Foto: Victor de Andrade / O Curioso do Futebol / Arquivo
Jogo onde o Atlético Mogi obteve a sua última vitória
O Atlético Mogi vem completando marcas de destaque, mas negativas. No último sábado, dia 11, com a goleada sofrida para o Joseense, por 9 a 0, a equipe completou 55 jogos sem vencer no profissional, igualando a marca histórica do Íbis. Já nesta sexta-feira, dia 17, são cinco anos da última vitória: 1 a 0 sobre o Real Cubatense.
Naquele 17 de junho de 2017, a partida, realizada no Nogueirão, em Mogi das Cruzes, era válida pelo Campeonato Paulista da Segunda Divisão. O favorito naquela ocasião era o Real Cubatense. Apesar de estar estreando no futebol profissional, o Guará Vermelho, em nove jogos, tinha feito 11 pontos, estava na zona de classificação do Grupo 4 e havia vencido o adversário no primeiro, em Santos, por 2 a 0.
Já o Atlético Mogi era o lanterna da chave, com apenas um ponto nos mesmos nove jogos, conquistado justamente no confronto citadino contra o União, no primeiro turno, em um empate em 0 a 0. Vitórias? Só no ano anterior, contra o Jabaquara e o rival da cidade. Ou seja, o Bebê Paulista já vivia um jejum de triunfo, mas nada comparável ao atual.
Mas quando a bola rolou naquele 17 de junho de 2017, a situação se inverteu. Os dois times brigando pela bola no meio de campo. Nas poucas chances que ambas as equipes tiveram, os goleiros Victor Meneses, do Real Cubatense, e Douglas, do Atlético Mogi, trabalharam bem. No final dos 45 minutos iniciais, o time da casa atacou mais e se não fosse o arqueiro do Guará Vermelho, a contagem teria sido aberta.
Já no segundo tempo, o Real Cubatense voltou melhor e atacou mais. Raphael Oliveira e Gabriel Coelho, este em duas oportunidades, tiveram chances claras para abrir o marcador. Porém, aos 39', o zagueiro Saraiva cometeu falta em Nicanor dentro da área: pênalti. Marcão bateu e fez o gol que deu ao Atlético Mogi a vitória, que se tornaria histórica: 1 a 0 para o Bebê e assim acabou o jogo.
"Confesso que não imaginava que seria o gol da última vitória do Atlético. Tanto é que eu fiquei bastante surpreso pela situação do clube", disse Marcão, em entrevista ao GE.com, quando o Atlético completou 52 jogos sem vencer.
Depois dessa partida, o Atlético Mogi completou 55 jogos sem vencer, com apenas três empates, um deles contra o Guarulhos, neste ano, e 52 derrotas. O Bebê volta a campo neste sábado, dia 18, quando enfrenta o Manthiqueira, às 15 horas, no Nogueirão, em Mogi das Cruzes. Será que finalmente vem a vitória ou ultrapassa a marca do Íbis? Veremos!
Neste sábado, dia 11, teremos o pontapé inicial da edição número seis do Brasileirão Feminino A2, competição que teve início no já longínquo ano de 2017 e é sobre isso que vamos falar. Foi no Baetão, na cidade de São Bernardo do Campo, situada na região metropolitana de São Paulo, que teve a primazia de receber a primeira partida do campeonato que veio substituir a até então mais democrática competição da modalidade no país, que era a Copa do Brasil.
Naquela época o Centro Olímpico, time mandante, sediava suas partidas na cidade do ABC paulista, e recebia naquela tarde de quarta-feira a Portuguesa.
O JOGO
Quarta-feira - 10 de maio de 2017 - 15 horas
Estádio Municipal Giglio Portugal Pichinin, Baetão
Centro Olímpico 1 x 1 Portuguesa de Desportos
Gols
Stefani Macedo "Teté", aos 7 minutos (Cen) e Dayana Dias, cobrando pênalti aos minutos, ambos no primeiro tempo.
ARBITRAGEM
Árbitra: Katiucia da Mota Lima
Assistente 1: Fabrini Bevilaqua Costa
Assistente 2: Leandra Aires Cossette
Quarto Árbitro: Salim Fende Chavez
OCORRÊNCIAS
Cartões amarelos para: Kathleen Cruz, Anna Clara Lasso, Bruna Souza, do Centro Olímpico e Lucélia Tobias, da Portuguesa.
