Campeão do Mundo pelo Grêmio e Carioca pelo Botafogo, Valdir Espinosa morre aos 72 anos

Foto: Reprodução ESPN.com

Valdir Espinosa, já como dirigente, foi campeão da Copa do Brasil de 2016 com o Grêmio

Um dos mais importantes treinadores brasileiros das décadas de 80 e 90 faleceu nesta quinta-feira, dia 27. Valdir Espinosa foi Submetido a uma cirurgia na região do abdômen no dia 17, foi internado novamente no dia 20 e não se recuperou, não resistindo e vindo a óbito. Ele foi marcante na vida de vários clubes, principalmente Grêmio e Botafogo.

Ele foi lateral-direito profissional, com passagens por Grêmio, CSA, Esportivo, Caxias e Vitória. Parou em 1978 e no ano seguinte já iniciou no cargo de treinador do Esportivo, onde, em 1979, fez a melhor campanha entre os times do interior.

A partir de 1980, ele começa uma série de títulos por onde passa, começando pelo estadual pelo Ceará. Em 1981, é campeão paranaense com o Londrina. Chega ao Grêmio em 1982 e no ano seguinte conquista duas grandes glórias para o Tricolor Imortal: a Copa Libertadores, sendo a primeira das três, e o Mundial Interclubes, o único que o Grêmio venceu.

Depois, vai para o Al-Hilal, onde é campeão Saudita em 1985. Dois anos depois, desembarca no Paraguai, onde dirige o Cerro Porteño pela primeira vez e conquista o Campeonato Paraguaio de 1987. A lista de títulos do treinador só cresce.

Em 1989, Valdir Espinosa entra para a história do Botafogo. O time da Estrela Solitária não ganhava um título desde 1968. Em um jogo épico, contra o Flamengo, Maurício marcou gol e o time celebrou o título invicto da competição e criou mais um momento histórico para a carreira do treinador.

Depois do título de 1989, pelo Fogão, ele começa a rodar por vários clubes. Em 1992, volta ao Cerro Porteño e novamente conquista o campeonato nacional. Isto o credenciou a dirigir a Seleção Paraguaia, em 1993, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1994. Porém, a Albirroja não conseguiu a classificação com o início da geração que faria sucesso quatro anos depois, com Chilavert, Arce, Gamarra, Rivarolla, entre outros.


A partir dos anos 2000, virou um verdadeiro "andarilho da bola", dirigindo vários clubes pelo Brasil e exterior, trabalhando, além de Paraguai e Arábia Saudita, no Japão e Estados Unidos. Seu último título como treinador foi em 2005, conquistando o Campeonato Candango pelo Brasiliense. Também chegou a trabalhar como comentarista no SporTV.

Nos últimos anos, alternou trabalhos como treinador e dirigente remunerado de futebol. Entre 2016 e 2017, foi coordenador técnico do Grêmio e responsável pela contratação de Renato Gaúcho, campeão da Copa do Brasil. Já neste ano, havia assumido a função de gerente de futebol do Botafogo.
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