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Atuando na Bósnia, Bruno Oliveira retira lições de experiência na Europa

Fotos: divulgação Siroki Brijeg

Podendo jogar como zagueiro e lateral-esquerdo, brasileiro defende a camisa do NK Siroki Brijeg

A primeira chance de atuar fora do Brasil costuma ser bastante desafiadora. Não foi diferente com Bruno Oliveira, zagueiro com passagens por equipes como Portuguesa, Brasiliense, São Joseense e que chegou na Bósnia para atuar pelo NK Siroki Brijeg.

Diante disso, o defensor faz um balanço dessa primeira vivência que está tendo no Velho Continente. "Acredito sempre que temos algo para aprender, amadurecer e, na minha opinião, esta primeira experiência na Europa foi importante na minha evolução. Claro que o objetivo para a temporada era maior, mas temos que tirar as coisas boas que aconteceram", afirmou.

Já sobre o conhecimento adquirido no Velho Continente, o brasileiro ressalta os ganhos alcançados durante a sua vivência em solo europeu. "No meu aspecto em relação ao jogo, acho que a parte física (foi aperfeiçoada). Como aqui os jogos são mais intensos esse foi um ponto que melhorei", disse o atleta antes de completar sobre as principais diferenças percebidas ao comparar os estilos das partidas realizadas na Europa com as do Brasil.


"Acho que o futebol brasileiro é um futebol mais técnico, de mais estudos entre as equipes, enquanto aqui na Bósnia, com certeza, é um jogo mais de transição, força e intensidade", avaliou. Bruno Oliveira já disputou 22 partidas com a camisa do NK Siroki Brijeg desde que chegou ao clube. De todos esses compromissos citados, não começou jogando apenas em quatro oportunidades.

Em segunda temporada na Europa, Bruno Oliveira projeta conquistas pelo NK Siroki Brijeg

Fotos: divulgação NK Siroki Brijeg

Brasileiro por muito pouco não foi campeão no seu primeiro ano atuando na Bósnia

Após uma boa primeira temporada na Europa, o brasileiro Bruno Oliveira quer conseguir voos ainda mais altos em seu segundo ano com a camisa do NK Siroki Brijeg. Clube que disputa a primeira divisão na Bósnia.

Na sua época de estreia atuando no Velho Continente, o defensor por muito pouco não foi campeão nacional. Ficando com o vice-campeonato local, ao terminar a competição três pontos atrás do então primeiro colocado Zrinjski Mostar.

Com a proximidade de mais uma edição da principal divisão da Bósnia, Bruno Oliveira destaca quais planos possui junto ao elenco dirigido pelo croata Ivica Barbaric. "As expectativas são as melhores possíveis. Nesse retorno da temporada que a nossa equipe possa ter muito sucesso para que os objetivos sejam alcançados, pois fizemos um período de preparação muito bom. Com certeza podemos melhorar (em relação ao último ano) e vamos trabalhar para isso", afirmou.

Em seu ano de estreia na Europa, o brasileiro foi titular em dez dos 11 jogos realizados pelo NK Siroki Brijeg na temporada. Diante disso, o zagueiro ressalta também em quais características se aperfeiçoou ao atuar na Bósnia.


"Ao analisar o meu estilo de jogo, com certeza a parte física foi algo que consegui melhorar. Como aqui as partidas são mais intensas, esse foi um aspecto em que tive uma grande evolução", explicou o jogador de 26 anos. Bruno Oliveira chegou ao futebol europeu depois de defender o São Joseense. Antes, vestiu no Brasil as camisas da Portuguesa, Central, Brasiliense e Atibaia.

Bruno Oliveira vê início promissor e analisa adaptação na Bósnia

Foto: divulgação NK Siroki Brijeg

Zagueiro é um dos destaques do NK Siroki Brijeg

Com passagem pela saudosa Lusa até chegar no país de Edin Džeko e Miralem Pjanić. Este pode ser um breve resumo da trajetória do zagueiro Bruno Oliveira, que está tendo a primeira experiência europeia pelo NK Siroki Brijeg, da Bósnia.

Apesar de ser algo novo para o atleta, o desafio parece não assustar o defensor. Mesmo com o pouco tempo na casa nova, o ex-jogador do São Joseense demonstra estar bem adaptado ao novo cenário encontrado, tanto que já foi eleito para a seleção das duas primeiras rodadas do campeonato.

Diante disso, Oliveira destaca todo o empenho para apresentar o seu melhor futebol perante situações até então desconhecidas para a sua carreira. "Estou trabalhando muito para isso (se destacar). Procuro sempre dar o meu melhor tanto nos treinos como nos jogos para que as coisas aconteçam com naturalidade. Sempre vou buscar o meu melhor para que eu possa continuar com essa regularidade e, assim, aparecer mais vezes entre os destaques", afirmou.

