Em 1995, Rosário Central protagonizou uma virada histórica e ganhou a Copa Conmebol

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

Time do Rosário, que tinha Coudet, operou um milagre

No dia 19 de dezembro de 1995, há exatos 25 anos e um dia atrás, o Estádio Gigante de Arroyto estava abarrotado para apoiar o Rosário Central em uma de suas mais difíceis batalhas na busca por um título. La Acade tinha pela frente uma enorme desvantagem de 4 a 0 contra o Atlético Mineiro. Nada disso importou, pois o time azul e amarelo de Rosário fez história e venceu nos pênaltis, após reverter o 4 a 0.

A história dessa decisão começa com uma atuação de gala do Galo, em um Mineirão relativamente vazio, na primeira partida da decisão. Èzio, Cairo, Paulo Roberto e Silva marcaram os gols do placar amplo da equipe mineira, comandada por Procópio Cardoso. O placar fez com que a vantagem ampla desse quase a certeza do título, mas havia ainda a batalha no intimidador Gigante de Arroyto, na Argentina.

No jogo em Rosário, pressionando, o time da casa pulou na frente logo aos 23 minutos, com Da Silva. Num final de primeiro tempo desastroso para o time brasileiro, Carbonari marcou aos 39' um golaço de falta da intermediária para ampliar e o terceiro veio logo depois praticamente Cardetti marcou o terceiro, levando o jogo para um segundo tempo que prometia muitas emoções, já que o Central estava há um gols dos pênaltis e a dois do título, o que nem parecia tão difícil naquele momento. 

Na etapa final, porém, o Galo conseguiu segurar um pouco mais o ímpeto do time da casa e parecia conseguir evitar o pior, até que aos 43 minutos do segundo tempo, em uma bola cruzada na área, Carbonari subiu mais que a zaga atleticana e fez o gol que levou a decisão para os pênaltis, o que no fundo nem era tão vantajoso para quem teria de enfrentar um tal de Taffarel do outro lado.


Doriva, porém, fez com que o Atlético começasse mal, batendo um pênalti pra muito longe do gol na primeira cobrança da decisão da marca fatal. Palma, por sua vez, começou muito bem as cobranças da Academia. Na segunda cobrança, Leandro Tavares também perdeu e deixou o Rosário em ótima vantagem. Pobersnik confirmou o 2 a 0. Ronaldo Guiaro marcou na terceira cobrança alvinegra, seguida também pelo acerto de Carbonari, decisivo no jogo. Taffarel então, finalmente apareceu, batendo bem sua cobrança e evitando a primeira chance de conquista no chute de Colosso. Euller, o filho do vento, até acertou sua batida, mas o gol de Da Silva garantiu a taça para o Central.

Essa conquista é considerada até hoje o maior título da história do Rosário Central, que nunca conseguiu ir além das semifinais da Libertadores, nos anos de 1975 e 2001. A virada doeu no torcedor e no time do Atlético Mineiro, que já havia ficado fora das semifinais do Campeonato Brasileiro de 1995 por um único ponto de desvantagem para o Santos. Entre os destaques do time do Central, estavam Carbonari, Da Silva e um tal de Eduardo Coudet, que há pouco treinava o Internacional.

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