terça-feira, 12 de maio de 2020

O América Mineiro campeão em 1957

Com informações do Acervo do Coelho
Foto: Arquivo

Jardel, Fantoni, Moacir, Gaia, Wilson Santos, Gilson, Leônidas, Capeta, Toledo, Ernane e Goiano.
E o massagista Djalma que fazia dupla com o Bolão

O ano de 1957 é muito especial na história do América Futebol Clube, de Belo Horizonte. O Coelho dominou as competições organizadas pela Federação Mineira de Futebol, conquistando os títulos no profissional, juvenil e aspirantes. Um fato inédito até então.

O Campeonato de Belo Horizonte, que era como o torneio era chamado até, justamente, aquele ano, contou com a participação de 10 equipes da capital de Minas Gerais e municípios vizinhos. Além do América, a competição tinha a Associação Atlética Asas (Lagoa Santa), Clube Atlético Mineiro (Belo Horizonte), Cruzeiro Esporte Clube (Belo Horizonte), Democrata Futebol Clube (Sete Lagoas), Esporte Clube Siderúrgica (Sabará), Meridional Esporte Clube (Conselheiro Lafaiete), Metalusina Esporte Clube (Barão de Cocais), Sete de Setembro Futebol Clube (Belo Horizonte) e o Villa Nova Atlético Clube (Nova Lima).

Em uma campanha que prevaleceu altos e baixos, o Coelho venceu 12 partidas, empatou 11 e perdeu apenas 1 (para o Siderúrgica). Ao todo, marcou o dobro de gols do que sofreu: foram 50 gols marcados e 25 sofridos em 24 jogos. Curiosamente, o América venceu apenas uma partida nas sete primeiras rodadas, mas reagiu com uma incrível sequência de 9 vitórias em 11 jogos para conseguir o título histórico.

O América também contou com a revelação de quatro jogadores campeões mineiros de juniores do mesmo ano para levar a taça, entre eles o popular goleiro Jardel, conhecido como “O Cavaleiro Negro”,e o talentoso Zuca, autor de 78 gols com a camisa alviverde. O artilheiro do América na competição foi Miltinho, com 12 gols, enquanto o o meia Toledo foi eleito o melhor jogador do Campeonato Mineiro.


A Tríplice Coroa de 1957 serviu para consagrar uma safra de ídolos americanos. Afinal, entre 1957 e 1961, aquela geração composta por craques como Zuca, Jardel, Gunga, entre outras lendas, levou o clube ao topo das decisões do futebol mineiro durante quatro oportunidades em cinco anos: Além do título em 1957, o melhor resultado daquela geração, Coelho também brilhou durante as campanhas estaduais de 1958, 1959 e 1961, quando foi vice-campeão estadual três vezes em quatro anos. Não à toa, o América era a base da Seleção Mineira de Futebol no período. Em 1957, por exemplo, o clube chegou a enviar seis representantes, cinco deles titulares, para o Torneio de Seleções Estaduais de 1957, realizado na cidade de Barbacena-SP. Os enviados foram:

– Gunga: segundo maior artilheiro da história do clube;
– Edgar: único jogador mineiro convocado para a Seleção Brasileira durante a temporada;
– Wilson Santos e Dôdô: jogadores decisivos para o futuro título estadual;
– Geraldo: atacante do clube por mais de dez anos, também é famoso por ser um dos dois americanos presentes na inauguração do Mineirão, em 1965, ao lado de Jair Bala;
– Tonho: goleiro reserva do Selecionado Mineiro, foi terceiro jogador que mais atuou pelo América na história, com 231 partidas. Além disso, Tonho foi o único jogador do clube campeão estadual em 48 e 57, ao lado do zagueiro Gaia.
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