ESCALAÇÕES
Stefani Macedo, a Teté, marcou o primeiro gol da história do Brasileirão Feminino A2
Centro Olímpico
1 Anna Clara Lasso; 2 Kathleen Cruz; 4 (capitã)Jennifer Tanaka, 3 Stefani Macedo "Teté" e 6 Rubia Nogueira; 5 Bruna Souza; 8 Luana Vitória, 11 Larissa Santos (depois 16 Gabi Batista) e 10 Iara Araújo; 7 Sabrina Almeida (depois 18 Dayane Nascimento) e 9 Milena Monteiro (depois 17 Ana Jéssica) - Treinador: Lucas Piccinato
1 Bruna de Almeida, 2 Silmara Domingues, 3 Edna Souza, 4 (capitã) Dayana Dias e 6 Thais Prado (depois 14 Mariza Santos "Baiana"); 5 Barbara Stenner (depois 15 Vitória Contatto), 7 Kika Brandino (depois 16 Fernanda Marques), 10 Dani Serrão e 8 Fernanda Ferreira; 11 Bia Santos e 9 Lucélia Tobias - Treinador: Prisco Palumbo
Suplentes não utilizadas
12 (G)Éllen Gonçalves, 13 (Z) Ellen Silva, 17 (LD) Michelle Ferreira e 18 (CA) Juliana Dias "Du"
Dayana Dias, de pênalti, empatou para a Lusa
Um detalhe importante é que a partida foi antecipada a pedido do Centro Olímpico, equipe mandante e passou a ser a primeira da história do Brasileirão Feminino A2, visto que todas as outras partidas ocorreram no dia seguinte, 11 de maio, uma quinta-feira.
As duas equipes representaram a Federação Paulista de Futebol naquele ano e tiveram campanhas distintas. O Centro Olímpico ficou em 4°lugar no grupo 2 e ficou em fora da fase seguinte, enquanto a Lusa foi líder do mesmo grupo e avançou até a final, ficando com o vice-campeonato. Mas esso é uma história para outro dia.
Por isso saúdo e reverencio a todas as personagens desta tão importante partida da história recente do futebol feminino brasileiro.
Há cinco anos uma tragédia chocou o futebol mundial. Na noite de 28 de novembbro de 2016, em Medelin, na Colômbia, já madrugada de 29 no Brasil, o avião da empresa Lamia, que levava a delegação da Chapecoense para a Colômbia, caiu, matando 71 pessoas e deixando seis sobreviventes. O time catarinense se dirigia ao país vizinho para disputar a partida de ida da final da Copa Sul-Americana contra o Atlético Nacional. O avião decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com destino à cidade colombiana, e, pouco antes de pousar no Aeroporto José María Córdova, acabou caindo por causa da falta de combustível, conforme provou a investigação. Funcionários aeroportuários e de aviação civil e da Lamia foram apontados como culpados por graves falhas técnicas.
A viagem começou na tarde do dia 28 de novembro no aeroporto de Guarulhos, São Paulo. O voo da companhia aérea Boa até a cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, durou cerca de três horas. O trajeto final foi em um voo fretado da Lamia, também boliviana. A chegada ao aeroporto José Maria Córdova estava prevista para cerca de 22h, horário colombiano. A poucos minutos da aterrissagem, o avião se chocou com o monte Cerro El Gordo, de 2.600 metros de altitude. A informação sobre a queda do avião chegou nas primeiras horas da madrugada do dia 29 de novembro de 2016.
O acidente provocou o cancelamento da decisão e, em um gesto nobre, o Atlético Nacional enviou uma carta para a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), no dia seguinte à tragédia, pedindo que fosse “entregue o título da Copa Sul-Americana à Chapecoense como laurel honorífico à sua grande perda e homenagem póstuma às vítimas do acidente fatal que deixou nosso esporte de luto”. O pedido foi avaliado pelo conselho da Conmebol, que decidiu declarar a equipe catarinense campeã com “todas as prerrogativas esportivas e econômicas que isso envolve”. A Chapecoense acabou ganhando uma premiação de 4,8 milhões de dólares (R$ 16,6 milhões na época). Além disso, se classificou automaticamente para a fase de grupos da Libertadores de 2017. O Atlético Nacional também foi lembrado pela Conmebol. A equipe colombiana recebeu o prêmio “Centenário Conmebol ao Fair Play” e a quantia de 1 milhão de dólares (R$ 3,5 milhões).
