Os mistérios da passagem de Didi pelo Real Madrid

Por Fabio Rocha
Foto: arquivo

O gênio Didi não se deu com os gênios dos astros do Real Madrid

Para os fãs de futebol hoje é um dia triste, pois completa 21 anos da morte de Didi. Waldir Pereira nasceu em 8 de outubro de 1928 e faleceu no dia 12 de maio de 2001. O meio campista conquistou diversos títulos e foi um dos maiores da história na posição, mas teve uma passagem frustrante no Real Madrid e que geram especulações até os dias atuais.

Didi fez uma história fantástica no futebol carioca, principalmente pelo Botafogo e Fluminense, clubes no qual ganhou a maioria dos seus títulos e se tornou ídolo do dois rivais. Naquela época, década de 50, era difícil jogadores brasileiros irem jogar no futebol europeu, mas o meio campo era muito diferente.

O jogador começou a chamar a atenção de grandes times, o seu jeito de comandar às partidas, era um maestro no meio campo e fazia o seu time jogar de forma inteligente. As suas atuações eram impressionantes, algo surreal naquela época e isso gerava especulações de grandes times Europeus.

As vésperas da Copa do Mundo de 1958, o Valência tentou a contração do jogador, mas o Botafogo conseguiu segura-lo. Com a ida de Didi pra Copa, a diretoria do clube carioca sabia que seria difícil segurar por mais tempo o meio campista, que continuava demonstrando seu alto nível de futebol.

O meio campista mostrou o motivo pelo qual clubes já estavam atrás dele, a Copa do Mundo foi mais um torneio impressionante para Didi. O jogador decidiu e ajudou a Seleção Brasileira a sair com o título da competição e isso as grandes atuações fizeram os maiores clubes internacionais virem atrás dele.

O Barcelona foi o primeiro pós Copa a procurá-lo. O jogador chegou a conversa com o clube, mas acabou não se concretizando. O Real Madrid veio na sequência e conseguiu contratar o jogador, por preços que não foram revelados. Em 1959, o meio campista chegou ao Real Madrid com uma expectativas enormes, quando pisou na Espanha tinha diversos torcedores e repórteres esperando por sua chegada.

Logo quando chegou, Didi conquistou alguns companheiros com seu jeito irreverente e com uma moral absurda conseguiu espaço no time titular. Na época o Real Madrid tinha dois jogadores espetaculares, que "comandavam" a equipe até o momento. Com a chegada de Didi as coisas passaram a ser diferente e isso gerou um desentendimento por parte de um atleta.

Porém, no começo foi tudo lindo e Didi fez grande amizade com a lenda húngara Ferenc Puskás, que era um dos comandantes da equipe. A dupla disputada quem fazia mais gols de faltas no final do treino e o perdedor pagava o jantar, então o clima era muito leve entre os dois e isso ajudou em campo.

O Real Madrid disputou o torneio de pré-temporada, o Troféu Ramon Carranza. Nesse campeonato, Didi já mostrou o motivo da sua contratação e fez uma grande dupla com Puskás. O meia decidiu alguma jogos e mostrou que chegou para comandar o meio campo da equipe espanhola.

Mas as coisas começaram a mudar após o torneio, e é aonde começa o grande mistério da passagem de Didi pelo Real Madrid. Há algumas especulações, no qual dizem que o comandante da equipe Alfredo Dí Stéfano, ídolo do clube, não gostou da forma pelo qual o brasileiro era tratado e acabou sofrendo com a "inveja".


Com um clima ruim no vestiário, por conta da insatisfação do Dí Stefano, a diretoria precisava intervir nessa situação e foi aonde o brasileiro acabou perdendo espaço na equipe. O presidente na época preferiu ficar do lado mais forte, que era ao lado do ídolo e "dono" da equipe, que era o Dí Stéfano.

Em 1960 o jogador acabou sendo afastado da equipe e acabou não participando do título da Copa dos Campeões que o Real Madrid acabou conquistando. No campeonato nacional, Didi atuou apenas em 19 jogos, marcando 5 gols. O clima ficou insustentável para o brasileiro, que decidiu voltar ao Botafogo em 1960.

Essa é uma especulação, mas existe o outro lado, que alguns dizem que o jogador brasileiro não conseguiu se adaptar ao frio e ao estilo de jogo do futebol europeu e por isso acabou não dando certo. Nunca saberemos o real motivo da passagem, mas a verdade que foi uma frustração para Didi e para todos que esperavam grande atuações do jogador.
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