Há 18 anos, Olímpia calava o Pacaembu "azulão" e conquistava a Libertadores

Por Lucas Paes
Foto: Arquivo

O Pacaembu foi o palco da festa paraguaia

Há exatos 18 anos, o Olímpia, do Paraguai, foi em 2002 antagonista e vilão para uma possível alternativa e bonita história do futebol brasileiro, mas ao mesmo tempo foi protagonista de mais uma de suas magníficas histórias no futebol sul-americano. Em 31 de julho de 2002, o Rei De Copas do Paraguai ganhou seu último título da Libertadores em cima do São Caetano, no Pacaembu, deixando silenciosa uma massa de simpatizantes do Azulão e fazendo a festa paraguaia pela terceira vez na história de "La Copa".

A campanha do Decano, comandado pelo argentino Nery Pumpido, começa num grupo com a Universidad Católica, do Chile, o Bolivar, da Bolívia e o Flamengo. Tudo começa num jogaço em casa, diante do Once Caldas, no dia 21 de fevereiro. Com atuação espetacular de Baez, que marcou duas vezes e um gol de Benitez, os alvinegros vencem o Once Caldas por 3 a 2, com os visitantes marcando com Galván e Morentes. Uma semana depois, o gol solitário de Franco dá a vitória aos paraguaios diante da Católica, no Chile. O primeiro turno da fase de grupos se encerra com um empate sem gols com o Flamengo, no Maracanã. No returno, tudo começa com uma derrota para o Once Caldas por 2 a 1 em Manizares, seguido por um empate em 1 a 1 contra os chilenos em casa. Para fechar a classificação, o gigante paraguaio bate o Flamengo, em casa, por 2 a 0, com gols de Baez e Córdoba.

O mata-mata começa com um duelo contra o Cobreloa, do Chile. No primeiro jogo, o empate por 1 a 1 dá uma boa margem para o segundo duelo decisivo, onde novamente o Decano vence por 2 a 1, com Benitez e Baez, com Canobbio diminuindo o placar. Nas quartas de final, se avizinha um duríssimo confronto contra o Boca, que até consegue pular na frente no primeiro jogo, na Bombonera, com gol de um jovem chamado Carlitos Tevez, mas o empate vem com Traverso, num gol que dá a tranquilidade necessária para Isasí fazer o gol que bota os paraguaios na semifinal.

A vaga na decisão seria disputada contra o fortíssimo Grêmio, de Tite, que joga duro no Defensores Del Chaco, mas perde por 3 a 2. Orteman, duas vezes e Benitez marcam os gols do Olímpia, que vê o Tricolor Gaúcho fazer com Anderson Lima e o matador Rodrigo Mendes os gols que lhe garantem sobrevida. No temido Olímpico Monumental, os alvinegros levam apenas um gol, com Zinho, em um jogo de arbitragem polêmica e nos pênaltis, onde houve uma imensa confusão após o juiz mandar voltar uma cobrança defendida por Eduardo Martini, que acabou entrando na repetição. Tavarelli pega o pênalti de Rodrigo Fabri e garante os visitantes na final.


A decisão conta com um adversário surpreendente: o São Caetano, de Jair Picerni. Gelado, o Azulão faz um ótimo jogo no Defensores Del Chaco e um gol de Aílton deixa a zebra muito perto de acontecer. Então, no dia 31 de julho, no Pacaembu, a zebra parecia se consumar quando Aílton faz o gol do time do ABC paulista ainda no primeiro tempo. No segundo tempo, porém, Córdoba e Baez fazem os gols que levam a decisão para os pênaltis. Nos pênaltis, os erros de Marlon e Serginho ajudam o Olímpia, que reverte o quadro negativo, converte todas as penalidades e solta, pela terceira vez, o grito de campeão da América.

Desde então, ambas as equipes viveram momentos muito diferentes. O Olímpia voltou a decidir uma Libertadores onze anos depois, quando acabou derrotado em 2013 pelo Atlético Mineiro, na campanha da Libertadores que consagrou Victor, Réver e Ronaldinho Gaúcho e condenou Ferreyra, que perdeu um gol decisivo no Mineirão. O São Caetano viveu declínio coincidente com o falecimento de Serginho, em 2004 e hoje luta para voltar as divisões do Campeonato Brasileiro, enquanto sofre nos últimos anos numa gangorra entre a Série A1 e a Série A2 do Paulistão.
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