O começo de Júnior no Vitória

Por Lucas Paes
Foto: Antenor Pereira/ Arquivo Correio

Júnior jogou pelo Vitória entre 1994 e 1996

O lateral esquerdo Júnior, que na verdade chama-se Jenílson Ângelo de Souza, foi durante os anos 1990 e 2000 um dos principais laterais revelados pela Seleção Brasileira. Parte do time que conquistou a quinta Copa do Mundo da Amarelinha em 2002, o ex-jogador, que completa neste dia 20 seus 47 anos, que consegue ter um espaço no coração da torcida dos rivais Palmeiras e São Paulo, começou sua trajetória de sucesso no futebol no Vitória.

O rubro-negro baiano é um dos mais celeiros de craques mais férteis do país, seja para cria-los em sua base ou para encontra-los pelo estado da Bahia e dar um lugar para brilhar. A segunda opção foi o que ocorreu com Júnior. Que quase não conseguiu se profissionalizar pelo Vitória, já que inicialmente não conseguiu chamar tanta atenção, talvez sentido um pouco a pressão de jogar num time maior do futebol do seu estado.

O lateral chegou a base do Leão como atacante, mas foi logo lançado na posição que faria sucesso. Porém, chegou a ser dispensado da base rubro-negra e retornou ao futebol amador da cidade de Santo Antônio de Jesus. Porém, na época ele foi visto pelo treinador rubro-negro, Otacílio Gonçalves, que pediu seu retorno imediato quando o viu jogando.

Dessa vez ele "estourou": sua estreia profissional veio em 1994, quando o Vitória venceu o Fluminense de Feira de Santana por 4 a 0. João Francisco, treinador do time na época, colocou ele como titular. Acabou sendo um dos destaques do jogo e foi titular em boa parte da campanha do vice no estadual de 1994.


Em 1995, foi um dos destaques do time do Vitória que conquistou o primeiro dos três títulos baianos seguidos entre aquele ano e o ano de 1997. Seu futebol vestindo rubro-negro começava a chamar a atenção de vários clubes do Brasil. Apesar do Vitória não fazer um brasileirão muito bom, sua qualidade chamou a atenção daquele que era na época o time mais rico do Brasil. O Palmeiras, com a parceria com a Parmalat o levou para substituir um tal de Roberto Carlos, em 1996.

Seria pelo Palmeiras que Júnior abriria asas e conquistaria seu espaço no "mundo da bola". Campeão da Libertadores, acabou indo para o Parma em 2000 e dois anos depois foi campeão do mundo com o Brasil. Depois passaria pelo Siena antes de retornar ao Brasil, onde jogou muita bola no São Paulo, conquistando mais uma Libertadores e ainda jogou por Galo e Goiás antes de pendurar as chuteiras, no ano de 2010.  
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