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CBF vai inaugurar em julho três Centros de Desenvolvimento do Futebol

Com informações da CBF
Foto: Fábio Souza / CBF

Maquete de um dos Centros de Desenvolvimento

O presidente da CBF, Samir Xaud, anunciou nesta sexta-feira (6) que três Centros de Desenvolvimento de Futebol (CDs) serão inaugurados em julho: os de Rondônia, Amapá e Tocantins. Mais do que isso, Xaud declarou que, enfim, a CBF conseguiu destravar projetos que estavam parados havia 11 anos.

Para tanto, por sua iniciativa, ele assinou a Resolução 02/2025, pela qual autoriza a liberação de recursos que serão utilizados pelas federações estaduais para administrar esses espaços. Esses valores ultrapassam os R$ 20 milhões.

Os CDs são parte do legado da Copa do Mundo de 2014. São 14 ao todo. Estavam brecados. “Tenho uma notícia que vai alegrar quem ama o futebol brasileiro! Menos de duas semanas após assumir a CBF, conseguimos destravar um projeto parado há onze anos: os Centros de Desenvolvimento do Futebol, parte do legado da Copa do Mundo de 2014. Os centros estavam fisicamente prontos, mas faltava o mais importante: um plano para colocá-los em funcionamento. E agora, isso virou realidade”, disse o presidente Samir Xaud.

O Fundo Legado Copa do Mundo FIFA tem como objetivo fomentar a prática futebolística nos países que sediam a principal competição da modalidade no mundo. No Brasil, que recebeu o Mundial em 2014, esta verba é utilizada em três diferentes áreas de atuação: Alto Rendimento. Desenvolvimento e Social. A parceria entre FIFA e CBF disponibilizou US$ 100 milhões para investimentos em solo brasileiro.


Samir Xaud destacou a solução encontrada com rapidez e objetividade. Ele quer que essa seja uma das marcas de sua gestão, a fim de transformar promessas engavetadas em resultados.

“Já no próximo mês, em julho, inauguraremos os CDs de Rondônia, Tocantins e Amapá. Ao todo, serão 14 CDs espalhados pelo país. Estamos investindo R$ 1,44 milhão em cada centro. Ou seja, estamos falando em investimentos de mais de R$ 20 milhões. Esses recursos garantem a estrutura necessária para que as Federações administrem esses espaços com excelência, gerando oportunidades para atletas, técnicos e toda a comunidade do futebol”, prosseguiu Samir Xaud, exaltando a nova CBF.

Na semi do Amapaense, Léo Pará acredita que o Trem chegue à decisão

Foto: divulgação Trem

Léo Pará atuando pelo Trem: quer ajudar a equipe a chegar na decisão do estadual

Com experiências no futebol paulista, mineiro e paraense, o atacante Léo Pará terá uma grande missão nesta sexta-feira, dia 16. Ele quer ajudar o Trem na semifinal do Campeonato Amapaense de 2019, contra o Ypiranga. Para isto, vai usar toda a experiência que adquiriu e passar para os companheiros, tentando fazer com que o Trem volte a conquistar o estadual, o que não acontece desde 2011.

Conversamos com o atacante e você pode conferir a entrevista abaixo:

O Curioso do Futebol – Primeiramente, conte-nos como foi sua carreira nas categorias de base e como foi estrear no profissional?

Léo Pará – Minha trajetória na categoria de base começou com 9 anos, na Tuna Luso Brasileira. Depois, com 14 anos, fui para o projeto Boca Júniors Tenoné, também em Belém, do treinador Mailson, a quem sou muito grato, onde eu tive oportunidades em Remo e Paysandu e ainda passei por outro projeto antes de ir de vez para a base do Remo, onde cheguei a treinar no profissional, mas depois fui para o Monte Azul, em São Paulo, onde assinei meu primeiro contrato profissional, de dois anos.

O Curioso do Futebol – Apesar de ser paraense, seu começo no futebol profissional foi em São Paulo. Como foi parar em terras paulistas?

Léo Pará – Foi através dos empresários Bruno e Fernando, além do sr. Bebeto, que trabalhou até nas categorias de base do Santos. Eles me descobriram em Belém e me levaram para o Estado de São Paulo, onde consegui mercado. Joguei no Monte Azul, no Olímpia e na Portuguesa Santista e sempre recebo propostas para voltar, mas resolvi ficar os últimos tempos aqui no Norte do país, até para acompanhar minha esposa, que estava grávida.

O Curioso do Futebol – Aliás, foi em São Paulo onde você conquistou um título, sendo campeão da Segunda Divisão do Estado, em 2016, com a Portuguesa Santista. Como foi fazer parte daquele elenco vitorioso, que quase conseguiu ser campeão invicto (só teve apenas uma derrota)?