Cinco dias depois da tragédia, em um sábado chuvoso, ocorreu o velório coletivo de 50 das 71 vítimas na Arena Condá, em Chapecó, que foi marcado por homenagens. Após a cerimônia, que durou cerca de duas horas, permaneceram 16 corpos em Chapecó para serem velados. O evento contou com a presença de várias personalidades, entre elas o então presidente da República, Michel Temer, o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, o secretário-geral da CBF, Walter Feldman, o técnico da seleção brasileira, Tite, e os jogadores Seedorf e Puyol.
Os caixões com as vítimas chegaram à cidade às 10h30min, com cerimônia com salva de três tiros, e foram levados por caminhões até o estádio, em um percurso de cerca de 10 quilômetros. O público nas arquibancadas da Arena Condá aplaudia, um a um, cada caixão carregado por militares na chegada para o velório. Na área coberta montada sobre o gramado, reservada aos familiares e pessoas próximas, foram depositados os caixões. Às 13h28min, a cerimônia começou com a execução dos hinos brasileiro e da Chapecoense pela banda da Polícia Militar.
Depois, às 13h38min, falou na Arena Condá o presidente em exercício da Chapecoense, Ivan Tozzo. Durante a cerimônia, o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, usou a camiseta do Atlético Nacional e agradeceu as homenagens e o apoio das autoridades e da população da Colômbia.
Crianças levaram para o campo as bandeiras do Brasil, da Colômbia, de Santa Catarina, de Chapecó e da Chapecoense. O apresentador Cid Moreira leu uma passagem bíblica, seguido pelo bispo da arquidiocese de Chapecó, Dom Odellir José Magri, que leu uma mensagem do Papa Francisco. Balões foram soltos a cada nome de vítima que era pronunciado. Carlinhos, o indiozinho símbolo da Chape, entrou em campo com os pais.
No ato final da cerimônia, os dirigentes do time entregaram uma placa ao técnico do Atlético Nacional e ao embaixador da Colômbia no Brasil. O presidente Michel Temer deixou o estádio Condá sem discursar, enquanto a torcida gritava "Vamo, Vamo, Chape", grito comum durante os jogos. Desde então, em todos os jogos da Chapecoense, os torcedores acendem as lanternas de seus celulares e aplaudem quando o relógio marca 71 minutos, em referência ao número de mortos no acidente.
Domingo, 9 de outubro de 2016. Próximo do meio-dia, o árbitro Thiago Duarte Peixoto dava o seu último apito naquela manhã, no Estádio Ulrico Mursa, em Santos, e a torcida Rubro-Verde explodia de alegria. A Portuguesa Santista vencia o Desportivo Brasil por 3 a 0 e conquistava o Campeonato Paulista da Segunda Divisão daquela temporada, um título em nível estadual, algo que a Briosa não conquistava desde 1964.
Aquele foi o último capítulo de uma campanha quase perfeita. Em 26 jogos, os comandados de Ricardo Costa venceram 16 jogos, empataram nove e perderam apenas uma partida. A equipe entrou no gramado do Ulrico Mursa naquele domingo já com o acesso para a A3 garantido e precisando de um empate para ser campeão. Porém, a equipe precisava "resolver" uma questão.
O Desportivo Brasil havia sido a única equipe na competição inteira a derrotar a Portuguesa Santista, na segunda-fase, por 1 a 0, em Porto Feliz. Aliás, o DB não havia sido derrotado pela Briosa, já que o jogo de volta naquela etapa, em Ulrico Mursa, foi 1 a 1, e a primeira partida da decisão, em 1º de outubro, também em Porto Feliz, o placar foi o mesmo da partida anterior entre as duas equipes.
Era claro nos rostos dos jogadores da Portuguesa Santista que eles queriam conquistar o título com uma vitória mais do que convicente. Queriam mostrar ali, no gramado do Estádio Ulrico Mursa, que eram realmente a melhor equipe da competição. E foi realmente o que ocorreu.
O início do jogo até foi equilibrado, com as duas equipes se estudando. Porém, com o passar dos minutos, a Briosa foi dominando as ações e aos 34 minutos o placar foi aberto. Fernando recebeu uma bola na esquerda e cruzou na cabeça de William, que mandou a bola para o fundo das redes: 1 a 0 para a Portuguesa Santista e 19º gol do camisa 9 rubro-verde na competição, confirmando a artilharia do certame.
