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"Capitães" - Produção da Fifa fala sobre jogadores com a "faixa no braço" nas Eliminatórias

Com informações da Fifa.com
Foto: divulgação


Às vésperas da Copa do Mundo FIFA de 2022, o FIFA+ lançou uma produção original na plataforma: "Capitães", uma docussérie para transformar o gênero, sobre os bastidores de alguns dos maiores nomes do futebol mundial nos momentos mais difíceis.

Com oito episódios, publicados exclusivamente no FIFA+ e na Netflix, "Capitães" acompanha na intimidade ícones mundiais, incluindo o brasileiro Thiago Silva, o croata Luka Modric e o gabonês Pierre-Emerick Aubameyang, em sua busca para se classificar para o Qatar 2022.

A série, filmada em uma escala nunca vista antes em produções sobre futebol, estabelece uma nova fronteira para os documentários sobre esportes. Ela foi produzida pelo FIFA+ em conjunto com a Fulwell 73.

Ao mapear a aventura desses jogadores em busca da classificação, o programa trata de como equilibram a vida familiar com as expectativas de todo um país, ajudando a mostrar a complexa psicologia por trás de um desempenho em altíssimo nível.

Alguns são bem-sucedidos no final, enquanto outros ficam pelo caminho, mas todos os altos e baixos são seguidos de perto, já que "Capitães" leva o espectador aos bastidores ao redor dos personagens que carregam o peso de seus países sobre os ombros.

Os capitães retratados na Temporada 1 são:

Pierre-Emerick Aubameyang (Gabão)
Luka Modric (Croácia)
Thiago Silva (Brasil)
Hassan Maatouk (Líbano)
Brian Kaltack (Vanuatu)
Andre Blake (Jamaica)

Comentando a série, o capitão da Seleção Brasileira, Thiago Silva, disse: "Para mim, a Copa do Mundo da FIFA é a maior conquista no futebol, e estar lá com os meus compatriotas é a maior honra do mundo".


"Demos tudo de nós em campo para nos classificar, e ver nossa trajetória sendo documentada tão na intimidade em 'Capitães' é uma experiência única. A série captura as nossas emoções, frustrações e altos e baixos como poucos fizeram até hoje."

Segunda temporada - Além disso, o FIFA+ tem o prazer de anunciar a produção já da segunda temporada de "Capitães", que acompanhará um grupo de jogadores a serem revelados em breve. Com lançamento programado para depois do torneio, a segunda temporada contará com os gols, os jogos e o drama fora de campo, enquanto todos almejam a consagração máxima.

Os capitães da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo

Por Victor de Andrade


Ser um capitão de uma equipe de futebol não é apenas ter uma faixa no braço e participar do sorteio de "bola ou campo" no início da partida. O capitão é escolhido porque os jogadores do elenco respeitam o atleta escolhido. Ser o capitão da Seleção Brasileira é mais importante ainda, ainda mais em uma Copa do Mundo, pois além de representar os melhores jogadores, ainda pode ter a honra de receber a taça mais importante da modalidade.

Cinco destes capitães, Bellini, Mauro, Carlos Alberto, Dunga e Cafu, tiveram a honra de serem campeões do mundo e levantarem a taça. Em alguns mundiais, a faixa mudou de braço, por diversas questões, como por exemplo perder a vaga no time titular ou contusão. Vamos conferir todos os capitães do Brasil nas Copas.

Uruguai 1930 - O multi-atleta do Fluminense Preguinho foi o capitão da Seleção nos dois jogos no primeiro Mundial.

Itália 1934 - O Brasil só fez um jogo, derrota contra a Espanha, e o botafoguense Martim foi o capitão da equipe.

França 1938 - Martim foi novamente capitão da equipe na campanha do terceiro lugar na França. No jogo em que ele não atuou, Leônidas, o Diamante Negro assumiu a responsabilidade.

Brasil 1950 - Líder do "Expresso da Vitória", o grande Vasco do final da década de 40, Augusto foi o capitão da equipe, mas não era um nome unânime entre o elenco e recebia críticas de atletas.

Suíça 1954 - Bauer, volante voluntarioso do São Paulo, e um dos únicos remanescentes da Copa anterior, foi o capitão da equipe.

Suécia 1958 - Bellini foi o primeiro capitão do Brasil a receber a taça e acabou criando o gesto de erguê-la sem querer. Os fotógrafos pediram para ele levantar o troféu para facilitar o trabalho deles.

Chile 1962 - Em sua terceira Copa, Mauro Ramos de Oliveira foi o capitão do bi, repetindo o gesto de Bellini quatro anos antes.

Inglaterra 1966 - Bellini voltou a ser titular e a faixa voltou para o braço dele. Porém, Orlando Peçanha também assumiu a responsabilidade com as mudanças na equipe.

México 1970 - Capitão do Santos, Carlos Alberto Torres foi o escolhido para ter a faixa no braço na equipe cheia de cobras (Gerson, Rivellino e Pelé também tinham muita força). Levantou a taça do tri.

Alemanha Ocidental 1974 - Piazza, um dos remanescentes de 1970, começou o Mundial como capitão. Mas com as mudanças na equipe, Luís Pereira e Marinho Peres também assumiram a responsabilidade.

Argentina 1978 - Com três Copas como titular, Rivellino começou como o capitão da equipe. Porém ele perdeu a titularidade ao longo da competição e Leão recebeu a faixa no braço.

Espanha 1982 - Já líder no Corinthians, politizado e respeitado pelos atletas, Sócrates, mesmo estando em sua primeira Copa, foi o escolhido para ser o capitão por Telê Santana.

México 1986 - Reserva em 1982, Edinho assumiu a titularidade no México e recebeu também a tarja de capitão, mesmo com Sócrates também sendo titular e o técnico o mesmo do mundial anterior.

Itália 1990 - Depois da Copa de 1986, uma Seleção praticamente renovada e o zagueiro Ricardo Gomes foi o capitão da equipe comandada por Lazaroni.

Estados Unidos 1994 - Capitão do São Paulo, Raí assumiu a função também na Seleção. Porém, ele perdeu a titularidade e a faixa foi para Dunga, que levantou a taça do tetracampeonato.

França 1998 - Como Dunga foi um capitão respeitado em 1994, continuou com a faixa de capitão na Copa seguinte, apesar de alguns entreveros com os companheiros na campanha do vice.

Japão/Coreia do Sul 2002 - O capitão seria o volante Emerson. Porém, na véspera da estreia ele se contundiu, foi cortado e Cafu assumiu a braçadeira às pressas e na final levantou o caneco.

Alemanha 2006 - Capitão campeão do mundo e respeitado, repete-se a dose. Cafu ficou com a braçadeira mais uma vez. No jogo em que ele não atuou, o capitão foi o goleiro Dida.

África do Sul 2010 - Em sua terceira Copa, boa fase e liderança consolidada, o zagueiro Lúcio foi o capitão da equipe que foi eliminada pela Holanda nas quartas.

Brasil 2014 - Com uma seleção bastante renovada, Thiago Silva, que vinha em boa fase, foi o capitão, apesar de contestado por sua postura. Na partida em que não jogou, David Luiz assumiu a braçadeira e foi logo no 7 a 1.

Rússia 2018 - Apesar de a braçadeira ter mudado de braço durante todo o ciclo, é bem provável que o zagueiro Miranda seja o capitão durante a Copa, mesmo sendo o primeiro Mundial dele.

O Curioso do Futebol

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