Sobre a vivência no Velho Continente, o zagueiro cita quais obstáculos está lidando nesta que é a sua primeira experiência longe do Brasil. "Em relação a adaptação, não vou falar que é fácil, é tudo muito novo. Uma cultura diferente, língua, comida, tudo na verdade, mas aos poucos vou me adaptando e aprendendo os costumes do país", explicou.


Carreira - Além das já citadas passagens pela Portuguesa de Desportos e São Joseense, o zagueiro Bruno Oliveira também atuou no Brasil com as camisas do São Paulo (RS), Central, Brasiliense e Atibaia antes de chegar na Bósnia.

Bósnia 3 x 1 Irã - Os treze dias insanos de junho

Bósnia consegue sua primeira vitória em Copas

* por Fernando Martinez

Em quase vinte anos acompanhando in loco partidas de campeonatos que estão fora do holofote da grande mídia, sei direitinho a definição do que é um "jogo perdido". Poderia me alongar aqui a respeito disso, mas não é esse o caso. O que importa no momento é falar sobre uma das teses que sustento: podemos ter facilmente um jogo perdido numa competição nada perdida, até mesmo na Copa do Mundo.

Sim. Isso mesmo. Copa do Mundo.

É fácil o planeta inteiro prestar atenção num Alemanha x França, Brasil x Argentina ou Inglaterra x Itália, verdadeiros clássicos do futebol mundial. Agora me digam quantas pessoas realmente param qualquer coisa que estiverem fazendo para ver "clássicos" do naipe de Argélia x Irlanda do Norte, Coreia do Sul x Bolívia e Irã x Angola? Certamente um número muito menor. (*)

Equipes perfiladas para os hinos

Eu posso dizer com grande orgulho que me interesso mais por esses jogos perdidaços do que pelos grandes clássicos, e claro que esperava ansiosamente o sorteio das chaves da Copa do Mundo do Brasil para saber qual seria o jogo mais surreal da competição. No dia 6 de dezembro de 2013 tive a resposta: um estupendo Bósnia x Irã em Salvador. Não tinha como ficar de fora dessa sessão futebolística. Sério mesmo.

Sabia que o interesse geral para essa partida não seria tão grande, então comprar esse ingresso foi como tirar doce de criança. O problema mesmo seria conseguir algum voo que coubesse no meu bolso levando também em conta o meu apertado cronograma pessoal.

Depois de vários e vários plantões em todos os sites de companhias aéreas consegui milagrosamente encontrar um bilhete num valor razoável saindo de BH (no dia anterior assisti ali Inglaterra x Costa Rica) e depois saindo de Salvador para Curitiba (iria originalmente ver Rússia x Argélia, mas de última hora mudei os planos).

Pressão da Bósnia, que foi melhor durante a partida

A noite na capital mineira foi surreal e ainda na madrugada me mandei para o Nordeste brasileiro. Aterrisei em solo baiano debaixo de um verdadeiro dilúvio e antes de pegar o caminho para a Fonte Nova visitei pontos da cidade que ainda não tinha tido o prazer de conhecer.

Já que essa talvez tenha sido a única partida da Copa aonde tinham ingressos disponíveis no site da FIFA pouco antes das 13 horas, horário do pontapé inicial, armei um esquema genial com o amigo Luiz Fôlego e consegui um espacinho na beira do campo, no ãngulo da televisão. Passei ileso pela militaresca revista nos portões de entrada e logo fui para a arquibancada.

De forma inesperada para mim, um público de mais de 48 mil pessoas foi ao principal estádio da cidade para ver esse duelo simplesmente genial no Grupo F. O Irã precisava vencer e torcer por uma derrota da Nigéria contra a favorita Argentina para tentar um lugar nas oitavas. A eliminada Bósnia queria o triunfo para não sair em branco justamente na sua primeira Copa do Mundo como país independente.

Despedida da Copa do Mundo

Durante os 90 minutos foi evidente o domínio europeu e os iranianos, mesmo contando com um grande número de torcedores na Fonte Nova, não mostraram serviço. Dzeko fez o primeiro da Bósnia aos 23 minutos e Pjanic ampliou aos 14 do tempo final. Reza diminuiu aos 37 e no minuto seguinte Vrsajevic deu números finais ao confronto: Bósnia 3-1 Irã.