O 1 a 0 no primeiro tempo não refletiu o que foi a partida até ali. A Portuguesa Santista merecia mais! E foi o que aconteceu na segunda etapa. Depois de 'martelar' muito, o gol saiu aos 27 minutos: após confusão na área e defesa parcial do goleiro do Desportivo Brasil, a bola sobrou para o jogador mais experiente do elenco, o meia Ricardinho, que mandou a bola para o fundo das redes: 2 a 0 para a Briosa!
O segundo gol fez com que a torcida já comemorasse o título. A festa era linda! E para completar, teve mais um: já nos acréscimos, Lucas Lino driblou o marcador pela esquerda, invadiu a área e rolou a bola para Erick Mamer marcar o seu único gol naquela competição: 3 a 0 para a Portuguesa Santista e o UIrico Mursa explodiu de felicidade.
A cena do capitão Ricardinho levantando a taça, a festa dos jogadores, membros da comissão técnica e torcida, que depois invadiu o gramado do Estádio Ulrico Mursa para comemorar com os jogadores é algo que não sai da mente de todos. Sim, a Portuguesa Santista era campeã da Segunda Divisão Paulista de 2016 e saía do calvário do último estágio do futebol de São Paulo, depois de seis temporadas, com louvor!
Em 1º de outubro de 2016, depois da conquista do acesso, a Portuguesa Santista começava a definir o título da Segunda Divisão Paulista daquele ano, contra o Desportivo Brasil, única equipe que tinha derrotado a Briosa em toda a competição. O jogo, disputado no Ernesto Rocco, em Porto Feliz, terminou em 1 a 1. O gol da igualdade da equipe Rubro Verde foi marcado pelo atacante Juninho, que deixou os briosos muito próximos da taça.
Juninho conta como chegou na Portuguesa Santista."Eu estava no batatais e tínhamos acabado de fazer uma boa campanha. Aí, meu empresário falou da possibilidade da Portuguesa, e não pensei duas vezes, até porque a Portuguesa tem tradição. Foi bem rápido de decidir", afirma.
A boa campanha que a Briosa vinha fazendo na competição foi fator decisivo para Junhinho aceitar a proposta. "Acho que quando um time já está bem, fica bem fácil de se encaixar. Eu também já sabia de alguns jogadores que estavam lá, como o Ricardinho, então eu já sabia que o time tinha bastante qualidade", explica.
Ele conta como foi a sua estreia, já marcando gol. "Meu primeiro jogo foi contra o Desportivo Brasil, o time que me revelou pro futebol. Eu fui um dos primeiros jogadores que chegou lá no projeto. Então era um misto de sentimentos, já que eu iria substituir o Ricardinho, que estava suspenso. Meu primeiro jogo foi com há 10, então era um peso grande substituir o Ricardo. Mas consegui fazer um gol na partida. Foi um confronto emocionante. E acreditávamos que poderíamos chegar ao acesso, porque foi chegando reforços e tínhamos um time qualificado, além de unido", fala o jogador.
Juninho fala sobre como estava preparado para o mata-mata. "Primeiro que bem recebido por todos do grupo e isto já é um aspecto muito positivo. Estava com confiança, então eu sabia que podia ajudar com gols e assistências. Sabíamos da dificuldade do campeonato, masas acreditávamos que podíamos passar por eles e chegar às finais", argumenta o atleta.
No empate contra o Taboão da Serra, em 24 de setembro de 2016, a Briosa conquistava o primeiro objetivo, que era o acesso. E ele conta como foi a emoção. "Foi um sonho para todos! Tirar a Portuguesa Santista da Segundona foi uma grande conquista. Sabíamos o tamanho desse desejo. Eu pensava todos os dias: 'eu fui contratado pra subir esse time e conquistar o título', foi o que o Maninho (N.R.: Gerente de Futebol do clube na época) me disse quando cheguei. A Briosa é um time de tradição e tínhamos por dever coloca lá de degrau em degrau no seu devido lugar", diz.
No dia 1º de outubro, a Portuguesa Santista entrava no gramado do Ernesto Rocco para enfrentar o Desportivo Brasil, no local da única derrota da equipe na competição, pelo primeiro jogo da decisão e toma um gol aos 9 minutos. Porém, Juninho fala que a equipe não se abateu.
"Sabíamos que nosso time era melhor que o deles, mas tínhamos que mostrar dentro de campo, pois era um jogo duro e eles sabiam das característica dos nosso jogadores. Por ter jogado lá por 10 anos, todos me conheciam, fui bastante marcado de perto, mas pude fazer um gol que daria a tranquilidade de decidir em casa", explica.