Léo Pará – É um privilégio muito grande falar deste elenco, que é o mais competitivo em que joguei, aonde tinha jogadores de qualidade e, por isto, conquistamos este título expressivo. Até hoje nós temos contato um com o outro, através de um grupo no WhatsApp. E, além disto, a conquista foi um recomeço para a Briosa, que hoje já está na Série A2 do Paulista e vive bons tempos, mas isto aconteceu porque roemos o osso em 2016. Até hoje as pessoas lembram que eu estava no elenco campeão da Briosa. A Portuguesa Santista é conhecida no país inteiro e aquele elenco era fora de série! Sem palavras para ele.

O Curioso do Futebol – Depois, você foi para Minas Gerais, onde defendeu o Araxá. Sentiu alguma diferença entre o futebol dos dois estados?

Léo Pará – Todo lugar tem um modo de jogar futebol diferente de outro estado. Porém, não senti muito, pois o futebol mineiro é bom de jogar, me senti muito feliz de atuar no Araxá e fiz muitos amigos na cidade, inclusive o então presidente do clube, Jefferson Leite. Só tenho a agradecer o time, que abriu as portar para mim e poder demonstrar o meu trabalho.

O Curioso do Futebol – Após jogar em Minas, você voltou para o Norte e foi defender uma equipe tradicional, grande, mas que hoje passa por momentos difíceis, que é a Tuna Luso. Como foi esta experiência? Havia muita cobrança para que a Tuna Luso voltasse a figurar entre os melhores do Pará?

Léo Pará – A Tuna Luso é, até hoje, uma equipe grande, que tem títulos expressivos, nacionais, alguns até de mais relevância do que Remo e Paysandu conquistaram. Até por isto, a pressão era grande, pois foi montado um elenco a dedo, forte. Para mim, foi a oportunidade de abrir mercado na minha cidade, Belém. Porém, tenho que destacar que a pressão era grande sim, tínhamos que estar sempre jogando bem e se não vencesse um amistoso, por exemplo, já vinham as cobranças. Mas, é um time grande do estado e tenho a honra de ter defendido a equipe.

O Curioso do Futebol – Você ainda passou, em duas oportunidades, pelo Águia de Marabá, que é reconhecido por ser um dos times mais fortes de fora da capital paraense. Gostou da experiência?

Léo Pará – A experiência foi muito boa e para mim foi um privilégio, já que meu pai é fã do Águia de Marabá e acabei realizando um sonho dele. Gostei de jogar lá porque o clube é uma família e a cidade abraça o time. O treinador da equipe, João Galvão, que chamamos de Papai Galvão, é muito importante para o projeto do time e sou muito grato em ter trabalhado com ele.

O Curioso do Futebol – Como você chegou ao Trem? Alguém o indicou?

Léo Pará – Eu vim para o Trem após o Paraense. Dois amigos meus, Léo Rosa e Dudu, foram para o Trem e me indicaram. Foi assim que acabei vindo para o Amapá.

O Curioso do Futebol – Você é um atacante de velocidade, daqueles que não fogem da disputa, além, é claro, de sua experiência em outros estados. Como isto está ajudando o Trem no Amapaense?

Léo Pará – Sempre ajudamos a equipe que estamos e com o Trem não é diferente. Uso a minha experiência para passar tranquilidade aos jogadores mais novos e, assim, o futebol flui. Deixo sempre bem claro que a união do grupo é fundamental para o sucesso da equipe.

O Curioso do Futebol – O futebol do Amapá vem sendo dominado, nos últimos anos, pelo Ypiranga e, principalmente, Santos, justamente as duas equipes que o Trem persegue no campeonato deste ano. Você acredita que o time possa superar os dois adversários?

Léo Pará – O Trem montou um elenco muito qualificado, que joga para frente, e estamos trabalhando para chegar ao título. Temos uma semifinal difícil contra o Ypiranga e queremos usar a inteligência e nossa experiência, felizmente sempre fui vitorioso em minha carreira, para que possamos passar pelos dois clubes e fazer com que o Trem volte a ser campeão.

O Curioso do Futebol – Após o Amapaense, o que pensa sobre o seu futuro na carreira?

Léo Pará – Antes, penso em ajudar o Trem a ser campeão. Depois, quero buscar algo mais alto. Mas já tenho sondagens de clubes da Segunda do Pará de 2020, que começa ainda este ano. Mas sempre vou trabalhar para buscar o melhor.

O Curioso do Futebol – Agradecemos a atenção e agora deixamos o espaço para você mandar um recado ou quiser abordar algo que não foi perguntado.

Léo Pará – Agradeço a Deus, primeiramente. Queria agradecer também minha família, que sempre me apoiou, os professores Mailson, Galvão e Chuvisco, que me motivaram a seguir a carreira. Estas pessoas sempre nos animam nos momentos difíceis. E quero também agradecer a vocês de O Curioso do Futebol por ter dado este espaço e que sempre acompanha as competições.

O Trem joga nesta sexta-feira, dia 16, pelo jogo de volta da semifinal do Amapaense de 2019, contra o Ypiranga, às 20 horas, em Macapá. O Ypiranga venceu a primeira partida pelo placar de 2 a 1.

O Curioso do Futebol

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