Essa peleja fechou a minha enorme sequência de viagens feitas durante a primeira fase da Copa do Mundo de 2014. Passei o final daquela tarde passeando pelo Dique do Tororó, vendo o maravilhoso pôr-do-sol no farol da Barra e curtindo a noite na Fan Fest realizada no mesmo local. Voltei para São Paulo durante a madrugada (ainda tinha o Bélgica x Coreia do Sul para assistir no dia seguinte, outro jogo nas quartas e a decisão do terceiro lugar) já com enorme saudade dos insanos treze dias que vivi de 13 a 25 de junho.

Com certeza foram os treze dias mais geniais da minha vida.

(*) Caso você não saiba ou não esteja lembrado, esses jogos realmente aconteceram, respectivamente nas Copas de 1986, 1994 e 2006.


* Fernando Martinez (o terceiro da esquerda para a direita), 38 anos, é jornalista, fundador do blog Jogos Perdidos (www.jogosperdidos.com), apresentador do Futebol Alternativo TV, todas as segundas, 21 horas, na AllTV (www.alltv.com.br) e tem mais 2.500 jogos vistos inloco.


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Festa em despedida de duas seleções


Bósnia dominou a partida

* por Daniel Dalence

E chegou o dia 25 de junho. E mais uma vez lá estava eu a caminho da Fonte Nova para assistir a mais um jogo pela Copa do Mundo na capital baiana. A partida era Bósnia Herzegovina e Irã, pelo Grupo F da competição.

Salvador estava com o tempo chuvoso. Como a data da partida antecedia a meu aniversário de 29 anos, fui para o evento acompanhado de minha mãe e minha namorada e talvez tenha sido o jogo que eu tenha mais me divertido em toda a Copa do Mundo.

Tivemos a ideia de ir fantasiados de árabes para o estádio. Tudo bem, eu sei que iraniano não é árabe, mas estar fantasiado era diversão garantida! Tiramos inúmeras fotos, viramos a atração antes da partida. Até um repórter da TV Globo quis tirar uma foto.

Muitos tiraram foto com Daniel Dalence e grupo

É claro que ficamos de boca fechada para ninguém notar nossa nacionalidade. Já pensou se descobrissem que éramos brasileiros? Eu não ia desiludir as várias pessoas que tiraram foto conosco. A festa da Copa foi ótima em todos os jogos, mas esta ideia de fantasia fez com que me divertisse muito.

Além de mim, havia muitas figuras no estádio, inclusive fantasiados também. A torcida da Bósnia, mesmo sabendo que seria a última partida, cantou o jogo todo como se fosse torcida de clube. Os iranianos estavam muito animados, mesmo com a pequena chance de classificação.

Sem pretensões na competição, pois já estava eliminada, a Bósnia jogou despretensiosamente e acabou se saindo melhor na partida. O Irã, mesmo sabendo que poderia se classificar, foi um time apático e acabou sendo totalmente dominado pelos europeus. No final, os bósnios venceram por 3 a 1 e conseguiram sua primeira vitória na história das Copas.

Na volta, a festa continuou e ainda as fantasias continuavam a chamar atenção. Realmente foi um dia muito feliz.


* Daniel Dalence, 29 anos, é graduado em Administração com habilitação em Marketing, mora em Salvador e torce para o Fluminense e Galícia.

Nigéria 1 x 0 Bósnia - Nigéria dá passo importante para as oitavas em Cuiabá

Nigerianos comemoram o único gol da partida

* por Gustavo Elias Miguel

Quando confirmaram a Copa do Mundo no Brasil, logo pensei que seria minha grande chance de assistir ao evento. Ainda mais que sou um grande fã de futebol. No mês seguinte já fiz um plano de capitalização e planejei para assistir a vários jogos e fazer as viagens durante o evento.

Inscrevi-me no sorteio para adquirir os ingressos. Bósnia e Nigéria, em Cuiabá, era uma das poucas opções que estavam disponíveis. Me inscrevi e consegui as entradas. Assim já estaria realizando meu sonho de ver um jogo de Copa do Mundo. Também fui voluntário em alguns jogos, um outro exemplo de que realmente sou fanático pelo evento.

Bela festa do lado de fora do estádio

Fui com um grupo de amigos para Cuiabá. Mas antes, pegamos um avião até Brasília, onde assistimos ao jogo Colômbia e Costa do Marfim, e depois voamos até Cuiabá. Também aproveitamos para fazer turismo na região do Pantanal. Foi muito interessante!

Chegado o dia 21 de junho, fomos a caminho da Arena Pantanal e já conhecemos várias pessoas de diversas nacionalidades. É incrível como um jogo do Mundial movimenta muita gente de países que não têm nada haver com o jogo. Realmente o futebol é fascinante, acaba juntando todo mundo e virando uma grande festa.