E Juninho comenta detalhadamente o gol que marcou, aos 12 minutos do segundo tempo. "Lembro com foi o gol! Tínhamos uma jogada ensaidada comigo no segundo pau, para uma casca que podia acontecer. O Israel desviou de cabeça e eu só escorei para dentro do gol. Foi marcante pra mim", afirma.
Juninho, emocionado, fala do jogo do título. A Briosa seria campeã com um empate, mas o que aconteceu em Ulrico Mursa, em 9 de outubro, foi muito mais. "Foi um jogo duro, onde abrimos o placar, mas queríamos mas. Estávamos com bastante confiança! Foi tão natural nossa vitória, tudo saiu naturalmente e jogamos como verdadeiro campeões. A comemoração foi muito boa, emocionante, olhar e ver nossos familiares amigos felizes por esse feito. Foi mágico e u sai aliviado com dever cumprido!! Foi um dos melhores time que já joguei", finaliza o atacante.
Welinton Junior completou cinco anos da primeira passagem pelo Paysandu
Na última terça-feira, dia 7, Welinton Junior completou cinco anos da sua estreia pelo Paysandu. Contratado após se destacar no Joinville, o atacante fez o seu primeiro jogo pelo Papão em duelo com o Bahia, pela Série B de 2015. Com quatro gols e duas assistências no torneio, ele ajudou a equipe a lutar pelo acesso até as últimas rodadas.
De volta em 2017, Welinton Junior chegou a 38 partidas com a camisa bicolor e fez do Paysandu o clube onde mais atuou na carreira. Este é um dos motivos que fazem o jogador lembrar com carinho do período em que defendeu o Papão.
“Foram duas temporadas importantes na minha carreira e que me ajudaram a evoluir como atleta. Tanto em 2015 quanto em 2017, me senti abraçado pela torcida bicolor, uma das mais apaixonadas que eu já vi. Sou grato ao Paysandu pelas oportunidades e sigo na torcida pelo sucesso do clube”, destacou o atacante, de 27 anos, que estava no Desportivo das Aves, de Portugal.
Entre os quase 40 jogos em que atuou pelo Paysandu, Welinton Junior não tem dúvidas ao eleger o mais marcante: a sua estreia no Mangueirão. Na oportunidade, ele marcou os dois gols da vitória por 2 a 0 sobre o América Mineiro, pela Série B de 2015.
“Creio que aquela atuação contra o América Mineiro foi uma das melhores da minha carreira. Era o meu primeiro jogo no Mangueirão e pude marcar os dois gols da nossa vitória. Foi, sem dúvidas, uma noite muito especial”, concluiu Welinton Junior.
Ronaldinho Gaúcho e Neymar só não fizeram chover na Vila Belmiro em 27 de julho de 2011
Em uma era do futebol chato, cheio de táticas e pragmático, o time do Santos dos anos de 2010 e 2011 era uma exceção. Com bons jogadores e um craque, Neymar, o Alvinegro Praiano enchia os olhos de todos. No dia 27 de julho de 2011, aquela equipe encararia o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro, na Vila Belmiro. O Fla não tinha um futebol tão vistoso, mas contava com o gênio Ronaldinho Gaúcho, que estava afim de jogo. Essa mistura acabou se transformando em um jogaço, que teve de tudo!
O Santos, embalado pela recente conquista da Copa Libertadores, foi para cima do adversário. Ganso e Elano dominavam o meio de campo. O segundo fez um belo lançamento para Borges, aos 4 minutos, que saiu na cara do goleiro Felipe e não perdoou: 1 a 0 Santos. Aos 15, o Santos ampliou: Neymar fez bela jogada individual, mas perdeu o gol na cara de Felipe. No rebote, ele mesmo, no chão, deu passe para Borges marcar o segundo dele e do Peixe no jogo.
Perdendo de 2 a 0, o Flamengo foi para cima. Luiz Antônio cruzou rasteiro para Deivid, que perdeu incrível gol na pequena área. Porém, incrível mesmo foi o terceiro gol do Santos, aos 25 minutos. Neymar recebeu na esquerda, deu um belo drible que deixou dois marcadores do Flamengo para trás, tabelou com Borges, deu um "drible da vaca" trocando os pés, sensacional, para cima do zagueiro Rubro Negro e tocou com categoria na saída de Felipe. Golaço!!! Tão golaço que o craque ganhou o Prêmio Puskas de gol mais bonito de 2011.
