 5 minutos.
Vídeo "Agora é que são elas"
OCDF: Algo que acho muito interessante no trabalho do ~dibradoras é que vocês não abordam apenas o Futebol Feminino competitivo. Há o incentivo para que as mulheres (seja de qual idade) pratiquem o futebol, nas famosas peladas, inclusive em equipes mistas e que homens aceitem isso. Fale um pouco sobre este assunto, até por vocês sempre participarem destes jogos.
N: Bom, apesar de falarmos da mulher em geral no meio esportivo, o futebol feminino é nosso principal mote. Todas nós amamos o futebol e já praticamos – algumas seguem jogando até hoje – e por ser uma modalidade ainda tão carente de apoio e respeito, levamos sempre o futebol feminino em primeiro lugar.
Além de incentivar pela importância da prática esportiva (saúde, bem estar, companheirismo, liderança, espírito de grupo), o futebol, para nós, é uma resistência! É uma causa que apoiamos e incentivamos para que outras garotas ocupem esse espaço e não tenham que provar que jogam bem ou que entendem do jogo. A relação entre mulher e futebol tem que ser natural, assim como acontece para os homens.
Com a ex-jogadora e atual dirigente Michael Jackson
OCDF: Outro trabalho interessante é o incentivo para que mulheres frequentem os estádios e que os homens respeitem-nas (o que deveria ser óbvio, mas infelizmente, ainda não é 100%). Como as mulheres recebem esses incentivos? E os homens, estão apoiando a iniciativa?
N: Sim, nós também incentivamos a presença das mulheres nos estádios, exigindo seu espaço e produtos para que possam comprar. As torcedoras ficam muito felizes quando levantamos essa causa e cobramos mais atenção para elas, pedindo camisetas femininas dos clubes, por exemplo. Isso é o mínimo que os clubes podem oferecer e ainda assim ficam devendo. Fizemos um texto sobre isso: http://dibradoras.com.br/por-que-os-clubes-de-futebol-ainda-ignoram-o-publico-feminino/
As torcedoras pedem nosso posicionamento e endossam o coro. Os homens, em sua maioria, também apoiam e ficam indignados com certas diferenças de tratamento (muitos nem fazem ideia do quanto é difícil encontrar uma camisa feminina, por exemplo).
Vídeo "Respeita"
OCDF: Falando do Futebol Feminino competitivo, o que vocês acham do atual estágio da modalidade no País e da organização e nível dos campeonatos locais?
N: Muita coisa já melhorou, mas ainda é preciso de mais investimento e apoio. Muitos casos bizarros acontecem em jogos do Brasileiro, Paulista e até mesmo da Libertadores. Falta de ambulância, arbitragem, campo em péssimo estado ou com grama sintética, falta espaço para que as meninas possam se trocar antes do jogo e por aí vai. Falta total de estrutura e respeito!
O nível do jogo em si tem melhorado. Não vemos mais muitas goleadas como antes, que mostravam o desnível das equipes. As partidas são bem mais competitivas e cheias de rivalidade.
O que falta mesmo é mais incentivo na base por parte da CBF e fomentar a prática nas escolas, entre as crianças. A CBF é a responsável por vender seu “produto” e atrair mais parceiros. Depois, as marcas também precisam se interessar e a mídia deve informar o público sobre os jogos e atletas.
Com a zagueira Aline Pellegrino
OCDF: Neste ano, teremos os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. O que vocês esperam do torneio de Futebol Feminino do evento? Acham que pode haver alguma surpresa? E, na opinião de vocês, como será o desempenho da Seleção Brasileira na competição?
N: O nível do futebol feminino nessa edição olímpica, acredito, será de nível altíssimo. A Copa do Mundo do ano passado foi fantástica e não espero nada menor do que isso. Temos ótimas seleções como favoritas (EUA e Alemanha) e outras que estão se tornando potência na modalidade, como a França. Também temos o Canadá e a Suécia que são países com uma cultura muito forte de futebol feminino. Daqui da América Latina, temos o Brasil e a Colômbia, apenas.
A seleção brasileira melhorou muito fisicamente com a criação da seleção permanente. As meninas estão ótimas no preparo físico, aguentam bem a correia e os encontrões do jogo, mas taticamente ainda peca muito. A Marta é ainda nossa grande referência e quando ela está bem marcada e não consegue jogar, o time sente bastante.
A equipe do Vadão fez muitos amistosos ano passado e recentemente disputou a Copa Algarve (perdeu na final pro Canadá), mas ainda falta mais organização e um esquema tático que funcione. Difícil não acreditar nelas, mas o caminho para o ouro vai ser bem complicado.
Vídeo "Pergunta pro seu pai"
OCDF: Para finalizar, deixo o espaço aberto para vocês acrescentarem algo.
N: Nosso projeto surgiu da necessidade de falar mais sobre a presença feminina no esporte brasileiro. As mulheres sofreram muitas proibições ao longo de sua história na sociedade e essa nova geração não aceita mais certos tipos de imposições que nos limitem. As mulheres – antes tão competitivas entre si – estão mais unidas do que nunca, buscando seu espaço na sociedade e seus direitos como cidadãs.
O esporte é a ferramenta mais eficaz na hora de ensinar valores para alguém e nós acreditamos muito na força da prática esportiva como elemento fundamental no desenvolvimento do ser humano.
Site do jornalista Victor de Andrade e colaboradores com curiosidades, histórias e outras informações do mundo do futebol. Entre em contato conosco: victorcuriosofutebol@gmail.com