domingo, 22 de março de 2020

Jorginho 'Cantinflas' na Portuguesa Santista em 2000

Foto: Arquivo Briosa

Jorginho, na foto, entre Tico Mineiro e Arnaldo: defendeu a Briosa em 2000

Um jogador que começou como atacante, na ponta, fez sucesso na Portuguesa de Desportos e Palmeiras. Porém, teve uma queda na carreira, foi jogar em times menores, virou meia e já com 32 anos teve uma reviravolta, com belas passagens por Atlético Mineiro e Santos. Estamos falando de Jorge Luís da Silva, ou simplesmente Jorginho, ou Jorginho 'Cantinflas', por se parecer com o ator mexicano, que está completando 55 anos neste 22 de março de 2020. Em 2000, Ele jogou na Portuguesa Santista.

Jorginho começou na Lusa, onde foi alçado ao time principal em 1983, com 18 anos. Começou a chamar a atenção de todos, por ser um ponta que não tinha medo de partir pra cima. Em 1990, o Palmeiras o contratou. No mesmo ano, foi convocado para a Seleção Brasileira, por Falcão, onde fez um jogo. Em 1992, caiu de rendimento e foi para o Santo André. Depois passou por Paysandu, Coritiba, Juventude e Paulista. Nestas andanças virou meia! Em 1997, no Santo André, acabou chamando a atenção novamente e foi contratado pelo Atlético Mineiro.


Jorginho foi um alicerce do técnico Leão no bom time do Galo daquele ano, que chegou às fases finais do Brasileirão e conquistou a Copa Conmebol. Em 1998, Leão foi para o Santos e levou o meia. No Peixe, também conquistou a Copa Conmebol, ainda em 1998 e fez parte do time semifinalista do Brasileirão. Em 1999, no meio do ano, foi para o Paraná Clube.

Em 2000 começa a sua história com a Portuguesa Santista. O futebol da Briosa foi assumido pela Multicargo, empresa com atividades no Porto de Santos. O grupo começou a montar uma equipe forte para um time considerado pequeno e foi buscar o volante Capitão, ex-Portuguesa, o zagueiro Lima, ex-Fluminense, o goleiro Pitarelli, ex-Guarani, além de jovens jogadores pouco aproveitados em times grandes. Além deles, Jorginho foi contratado.


Vestindo a camisa 8, Jorginho era o capitão da experiente equipe, treinada na primeira fase do Paulistão Série A1 por Marinho Peres, ex-zagueiro que esteve na Copa do Mundo de 1974 e depois técnico de sucesso no futebol português. O meia era o esteio da equipe, que naquela fase inicial, que não tinha os grandes, que disputavam o Torneio Rio-São Paulo, ficou em quarto no grupo Grupo 1, passando a outra etapa, onde teria Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras.

Na segunda fase, a Briosa, que passou a ser dirigida por Muricy Ramalho, ficou no Grupo 3, ao lado de São Paulo, Guarani e União Barbarense. O grupo foi embolado, com o Tricolor e o Bugre avançando. A Briosa acabou em quarto, com 10 pontos, mas conquistou boas vitórias, como 2 a 1 sobre a Barbarense, fora de casa, e um 3 a 1 sobre o São Paulo, em pleno Ulrico Mursa.


Mesmo caindo na segunda fase, Jorginho se destacou defendendo a Portuguesa Santista. A prova disso é que ele, em seguida, voltou para um time grande: foi defender o Fluminense na Copa João Havelange. Depois, ainda jogaria por Rio Branco e Avaí, onde encerrou a carreira em 2002. Ainda emendaria uma carreira de treinador, onde teve boas passagens por Palmeiras e, principalmente, Portuguesa, sendo campeão brasileiro da Série B. Hoje, está sem clube.
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