Neymar na arrancada para o gol do Prêmio Puskas
(foto: Ricardo Saibun / SFC)
Com 25 minutos de jogo, 3 a 0 no placar, o jogo estaria definido para o Santos? Ledo engano! Aos 28, Luiz Antonio foi até a linha de fundo e cruzou. A zaga do Santos falhou e Ronaldinho Gaúcho completou para as redes. Era o craque do Flamengo acordando para a partida. O Flamengo fez o seu segundo aos 31: Léo Moura cruzou na cabeça de Thiago Neves, que balançou as redes: 3 a 2.
O Santos teve a chance de fazer o quarto logo em seguida. Neymar, em suas costumeiras arrancadas, invadiu a área e foi derrubado por Willians: pênalti! Elano cobrou com cavadinha, mas Felipe não caiu na artimanha do meia santista e defendeu a batida. O goleiro Rubro Negro ainda tirou onda: ficou fazendo embaixadinhas após a defesa. Para piorar a situação do Santos, o Flamengo empatou aos 43. Ronaldinho Gaúcho cobrou escanteio na cabeça de Deivid: 3 a 3 e fim de primeiro tempo.
Na volta do intervalo, o Santos foi para cima tentando retomar a vantagem no marcador. Aos 5 minutos, outra arrancada de Neymar. Ele invadiu a área, deu um belo drible em David Braz e bateu com categoria, sem chances para Felipe: Peixe 4 a 3. O gol acordou de vez Ronaldinho Gaúcho: se o gênio santista brilhava, com dribles desconcertantes, gênio do Flamengo resolveu mostrar tudo o que sabe, o que está longe de ser pouco, fazendo lances espetaculares.
O surpreendente gol de falta de Ronaldinho Gaúcho
(foto: Ivan Storti / Lancepress)
E foi assim que saiu o quarto do Flamengo. Ronaldinho Gaúcho partiu para cima da defesa santista. Na entrada da área, ele foi cercado por quatro marcadores na entrada da área. Ele foi passando um por um, sendo que o primeiro tomou um drible seco, mas o último fez falta. Na cobrança, mais um lance de gênio: o craque esperou a barreira pular e cobrou por baixo dela (marca registrada de Ronaldinho Gaúcho), sem chances para Rafael: 4 a 4 no placar na Vila Belmiro.
Com o empate, os dois craques colocaram todo o arsenal de lances e dribles bonitos. Porém, quem teve mais sorte foi o gênio Rubro Negro. Aos 36 minutos, Deivid, Thiago Neves e Ronaldinho Gaúcho fizeram uma bela triangulação, o último recebeu a bola dentro da área e bateu de chapa, sem chances para Rafael. Santos 4, Flamengo 5.
No fim da partida, uma sensação muito legal. Os torcedores do Flamengo, é claro, comemoravam a grande vitória fora de casa. A torcida santista lamentava a derrota, mas deixava claro a admiração pelo belíssimo futebol mostrado naquele dia por ambas as equipes, com Neymar de um lado, Ronaldinho de outro: dois gênios.
Melhores momentos da partida
Em uma época de jogos chatos, sem emoção e com futebol pragmático, o Santos 4 x 5 Flamengo foi uma grande exceção: talento puro, belos gols e a genialidade aparecendo nos momentos crucias. É por isso que esta partida, que está completando cinco anos, é considerada por muitos o melhor da década.
Ficha Técnica
SANTOS 4 X 5 FLAMENGO
Data: 27 de julho de 2011
Local: Vila Belmiro - Santos-SP
Público: 12.968 pagantes
Renda: R$ 312.040,00
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago (MG) e Erich Bandeira (PE)
Gols: Borges, 4, 16, Neymar, 26, Ronaldinho Gaúcho, 28, Thiago Neves, 31, Deivid, 43 minutos do primeiro tempo; Neymar, 5, Ronaldinho Gaúcho, 22, 36 minutos do segundo tempo
Santos FC: Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Ibson, Elano (Alan Kardec) e Ganso; Neymar e Borges - Técnico: Muricy Ramalho.
Flamengo: Felipe, Léo Moura, Welinton (David), Ronaldo Angelim e Junior Cesar; Willians, Luiz Antonio (Bottinelli), Renato e Thiago Neves; Ronaldinho e Deivid (Jean) - Técnico: Wanderley Luxemburgo.
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