domingo, 5 de janeiro de 2020

Os 361 gols de Pelé marcados pelo Santos no exterior

Com informações do Centro de Memória e Estatística do Santos FC
Foto: arquivo Santos FC

Pelé atuando pelo Santos no exterior: média maior que um gol por jogo

Aos 18 anos, dois meses e 12 dias Pelé marcou seus primeiros gols pelo Santos no Exterior. Seis meses antes já tinha marcado seis gols na Copa da Suécia, mas com a camisa do Santos, fora do País, aqueles dois da vitória de 3 a 0 sobre o Sport Boys, em 4 de janeiro de 1959, foram os primeiros.

Os deuses do futebol sorriam para o Menino Rei naquele início de ano. Duas semanas antes tinha sido campeão paulista e artilheiro do campeonato estadual com a marca inalcançável de 58 gols. Maior revelação da Copa da Suécia, Pelé atraiu naquele domingo ao Estádio Nacional de Lima, um público de 37.041 espectadores. Todos queriam ver o jovem ídolo e o grande time brasileiro contra o campeão peruano de 1958.

Melhor todo o tempo, o Santos venceu por 3 a 0, com dois gols de Pelé e um de Pepe, e ainda gastou os últimos minutos tocando a bola de pé em pé, para o aplauso dos presentes. O time escalado pelo técnico Lula formou com Manga (depois Laércio), Hélvio e Dalmo; Getúlio, Ramiro (Urubatão) e Zito; Dorval, Álvaro (Afonsinho), Pagão (Guerra), Pelé e Pepe. Na arbitragem, Friedrich Ander.

Ao final da partida, sorridente como sempre, Pelé se surpreendeu com o número de fãs que tinha no Peru e com o gosto dos peruanos pelo futebol técnico e bem jogado do Santos. Naquela primeira excursão internacional que fazia com o Alvinegro Praiano pela América Latina, o futuro craque do século faria 14 jogos em um mês e meio e marcaria 23 gols, média de 1,6 gols por partida.

De 23 de maio a 5 de julho daquele ano o Santos viajaria pela primeira vez à Europa e Pelé, ainda com 18 anos, faria 22 jogos em um mês e 12 dias, marcando 38 gols. Ou seja, o time jogou uma partida a cada 1,9 dias e Pelé, mesmo obedecendo a esse roteiro estafante para qualquer mortal, alcançou a média de 1,7 gols por partida.

Percebam que na América Latina ou na Europa, enfrentando adversários de níveis diversos, muitos deles campeões locais, Pelé manteve a mesma média de gols por partida. Esses números iriam se repetir durante excursões seguidas do Santos até o final dos anos 60.


Em 351 jogos, média superior a um gol por jogo - Para resumir, o incomparável Pelé, enfrentando zagueiros, arbitragens e, às vezes, torcidas hostis, jogando dia sim, dia não, sob todos os rigores do clima de todos os continentes, batendo-se contra alguns dos melhores times e melhores jogadores do mundo nos estádios destes, fez 353 partidas pelo Santos no Exterior e nelas marcou 361 gols, com média superior a um gol por jogo. Fora do Brasil comemorou duas Libertadores, um título Mundial, uma Recopa Mundial e inúmeros torneios importantes. Dá pra comparar?

Uma curiosidade: o Benfica, de Portugal, foi o time que mais vezes chegou a uma final da Liga dos Campeões da Europa na década de 1960: nada menos do que cinco, levantando a taça europeia em 1961 e 1962.

Pois bem. Nesse período o Santos, com Pelé, enfrentou o Benfica cinco vezes fora do Brasil: uma em Paris, uma em Lisboa, uma em Buenos Aires e duas em Nova York. Pois nesses jogos o Santos de Pelé não perdeu em nenhuma oportunidade e obteve quatro vitórias e um empate contra o grande europeu e Pelé marcou cinco gols, média de um por jogo. A partida em que o Rei marcou mais vezes foi justamente a única “oficial”: foram três gols na final do Mundial Interclubes de 1962, em que o Santos goleou o poderoso adversário, em Lisboa, por 5 a 2.
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