A partida, na realidade, não teve nada de excepcional. O futebol praticado por ambas as equipes foi fraco. A Nigéria, na verdade, foi um pouco melhor e até mereceu o resultado, que aproximou a seleção africana das oitavas. Mas houve jogos bem melhores durante o mundial.

Equipes perfiladas antes do apito inicial

Porém, o plus do evento é a atmosfera e a interação das pessoas. E eu tenho algumas histórias. Quando estávamos esperando o voo de Brasília para Cuiabá, encontramos um grupo de bósnios que foram criados na Suécia, pois perderam os pais na guerra quando eram crianças. A conversa me marcou profundamente, pois aquelas pessoas tinham orgulho em falar da Bósnia mesmo com todo o sofrimento que passaram lá e estavam aqui para prestigiar sua nação. Algo marcante e emocionante.

Estar na Copa do Mundo é algo que desperta seu patriotismo além da bola. Assisti a abertura, só que três horas antes do jogo não tinha ingresso. Consegui comprar por uma rede social e correr para a Arena Corinthians. Pela Copa acabamos fazendo loucuras!


* Gustavo Elias Miguel (o último, da esquerda para a direita), 39 anos, é administrador de empresas, mora em São Paulo e torce para o Corinthians.

Argentina 2 x 1 Bósnia - A estreia dos Hermanos no Maraca

Messi cercado por marcadores bósnios

* por Gabriel dos Santos Andrade

Eu sou um crítico da administração do futebol brasileiro, então minha primeira reação com a confirmação da Copa foi ruim, imaginei que seria uma roubalheira desenfreada e, para ser bem sincero, não fiquei feliz. Quando os jogos foram se aproximando, mesmo que em minha opinião houve a confirmação de muitos dos receios, fui me animando (risos).

Consegui o ingresso da seguinte forma: um amigo comprou na primeira data, direto no site da Fifa, todos os jogos do Maracanã na primeira fase. Um dia conversando outros assuntos com ele, surgiu que ele tinha um ingresso e me convidei para ir ao jogo. Como ele é gente boa, me vendeu no preço oficial.

Argentinos na orla da praia do Rio de Janeiro

Moro longe, fiz uma viagem extensa desde a minha casa, mas bem divertida. Passei pelo aeroporto de Guarulhos, que estava bem colorido e animado, e já fui entrando no clima da Copa. Depois, passei pela rodoviária do Rio de Janeiro, e cheguei de metrô ao Maracanã. Este trajeto pelo Rio de Janeiro foi bem tranquilo.

Gostei muito do clima da Copa no Maracanã. Eu já tinha ido ao velho Maraca e também depois da reforma do Pan 2007. Acho que mudou muito, mas como estava muito feliz de estar ali, não busquei ver defeitos, só aproveitar.

Vídeo de amigos de Gabriel

O jogo em si não foi tão bom, pois estava torcendo para a Bósnia, inclusive com a camiseta deles (risos). A Argentina fez um gol logo no começo e fiquei com medo de que viria uma goleada, mas não se confirmou. O jogo foi amarrado e, no segundo tempo, o Messi fez o dele, numa jogada bem típica do jogador: arrancada pela ponta-direita, corta para o meio e dribla quem aparece pela frente e deu um chutaço, impossível para o goleiro defender.

No final, a Bósnia ainda fez um gol. Foi o único momento onde deu para dar umas risadas e tirar um sarro de alguns argentinos. É bom ressaltar que não vi nada de briga, até porque era a estreia deles e o clima bélico não estava instalado.

Antes da entrada das equipes

Como eu fui com a camisa da Bósnia, um cara chegou para falar comigo, em bósnio. Foi muito engraçado! Eu desenrolei num inglês mais ou menos com ele e conversamos um pouco. Além disso, eu peguei uns copos personalizados da partida, que tenho guardados até hoje.

Assistir a um jogo de Copa do Mundo é demais! Ainda mais no meu caso, que junta muita coisa: o Mundial, o Maracanã, ver o Messi ao vivo, é fantástico. Naquele dia, realmente não achei que eles, os argentinos, chegariam à final. E olha que chegaram e, por muito pouco, não foram campeões.


* Gabriel dos Santos Andrade (o primeiro da esquerda para a direita), 33 anos, trabalha com distribuição de cosméticos e, apesar de brasileiro, mora em Montevidéu, capital do Uruguai. Gabriel é torcedor do Tupi FC, de Juiz de Fora, o Galo Carijó, campeão brasileiro da Série D de 2011.

O Curioso do Futebol

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